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Mostrando postagens com o rótulo Itália: Emilia-Romagna

Domingo de descanso

Voltamos de Veneza no sábado de noite, bastante cansados, mas não o suficiente para deixar de jantar fora, hehehe. Cada noite que passei em Imola era motivo para a minha prima nos levar a um restaurante diferente, que ela e o marido (que estava viajando pros EUA enquanto ficamos lá) já conheciam. Confesso que a viagenzinha de dia inteiro com tios, prima e afilhada não foi das mais tranqüilas. Minha afilhada só tinha 10 anos recém completos e, como toda criança, não via graça nenhuma em ficar caminhando um dia inteiro para olhar prédios velhos. Depois do episódio na praça, em que ela caiu e se sujou, ficou ainda mais irritada e pedindo para ir embora a todo tempo. Fora isso, ainda havia o "conflito de interesses" entre minha tia e minha prima de um lado e eu o meu tio do outro. Elas se interessavam mais em olhar com calma as vitrines e até experimentar alguma coisa nos vendedores de rua; eu e o meu tio queríamos mais era conhecer o máximo possível e tirar fotos legais. Quand...

Italiano

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Assim como a Alemanha, a Itália é um país que só se formou numa época relativamente recente, a menos de 200 anos. Antes disso, era um punhado de pequenos reinos e Estados independentes que tinham línguas próprias e costumes um tanto diferentes entre si. O italiano funciona como a língua nacional, dos meios de comunicação, da escola, do serviço militar, do serviço público, etc., o que não significa que as pessoas tenham deixado de falar suas línguas e dialetos locais. É bem comum não conseguir entender nada do que duas pessoas conversam entre si num trem ou num restaurante, porque, embora soem parecido, esses dialetos são bem incompreensíveis para nós. Mesmo não conhecendo muito da língua, os sotaques diferentes de cada região são logo percebidos por quem escuta com atenção, principalmente na entonação que dão nas frases. Não sei explicar porque, mas eu tinha um certo receio de ter dificuldades de comunicação na Itália. Fiz um cursinho de italiano pelo consulado, aqui em Santa Maria, ...

San Marino

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San Marino é um país independente cercado pela Itália por todos os lados. É a mais antiga República do mundo, mantendo praticamente o mesmo sistema político desde o século XII, quando o resto da Europa ainda vivia sob monarquias. O micro-país inteiro não tem mais do que 30 mil habitantes, regulando com Mônaco nesse quesito. Sua área, porém, é maior do que a do famoso Principado. Como eu disse no tópico anterior, não há trens para chegar até lá. Deve-se descer na estação central de Rimini e tomar um ônibus "internacional" que sobe até a capital, a Cittá di San Marino. A passagem custa uns 6 euros, não lembro bem exatamente. São 24 km que o ônbus leva uns 45km para percorrer, em razão da maior parte do trajeto ser feita em áreas urbanas e em subidas. Não há controle fronteiriço e, embora San Marino não seja membro da União Européia, também usa o Euro como moeda. Os telefones públicos são todos da TelecomItalia, sendo sobrada tarifa local para ligações para a Itália. O país d...

Decidindo o que fazer

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Eu não havia planejado praticamente nada com relação ao período em que estaria na Itália, sem o Rafael e perto da casa da minha prima Carine. Ao tempo da organização da viagem, sequer sabia que meus tios estariam por lá. Essa situação, porém, não me deixava nem um pouco inquieto, porque logo vi como era fácil me virar na Itália e como era tranqüilo ter um lugar para deixar a maior parte das coisas, saindo para passear só com o mais básico. Inicialmente, pensei em concentrar meus passeios apenas na região centro-norte da Itália, mas aquele domingo em Bologna me fez mudar de idéia. Fiquei pensando que, ao final, teria gasto uma semana inteira só conhecendo cidades com cara de Idade Média sem maiores atrativos. A única idéia que se manteve foi a de ir até San Marino, que minha prima conhecia, dizia que seria legal e, afinal, era um outro país! Veneza fica a apenas 2hs e meia de Bologna, mais ou menos, então era outro lugar que já dava como certo que conheceria. Como meus tios estavam lá...

Bologna - 2ª parte

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A umas poucas quadras da Piazza Maggiore, fica outro ponto bastante conhecido da cidade: as 2 Torres, Torre Asinelli e Torre Garisenda. Elas não têm nada de bonitas, mas chama a atenção o fato de estarem completamente tortas, parecendo que, daqui alguns anos, estarão escoradas uma na outra. Conforme o ângulo que se olha, pode não parecer tanto, mas parando embaixo dá para ver como é forte a inclinação em direção ao centro do ponto onde as duas estão. A base de uma delas é bem mais enterrada no solo de um lado do que de outro. As ruelas do centro histórico servem para uma boa caminhada sem rumo. Como as coisas que existem lá não são muito conhecidas, quando se encontra alguma igreja mais interessante (repito, é uma por quadra), vale a pena parar um pouco e entrar. Não há tantos turistas estrangeiros na cidade, mais são italianos mesmo passeando com a família. Já no caminho de volta, na Via Independenza, passamos pelo Teatro del Sole, que é esse que aparece acima, e por uma estátua um ...

