28/02/2009

Atenção aos novos voos Brasil-Europa!

Mesmo em tempos de crise, existem algumas notícias boas no mercado da aviação - pelo menos no trecho entre o Brasil e a Europa. Muito embora não haja diferenças significativas de preços em relação àqueles normalmente praticados, as novidades nessa área podem significar a economia de alguns reaizinhos ou pelo menos algumas horas no deslocamento até o Velho Continente.

A primeira novidade é a retomada dos voos entre São Paulo e Madrid pela Air China. Em alguns testes que fiz em mecanismos de busca de passagens na internet, esta foi a companhia que gerou os menores preços (cerca de R$ 2.260,00 em preços de hoje). Como ela faz parte da Star Alliance, a mesma em que a TAM está entrando, há possibilidade de combinação do trecho com voos da TAM no Brasil, para chegar até São Paulo (via agências de turismo).

Veja o que diz a notícia publicada no site da companhia:

À partir do dia 29 de Março, a Air China retoma suas operações para Pequim e Madri, importante porta de entrada para a Europa

Modernas aeronaves A330-200, com capacidade para 240 assentos, farão a rota. A configuração oferecerá lugares na Classe Executiva e Econômica,com excelente entretenimento de bordo em telas individuais,que incluem canais de filmes, músicas e games.

O vôo CA 908 decolará todas as quintas-feiras e domingos de Guarulhos às 20:30 e pousará em Madri às 11:45.No prosseguimento até Pequim decolará de Madri às 13:00,chegando no destino às 07:05.No sentido inverso,o CA 907 partirá de Pequim à 01:00 e pousará na capital espanhola às 07:40.Em Madri,o voo com destino ao Brasil partirá às 09:20 e chegará em São Paulo às 15:20. Todos os horários são locais.

Outra novidade será o voo direto entre São Paulo e Istambul, na parte europeia da Turquia. Acredito que nunca tenha havido um voo direto entre o Brasil e aquele país.

A solicitação oficial para começar a realizar essa rota já havia sido solicitada em dezembro do ano passado pela Turkish Airlines e os voos devem começar em 22 de março. A companhia também é integrante da Star Alliance, como a Air China. Ainda não é possível encontrar os voos nos mecanismos de busca, mas acredito que em breve isso ocorrerá. Veja o teor da notícia no site da cia:

As one of the world’s fastest growing airlines, Turkish Airlines will fly from Istanbul to Sao Paulo via Dakar (Senegal) twice a week. Beginning on March 22nd, 2009 Turkish Airlines will fly to Sao Paulo on Wednesdays and Sundays at 09:35. Return flights from Sao Paulo to Istanbul via Dakar will run on Mondays and Thursdays. The passengers will have a one hour and a half transfer period at Dakar Airport both ways.

Ainda sem data certa para começar, ficou prometido no ano passado (notícias no site Panrotas e no blog "Aquela passagem!") que a TAP iniciaria um voo direto a Lisboa a partir de Curitiba. O pessoal de Porto Alegre até andou solicitando formalmente que o voo saia da capital gaúcha, mas nada foi acertado nesse sentido. No site da TAP, não há informações a respeito.

Embora Israel não seja Europa, cabe aqui registrar também que o Brasil ganhará um voo direto também para aquele país, a partir de São Paulo, através da El Al, a cia. aérea israelense famosa pelo rigor na segurança. Essa pode ser uma boa opção para destinos como Grécia, Chipre e Turquia, por conexões em Tel Aviv (que não exige visto de brasileiros). Os voos começam em maio, segundo a notícia no site da companhia israelense.

26/02/2009

Delft

Até o dia em que viajei para lá, eu sequer sabia da existência de Delft. Foi o Diego quem sugeriu que fôssemos para lá, por causa das dicas do guia que ele estava levando, aquele Guia do Viajante Independente na Europa, escrito por brasileiros.

Delft é uma cidadezinha pequena, não devendo ter mais do que uns 100 mil habitantes. A maioria das pessoas acaba conhecendo a cidade apenas num city tour, como aquele que o Marcelo e o Rafael estavam fazendo enquanto nós conhecíamos Haia, Scheveningen e Delft a pé e de trem.

