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Da Áustria à Eslovênia

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Chegando em Viena, depois de um dia Bratislava, já estava decidido sobre o que fazer em seguida. Escolhi ir para Ljubljana, na Eslovênia, e de lá seguir direto para a casa da minha prima, na Itália, para chegar a tempo de passar o aniversário da minha afilhada Luísa junto com ela e os meus tios, que também estariam por lá. Quando se pede uma passagem de trem para Ljubljana na estação de trem, normalmente oferecem uma com conexão em Villach. Olhando no mapa, porém, percebe-se que existem caminhos bem mais curtos. Insisti e acabaram me oferecendo outra, com conexão em Graz, que foi a que comprei. Assim como os trechos entre Munique e Praga e Praga e V iena, esse saiu por exatos 29 euros, sem contar a reserva (que também não fiz). Comprei a passagem e fui direto para o albergue, preparar tudo para sair cedinho na manhã seguinte. Naquela primeira noite sozinho na viagem, fiquei um pouco perdido. Liguei para um montão de gente a qui no Brasil com um daqueles cartões de ligações internaciona...

De Viena a Bratislava

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Logo depois de umas quatro horas caminhando pelo Schönbrunn, voltei com o Rafael até o albergue, para fazer o check out dele e ajudá-lo a pegar o transporte até o aeroporto. Na noite anterior e naquela manhã, tinha decidido que ficaria por mais uma noite em Viena, mas que aproveitaria a tarde e o início da noite para conhecer Bratislava, capital da Eslováquia, que fica a uns 45 minutos de trem dali. Reservei e paguei antecipado mais uma noite, sem problemas (o cara da recepção disse que quem já estava hospedado tinha preferência). Aproveitamos também a simpatia do pessoal do albergue para fazer backups das fotos de viagem, de forma que tanto eu como o Rafael tivéssemos uma cópia de todas - minhas e dele. Peguei só uma mochilinha para passar o dia e saí com o Rafael a pé até a Westbahnhof. De lá sai o ônibus para o aeroporto. Foi ali que nos despedimos. Confesso que fiquei meio receoso dele se perder no caminho até o aeroporto (hehehe), mas ele sabia muito bem se virar sozinho...

Viena: Schloss Schönbrunn

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Depois de uma noite bem dormida - afinal, quase nos mandaram para casa às 22hs - acordamos para aquele que seria o último dia do Rafael comigo na viagem. O vôo dele, para Milão, estava marcado para algo em torno de 15h30, o que dava tempo de sobra para conhecer mais alguma coisa pela manhã. Não tivemos dúvida em seguir para o Schloss Schönbrunn , o maior castelo de Viena. Segundo o pessoal do albergue, era a melhor opção a ser visitada no pouco tempo que ainda tínhamos na cidade. "Schloss" significa "castelo", em alemão. "Schönbrunn" significa "poço bonito". O castelo, segundo as informações turísticas, começou a ser construído em 1696, sob o Imperador Leopoldo I, tendo como inspiração o Palácio de Versalhes. Algum tempo depois, a propriedade foi dada de presente à Imperatriz Maria Teresa, que decidiu transformá-lo na sua residência de verão. Foi aí que o castelo adquiriu a grandeza e o estilo que tem hoje. Logo que descemos d...

Má vontade em relação a Viena

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Viena nunca esteve nos nossos planos, talvez daí a origem da nossa má vontade para com a cidade. Fato é que ela só foi incluída no nosso "roteiro" porque ficava no caminho entre Praga e Budapeste, de onde o Rafael retornaria para Milão, e de lá para o Brasil, e eu seguiria minha viagem sozinho, principalmente pela Itália - sem caminhos pré-definidos. A inclusão de Viena, ainda assim, foi restrita: 1 noite só - coisa que não tínhamos feito em nenhuma outra parte da nossa viagem. Com pouco mais de 24 horas para ver alguma coisa na cidade, não nos ativemos muito em nenhum ponto específico, deixando mais para "ver no que dava" à medida que passávamos pelos lugares. Com a questão da troca da passagem, ademais, perdemos um pouco mais de tempo com outra coisa que não o passeio. Há também o fator cansaço - já eram mais de 20 dias de mochilão sem grandes descansos. Apesar de tudo isso, sinto que não erramos, porque acho que o tipo de turismo que se faz por lá n...

