19/02/12

Lugares mais caros do mundo em 2011

Se você acha que a Europa é o continente com o custo de vida mais alto do mundo, é melhor rever seus conceitos. 

Todos os anos, a empresa Mercer divulga suas listas com as cidades mais caras e mais baratas para estrangeiros que precisam passar um tempo lá trabalhando. Isso, obviamente, leva bastante em consideração custos de moradia, alimentação, segurança e o acesso a bens de consumo que as pessoas estão acostumadas em seus países de origem. Portanto, não significa exatamente que essas cidades sejam as mais caras para um TURISTA, mas sim para um TRABALHADOR ESTRANGEIRO, ou, como se diz em inglês, um “EXPAT”. 

De uns tempos para cá, cada vez mais cidades do Terceiro Mundo vêm tomando o lugar das cidades suíças, escandinavas e japonesas como as mais caras. Já é o segundo ano seguido em que Luanda, a capital de Angola, é a mais cara do mundo. Veja o ranking das 50 mais caras: 

1 – LUANDA (ANGOLA) 
2 – TOKYO 
3 – N'DJAMENA (CHADE) 
4 – MOSCOU 
5 – GENEBRA (SUÍÇA)
6 – OSAKA (JAPÃO) 
7 – ZURIQUE (SUÍÇA) 
8 - CINGAPURA 
9 - HONG KONG 
10 - SÃO PAULO 
11 – NAGOYA (JAPÃO) 
12 – LIBREVILLE (GABÃO) 
13 - RIO DE JANEIRO
14 – SYDNEY (AUSTRALIA) 
15 – OSLO (NORUEGA)
16 – BERNA (SUIÇA) 
17 – COPENHAGUE (DINAMARCA) 
18 – LONDRES 
19 – SEUL (COREIA) 
20 - PEQUIM 
21 – XANGAI (CHINA) 
22 – MELBOURNE (AUSTRALIA) 
23 – NIAMEY (NIGER) 
24 – TEL AVIV (ISRAEL) 
25 – VICTORIA (SEYCHELLES) 
26 – MILÃO 
27 - PARIS 
28 – OUAGADOUGOU (BURKINA FASO) 
29 – ST. PETERSBURG (RUSSIA) 
30 – PERTH (AUSTRALIA) 
31 – BRISBANE (AUSTRALIA) 
32 – NOVA IORQUE 
33 – BRASILIA 
34 – ROMA 
35 – CANBERRA (AUSTRALIA) 
36 – VIENA 
37 – NOUMÉA (N CALEDONIA) 
38 – GUANGZHOU (CHINA) 
39 – DJIBOUTI 
40 – ESTOCOLMO 
41 – LAGOS (NIGERIA) 
42 – HELSINKI (FINLANDIA) 
43 – SHENZHEN (CHINA)
44 – DAKAR (SENEGAL) 
45 – KHARTOUM (SUDAO)
46 – ADELAIDE (AUSTRALIA) 
47 – PRAGA 
48 – BAKU (AZERBAIJÃO) 
49 – BANGUI (REP CENTRO-AFRICANA) 
50 - AMSTERDAM NETHERLANDS 

O relatório ainda indica que, na América Latina, as capitais La Paz (Bolívia) e Managua (Nicarágua) são as mais baratas. São Paulo, Rio e Brasília são as três mais caras de toda a região, principalmente por causa do câmbio. Cidades venezuelanas e argentinas também tiveram um significativo aumento no custo de vida por causa do salto na inflação. 

Nos EUA, só Nova Iorque continua entre as 50 mais caras do mundo. Los Angeles caiu mais de 20 posições e Chicago, a terceira cidade mais cara do país, outras 17 posições. 

Outro lugar que chamou a atenção dos analistas foi a Austrália, que teve quase todas as suas principais cidades elevadas à condição de mais caras do mundo. O câmbio é o principal culpado. 

