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Mostrando postagens com o rótulo Alemanha

Retomando Berlin

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Já faz alguns dias que não escrevo sobre aquele meu segundo mochilão à Europa, feito em 2007. Eu havia parado na viagenzinha bate-e-volta que fiz até a fronteira com a Polônia, a partir de Berlin. Como eu tinha dito, nem todos do grupo fizeram o mesmo. Os guris que ficaram na cidade aproveitaram a tarde para entrar no Museu Egípcio, cuja atração mais conhecida é o busto da Rainha Nefertiti, do Egito antigo (esse da foto). Além disso, conseguiram pegar um movimento menor em frente ao aParlamento e tiveram a oportunidade de conhecer o lado de dentro. No final da tarde, pouco antes de voltarmos, eles deram umas voltas pelo Sony Center, um conhecido centro de compras e lazer que fica no centrão do que antes era Berlim Ocidental. Naquela noite, mesmo um pouco cansado, eu fui com o Rafael até o ponto de encontro (estação do S-Bahn Hakischer Markt) do mais conhecido pub crawl de Berlim. Pub crawl , para quem não sabe ou não acompanhou os posts sobre minha outra viagem à Europa, é uma ativi...

Do outro lado de lá...

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Assim que saímos do zoológico de Berlin, reencontramo-nos com o Rafael e o Marcelo e deixamos o Rodrigo com eles. Eu e o Diego faríamos um passeio até a Polônia e os outros três ficariam na cidade, conhecendo o museu egípcio e o interior do Parlamento. A idéia de dar um pulinho na Polônia surgiu meio do nada, ainda nos preparativos da viagem. O Diego e eu estávamos vendo o que havia de interessante por perto de Berlin e eu propus a ele, que nunca havia ido à Europa, conhecer um pouquinho do lado de lá do continente. Berlin fica a apenas 80km da fronteira com a Polônia e, pelo que vimos na internet, havia trens de meia em meia hora partindo para Frankfurt (Oder), de onde se passa a pé para o outro lado. Tivemos um pouco de dificuldade para comprar a passagem na Hauptbahnhof de Berlin, mas em alguns minutos já estávamos embarcando. A viagem durou cerca de uma hora, passando por lugares bem bucólicos, alternados com bosques de pinheiros. Tudo parece (e é) meio deprimente no interior daque...

Berlin - Copa, Muro e Knut

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Nossa terceira manhã em Berlin começou cedo, com um bom café da manhã e um tempo aberto, igual ao da primeira manhã de passeios. Como não tivemos tempo suficiente para fazê-lo na volta de Potsdam, como planejado, decidimos ir visitar o Estádio Olímpico de Berlin por primeiro. O estádio, que também foi a sede da final da Copa de 2006, tem muita história. Foi nele que se realizou a mais polêmica Olimpíada de todos os tempos. Os nazistas tiraram proveito político dos jogos pela primeira vez na história, naquela ocasião, mas o fato que mais foi lembrado após o término da competição foi a recusa do líder nazista em entregara medalha de ouro ao negro americano Jesse Owens, vencedor dos 100m rasos contra as expectativas dos alemães. A visitação não é gratuita - paga-se uma taxinha de alguns euros para entrar no estádio como visitante, tendo acesso às arquibancadas e ao local onde ficava a tocha olímpica. Pode-se ver ainda outros elementos do estádio, como um pesado sino de bronze, e placas c...

Potsdam

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De Oranienburg, sem parar em Berlin, fomos a Potsdam, no extremo sul da linha de S-Bahn em que vínhamos. Potsdam, embora seja a capital de outro estado alemão (Brandenburg), fica na região metropolitana de Berlin, por isso a ligação por transporte público. É como se Goiânia fosse um pouco mais perto de Brasília. A cidade tem vida própria, governo próprio e, na sua parte mais central, nada que chame muito a atenção. O motivo que nos levou até lá foi o fato de que era nessa cidade em que se encontravam quase todos os maiores castelos da época em que a Alemanha era uma monarquia. Em outras palavras, Potsdam era para Berlin mais ou menos o que Petrópolis era para o Rio de Janeiro. Há castelos espalhados por vários pontos da cidade, mas a maior parte deles (e os mais bonitos) estão concentrados numa área de parque bem legal para caminhadas ou passeios de bicicleta. Não se engane pelo mapa – o troço é grande mesmo e tem até ônibus circulando entre um ponto e outro. Paga-s...

