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Copenhague - seguindo viagem

Ficamos apenas três dias e duas noites em Copenhague, ao total, mas conseguimos aproveitar muito bem nosso tempo na cidade. O clima, sempre meio emburrado (salvo na última tarde, quando estávamos indo embora), não foi obstáculo para passeios e para algumas festinhas. Aliás, essa questão da chuva é tida como algo tão natural pelos moradores da cidade que guarda-chuvas são algo muito raro de se ver. Como é só uma garoa fina, ninguém se imoprta de ficar um pouco molhado quando vai de um lugar a outro. Basta estar sempre com um casaco relativamente impermeável, colocar uma proteção no carrinho do bebê e tudo está muito bem. Como vim destacando nos posts sobre a cidade, não tivemos a exata noção de tudo o que vimos ou do que deixamos de fazer, porque nos entregamos à programação bolada pelo Júnior e sua esposa. Só depois, em casa, é que percebi como eles foram competentes em nos mostrar o que a cidade tinha de melhor. Em contrapartida, conseguimos descansar bastante daquela obrigação ...

Copenhague - Sereias e hippies

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Na nossa última manhã em Copenhague, acordamos um pouco mais tarde do que o normal e saímos de casa com o objetivo de conhecer aquilo que ainda não tínhamos visto nos dias anteriores. Tínhamos até o final da tarde para fazer isso, pois, ao contrário dos outros trechos aéreos internos da nossa viagem, marcamos a saída para um horário ao redor das 19hs. Começamos pela principal atração da cidade, que até então só tínhamos visto de longe num passeio de barco: a Pequena Sereia, de Hans Christian Andersen. Eu já tinha ouvido falar que ela ficava bem distante e comprovei. A caminhada começa perto do Kastellet, uma fortalezazinha próxima à água, e segue por um calçadão cheio de turistas indo e vindo até o ponto final, próximo da saída do porto, onde está a famosa estátua. A brincadeira inevitável é dizer que a estátua é muito mais pequena do que sereia. Ela é realmente menor do que se imagina e de sereia tem muito pouco, já que suas pernas são humanas quase até o final. Depois desse pa...

Copenhague - Tivoli e mais

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Depois do museu, o nosso plano era conhecer a fábrica da Carlsberg, que também tem o seu museuzinho e um tour guiado para visitação. Pegamos metrô, caminhamos a boa distância que separa a estação da entrada da fábrica, mas demos de cara com o lugar fechado. Em razão do feriado de Pentecostes, só haveria visitação no dia seguinte. Para não perder de todo a viagem, demos umas voltas pelos lugares que estava abertos, inclusive para ver os famosos elefantes (com uma suspeita suástica em cada um) que servem de colunas para um prédio na entrada principal da fábrica. Dali decidimos relaxar e fomos para um parque não muito longe de onde o Junior morava. Estava programado um "Carnaval" no tal parque e, assim que fomos chegando mais perto, vimos que estava bem movimentado o lugar. O tal carnaval estava mais para uma feira de tudo quanto é coisa latina possível. Havia alguns barracões onde se tocava salsa cubana ao vivo, uns grupos treinando batucada ao estilo Olodum, atrações...

Copenhague - Centro

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Logo depois do passeio de barco sobre o qual falei alguns posts atrás, fomos caminhando em direção ao centro da cidade, para conferir a troca da guarda. Copenhague tem vários palácios reais, mas aquele no qual essa cerimônia acontece é o Amallenborg slot. O prédio é usado como residência oficial pela Família Real Dinamarquesa. Assim como na Inglaterra, a troca da guarda ocorre por volta das 11h da manhã, em dias alternados. É bom chegar um pouco antes para conseguir um lugar mais na frente, em dias movimentados como os de verão. Depois de mais de meia hora de cerimonial, fomos caminhando até a Marmorkirken, uma catedral toda branca, de mármore, que é a principal da cidade. Como a maioria dos templos luteranos, não tem grandes detalhes na parte de dentro. A peculiaridade fica por conta de ser toda redonda e de ter uma enorme cúpula. Da saída da catedral até o centro comercial da cidade, não sei dizer muito bem por onde passamos, porque, como falei no inícios dos posts sobre C...

Copenhague - Dinheiro e custos de viagem

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A Dinamarca, embora faça parte da UE, reservou-se o direito de não adotar o Euro como moeda. Existe ainda uma previsão de que, num futuro ainda incerto, isso venha a acontecer. Enquanto o euro não vem, quem chega no país tem de trocar dinheiro ou sacar um pouco mais para conseguir as Coroas Dinamarquesas (Kroner). O câmbio é feito em aproximadamente 5 coroas por dólar, ou 7 coroas por euro (melhor nem falar em paridades com o real nesses tempos de volatilidade). Em toda nossa viagem, foi o lugar mais difícil de se fazer as contas... É realmente meio complicado ficar dividindo por 7 (para daí pensar em euros) tudo o que se vê ou que se compra. A Dinamarca foi, disparado, o país mais caro em nosso roteiro. Contrariando as expectativas iniciais, de que esse posto seria ocupado pela Suécia, Copenhague funcionava meio que como um taxímetro descontrolado - principalmente por essa sensação constante de não sabermos direito quanto estávamos pagando por cada coisa. Itens como transpo...