Na Ásia, principalmente na China, a culpa pelos custos elevados é do tipo de moradia procurado pelos estrangeiros: a demanda cresceu muito, mas a oferta continua restrita. 

Na Europa, lugares em crise foram os que mais se tornaram baratos, a exemplo de Atenas, Barcelona. 

No Oriente Médio, as antes promissoras Dubai, Abu Dhabi e Aman tiveram quedas drásticas na demanda, e consequentemente, nos preços. 

Já na África, o que explica o aumento nos custos é a segurança. Está cada vez mais desafiador encontrar lugares seguros para estrangeiros que trabalham no continente, em razão dos sequestros, roubos e todo tipo de violência.

17/02/12

Por que Chiang Mai?

Chiang Mai é um dos lugares que quase sempre estão no roteiro de quem vai à Tailândia, mas que dificilmente se ouve falar, a não ser que se esteja planejando uma viagem para aquele país. Eu mesmo, num primeiro momento, não tinha sequer cogitado passar por lá.
A cidade é a segunda mais importante da Tailândia, em população e economia, e fica bem longe do litoral. Não tem o mesmo apelo comercial de lugares como Phuket, tanto no sentido de belezas naturais, praias ou mesmo to turismo sexual, mas é considerada indispensável num roteiro de quem realmente queira conhecer um pouco do que é a Tailândia de verdade.

Isso não significa que seja um lugar com poucos turistas – pelo contrário, a sensação de caminhar pela rua central num domingo à noite é justamente a de que só no Brasil é que não se ouve falar em Chiang Mai. Europeus de tudo quanto é canto, australianos e americanos são quase mais comuns do que gente local no meio dos mercadões de rua.

O que leva essas pessoas para lá?

Chiang Mai é considerada como a principal base para roteiros pelas montanhas do norte do país. Frequentemente esses roteiros são vendidos como sendo a oportunidade para visitar as famosas mulheres de pescoço comprido – aquelas que você já deve ter visto num National Geographic da vida, que desde novinhas usam argolas douradas no pescoço, que vão sendo acrescentadas com o passar dos anos e as deixam com uns bons 30cm de pescoço, para parecerem mais bonitas aos olhos da tribo. Essas mulheres, na verdade, não são tailandesas, mas fugitivas da Birmânia (Myanmar), onde a prática foi proibida. Diz-se que são menos de 300 mulheres usando essas argolas, e apenas na tribo “Karen”. Além das trilhas, há também esportes radicais como rafting, arvorismo, etc.
Outra razão que leva muita gente a Chiang Mai é a relação que a cidade tem com os elefantes. Há vários campos de elefantes nos seus arredores, onde são apresentados shows com os animais e se pode fazer trekking num deles. Além disso, há alguns campos que fazem um trabalho ambiental de salvamento de elefantes vítimas de maus tratos.
A enorme quantidade de templos existente em Chiang Mai, cujo centro histórico é relativamente pequeno e melhor conservado que o de Bangkok, também é outro motivo para visitas. Muita gente da própria Tailândia viaja à cidade em peregrinações religiosas e várias pessoas que dedicam uma parte da vida a serem monges o fazem naquela região, também.

Chiang Mai é muito procurada, ainda, por quem quer fazer cursos de culinária tailandesa ou cursos para aprender o difícil idioma local (só o alfabeto tem mais de 80 letras e são cinco tons diferentes que podem ser utilizados para pronunciar as sílabas).

Por fim, Chiang Mai é uma base para quem pretende seguir viagem pelos países vizinhos, pois tem um grande aeroporto, com voos de vários lugares, e fica relativamente perto da região conhecida como “Triângulo Dourado” (tríplice fronteira entre Laos, Myanmar e Tailândia, a poucos quilômetros do sul da China), que compreende lugares como Chiang Rai (na Tailândia) e Luang Prabang (no Laos). Isso não só agora, mas desde muitos séculos, pois se diz que era rota de passagem nas caravanas que levavam seda para o Ocidente.

