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Paris - Arc de Triomphe

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Cerca de uma hora depois de nos estabelecermos no albergue, saímos para dar nosso primeiro passeio pela cidade. Só aí é que descobrimos como o albergue realmente ficava pertinho da Gare de Lyon e como era fácil pegar o metrô da linha 1, que acompanha o rio Sena até La Defense. Já havíamos combinado no RER do aeroporto ao centro que conheceríamos no primeiro momento o Arco do Triunfo. Para isso, pegamos o metrô até a estação Charles de Gaulle - Étoile . A estação tem esse nome porque a praça onde o Arco fica se chama Charles de Gaulle e porque ela é conhecida pelos parisienses simplesmente como "praça da estrela" ( étoile ), já que esse é o seu formato, graças às 12 avenidas que fazem confluência naquela rótula gigante formada pelo Arco. Ao descermos vimos que estava pingando um pouquinho, mas era mais para chuva de molhar bobo do que para uma garoa de verdade. Uma das primeiras visões que tivemos, por acaso, foi a da agência do Banco do Brasil. A primeira visão do Arco é bem...

Paris - o albergue

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Ao chegarmos na Gare de Lyon , demoramos um pouco até conseguir achar a saída indicada como a mais próxima do albergue que tínhamos reservado, o Blue Planet Hostel . A estação é muito grande e tem um verdadeiro labirinto de mais de 20 saídas diferentes. Tentamos obter informação, mas não conseguimos achar a tal saída 14. Escolhemos qualquer uma e pusemos os pés para fora da estação, e para dentro de Paris, pela primeira vez. Tive que admitir, de cara, que a cidade é muito bonita. A estação estava toda enfeitada com bandeirinhas da França e os prédios ao redor eram todos muito bonitos. As avenidas, muito bem cuidadas, cheias de árvores, bem naquele estilo que se espera de Paris. Emoções à parte, tínhamos que encontrar nosso albergue e, como era hora do rush, cada travessia de rua demorava ainda mais. Quando achamos a rua, numa esquina com o Blvd Diderot, acabamos seguindo na direção errada e andamos mais uma ou duas quadras à toa. Depois de perceber o erro, voltamos e finalmente chegamo...

Paris - do aeroporto ao centro

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Passados os momentos de suspense inicial, todos nos encontramos logo depois ao lado das esteiras de bagagem. As mochilas ainda não haviam nem chegado quando estávamos todos juntos. Logo depois, porém, vieram, e pudemos sair para a parte pública do aeroporto. Tratamos de pensar como iríamos até o centro da cidade, mais precisamente para o nosso albergue. Num primeiro momento, concordamos em pegar um ônibus que saía bem da frente do terminal por onde chegamos. Chegamos até a colocar nossas mochilas no bagageiro, mas quando o motorista falou o preço (uns 6 euros) e o lugar onde ele nos deixaria (na estação Châtelet), desistimos da viagem e nos dirigimos à estação de trem metropolitano anexa ao aeroporto. Como na maioria das grandes cidades da Europa, o sistema público de transporte de Paris é todo interligado e permite trocas com um só ticket . Entramos numa fila relativamente longa para conseguir comprar um ticket Paris Visite , por uns 45 euros, valendo por 5 dias, cobrindo as zonas nec...

Paris - suspense na imigração

Quando saímos do avião, ainda tivemos tempo de tirar a filmadora da mochila e registrar os primeiros momentos do pessoal em solo europeu, por alguns minutinhos. Logo em seguida, porém, tivemos que seguir caminho, porque praticamente todo o pessoal do avião já havia desembarcado. Diferentemente do que eu tinha visto na Itália, no ano anterior, havia policiais já no túnel de saída do avião, antes da área de desembarque. Eram 4 ou 5 policiais, que formaram uma "barreira" e, desde que as pessoas vinham de longe, iam avisando para ficarem com seus passaportes na mão. Para passar por eles, tinha-se que mostrar o passaporte. Alguns eram verificados com um pouco mais de atenção, outros mal eram olhados. No meu caso, cheguei com o passaporte já aberto, na página onde haviam carimbos da outra viagem à Europa, e com o outro dedo marcando a página onde está minha foto. O cara só viu os carimbos e me mandou passar. Com outros três do grupo, a coisa foi semelhante. Alguns só tiveram a foto...

Fora do tema, mas nem tanto

Essa é fora do tema da viagem que comecei a contar: Tomei um susto ontem quando ouvi, no Jornal Nacional, que o Reino Unido provavelmente passará a exigir visto de brasileiros . Estou com passagem comprada para lá para daqui um tempo e era só o que me faltava. Pesquisando na internet , vi que a coisa toda não é para agora, mas só para 2009 . Veja a notícia no Terra (Agência Brasil): A Embaixada Britânica admitiu que o governo estuda enviar um policial do Reino Unido para atuar no setor de imigração do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP). O governo britânico também avalia exigir o visto de entrada para cidadãos brasileiros e de outros dez países que visitem a Inglaterra, a Escócia, a Irlanda do Norte e o País de Gales. Com a introdução da nova política, pessoas provenientes da Bolívia, Botsuana, Brasil, Lesoto, Malásia, Ilhas Maurício, Namíbia, África do Sul, Suazilândia, Trinidad e Tobago e Venezuela precisariam pedir um visto de seis meses antes de viajar ao Reino Unido....

De Santa Maria a Paris!