Bologna - 1ª parte

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Depois de uma manhã passeando por Imola, fui com meus tios, minha afilhada e minha prima para Bologna, a apenas 30 min de trem regional, para lá passar a tarde de domingo.  O trem regional custa pouco mais de 2 euros e, como passa de 15 em 15 minutos, aproximadamente, não exige maiores planejamentos. Bologna é a capital da província de mesmo nome (onde também fica Imola) e a cidade mais importante da região da Emilia Romagna. Tem menos de 400 mil habitantes, mas uma grande importância cultural, econômica e política no país. O fato mais famoso a respeito da cidade é ela ter sido a sede da universidade mais antiga do mundo. Da estação Bologna Centrale, ao norte do centro histórico da cidade, saímos caminhando em direção à Piazza Maggiore, ponto que fica bem no meio do círculo formado pelas avenidas que cercam a parte histórica da cidade. O aspecto da cidade é bem diferente de outras que conheci pela Itália. Ela é toda avermelhada (cor predominante dos prédios mais antigos) e o qu...

Dias de descanso

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Os dias que passei em Imola foram muito mais de descanso do que de turismo. Tenho poucas fotos na cidade, sendo a maioria dentro de casa mesmo, com meus parentes, inclusive por ocasião do aniversário da minha afilhada. Cheguei numa quinta-feira de noite. Passei a sexta-feira sem sequer tocar na minha máquina fotográfica, só ajudando nos preparativos do aniversário e botando a conversa em dia. No sábado, saímos todos juntos de manhã para comprar um presente para a Luísa e, à tarde, fizemos a festinha. No domingo, aproveitamos para conhecer um pouco da parte histórica da cidade, oportunidade em que saíram essas fotos que aparecem nesse post . Como a maioria das cidades italianas do centro-norte do país, Imola tem um centro histórico bem preservado, quase sem nada moderno, com ruas estreitas e um aspecto "avermelhado". Ao redor do centro, prédios residenciais com cerca de uns 40 anos (período imediatamente posterior ao pós-guerra) dominam a paisagem. Existem também alguns pequ...

Chegando em Imola

Imola é uma cidadezinha relativamente pequena, com cerca de 70 mil habitantes. Fica na província de Bologna, região da Emilia Romagna. No mapa abaixo dá para se localizar: Exibir mapa ampliado O único motivo pelo qual essa cidade é conhecida fora da Itália é o fato de ela ser sede do autódromo Enzo e Dino Ferrari, onde se disputa o Grande Prêmio de San Marino de Fórmula 1. Para os brasileiros, ficou marcada por ter sido o lugar onde o Senna morreu (a famosa curva Tamburello). Não haveria nenhum motivo especial para que eu fosse para lá a não ser porque é o lugar onde minha prima Carine foi morar depois que se casou com o Pablo, um argentino-italiano que trabalha lá. A filha dela, Luísa, é minha afilhada, e estaria de aniversário no dia seguinte à minha chegada. Seguindo as instruções da minha prima e do pessoal da estação de Bologna Centrale, comprei um ticket do trem regional que ia até a estação de Imola. Depois de uma meia hora de viagem entre as duas cidades (e umas seis para...

Primeiras impressões da Itália

Embora meu vôo de chegada na Europa tivesse aterrissado em Milão, não cheguei a conhecer nada da Itália naquela ocasião, porque não botei o pé para fora do aeroporto de Malpensa antes da conexão para Madrid. A entrada pela Eslovênia, assim, significou a primeira vez que pude dizer que estava conhecendo o país. Na minha cabeça, por sempre ter ouvido que o norte da Itália era muito mais desenvolvido que o sul, tudo teria um padrão realmente europeu naquela região do Friuli, do Vêneto e da Emilia-Romagna, regiões pelas quais passaria até Bologna e Imola. Não foi o que eu vi, entretanto. Embora as primeiras visões de Trieste e do mar Mediterrâneo sejam bem legais para quem vem de trem da Eslovênia, logo depois começa uma parte plana e chata da viagem. Ao redor, só algumas fábricas com cara de abandonadas, algumas casas, geralmente de dois andares, bem mal cuidadas. Até ferro velho, coisa rara de se ver na Europa, deu para ver nesse percurso. A estação de Veneza-Mestre (no contine...