Por representar “ a típica Tailândia” na psique nacional, taxistas, guias e outras pessoas que conversam com os turistas sempre perguntam se você já foi ou vai a Chiang Mai enquanto está passando pelo país. Se disser que não, vão tecer mil elogios ao lugar para convencê-lo.

Se for incluir a cidade no roteiro, vale lembrar que lá o clima é um pouco diferente do resto do país. Pode ser caracterizado como tropical de montanha – bastante quente e seco no verão, com temperaturas passando fácil dos 40°C, menos chuvoso que no litoral nas monções, mas mais frio pela manhã e à noite nos meses “inverno” (dezembro a fevereiro), podendo ter temperaturas de até uns 15°C nesses horários e uma neblina logo que o sol nasce. No geral, em janeiro pegamos temperaturas de 27°C a 30°C de dia e de 20°C à noite, bem agradáveis.

16/02/12

Rumo ao norte

Na manha seguinte ao jantar cruzeiro pelo rio, acordamos bem cedo, ainda sofrendo com o fuso horário, para tomar café da manhã, ajeitar as coisas e pegar um táxi para o aeroporto de Suvarnabhumi, de onde viajaríamos para Chiang Mai, no norte do país.

Num domingo pela manhã, não é preciso mais do que uns 25 minutos para chegar até a porta do terminal, saindo da região central de Bangkok. O trânsito na cidade é quase inexistente, se comparado com os horários comerciais dos das úteis.

Assim que chegamos ao aeroporto, pusemos em prática o plano de deixar uma das malas (que tinha estragado a haste) num depósito de bagagens do aeroporto, com todos os souvenirs e presentes já comprados e com todas as roupas de inverno usadas na conexão em Istambul, que não seriam necessárias em nenhum lugar da Tailândia. Isso resolveria vários problemas: ficaríamos bem tranquilos com a franquia de bagagem nos voos internos, que é só de 20kg (ao contrário dos 32kg dos voos internacionais ou dos 23kg que usamos aqui no Brasil) e ainda nos livraríamos daquela “mala sem alça”, com todas as coisas que não usaríamos dentro.

Há dois depósitos de bagagens no aeroporto internacional de Bangkok, sempre bastante cheios (porque muita gente vem de lugares frios para passear pela região): um no piso de desembarque (1º andar) e outro no piso de embarque (2º andar). Teoricamente, o do embarque tem menos movimento, mas mesmo assim precisei de uns 20 minutos para ficar na fila, preencher os formulários e esperar a checagem no raio X. Eles olham as bagagens com o raio X porque não recebem malas com bens de valor, como notebooks, aparelhos eletrônicos em geral, dinheiro ou joias – e também para ver se você não está plantando uma bomba relógio no aeroporto, claro.

Independentemente do peso ou do tamanho, é cobrada uma taxa de 100 baht por dia (R$ 5,60), calculada no dia em que você vem retirar a bagagem de volta (parece que depois de 1 mês de depósito, a taxa sobe para uns 120 baht por dia, mas não lembro bem). Por isso mesmo, encha com tudo o que puder uma única mala, para fazer valer mais o dinheiro.  Só guarde o comprovante da entrega com o código da mala (se perder, eles conseguem conferir pelo passaporte, que precisa ser copiado na hora de deixar a mala, para registro). O tempo máximo de permanência é de 6 meses, depois do qual a empresa tem o direito de ficar com a mala.

Livres das malas, fizemos o check in com a Bangkok Airways (uma fila monstra que levou cerca de 40 minutos, o que não melhora muito nos guichês dedicados a quem fez check in pela internet) e fomos almoçar, por precaução (afinal, era a tal da NOK Air que faria a viagem até Chiang Mai, na verdade). Há vários restaurantes e lanchonetes, mas quase todos ficam depois do controle do portão de embarque. No saguão de check in, só o que se vê são escritórios de companhias aéreas, órgãos oficiais e as filas dos guichês.

