Do Brasil a Chicago

Após meses de preparativos, minha viagem finalmente começou no dia 14 de junho de 2019, com um trecho rodoviário feito em ônibus leito entre minha cidade (Santa Maria) e a capital gaúcha. Tinha me programado para sair cedinho da manhã, mas as notícias a respeito da possibilidade de uma greve geral de transportes, nos moldes da Greve dos Caminhoneiros de 2018, exatamente naquela sexta-feira, me assustou um pouco; por isso decidi sair logo depois da meia-noite para amanhecer em Porto Alegre. 

Com essa mudança de planos, tive que acrescentar uma reserva de hospedagem ao meu roteiro, pois ficaria em Porto Alegre esperando o voo que sairia no início da tarde desde as 5 horas da manhã. Optei por um dos hotéis mais próximos do aeroporto, o Express Aeroporto, que é bem simples e em conta para uma pessoa sozinha, mas que me surpreendeu com um bom café da manhã e com o transfer gratuito para o terminal, na hora em que solicitei, após o check out.

Essa paradinha me possibilitou ter umas horas extras de sono, num horário fora do meu horário normal de sono, o que já seria conveniente para ir adaptando meu corpo às 12 horas de diferença de fuso horário que teria de enfrentar quando chegasse a Tóquio. Pude também tomar meu último banho antes de chegar em Tóquio, a menos de 3 horas do embarque no primeiro voo.

Deixei para almoçar mais tarde, perto do horário de partida do voo para Guarulhos, mas me dei muito mal. O aeroporto de Porto Alegre ainda estava passando por obras para a ampliação do Terminal 1, pela administração da Fraport, e por isso praticamente não havia opções de locais para se comer. 


O jeito acabou sendo ir logo para o Terminal 2, de onde sairia meu voo da Azul, e comer numa das poucas opções de lancherias que existiam naquele lugar (o qual graças a Deus fechou no final de 2019, porque parecia uma rodoviária antiga). Pela falta de opções no terminal 1 por alguns atrasos de voos causados por aquela ameaça de greve geral que rondava o dia 14/06/19, esses poucos locais de refeições estavam ainda mais lotados de passageiros.

Felizmente, consegui comer alguma coisa e passei para o embarque por volta das 14h30. A bagagem já estava despachada até o aeroporto de Haneda, em Tóquio, portanto era algo com o que não me preocuparia mais até o domingo de noite, quando fizesse a imigração no Japão.

Meu voo partiu no horário marcado e chegou a Guarulhos no final daquela tarde de inverno.


Chegando lá, logo peguei o ônibus interno que conecta o terminal onde opera a Azul com o T3, de onde saem os voos internacionais.

Quando já tinha passado para a área de embarque, do lado de lá da Polícia Federal, dei de cara com uma casa de câmbio e decidi trocar todos os 900 e poucos reais que tinha na carteira por ienes japoneses. A decisão até pareceu boa, mas paguei taxas absurdas por essa operação, que só quem conhece o Banco Safra já viu.

Estava começando a anoitecer quando passei para dentro de uma sala vip que meu cartão de crédito oferece de graça, com a intenção de fazer uma janta ou lanche reforçado, antes do embarque no voo da United para Chicago. O problema é que era sexta-feira de noite, era São Paulo, e o cartão não é tão exclusivo assim - resultado: uma sala lotada, com gente sentada no chão ou disputando os poucos lugares que vagavam.


Consegui comer algumas coisas e beber um pouco, mas não arrisquei nada alcoólico. Saí dali e comecei a fazer as ligações por Whatsapp para a família, me despedindo de todos.

Pontualmente, o 777 da United para Chicago partiu de Guarulhos lotado.


Com a antecedência que comprei a passagem, consegui reservar um lugar de corredor como desejava, num local em que apenas uma pessoa teria que me pedir licença para levantar, e mais ou menos na região dianteira da classe econômica.

Como de costume em viagens longas, tomei um Dramin 100mg enquanto comia a sobremesa, após o jantar servido, e consegui dormir quase 6 horas da viagem, que durava mais de 9 horas. Assisti a um filme, mas nada muito empolgante, visto que a maior parte da oferta do entretenimento a bordo consistia de filmes de super-heróis ou coisas do gênero.

Aterrissamos em Chicago dentro do horário previsto, cedinho da manhã de sábado, com um tempo bem nublado e a temperatura em torno de 18°C. 

Desembarquei ligeiro, e apertei o passo o quanto pude para passar o mais à frente possível na fila da imigração, e até que tive relativo sucesso. Após fazer o procedimento de geração do cartão de imigração nas máquinas de autoatendimento depois de uma espera de uns 5 minutos, esperei mais uns 10 minutos para ser atendido e liberado por um oficial, que só me perguntou para onde eu ia.

Como é usual nos EUA, tive que retirar a bagagem embarcada aqui no Brasil e passar pela fiscalização aduaneira deles, para em seguida redespachar tudo com a United, a qual cuidaria de colocar o material no voo para Tóquio, cerca de 10 horas mais tarde.

Por volta das 7 horas da manhã, já estava do lado de fora da área restrita do aeroporto, tratando de localizar a estação do metrô que me levaria para o centro de Chicago.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Londres - Piccadilly Circus e o Soho

Londres - Greenwich e o Imperial War Museum

Londres - Abadia de Westminster, Palácio de Buckingham e Nat. Portrait Gallery