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Mostrando postagens com o rótulo Chile: Atacama

Preparativos e documentos para o Chile

O Chile é um país associado ao MERCOSUL, mas não faz parte dele com a mesma “profundidade” que Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai. Você vai perceber algumas diferenças em relação a cuidados maiores na questão da imigração, principalmente no que diz com aduana – o cuidado que eles têm para evitar a entrada de frutas e hortaliças beira a paranóia. DOCUMENTO DE ENTRADA : é possível viajar para o Chile com a carteira de identidade civil brasileira (aquela verdinha) emitida pelos órgãos de polícia civil estaduais. O documento deve estar em bom estado de conservação e não ter mais do que uns 10 anos, desde a emissão. Nem tente viajar com carteira da OAB, identidade militar, carteira de motorista ou qualquer outro documento que tenha validade de carteira de identidade aqui no Brasil, que não vão aceitar. Entretanto, se preferir viajar com o passaporte brasileiro, é melhor ainda. Só com o passaporte é possível pagar tarifas menores nos hotéis, com o desconto que eles dão tirando imposto...

Chile

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Como mencionei nos posts sobre o mochilão ao Atacama, estive no Chile várias vezes nos últimos tempos. A primeira vez foi em 2003, na volta de Machu Picchu. Naquele ano, usei o país apenas como passagem de volta para casa. Ficamos algumas horas em Arica, na praia, esperando o ônibus para Calama, onde amanhecemos no dia seguinte. De lá, outro ônibus para Salta, na Argentina, com uma pequena parada para fazer a imigração em San Pedro de Atacama. A segunda vez, em dezembro de 2008 e janeiro de 2009, foi aquela em que melhor conheci o país. Fiquei 10 dias, entre Santiago, Valparaíso, Viña Del Mar e Pucón, numa viagem com a minha namorada – um pouco diferente de um mochilão. É com base nessa viagem que pretendo contar a maior parte das coisas sobre Santiago que serão tratadas nos posts dos próximos dias. Houve ainda uma terceira vez, em abril de 2009, quando fui com mais 5 amigos assistir a um jogo do Grêmio pela Libertadores, em que ficamos 5 dias entre Santiago e Valparaíso. Po...

De Iquique a Santiago

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Depois de dois dias bem aproveitados em Iquique, terminamos nosso período na cidade como começamos: na sala de uso comum do albergue, porque nossa diária já tinha acabado e o vôo só sairia à noite. Os donos do albergue, como falei alguns posts atrás, nos convidaram para participar da janta que ofereceram, com carne argentina na parrilla. Pagamos um táxi antecipadamente para viajar ao aeroporto, que fica a quase 50km da cidade. O caminho é todo feito pela estreita faixa de terra e areia entre as montanhas e o mar, pelas partes mais ricas ao sul de Iquique. Como já era noite, não deu para ver muita coisa. O aeroporto, chamado “Diego Aracena”, é bem grandinho e moderno para uma cidade com o tamanho de Iquique. Havia bastante movimento, mesmo sendo meio de semana. Pela primeira vez, viajei com a LAN. O avião não é muito diferente dos que se usam aqui, nos trechos nacionais, mas o serviço de bordo é definitivamente melhor. Os lanches levavam a marca da Havanna, aquela conhecida lo...

Segundo dia em Iquique

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No segundo dia em Iquique, com uma bela ressaca causada pela de mistura de Concha y Toro com cerveja, tomamos o café da manhã no albergue e saímos para uma caminhada para um lado da cidade em que ainda não havíamos estado: a praia, ao sul do centro. O tempo não colaborou muito: continuava com cara feia, nublado e com uma névoa que não permitia nem mesmo ver o Cerro do Dragão direito, atrás da cidade. A beira-mar de Iquique é toda projetada, mas parece um pouco abandonada. Há até mesmo um minizoológico, com llamas, jacarés e outros bichos, perto do cassino, pertinho da água. Naquela região, onde fica uma península da qual se enxergam os dois lados da cidade, estão os prédios mais altos e novos, com cara de caríssimos. Num cantinho quase escondido, numa entradinha que parecia ser de um terreno particular, encontramos outro porto de pescadores, como aquele do primeiro dia: cheio de pelicanos, com pescadores limpando seus peixes. Só que essa "caleta" era bem menor e ...

