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Ljubljana II

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Com um mapinha com as principais atrações turísticas da cidade, saí do albergue com a intenção de visitar, em primeiro lugar, o castelo de Ljubljana ( Ljubljansky grad ), que fica no alto de um morro que pode ser visto de toda a cidade. Dá para subir lá a pé, mas o caminho é longo. Pode-se ir por uma ruazinha estreita que sai mais ou menos de trás da igreja de Santiago (rua chamada Osojna pot ) ou pelo outro lado, mais longo e mais movimentado, a partir da avenida Streliska, que foi o que eu escolhi para subir, deixando o primeiro para a volta. Logo depois de sair do hotel, já dei de cara com a Prefeitura, que é esse prédio que aparece na foto abaixo. Algumas quadras adiante, passei pela Catedral de São Nicolau que, embora não seja a mais famosa da cidade, é a maior de todas. Para chegar até a rua que sobe o morro, foi um pouco complicado. Há uma estrada que leva para um túnel que passa por debaixo dele e outras sem saída. Depois que encontrei onde dobrar, foi tranqüilo. Havia muita ge...

Ljubljana I

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Cheguei em Ljubljana (pronuncia-se "Liúbliâna") por volta das 14hs, sem ter nada reservado ou mesmo idéia do que faria na cidade. A única referência que eu tinha sobre o lugar eram algumas poucas páginas na Lonely Planet - Mediterranean Europe, o que não dava nem para o gasto. A primeira impressão, como já se tornara costume nos países da antiga cortina de ferro, não foi boa, em razão da estação de trem não muito moderna, digamos assim (muito embora fosse melhorzinha que a de Praga e Bratislava). Respirei fundo, peguei a mochila e desci. Tratei de encontrar logo um lugar de informações para turistas, que estava às moscas àquela hora. Havia apenas um cara atendendo. Pedi todos os mapas e folders de atrações disponíveis e perguntei se ele não tinha como conseguir um albergue para mim, por uma noite. O sujeito foi muito solícito e me mostrou umas duas ou três opções de hostel. O único filiado à Hostelling International em Ljubljana não fica muito perto do centro - teria que peg...

Comunismo

Sempre fui fascinado por questões ligadas ao comunismo, embora seja radicalmente contra a sua implantação no Brasil ou qualquer outro país vizinho. Brinco com meus amigos que, algum dia, ainda vou num aniversário do Kim Jong Il na Coréia do Norte só para ver aquelas manifestações de massa fazendo coreografias e tal. Acho muito interessante a história de como ele foi implantado na Europa e na Ásia e de como foi a sua derrocada, no final dos anos 80. Sinceramente, esperava ver algo sobre isso tudo nos países do leste em que já estive, mas não encontrei quase que absolutamente nada. Os povos dos países da Europa Central nunca se convenceram, ao contrário dos russos, dos cubanos e dos chineses, que aquele era o melhor sistema para eles, a não ser o líderes dos respectivos governos. O comunismo, em muitos casos, não veio espontaneamente e, nas vezes em que se tentou derrubá-lo, sempre havia um tanque russo trancando a passeata. O comunismo foi visto, historicamente, como uma supressão da id...

Da Áustria à Eslovênia

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Chegando em Viena, depois de um dia Bratislava, já estava decidido sobre o que fazer em seguida. Escolhi ir para Ljubljana, na Eslovênia, e de lá seguir direto para a casa da minha prima, na Itália, para chegar a tempo de passar o aniversário da minha afilhada Luísa junto com ela e os meus tios, que também estariam por lá. Quando se pede uma passagem de trem para Ljubljana na estação de trem, normalmente oferecem uma com conexão em Villach. Olhando no mapa, porém, percebe-se que existem caminhos bem mais curtos. Insisti e acabaram me oferecendo outra, com conexão em Graz, que foi a que comprei. Assim como os trechos entre Munique e Praga e Praga e V iena, esse saiu por exatos 29 euros, sem contar a reserva (que também não fiz). Comprei a passagem e fui direto para o albergue, preparar tudo para sair cedinho na manhã seguinte. Naquela primeira noite sozinho na viagem, fiquei um pouco perdido. Liguei para um montão de gente a qui no Brasil com um daqueles cartões de ligações internaciona...

Bratislava - Parte II

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A imagem de Bratislava fora da Europa Central não é das melhores, justamente pelo desconhecimento que se tem acerca dessa cidade. As únicas três vezes em que eu já tinha ouvido falar dela, a não ser pelo fato de ser capital de um país formado a partir da Tchecoslováquia, não diziam nada de bom a seu respeito. A mais famosa referência é o filme "O Albergue" do Tarantino. A cidade é retratada como uma armadilha para mochileiros, que vão para lá por causa da mulherada e acabam na mão de uns sádicos. Outra é numa comédia de high school americana, cujo nome não lembro, em que um carinha decepcionado com a vida por ter sido traído pela namorada decide embarcar num mochilão com amigos pela Europa, procurando encontrar uma pessoa com quem só conversava pela internet . No filme, eles são assaltados e pegam carona com um caminhoneiro alemão, que vai para um sentido completamente diferente daquele que eles entenderam, amanhecendo em Brastislava, que aparece no filme como uma cidade ao p...