As principais atrações da cidade são os seus canais e as suas várias igrejas antigas, todas muito bem conservadas, num ambiente mais tranqüilo que o de outras cidades holandesas maiores.

Fomos para lá num meio de transporte muito pouco usual: um bonde. Tomamos um no centro de Haia e, depois de descobrir com o condutor quanto sairia para cada um, embarcamos numa viagem de quase meia hora naquele transporte. Não é muito confortável andar a velocidades maiores num "trenzinho" que dá umas viradas bruscas conforme os trilhos que segue e que tem de parar nos sinais vermelhos como se fosse um ônibus, mas a experiência foi bastante válida.

Assim que chegamos, demos de cara com uma torre que acredito ser de vigia, mas que mais parecia uma caixa d'água.
Uns poucos passos mais e já conseguimos ver a Oude Kerk (Igreja Velha) de Delft, que tem a peculiaridade de estar com a torre principal bastante torta (não tanto como uma torre de Pisa, mas quase). A visão da torre ao final de um canal é bastante fotogênica - azar o nosso que a iluminação não contribuiu para fotos muito boas.
Depois de passarmos pela igreja, fomos em direção à praça principal, que é também o mercado central da cidade, como na maioria das cidades holandesas (Grote Markt). Ali, ao redor, ficam também a Prefeitura velha e a Igreja Nova, além de barzinhos e restaurantes muito agradáveis.

Relativamente, havia bastante turistas naquela área, que também está cheia de pombas pescando uma migalha aqui outra ali. Tomamos assento num barzinho que pareceu bom, porém não tão caro, e começamos a tomar uma de várias cervejas que preencheriam aquela nossa tarde.
Tiramos algumas horas para descansar e para conversar naquele lugar. Foi muito bom ficar sem "compromissos" de visitar as coisas e só beber num lugar tão bonito e tranqüilo. A única coisa que interrompia a conversa eram as badaladas da igreja a cada meia hora.

Só depois de algum tempo é que percebemos que a grande estátua em frente à igreja era de Hugo Grotius. Até hoje não lembro exatamente porque ele foi importante, mas sei que tem algo a ver com o Iluminismo, hehehe.
Depois de algumas horas, demos mais umas voltas para ver outros pontos interessantes da cidade e acabamos encontrando uma lojinha da Puma em liquidação. Camisestas oficiais a preços que variavam entre 11 e 15 euros. Só eu levei três! Que achado!
Decidimos, antes mesmo de ir para a cidade, que voltaríamos de trem a partir dali, direto para Amsterdam. No caminho para a estação, tratamos de fazer nossa rota por um lado da cidade onde existe um grande moinho (que é aquele que aparece no post sobre as verdades e mentiras da Holanda).

Chegamos por volta das 18h30 na estação e esperamos mais uns 20 minutos até que chegasse nosso trem, que nos levou de volta à capital, onde já escurecia.

24/02/2009

Scheveningen


Depois de conhecer o Palácio da Paz e as atrações ao redor, tomamos um bonde que segue pelo canteiro central da longa avenida que liga Haia a Scheveningen. Não tenho certeza se é apenas um bairro de Haia ou uma cidade independente, mas Scheveningen, na verdade, é o balneário mais próximo da capital de fato da Holanda.

O lugar é descrito nos guias como muito mais agitado que Haia - pelo menos à noite - e como sede de um grande cassino, vários restaurantes e boates.

O caminho até lá, de bonde, foi de certa forma muito estranho. Assim como percebemos um certo descuido nos parques e jardins de Haia, aquela longa avenida estava precisando de um corte de grama, no mínimo. As várias casas, todas parecidas e ao lado uma da outra, também já tiveram dias melhores. Não que fosse totalmente abandonadas, mas é que, depois de alguns dias vendo o cuidado que os holandeses têm com a beleza do seu país, consguíamos notar quando alguma coisa não estava naquele padrão.
Descemos no ponto final do bonde, perto do grande hotel cassino que é o cartão postal do balneário. Ali, encontramos várias estátuas de areia, tanto na frente como atrás do hotel - algumas delas sendo demolidas por retroescavadeiras no exato momento em que estávamos passando.
A praia, em si, é meio sem graça. O mar, gelado, como era de se esperar para uma praia holandesa. O clima também não estava dos melhores: para o oeste, do lado do mar, totalmente aberto; para o leste, uma ameaçadora cortina de nuvens negras, parecendo que um temporal viria em questão de minutos.