ZOFRI e a noite

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Depois de um passeio que levou a manhã inteira e mais um pouco, voltamos ao albergue e fizemos o nosso check in. Apenas deixamos as malas e já saímos novamente, dessa vez de táxi, para almoçar no mercado público, que pareceu o lugar mais interessante para uma boa refeição na cidade, além de ter variedade de opções. Para não perder a oportunidade, pedimos pratos com frutos de mar, que são sempre muito bons e relativamente em conta no Chile. Assim que terminamos, tomamos outro táxi, agora em direção ao extremo norte da cidade, onde fica a ZOFRI - Zona Franca de Iquique. À primeira vista, o lugar é descomunal, gigantesco. São estruturas parecidas com a um de shopping center gigante, mas muito mais extensas. Logo na entrada, já vimos que o melhor seria nos dividir, já que uns queriam ver roupas e outros mais equipamentos eletrônicos. Marcamos hora e ponto de reencontra e combinamos de deixar os celulares ligados para qualquer eventualidade. Gastamos a tarde inteira lá dentro, m...

Os primeiros passeios de Iquique

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Depois das horinhas de sono na área de uso comum do albergue, decidimos ir tomar o café da manhã no mercado público. Geralmente, qualquer cidade que se preze tem um mercado público com bons restaurantes e lancherias, e Iquique não seria diferente. A caminhada entre o albergue e o mercado foi bem puxada – mais de 10 quadras. Dali até o centro, porém, a distância não seria grande. Chegando lá, catamos o lugar que mais nos apeteceu para comer e pedimos omeletes e café, cada um de um tipo diferente. Refeição tomada, começamos a caminhar num circuito bolado na hora, para passar na frente da maior parte dos pontos turísticos da cidade até chegar ao porto e ao museu da aduana. Foi nessa hora que conhecemos a característica típica da cidade – os sobrados de madeira – , além da Igreja matriz e do centro comercial. No antigo prédio da aduana, entramos e vimos um pouco das exposições (não sei dizer se são permanentes ou temporárias) que havia ali, sobre as guerras navais do Chile com...

Iquique

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Como eu falei no post anterior, Iquique entrou no nosso roteiro por ser um ponto estratégico entre San Pedro e Santiago, de onde voltaríamos para o Brasil de avião. Acabou sendo a escolhida, em detrimento de Antofagasta, Calama e Arica, que eram as outras opções. Em Arica já tínhamos estado em 2003, em Calama a única atração seria conhecer as minas de Chuquicamata e Antofagasta não parecia ter nada além do porto que fosse atraente. Já Iquique tinha algum interesse histórico, como vou falar a seguir, e a ZOFRI – Zona Franca de Iquique, que é sempre um atrativo para quem quer aproveitar o mochilão para voltar para casa com um tênis ou um eletrônico pela metade do que custa no Brasil. Iquique, de certa forma, parece com uma cidade do Velho Oeste. A cidade teve um boom e crescimento no final do século XIX e início do século XX, quando se descobriu o potencial comercial das minas de nitrato em suas redondezas. Ela pertencia à Bolívia, como toda costa norte chilena até Antofagasta, mas ...

