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Mostrando postagens com o rótulo Chile: Região dos Lagos

Dando adeus ao Chile

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A foto acima, tirada na decolagem do voo da Sky Airline a partir de Temuco, capital da Araucanía, em direção a Santiago, marca o nosso retorno e o fim de umas boas férias naquele país. O saldo da(s) viagem(ns) ao Chile sempre é positivo. Um país com tanta variedade de paisagens, com tanta organização e preços não necessariamente tão altos (hoje o Brasil está custando bem mais caro) é um atrativo que merece ser visto e revisto várias vezes. Ainda me falta conhecer muita coisa no país. Tenho que ir um dia à região dos Lagos e à Isla de Chiloé (quem sabe numa mesma viagem com Bariloche, fazendo o "cruce de lagos") e à Patagônia chilena (especialmente para conhecer o Parque Nacional Torres del Paine, descrito como um dos mais belos do mundo). Isso sem falar nas outras estações de esqui além do Valle Nevado (que não estão em meus planos nem de médio prazo, mas que atraem muita gente). Porém, depois de um bom tempo escrevendo sobre o Chile (no menu do blog aparece como o p...

Ano Novo e passeios

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Inicialmente, tínhamos planejado um rafting para o dia 1° de janeiro, embora o dono da agência tivesse advertido que não era comum os guias trabalharem nesse dia. Mesmo assim, se disponibilizou a fazer a atividade conosco, reunindo mais gente interessada. Quando descemos do vulcão, porém, já percebemos que não teríamos condições físicas de aguentar outra atividade puxada no dia seguinte. Estávamos completamente moídos e só queríamos descansar ou fazer passeios mais leves. Por isso mesmo, desmarcamos com a agência e fomos para o hotel. Antes de subir para o quarto, passamos num mercadinho e compramos uma champagne para assistir aos fogos que estourariam no lago e para comemorar a dois a passagem de ano. Deixamos gelando na cozinha do hotel e subimos para descansar. Jantamos mais cedo, num restaurante comum, pois a maioria dos pacotes de jantar de final de ano nos lugares da cidade ou estavam a preços extorsivos, ou já estavam lotados. Por volta das 23h30, nós e a metade da cidad...

Esquibunda

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Depois de uns 50 minutos no topo do vulcão, era hora de começar os preparativos para a descida. Já tínhamos sido avisados que boa parte desse percurso seria feita de “esquibunda”, ou seja, deslizando sentado pela neve, vulcão abaixo. A expressão, em português, foi adotada pelos guias chilenos em razão da brincadeira frequente que os brasileiros que não sabem esquiar e vão ao Chile fazem com essa forma pouco usual de descer uma montanha. Para não ter problemas, colocamos um reforço na parte de cima das calças, envolvendo todo o traseiro. Fomos ainda orientados a amarrar as polainas bem firme, para que não entrasse neve pela abertura das calças acima dos sapatos. Além disso, fomos instruídos sobre como usar o piolet para frear quando estivéssemos indo rápido demais ou chegando muito próximo de alguém que fosse mais devagar à frente. Em cima do vulcão, com o sol lacrado e nenhuma nuvem, fazia uns 5°C – o suficiente para as camadas mais superficiais de neve ficarem um pouco de...

Subida ao vulcão - Parte II

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A parte da subida que implica em andar no gelo, de início, pareceu muito mais fácil que a primeira, na terra e nas pedras. Os joelhos não sentiam tanto e o fato de poder utilizar o piolet como apoio do lado do corpo em que o solo estava mais alto (andávamos em zigue-zague) ajudava a dar uma sensação de apoio. De outro lado, a sensação de frio ia progressivamente aumentando e o medo de queimar o rosto por causa da claridade intensa da neve, do vento frio e do sol direto também. Acredito que tenhamos andado mais de uma hora sem parar no primeiro trecho pelo gelo, até pararmos numa das “ilhas” de rochas que não estavam cobertas pela neve. Só quando chegamos na primeira dessas ilhas é que tivemos a oportunidade de admirar melhor o cenário que ia se abrindo às nossas costas, enquanto subíamos. O lago Villarrica, agora, ia cada vez mais parecendo uma grande poça d’água ao lado da cidadezinha de Pucón, quase invisível na paisagem verde. Depois dessa primeira, as paradas foram se tonan...

Subida ao vulcão Villarrica

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As agências de turismo de Pucón têm como principal produto comercial o “ascenso al volcán”, ou seja, a subida ao vulcão Villarrica, mas não apresentam muitas diferenças entre si. Basicamente, o critério a ser observado na escolha da agência é com relação ao equipamento que será oferecido aos que contratam o serviço – muitas vezes a falta de uma polaina, um calçado ruim para a neve ou mesmo casacos finos demais podem tornar o passeio um pesadelo. No dia marcado para a nossa subida, um 31 de dezembro com o céu límpido e temperatura na casa dos 20°C no centro da cidade, fomos até o escritório da agência com a antecedência solicitada, por volta das 7h da manhã. Levamos apenas o recomendado: dois litros de água por pessoa, algumas barras de cereais e frutas, chocolate e roupas quentes para usar por baixo da roupa que a agência emprestaria – tudo em mochilas pequenas. Em poucos minutos, escolhemos o nosso equipamento (é importante experimentar o tipo certo de calçado e pedir a a...