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Marcamos nossa saída para uma quinta-feira, dia 17 de maio de 2007, feriado municipal aqui em Santa Maria. A idéia era "emendar" com as férias, marcadas por todos os que viajariam para começarem na segunda-feira seguinte. Para vencer os 300km entre Santa Maria e Porto Alegre, de onde sairia nosso vôo ao Rio de Janeiro e depois Paris, no entanto, tínhamos que sair algumas horas antes de casa. Na época, minha namorada ainda morava em Porto Alegre, por isso segui um dia antes. Os demais foram de ônibus, todos juntos, e chegaram no aeroporto Salgado Filho logo depois do meio-dia. Nos encontramos na hora marcada. Fizemos o check in sem problemas, despachando as mochilas que só voltaríamos a ver na Europa, no dia seguinte. Os pontinhos da milhagem da TAM já foram creditados no ato, hehehe. Na época, ainda não havia caído o avião da TAM, mas os problemas relacionados à pista de Congonhas já estavam causando muitos problemas por todo o país. Esse, inclusive, foi um dos fatores leva...

Escolhendo albergues

Depois de termo definidos todos os lugares por onde passaríamos e acertado as passagens aéreas, o passo seguinte foi definir os albergues de cada uma das cidades. Não foi tarefa fácil, principalmente com relação a Paris, lugar onde passaríamos mais tempo do que em qualquer outro lugar da viagem. Paris tem bastante opção de albergues, mas nenhum muito bom, que seja uma unanimidade entre os mochileiros em geral. A maioria dos lugares tem muitas restrições, do tipo café da manhã não incluído, período de lock out (tempo em que, ao redor do meio-dia, você não pode ficar no albergue), portarias que não eram 24hs, isso sem falar na questão da limpeza e da localização. As agências de turismo, nesse aspecto, não ajudam muito. Limitam-se a oferecer as opções disponíveis nos sistemas de reservas com os quais eles trabalham. No nosso caso, indicavam como opção o Aloha Hostel , mas os reviews sobre ele na internet eram horríveis. Um amigo que esteve lá confirmou a mesma coisa. As indicações dos gu...

Check list de viagem

Segue um check list da viagem à Europa: BAGAGEM • Mochila com capacidade mínima de 60L (para despachar no avião) (máximo 20kg carregada) • Mochila pequena, para passeios (máximo 5kg carregada) • Capa de chuva para mochila • Cadeados pequenos para fechos das mochilas, com segredo ou chave reserva • Etiquetas de identificação da bagagem VESTUÁRIO • Calças jeans (1 ou 2), que sejam boas para caminhar e para sair à noite • Bermudas (1 ou 2), de preferência com bolsos e de tecido que seque fácil • Calça de abrigo ( nylon , tac-tel , etc) – opcional (pode ser usada p/ dormir também) • Casaco para o frio, de preferência impermeável • Camisas (1 ou 2) para boate ou jantar em lugar mais chique, de tecido que não amasse • Camisetas (entre 4 e 8, dependendo da intenção de comprar mais na viagem) • Moletom e/ou blusão • Pijama ou roupa mais confortável para dormir • Cuecas (entre 5 e 10, conforme intenção de lavar no banho ou em lavanderias) • Meias (ent...

Planejamento geral

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O roteiro do nosso mochilão foi montado tendo como primeira premissa passar por cidades que nem eu nem o Rafael conhecíamos (os outros três ainda não haviam viajado à Europa). Como eu disse antes, Amsterdam e Estocolmo eram as idéias iniciais. Algumas semanas depois do início das tratativas para o roteiro, tornou-se também parte necessária da viagem uma passada por Copenhague, onde morava o Júnior, um amigo de dois dos guris. Berlin e Bruxelas acabaram entrando meio que só para "fechar" o mapa e, aos "quarenta e oito do segundo tempo", entrou ainda Luxemburgo no nosso trajeto. A idéia, entretanto, não era fazer muitos trechos por trem. Assim foi, tanto que tivemos quatro vôos internos na nossa viagem. Depois de definir as cidades por onde passaríamos e o tempo que tínhamos por lá, tratamos de distribuir o número de noites em cada cidade. Montamos o roteiro numa seqüência circular e tratamos de começar as pesquisas por passagens aéreas. Num primeiro momento, limitamo...

O segundo mochilão à Europa

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Meu segundo mochilão europeu aconteceu menos de 1 ano depois do primeiro, que relatei nos últimos meses aqui no blog. Logo depois de ter voltado ao Brasil, em outubro de 2006, outros amigos meus e do Rafael começaram a se empolgar com a idéia de fazermos um mochilão com mais pessoas. Já no mês de novembro, combinamos, num primeiro momento, que o Rafael, o Diego e eu faríamos uma viagem "mais para o norte", sem definir exatamente por onde, mas incluindo Amsterdam e Estocolmo. Com a idéia sendo divulgada nos círculos de amizades, mais gente acabou demonstrando interesse e, no final do ano, já era certo também que o "Bagé", meu colega de trabalho, iria junto conosco. Depois de algumas idas e vindas de outros, o grupo mais ou menos se estabilizou e pudemos estipular, ainda no início de 2007, que viajaríamos numa quinta-feira, em 17 de maio (feriado municipal aqui em Santa Maria), para emendar com as férias marcadas para a segunda-feira subseqüente. Nos reunimos várias v...