A surpresa de Iquique

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O ônibus entre Calama e Iquique estava previsto para chegar no destino final por volta das 8h da manhã. Estávamos certos disso, mas fomos acordados às 5h da manhã com a notícia de que já havíamos chegado. Está certo que fazer uma viagem mais rápido do que o previsto é bom, mas não quando não se tem para onde ir. Tínhamos reservado no site do HostelWorld, ainda em San Pedro, uma noite no único albergue do Hostelling International em Iquique. As diárias, como de costume, começam sempre às 12h de um dia e terminam ao meio-dia do dia seguinte. Chegando às 5h da manhã, sem reserva para antes do meio-dia, ficamos num mato sem cachorro. Havia duas holandesas na mesma situação e propusemos que fôssemos todos junto ao albergue, para ver se conseguíamos pouso antecipado – nem que para isso tivéssemos que pagar por um quarto. O táxi andou e andou bastante. A rodoviária de Iquique é bem longe do albergue e da parte mais nova da cidade. Quando chegamos ao albergue, a pessoa que estava na p...

Despedida de San Pedro

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Na tarde após o retorno dos gêiseres, não fizemos nada de significativo. Depois do almoço, voltamos ao albergue, onde combinamos com os brasileiros que haviam chegado para ficar em nosso quarto que deixaríamos nossas bagagens no mesmo lugar até o final da tarde, quando viajaríamos a Calama e de lá para Iquique. Assim, não precisaríamos ficar com as mochilas a tarde inteira e poderíamos tomar um banho antes da viagem de ônibus. Depois de trocarmos de roupa para suportar o calor da tarde, demos mais umas voltas pelo centro, principalmente para comprar algum presente que ainda faltava para amigos e familiares. Não demorou muito e já estávamos num barzinho novamente – vazio àquela hora da tarde, se não fosse por nós. As passagens de ônibus já estavam compradas desde o dia anterior. Vira e mexe, no Chile se acaba comprando passagens da TurBus, que é companhia com maior número de ônibus e linhas, com mais opções de horários – embora com preços mais altos. A nossa estava marcada para um...

Gêiseres de El Tatio

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Depois do Valle de La Luna, chegamos na cidade e já planejamos uma saída noturna. Fomos a um Café, bem na esquina da rua ao lado da praça central. Não consigo lembrar o nome, mas, olhando o guia de viagem, acho que era o Café Export. Ali jantamos, acabamos com a cerveja do lugar (literalmente, porque ao final o garçom ia comprar cerveja em outro boteco para continuar nos servindo) e ficamos até altas horas. Apesar da noite anterior, o dia seguinte era daqueles em que se tinha de levantar às 4h da manhã para fazer passeio. O objetivo era a visita aos gêiseres de El Tatio. Acordar foi difícil, mas ficar na rua, no meio da madrugada, com temperaturas negativas, esperando o tour nos pegar também foi tão ou mais difícil. Logo na saída, o guia explicou que o ônibus passaria por estradas de terra e pedra a maior parte do tempo e que sentiríamos a altitude pegando na medida em que subíssemos. Não dava para ver muita coisa naquela escuridão da madrugada, mas o guia não estava mentind...

Valle de la Luna

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Já havíamos acertado no dia anterior um passeio ao Valle de La Luna com uma agência, que é o meio mais barato e fácil de fazer esse tour. Como a saída estava prevista para as 3 da tarde, ainda tivemos tempo para almoçar tranquilamente, antes de ir para a frente da agência esperar o ônibus, junto com uma galera que estava na mesma. O passeio ao Vale da Lua atrasou um pouco na saída, mas cumpriu com o que prometeu. A primeira parada foi justamente o Vale da Morte, no qual tínhamos passado a manhã. Mas, dessa vez, era pela parte de cima que o vimos, por onde os veículos podem passar. Enxergamos de longe e do alto todos os lugares por onde andamos de bike pela manhã e até a duna em que o pessoal faz sandboard. A vista lá de cima permite ver e entender bem a geologia da região, que é marcada pela divisa entre a Cordilheira dos Andes e as serras que vão em direção ao Oceano Pacífico. O lugar lembra um pouco aquilo que se vê na TV sobre o Grand Canyon: camadas de rochas de diferentes...