Vulcão Villarrica

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No próximo post , conto detalhes da subida à cratera do Vulcão Villarrica, o passeio mais legal e diferente que é obrigatório para quem vai a Pucón e tem disposição para encarar 5 horas de subida mais 1 hora de descida (fazendo esqui-bunda!). Por enquanto, algumas fotos.

Tour pela região e águas termais

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Como ocorre na maioria das cidades parecidas com perfil turístico de aventura, Pucón tem dezenas de agências de turismo locais, sem muita expressão na internet, que realizam quase os mesmos passeios, sem grandes variações de preço ou de qualidade entre si. Muitas são apenas "arrebanhadoras" de turistas para grupos maiores, que são conduzidos por uma terceira agência, que emprega os profissionais que fazem propriamente o rafting, a escalada, a cavalgada, etc. A maioria dessas agências se concentra na avenida principal da cidade, a O'Higgins, e na Calle Ansorena. Foi para lá que rumamos logo depois que tomamos o café da manhã em nosso primeiro dia na cidade, depois de uma noite muito bem dormida. Conhecemos dois casais de Brasília no hotel que nos recomendaram uma agência em especial, a Araucarias, a respeito da qual a proprietária da pousada também falou. Fomos até o local e conhecemos o dono, que nos pareceu muito solícito e confiável. Já deixamos acertado com ele a...

Pucón

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Pucón é uma cidadezinha de pouco mais de 20 mil habitantes, situada no interior da região da Araucanía, que se transformou em um dos mais importantes destinos turísticos do Chile. Seu nome, na língua dos índios mapuche, significa "entrada da cordilheira" e é exatamente esta a função que a cidade assumiu para os turistas. O lugar já tinha, por natureza, todos os elementos que precisava para ser uma cidade com grande potencial turístico: um lago com praias de areias negras naturais, florestas de araucárias, um vulcão com o formato de cone dos mais perfeitos do mundo (com uma cratera saindo fumacinha sempre, como nessa foto de cima do post ), águas termais naturais, rios de águas cristalinas, com cascatas e corredeiras e um clima com estações bem definidas. Quando chegamos lá à noite e tomamos um táxi para percorrer as poucas quadras entre a estação rodoviária e a pousada que tínhamos escolhido (essa da foto abaixo, chamada Hostal Geronimo, na época custando apenas US$ 55...

Santiago - Pucón com a Sky Airlines

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O Chile tem basicamente duas grandes empresas aéreas que cobrem as principais cidades do país e que competem entre si: a Lan, que agora está comprando a nossa TAM e que se equivale a essa empresa em termos de filosofia de serviço, e a Sky, que equivale a nossa Gol nas estratégias comerciais. Para os brasileiros que querem comprar suas passagens a partir do Brasil, a Sky é quase uma desconhecida, porque privilegia a venda direta no seu próprio site e, além disso, acaba restringindo a compra das tarifas mais baratas a cidadãos chilenos ou nas operações feitas dentro do próprio Chile. Apesar de todos os pesares, por questões de conveniência de horário e preço, decidi comprar nossas passagens para ir até Pucón pela Sky. Fiz a compra aqui pelo Brasil, com agência de viagem, e acabei morrendo com uns R$ 80 reais a mais de comissão do agente, porque nem eles (nem eu) sabiam que a Sky não paga comissão a intermediários. No fim da história acabou saindo bem caro: cerca de R$ 600 por pesso...

Preparativos e documentos para o Chile

O Chile é um país associado ao MERCOSUL, mas não faz parte dele com a mesma “profundidade” que Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai. Você vai perceber algumas diferenças em relação a cuidados maiores na questão da imigração, principalmente no que diz com aduana – o cuidado que eles têm para evitar a entrada de frutas e hortaliças beira a paranóia. DOCUMENTO DE ENTRADA : é possível viajar para o Chile com a carteira de identidade civil brasileira (aquela verdinha) emitida pelos órgãos de polícia civil estaduais. O documento deve estar em bom estado de conservação e não ter mais do que uns 10 anos, desde a emissão. Nem tente viajar com carteira da OAB, identidade militar, carteira de motorista ou qualquer outro documento que tenha validade de carteira de identidade aqui no Brasil, que não vão aceitar. Entretanto, se preferir viajar com o passaporte brasileiro, é melhor ainda. Só com o passaporte é possível pagar tarifas menores nos hotéis, com o desconto que eles dão tirando imposto...

Chile

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Como mencionei nos posts sobre o mochilão ao Atacama, estive no Chile várias vezes nos últimos tempos. A primeira vez foi em 2003, na volta de Machu Picchu. Naquele ano, usei o país apenas como passagem de volta para casa. Ficamos algumas horas em Arica, na praia, esperando o ônibus para Calama, onde amanhecemos no dia seguinte. De lá, outro ônibus para Salta, na Argentina, com uma pequena parada para fazer a imigração em San Pedro de Atacama. A segunda vez, em dezembro de 2008 e janeiro de 2009, foi aquela em que melhor conheci o país. Fiquei 10 dias, entre Santiago, Valparaíso, Viña Del Mar e Pucón, numa viagem com a minha namorada – um pouco diferente de um mochilão. É com base nessa viagem que pretendo contar a maior parte das coisas sobre Santiago que serão tratadas nos posts dos próximos dias. Houve ainda uma terceira vez, em abril de 2009, quando fui com mais 5 amigos assistir a um jogo do Grêmio pela Libertadores, em que ficamos 5 dias entre Santiago e Valparaíso. Po...