Havia poucas pessoas na praia, a maioria mulheres tomando banho de sol nas cadeiras colocadas à disposição pelos restaurantes e hotéis da beira-mar. Por causa do forte vendo que às vezes bate, as cadeiras de sol são "armadas" com um corta-vento.

Caminhamos pelos deques, tiramos algumas fotos com as esculturas de areia, o molhe onde está um cassino e as aves marinhas que por ali estavam, e tratamos de encontrar um lugar para almoçar.
Já passava da 1 hora da tarde e a fome estava batendo. Para nossa sorte, acabamos encontrando um restaurante do estilo "all you can eat" por apenas 10 euros por pessoa, cujo prato principal eram costelinhas de porco, naquele estilo que se serve aqui no Brasil nos restaurantes do Outback. Não sei se foi a fome ou o fato de termos comido pouca carne durante a viagem, mas acabou sendo uma das melhores refeições daquele mochilão.
Tomamos uma cervejinha para descansar e, depois de umas três horas no dito balneário, tomamos um bonde de volta ao centro de Haia, para de lá seguir a Delft - uma cidadezinha próxima, pequena, mas com algumas atrações bem fotogênicas.

No caminho, entre um bonde e outro, topamos com a embaixada brasileira, por acaso, e com mais uma das praças importantes da cidade.

22/02/2009

Den Haag (Haia)

Na segunda-feira, dividimo-nos em dois grupos: o Rafael e o irmão dele, o Marcelo, saíram bem cedo para um tour de ônibus, que passaria por Rotterdam, Haia, Delft e por um mercado de flores. O Diego, o Bagé e eu iríamos primeiro para Haia, de trem, e de lá veríamos o que mais poderíamos fazer.

Chegando em Haia, depois de uma viagem de pouco mais de meira hora, do lado de fora da estação, demos de cara com uma cena tipicamente holandesa: centenas, talvez milhares, de bicicletas do lado de fora, estacionadas uma ao lado da outra, em locais nos quais podem ser cadeadas. O pessoal vem de casa com a bike, deixa na estação e segue de trem para o trabalho.

Embora Amsterdam seja a maior e mais importante cidade do país, muitas vezes tratada como se fosse a capital, Haia (ou Den Haag, em holandês) é que é a sede do Parlamento e o local onde mora a Família Real. Ali também estão quase todas as embaixadas dos outros países e quase todos os Ministérios.

A cidade é bem menor e mais tranqüila que Amsterdam, mas não tem tanto apelo turístico. O turismo, ali, acaba sendo mais "cívico", ou seja, de visitação a prédios oficiais.