"Há algo de podre no Reino da Dinamarca"

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Essa frase, escrita por Shakespeare há uns 400 anos, referia-se à conspiração para matar o pai de Hamlet, mas bem que serve para lembrar que o país não é tão "perfeitinho" quanto se pode imaginar depois de um filme do tipo "Uma Princesa em Minha Vida" ou discursos sobre ser um país exemplo em bem-estar social. Alguns exemplos... A Dinamarca é um país onde se fuma MUITO. Todos os lugares possíveis tem gente fumando. Nos bares e pubs, a catinga daquele nevoeiro de nicotina queimando chega a arder os olhos. Quanto à roupa, nem se fale - lavanderia na certa. O país está bem atrás de outros na Europa nesse sentido, já que considero uma evolução a proibição progressiva do fumo em ambientes fechados. Ao contrário de muitos dos seus vizinhos, pode-se beber livremente nas ruas da Dinamarca. Só que o pessoal abusa. Nos guias de viagem, à referência a essa coisa de pessoal de outros lugares virem passar final de semana para encher a cara em Copenhague. O resultado são bandos d...

Copenhague - Passeio de barquinho

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No dia seguinte, apesar de toda a bebedeira, conseguimos acordar por volta das 9h da manhã para um café da manhã bem reforçado. Aliás, não sei se é o clima de mochilão, a qualidade da cerveja ou simplesmente a vontade de fazer o maior número de coisas possível, mas dificilmente sofro de ressacas em viagens... Nesse dia, contamos com a ajuda da esposa do Júnior, que gentilmente deixou a casa só para a gurizada e foi dormir numa amiga nos dois dias em que estivemos lá. Como ela conhecia melhor a cidade, ofereceu-se para ser nossa guia em alguns passeios pelos pontos mais importantes, para que Copenhague não passasse em branco. Saímos em direção ao centro, de ônibus, e descemos perto de Nyhavn ("porto novo"). Embora uma garoa fina continuasse caindo, decidimos fazer um passeio de barco que valia por um city tour pelos monumentos mais conhecidos da cidade. O preço não era dos mais altos, cerca de 20 euros (não lembro quanto na moeda local), e foi um investimento que valeu...

Copenhague - Pub crawling

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Deviam ser umas 3 horas da tarde quando chegamos no apartamento do Junior, depois de um rápido trecho de metrô e um mais longo de ônibus. Se nao estou enganado, era Norrebro o bairro em que ele morava. O tempo estava chuvoso desde que chegamos, e assim continuou até lá. Como o dia não estava muito para passeios ao ar livre, o Junior sugeriu que deixássemos as nossas coisas em casa e que saíssemos para fazer um dos programas mais típicos da cidade: um autêntico pub crawl. Ele já tinha programado pelo menos uns três bares mais conhecidos para que déssemos uma passadinha em cada um. No primeiro deles, experimentei pela primeira vez na vida uma autêntica Guinness, servida como manda o figurino. Segundo os puristas, não é possível que se beba Guinness de verdade fora da Europa, porque o prazo de validade do chopp original dessa marca não permite viagens tão longas. De fato, estava muito boa a minha "cervejinha". O barzinho também era bem típico, embora o nome fosse do ti...

Copenhague - chegada

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P ela primeira vez na minha vida, um aeroporto não aceitou despachar nossas mochilas como bagagens normais. Disseram, em Estocolmo, que teríamos de nos dirigir a um guichê separado e despachá-las dentro de uns sacos plásticos grandes, como bagagem especial. Não tivemos nenhum custo adicional por isso e esse foi o único fato atípico na viagem até a Dinamarca. O vôo saiu no horário. Fazia uma belo dia de sol e, com uma câmera instalada no bico do avião, pudemos acompanhar toda a decolagem e o primeiro ganho de altura da aeronave, vendo os lagos lá embaixo se tornarem cada vez menores, pelas telinhas de entretenimento. Foi nosso primeiro vôo com a SAS, a companhia aérea estatal dos quatro países escandinavos. Não há lanches de graça - tudo é pago (coisa de low fare, embora o preço não o seja). Aviões normais, não melhores do que a Air France. Chegando em Copenhague (Kobenhavn, na língua local), o piloto foi avisando que o tempo estava meio encoberto, com chuviscos. O aeroporto ...