Bratislava - parte I

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A chegada em Bratislava foi um pouco traumática. Sinceramente, pensei, assim que pus os pés para fora do trem: "meu Deus, o que é que eu vim fazer aqui? Isso parece o Paraguai!" Fato é que a estação central de trens ( Hlávni stanica ) de Bratislava, a mais importante da Eslováquia, não é exatamente um cartão de boas-vindas. Cheia de pedintes, pequena, escura, suja, com algumas partes caindo aos pedaços, está mais para rodoviária de cidadezinha do interior do que para uma estação de trens européia. O fato de estar sozinho pela primeira vez, e num lugar em que a língua era totalmente estranha, ajudava um pouco nesse desconforto inicial. Bom, respirei fundo e fui ao ritual: primeiro passei num quiosque de informações turísticas (que no caso era uma janelinha numa porta de uma sala com cara de repartição pública) para pegar um mapa. Tive que esperar uns bons dez minutos até que duas meninas que não sabiam nem em que país estavam conseguissem entender como chegar ao aeroporto e o ...

De Viena a Bratislava

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Logo depois de umas quatro horas caminhando pelo Schönbrunn, voltei com o Rafael até o albergue, para fazer o check out dele e ajudá-lo a pegar o transporte até o aeroporto. Na noite anterior e naquela manhã, tinha decidido que ficaria por mais uma noite em Viena, mas que aproveitaria a tarde e o início da noite para conhecer Bratislava, capital da Eslováquia, que fica a uns 45 minutos de trem dali. Reservei e paguei antecipado mais uma noite, sem problemas (o cara da recepção disse que quem já estava hospedado tinha preferência). Aproveitamos também a simpatia do pessoal do albergue para fazer backups das fotos de viagem, de forma que tanto eu como o Rafael tivéssemos uma cópia de todas - minhas e dele. Peguei só uma mochilinha para passar o dia e saí com o Rafael a pé até a Westbahnhof. De lá sai o ônibus para o aeroporto. Foi ali que nos despedimos. Confesso que fiquei meio receoso dele se perder no caminho até o aeroporto (hehehe), mas ele sabia muito bem se virar sozinho...

Viena: Schloss Schönbrunn

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Depois de uma noite bem dormida - afinal, quase nos mandaram para casa às 22hs - acordamos para aquele que seria o último dia do Rafael comigo na viagem. O vôo dele, para Milão, estava marcado para algo em torno de 15h30, o que dava tempo de sobra para conhecer mais alguma coisa pela manhã. Não tivemos dúvida em seguir para o Schloss Schönbrunn , o maior castelo de Viena. Segundo o pessoal do albergue, era a melhor opção a ser visitada no pouco tempo que ainda tínhamos na cidade. "Schloss" significa "castelo", em alemão. "Schönbrunn" significa "poço bonito". O castelo, segundo as informações turísticas, começou a ser construído em 1696, sob o Imperador Leopoldo I, tendo como inspiração o Palácio de Versalhes. Algum tempo depois, a propriedade foi dada de presente à Imperatriz Maria Teresa, que decidiu transformá-lo na sua residência de verão. Foi aí que o castelo adquiriu a grandeza e o estilo que tem hoje. Logo que descemos d...

Má vontade em relação a Viena

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Viena nunca esteve nos nossos planos, talvez daí a origem da nossa má vontade para com a cidade. Fato é que ela só foi incluída no nosso "roteiro" porque ficava no caminho entre Praga e Budapeste, de onde o Rafael retornaria para Milão, e de lá para o Brasil, e eu seguiria minha viagem sozinho, principalmente pela Itália - sem caminhos pré-definidos. A inclusão de Viena, ainda assim, foi restrita: 1 noite só - coisa que não tínhamos feito em nenhuma outra parte da nossa viagem. Com pouco mais de 24 horas para ver alguma coisa na cidade, não nos ativemos muito em nenhum ponto específico, deixando mais para "ver no que dava" à medida que passávamos pelos lugares. Com a questão da troca da passagem, ademais, perdemos um pouco mais de tempo com outra coisa que não o passeio. Há também o fator cansaço - já eram mais de 20 dias de mochilão sem grandes descansos. Apesar de tudo isso, sinto que não erramos, porque acho que o tipo de turismo que se faz por lá n...

Viena: Palácios e mais palácios

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Logo depois da Ópera, passamos pela parte da cidade onde começa a seqüência de palácios e mais palácios do tempo do Império Austro-Húngaro. Revisando minhas fotos, percebi que quase todas elas, quanto a essa parte da cidade, são comigo na frente, razão pela qual preferi não publicá-las aqui, para seguir a política que adotei desde o início do blog . Bom, o primeiro lugar por onde passamos foi a Maria-Theresien Platz, que é cercada pelos prédios gêmeos onde ficam os Museus Nacionais de História natural (de um lado) e de Cultura (do outro). O gramadinho no meio convida para um descanso, e foi ali que tomamos as decisões referentes à continuação da viagem, telefonando para o Brasil.Em frente à praça, ainda fica o Museumsquartier, mas nesse nem chegamos a parar. Umas poucas quadras dali, atalhando pela Heldensplatz, fica o complexo de palácios do Hofburg, sede do governo real nos tempos do Império. Naquele dia estavam preparando um palco e umas arquibancadas para algum evento...