Andando da estação em direção ao centro, passamos por uma curiosa placa que informa todas as "regras" e precauções a serem tomadas na cidade: cuidado com pickpockets, não urinar na calçada, não deixar cocô de cachorro no chão, não amararra bicicleta em poste de luz, etc.
À medida que fomos andando, fomos conhecendo as principais atrações do lugar, tais como uma praça com a estátua do Rei Guilherme de Orange e a Igreja da cidade.
Logo ali perto, está o Parlamento Holandês, ou Binnenhof, na língua local. O prédio ocupa uma quadra inteira e é possível andar pelo seu pátio interno, onde há capelas e os prédios onde trabalham os deputados. Do lado de fora, um grande lago artifical com um chafariz dá um ar legal ao lugar.
Ao lado do Parlamento, fica a Maurithuis Royal Picture Gallery, um museu onde estão a maior parte dos quadros mais famosos de Vermeer, como " A moça com brinco de pérola", que deu nome a um filme não muito antigo com a Scarlett Johansson. Demos azar, porque na segunda o lugar não está aberto a visitação.
Depois, passamos por uma seqüência de parques e jardins, surpreendentemente meio mal cuidados e com ar de decadentes. Ali pelo meio, encontramos o Palácio Real onde a família real holandesa efetivamente mora. O lugar não tem nada demais e, se não fosse pelo mapinha que pegamos num centro de informações turísticas no centro, não teríamos visto (nem sentido falta).
Mais alguns metros, já um tanto longe do centro da cidade, chegamos ao Palácio da Paz, ou Vredespaleis. Esse prédio, para quem fez faculdade de Direito, tem um significado bem especial. Trata-se da sede da Corte Internacional de Justiça, da ONU, no qual são julgados os mais importantes crimes de guerra, tais como os da ex-Iugoslávia e da Libéria. É possível visitar o lugar por dentro, mas não pudemos fazer isso por dois motivos: era dia de julgamento, aí os visitantes não podem entrar, e mesmo que não fosse, teríamos de estar de terno e gravata (hehehe).
Contentamo-nos com umas fotos dos jardins do palácio e com uma rápida visão dos juízes, com suas togas vermelhas, provavelmente voltando de um "lanchinho".

Ao redor do Palácio, existe um monumento aos mortos da Segunda Guerra nascidos na Holanda e uma "Chama da Paz Mundial" (que realmente tem um foguinho queimando), rodeada por pedras oriundas de todos os países do mundo que fazem parte das Nações Unidas. A do Brasil era um basalto, desses de calçamento de rua, bem feinha!

20/02/2009

AMSTERDAM - Domingo


No nosso terceiro dia em Amsterdam, um domingo, deixamos para acordar mais tarde do que o habitual. Devagarinho, depois do café, fomos de bonde até a estação central e de lá tomamos (pela única vez) um metrô até o estádio do Ajax, que fica a alguns quilômetros a leste da cidade.
A arena do Ajax, para quem não lembra, causou "sensação" logo que foi construída, dada a grande inclinação - quase vertical - das arquibancadas, o luxo das instalações e o fato de ter uma cobertura para o gramado.

Nossa intenção era fazer o tour básico pelo estádio, com guia (coisa que não fizemos em nenhuma outra cidade da viagem, embora tenhamos visitado o estádio olímpico de Berlin), e para isso tivemos que esperar uma hora até o primeiro horário disponível.

Foi uma das melhores coisas que aconteceram, pois a espera serviu para que descobríssemos as excelentes lojas que existem ao redor do estádio. Há pelo menos três lojas gigantes, duas delas especializadas em coisas esportivas (roupas, acessórios, mochilas, tênis). A vontade que dá era jogar tudo o que tínhamos trazido fora e comprar tudo novo. Brincávamos que, da próxima vez, viríamos do Brasil só com uma sacolinha de mercado e passaríamos por ali antes de começar a viagem. Os preços eram muito bons e a qualidade e a diversidade das coisas era impressionante. Tinha de tudo - de coisas para trilhas e mochilões, a material para tênis, rugby, esportes náuticos. Muito legal mesmo.

No tour pelo estádio, conhecemos todo o interior das instalações, inclusive a sala de imprensa, os vestiários e o campo em si. Naquele dia, estavam ajeitando as coisas para um show que ocorreria mais tarde, por isso a grama estava coberta e havia cadeiras no centro do estádio. Nas fotos, dá para ver a inclinação de até 38° das arquibancadas.
No final, passamos pela sala de troféus, e ali estava uma gloriosa camisa tricolor, em referência à (trágica) final de 1995, em Tóquio, onde o Grêmio perdeu para o Ajax nos pênaltis (até hoje os colorados usam camisa do Ajax, em razão daquilo).


O guia era meio chatinho, por isso às vezes se tornava um pouco maçante o passeio, que dura uma hora. Ele fala tudo em inglês depois repete tudo em holandês. Mesmo assim, o passeio vale a pena.
Na volta ao centro de Amsterdam, decidimos conhecer a casa de Anne Frank, a menina judia que ficou mais de 2 anos escondida, com a família, no sótão de uma família vizinha que os abrigou, durante a ocupação nazista, na Segunda Guerra Mundial.