Viena: Palácios e mais palácios

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Logo depois da Ópera, passamos pela parte da cidade onde começa a seqüência de palácios e mais palácios do tempo do Império Austro-Húngaro. Revisando minhas fotos, percebi que quase todas elas, quanto a essa parte da cidade, são comigo na frente, razão pela qual preferi não publicá-las aqui, para seguir a política que adotei desde o início do blog . Bom, o primeiro lugar por onde passamos foi a Maria-Theresien Platz, que é cercada pelos prédios gêmeos onde ficam os Museus Nacionais de História natural (de um lado) e de Cultura (do outro). O gramadinho no meio convida para um descanso, e foi ali que tomamos as decisões referentes à continuação da viagem, telefonando para o Brasil.Em frente à praça, ainda fica o Museumsquartier, mas nesse nem chegamos a parar. Umas poucas quadras dali, atalhando pela Heldensplatz, fica o complexo de palácios do Hofburg, sede do governo real nos tempos do Império. Naquele dia estavam preparando um palco e umas arquibancadas para algum evento...

No centrão de Viena

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Na recepção do albergue, pegamos umas dicas do que ver no pouco tempo que teríamos na cidade (eram só umas 24 horas). A sugestão foi que ficássemos naquele primeiro dia dentro do "Ring", que é o anel central da cidade, correspondente à área antigamente cercada por muralhas de proteção. Lá se concentram as grandes catedrais, os maiores museus, os prédios públicos mais importantes e os palácios da época do Império Austro-Húngaro pelos quais a cidade é famosa. Saímos caminhando até a Westbahnhof e de lá pegamos um metrô (linha U3) até a Stephansplatz, o ponto mais central da cidade. Saindo da estação, demos de cara com a Catedral de Santo Estêvão (Stephansdom), que é essa da foto. A entrada na catedral, como na grande maioria das igrejas, é gratuita. É tudo realmente muito luxuoso, cheios de detalhes, como era típico das coisas feitas em estilo gótico. Na frente da catedral, na praça de mesmo nome, o movimento de turistas era intenso, mesmo sendo uma tarde de segu...

Chegando em Viena

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Chegando na Südbahnhof, começamos o ritual de procurar quiosques de informações turísticas e tentar recolher todo o material possível sobre a cidade. Assim como ocorrera com Munique, não tínhamos nenhum guia de viagem sobre a cidade, que só entrou nos nossos planos porque estava no caminho até Budapeste. As dificuldades de encontrar alguém, especialmente se for mais velho, que soubesse falar inglês (ou outra coisa que não alemão) são ainda maiores em Viena do que em Munique, com o adicional de as pessoas parecerem ligeiramente mais antipáticas. Ainda que algumas perguntas saíssem em inglês, as respostas voltavam em alemão. Estávamos morrendo de fome. No trem, vindo de Praga, tínhamos comido apenas umas baguetes compradas no mercadinho de um chinês ao lado do albergue, pouco antes de embarcar. Lanches em trens são geralmente muito, mas muito caros mesmo. Para se ter uma idéia, um copinho de café não costuma sair menos de 3 euros. Tratamos, portanto, de encontrar alguma coisa para comer....

De Praga para Viena

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Numa das idas e vindas de metrô em Praga, saltamos na estação central para ver como iríamos até Viena. São cerca de 300km e a freqüência dos trens é razoável, havendo cerca de uns 6 por dia. Um pouco traumatizados com o desconforto da viagem entre Munique e Praga, decidimos comprar reservas de lugares, muito embora o vendedor afirmasse que não seria necessário. Compramos para as 10h30 da manhã. Na última noite em Praga - um domingo - acabamos não saindo e fomos cedo para o albergue. Pensamos bem e decidimos que, talvez, seria melhor sair ainda mais cedo do que tínhamos planejado - ainda que isso significasse jogar fora a reserva (uns 2 ou 3 euros a mais). Colocamos o despertador para as 4 da manhã e, com o céu ainda escuro, pegamos um dos primeiros metrôs da manhã até a estação, para pegar um trem que saía por volta das 5 e pouco. Nem o café da manhã chegamos a pegar (o ticket que sobrou é uma lembrança disso), mas fizemos a escolha mais acertada. O trem era bem das antigas, mas era d...