O voo foi feito com um Boeing 737 bem acanhado e meio velhinho, mas bem mantido, da NOK Air. Saiu com uns 15 minutos de atraso, só, e as refeições eram da Bangkok Airways – umas caixinhas bem completas com duas metades de sanduiches diferentes, suco, água e um bolinho doce (o suficiente para acharmos quase desnecessário ter almoçado no aeroporto antes da partida).

Não deu para ver muita coisa pela janelinha, porque na maior parte do tempo o céu estava bastante encoberto.  Cerca de 1h15 depois, estávamos aterrissando no aeroporto de Chiang Mai, que recebe voos inclusive de Hong Kong, Singapura e outras tantas cidades da própria Tailândia.

14/02/12

Jantar cruzeiro no Rio Chao Phraya

O rio Chao Phraya é uma atração das mais importantes de Bangkok, porque a partir dele podem-se ver os principais pontos turísticos da cidade de um ponto de vista completamente diferente e sem o stress do trânsito, de quebra com a brisa mais fresca das águas.
A maioria dos mochileiros e do pessoal viajando sozinho ou com os amigos faz passeios pelo rio apenas usando o transporte público (Chao Phraya Express, do qual já falei nos posts sobre os deslocamentos em Bangkok), descendo de vez em quando em algum dos mais de 20 piers ao longo da cidade.

Para quem está com a família ou vai acompanhado, como era o meu caso, o mais legal é embarcar num dos jantares-cruzeiro que saem quase todas as noites na alta temporada, com uma duração média de 2 horas e ainda com direito a dancinhas típica a bordo. Há várias empresas fazendo esse tipo de passeio e a maioria inclui no preço o transfer de ida e volta entre o hotel do freguês e o ponto de partida e retorno do cruzeiro.

Algumas empresas, como era o caso da que escolhemos, inclusive oferece dois horários: um primeiro, entre as 18h e as 20h (o sol se põe às 18h10, por isso é uma boa para aproveitar a mudança da paisagem) e outro logo em seguida, das 20h às 22h.

Muitas das empresas usam barcaças tradicionais que eram (e ainda são) utilizadas no transporte do arroz das planícies centrais até Bangkok ou os portos no Pacífico – obviamente que totalmente remodeladas por dentro. Outras usam barcos mais modernos e maiores, com capacidade para mais gente. Aqui, a regra é simples: os menores cobram um pouco mais caro, os maiores cobram menos, porque conseguem levar mais gente.

O passeio é muito bem organizado e a comida bem servida. Assim que chegamos, vimos que os nomes das pessoas já estavam nas mesas (até tivemos receio de ter que dividir mesa com outro casal ou de ficar de costas para a frente do barco, mas logo vimos que eles tinham mesas maiores para família e menores para casais, de modo que ninguém dividiu mesa com estranhos). Um pouquinho depois que o barco saiu, já vieram as entradinhas e logo em seguida uma escolha de sopas.
Os pratos principais eram bem típicos da Tailândia, mas os molhos mais picantes sempre vinham à parte. Geralmente são porções pequenas, mas em grande variedade. No final, sobremesas, também típicas – tudo sempre acompanhado de bebidas como vinho e coquetéis.
Com relação á comida, eu daria nota 9,5 ou 10!

As danças típicas tailandesas, para quem não conhece, não são muito empolgantes –baseiam-se mais em movimentos das mãos e dos olhos da dançarina, vestida com trajes dourados, que faz movimentos bem curtos, geralmente só de lado. As musiquinhas enjoam logo, mas vale a experiência.

Já com relação às paisagens, também , tenho que dizer que vale bastante a pena o passeio. Os templos mais tradicionais, como o Wat Arum, as pontes mais modernas e os prédios do governo são todos bastante iluminados à noite, dando-lhes tons de dourado.
 