Sachsenhausen

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O dia seguinte amanheceu nublado e friozinho. Tomamos nosso café da manhã e nos largamos para Ostkreuz, onde compramos um ticket de passagem que incluía a zona C. Nossos planos para esse dia eram de visitar o campo de concentração de Sachsenhausen, que fica na cidade de Oranienburg, a uns 35km de Berlin, e, pela tarde, ir a Potsdam. Oranienburg fica longe mesmo. Com todas as paradas do S-Bahn, levamos quase uma hora para chegar até lá. Deu para ver bastante floresta no caminho – isso para os que não caíram no sono durante a viagem com o trem quase vazio. Chegamos na estação de trem, ponto final do S-Bahn, e começamos a seguir as plaquinhas que indicavam a direção correta. A presença de outras pessoas, inclusive excursões de colégio, seguindo no mesmo caminho, deu-nos a garantia de que não estávamos indo para o lugar errado. Oranienburg é uma cidade bem pequenina e até sonolenta. Não se vê movimento algum, a não ser o dos turistas indo até o campo, que fica bem longe da...

Berlin - a divisão

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A escolha de descansar naquela tarde, enquanto chovia, revelou-se acertada. Por volta das 18hs, o tempo já havia melhorado e estávamos descansados para conhecer uma das atrações mais conhecidas da cidade: o Checkpoint Charlie, com o seu museu. Checkpoint Charlie era, na verdade, o posto de controle “C”, no alfabeto aeronáutico. Era o único ponto de passagem entre Berlin Ocidental e Berlin Oriental para estrangeiros não residentes em Berlim e para diplomatas. Os cidadãos locais podiam passar de um lado para o outro através de outros diversos postos de controle ao redor do muro – alguns eram destinados só para cargas, outros só para cidadãos do leste, outros só para fins médicos, e por aí vai. Checkpoint Charlie acabou sendo o mais famoso porque era justamente a porta de entrada dos turistas que queriam conhecer o “lado de lá”. Também acabou ficando famoso por causa de algumas fugas e tentativas de fuga usando credenciais diplomáticas falsas. Nesse posto de controle, dizia...

Berlin - continuando

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Após o almoço, chamou-nos a atenção umas lojinhas vendendo bugigangas da antiga Alemanha Oriental. Entramos, olhamos de tudo um pouco, mas compramos muito pouca coisa. Eu aproveitei para levar uma camiseta bem legal, que uso até hoje para sair, mas que não tem a ver com comunismo. O que mais se vende nessas lojinhas são chaveirinhos com um símbolo da nostalgia que os alemães orientais têm da sua pátria comunista: a silhueta do homenzinho verde de chapéu que indicava a passagem dos pedestres no semáforo. Ali perto vimos uma loja da Ferrari. Sim, uma concessionária da Ferrari em pleno centro de Berlin, com três “máquinas” à mostra. Embora a vontade fosse de levar algo um pouco maior, contentei-me em comprar só mais uma camiseta oficial – tão legal que o Rafael acabou comprando uma igual, hehehe. Entramos ainda numa concessionária da Volkswagen do outro lado da rua, só para dar uma olhada nos lançamentos. Até que fiquei feliz de ver que aqui no Brasil, pelo menos nessa marca, te...

Berlin - Museumsinsel e parte histórica

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Depois do lanchinho da manhã, seguimos nossa caminhada para a praça que fica logo ao lado da torre da TV. Ao redor dela estão a St Marienkirche, a Rotes Rathaus (Prefeitura Vermelha) e a fonte de Netuno. O que mais gostei, no entanto, foi uma que eu havia esquecido que existia naquela parte da cidade: duas estátuas bem grandinhas de Marx e Engels. Pelo lustro do joelho de Marx, dá para ver que muita gente tira foto sentada no colinho do pai do comunismo... Umas duas quadras mais pro lado, chega-se à igreja de Nikolaikirche. Ao redor dela, havia dezenas de bichinhos de pelúcia do símbolo da cidade: o urso. Alguns passos para baixo e demos de cara com o rio que serpenteia a parte central de Berlin, o Spree. Seguindo por ele, em direção à ponte da Unter den Linden, passamos pelo Palast der Republik, antiga sede do governo da DDR (República Democrática Alemã, vulgo “Alemanha Oriental”). O prédio está sendo demolido, porque, logo depois da reunificação alemã, engenheiros e té...