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Bratislava - Parte II

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A imagem de Bratislava fora da Europa Central não é das melhores, justamente pelo desconhecimento que se tem acerca dessa cidade. As únicas três vezes em que eu já tinha ouvido falar dela, a não ser pelo fato de ser capital de um país formado a partir da Tchecoslováquia, não diziam nada de bom a seu respeito. A mais famosa referência é o filme "O Albergue" do Tarantino. A cidade é retratada como uma armadilha para mochileiros, que vão para lá por causa da mulherada e acabam na mão de uns sádicos. Outra é numa comédia de high school americana, cujo nome não lembro, em que um carinha decepcionado com a vida por ter sido traído pela namorada decide embarcar num mochilão com amigos pela Europa, procurando encontrar uma pessoa com quem só conversava pela internet . No filme, eles são assaltados e pegam carona com um caminhoneiro alemão, que vai para um sentido completamente diferente daquele que eles entenderam, amanhecendo em Brastislava, que aparece no filme como uma cidade ao p...

Bratislava - parte I

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A chegada em Bratislava foi um pouco traumática. Sinceramente, pensei, assim que pus os pés para fora do trem: "meu Deus, o que é que eu vim fazer aqui? Isso parece o Paraguai!" Fato é que a estação central de trens ( Hlávni stanica ) de Bratislava, a mais importante da Eslováquia, não é exatamente um cartão de boas-vindas. Cheia de pedintes, pequena, escura, suja, com algumas partes caindo aos pedaços, está mais para rodoviária de cidadezinha do interior do que para uma estação de trens européia. O fato de estar sozinho pela primeira vez, e num lugar em que a língua era totalmente estranha, ajudava um pouco nesse desconforto inicial. Bom, respirei fundo e fui ao ritual: primeiro passei num quiosque de informações turísticas (que no caso era uma janelinha numa porta de uma sala com cara de repartição pública) para pegar um mapa. Tive que esperar uns bons dez minutos até que duas meninas que não sabiam nem em que país estavam conseguissem entender como chegar ao aeroporto e o ...

De Viena a Bratislava

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Logo depois de umas quatro horas caminhando pelo Schönbrunn, voltei com o Rafael até o albergue, para fazer o check out dele e ajudá-lo a pegar o transporte até o aeroporto. Na noite anterior e naquela manhã, tinha decidido que ficaria por mais uma noite em Viena, mas que aproveitaria a tarde e o início da noite para conhecer Bratislava, capital da Eslováquia, que fica a uns 45 minutos de trem dali. Reservei e paguei antecipado mais uma noite, sem problemas (o cara da recepção disse que quem já estava hospedado tinha preferência). Aproveitamos também a simpatia do pessoal do albergue para fazer backups das fotos de viagem, de forma que tanto eu como o Rafael tivéssemos uma cópia de todas - minhas e dele. Peguei só uma mochilinha para passar o dia e saí com o Rafael a pé até a Westbahnhof. De lá sai o ônibus para o aeroporto. Foi ali que nos despedimos. Confesso que fiquei meio receoso dele se perder no caminho até o aeroporto (hehehe), mas ele sabia muito bem se virar sozinho...

Sensação de insegurança

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Até hoje, já visitei 4 países que eram comunistas até o final da década de 80: República Tcheca (essa vez em Praga), Eslováquia (uns dias depois, quando passei um dia em Bratislava), Eslovênia (passei 2 dias em Ljubljana, na semana seguinte) e Polônia (quando só fiquei algumas horas de uma tarde, em 2007, numa cidadezinha de fronteira chamada Słubice). Com exceção da Polônia, nesse último ano, em todos os outros a primeira impressão que tive foi negativa, de um certo medo, uma certa insegurança. Na minha cabeça, relaciono isso a esse mistério que ainda hoje existe sobre o “Leste Europeu”, ao medo da polícia desses países ex-comunistas, conhecida por ser burocrática e corrupta, bem como aos freqüentes alertas sobre golpezinhos e pequenos furtos cometidos por ciganos (que se concentram mais nesses países do Leste do que em qualquer outra região). Está certo que os trens muitas vezes caindo aos pedaços não ajudam muito a mudar essa impressão inicial, mas hoje em dia não há mais muitos mot...