 
 
 

Tínhamos um pouco de preocupação também com o balanço em excesso do barco, até porque o rio tem bastante ondas, mas não nos sentimos mal em nenhum momento, porque a própria velocidade do barco já é o suficiente para mantê-lo sempre num mesmo movimento, sem pender para os lados.

REFERENCIAS:

- há várias empresas que fazem o passeio. Pesquisamos na internet e acabamos escolhendo a Loy Nava Tours (www.loynava.com), mas vimos outras com mais barcos e de tamanhos maiores (mas mais cheios), como a Chao Phraya Princess Dinner Cruise (www.thaicruise.com) e a Chao Phraya Cruise (http://www.chaophrayacruise.com) ;

- o passeio não é barato – pacote cruzeiro + jantar + bebidas + transfer fica nuns R$ 180 por pessoa, sem contar uma gorjetinha que o pessoal constrange a dar na saída, de uns R$ 5.

12/02/12

Casa de Jim Thompson

 Outra das atrações turísticas de Bangkok que é figurinha sempre presente nos guias de turismo é a Jim Thompson House.

Jim Thompson era um aventureiro americano que, depois de ter conhecido a Tailândia durante a Segunda Guerra Mundial, apaixonou-se pelo país e decidiu lá estabelecer a sua residência. Com grande espírito empreendedor, ele percebeu que a indústria da seda, completamente deixada de lado nas décadas anteriores aos anos 1950, teria um grande potencial exportador no pós-guerra. Assim, montou ele próprio uma indústria de seda e de design, que acabou virando a marca até hoje mais famosa da Tailândia, com lenços, bolsas, vestidos e objetos de decoração.

A casa onde viveu também era cheia de excentricidades e, exatamente por isso, foi transformada num museu aberto a visitação. Ele queria morar em casas tradicionais de madeira (teca, uma madeira avermelhada típica da região), e por isso mandou trazer de diversas regiões do país casas de diferentes estilos construídas com esse material. Remontou-as num terreno que comprou perto de um dos mais importantes canais da cidade e usou cada uma como uma peça da casa, fazendo corredores entre elas e criando um amplo jardim com árvores tropicais. No interior, decorou tudo com antiguidades orientais e presentes que ganhou de visitantes ilustres.
 
 
Ninguém sabe exatamente como ou onde morreu Jim Thompson. O que se tem notícia, apenas, é que ele estava de férias fazendo trilhas pelas montanhas da Malásia. Uma das teorias diz que um caminhoneiro o teria atropelado e enterrado no bosque, para não ser descoberto. A empresa, no entanto, que já era grande quando ele morreu, continuou até hoje e tem filiais em todos os aeroportos internacionais do país e nos principais shopping centers.

O interior da casa só pode ser visitado em tours guiados, que partem do próprio pátio a cada 15 minutos, com duração aproximada de meia hora. Logo depois da entrada, as pessoas são separadas em grupos conforme o idioma que entendem (inglês, francês, alemão ou línguas orientais) e depois encaixadas nos horários disponíveis.
No final das contas, achamos o lugar até interessante, mas o tour (e especialmente a pobre da guia) muito chatinhos. A preocupação e o medo de que os turistas toquem ou derrubem alguma coisa é constante e isso deixa a guia totalmente tensa, sempre cuidando o que as pessoas estão fazendo ou onde estão parando.

Só recomendaria esse lugar para alguém que se interesse por decoração ou por arquitetura, ou se virou fã da marca Jim Thompson, porque realmente não vale muito a pena para outros propósitos...

REFERÊNCIAS:

- o lugar fica num beco sem saída a apenas duas quadras da estação National Stadium do SkyTrain, de onde há placas indicativas;

- o ingresso custa 100 baht por pessoa (cerca de R$ 5,60);

- o horário de visitação é das 9 às 17h, todos os dias, sem fechar ao meio dia.