A casa foi transformada num museu pela associação judaica que a comprou e tudo é muito semelhante ao que existia na época dos fatos relatados no famoso livro. Mesmo para quem não o leu, o passeio vale a pena, pela sensação de toque de realidade que o museu dá. Em lugares como esse, as associações judaicas sempre querem passar ao visitante uma noção de que aqueles números gigantescos de pessoas que morreram no holocausto não são só números, mas vidas, mostrando o indivíduo em meio àquilo tudo.

Quando já estava no final do dia, depois do museu, que fica de um lado da cidade pelo qual não tínhamos passado, atravessamos novamente em direção ao Red Light, para conhecer um pouco dos pontos turísticos que existem lá - além das janelinhas -, como a Oudekerk e o mercado.




15/02/2009

Holanda - verdades e mentiras

Rola um monte de coisas sobre a Holanda, e principalmente sobre Amsterdam, mas nem todas elas batem com a realidade. Seguem algumas dicas sobre a cidade e o país, sobre assuntos variados:

  • Bicicleta: todo mundo que está indo para Amsterdam fala que vai alugar bicicleta, porque é a melhor coisa do mundo, é tudo muito seguro, e tal. Na minha opinião é uma fria. Os caras andam muito rápido e, como a maioria das bicicletas para alugar ou estão velhas, ou tem aquele sistema de freio com a própria correia indo para trás, pode ser que vc, inexperiente, acabe se acidentando. A outra é que, se deixar a bicicleta cinco minutos sem cadeado, levam. Furto de bicicleta é muito comum em Amsterdam, ao contrário da Alemanha ou da Dinamarca. Apesar de tudo isso, o pessoal que mora lá vai até para a boate de bike, inclusive as mais patricinhas! Cuidado ao andar na calçada: aquela linha que aparece no meio dela marca o lado em que as pessoas e que as bicicletas andam. Ser atropelado por uma delas pode estragar a viagem...
  • Drogados por todos os lados: quem nunca foi, pode até imaginar que Amsterdam é uma putaria com relação a drogas e otras cositas más, mas a atitude da cidade é bem "cada um na sua". Dificilmente vão te oferecer drogas ou te importunar em algum lugar e, se você realmente quiser fazer algo que em outro país seja ilícito, tem lugar para isso. Não é permitido sair andando com drogas e se alguém faz isso, pode estar sujeito a uma "entrevista" com a polícia.
  • Putas: as mulheres que se prostituem no Red Light raramente são holandesas. A maioria vem de países do Leste Europeu, como Polônia e Ucrânia, ou ainda de ex-colônias holandesas, como o Suriname. Não dá para inventar de avacalhar com elas, porque sempre tem alguém que faz a "segurança" por perto.
  • Moinhos: sim, eles ainda existem. Basta sair um pouquinho da cidade e já se podem enxergar vários moinhos em campos do interior. Até mesmo alugando uma bicicleta (ops!) e saindo da cidade por alguns km em direção ao nordeste já se pode passar por eles. Numa viagem de trem, eles podem aparecer ao lado de vaquinhas malhadas pastando, numa paisagem das mais típicas!
  • Diques: como o país é quase todo em cima de um terreno alguns metros abaixo do nível do mar, grande parte do litoral que hoje se vê é artificial. Diques antigos foram sendo construídos, aterros sendo formados e barreiras que hoje parecem naturais foram sendo erguidas ao longo de vários séculos. Apesar de parecerem algo interessante de se ver, na minha opinião, o máximo que se vai enxergar é uma elevação e água do outro lado, numa grande planície.
  • Tulipas: a flor nacional da Holanda está quase sempre à venda nos mercados, e custa bem barato. Só que não é sempre que dá para ver aqueles magníficos campos de flores infinitos das fotos das pessoas. Só na primavera é que elas florescem ao ar livre. Os famosos jardins de Keukenhof, em Lisse, ficam abertos apenas entre o final de março e a metade de maio, por isso é muito pouco provável que você consiga visitá-lo, se não marcar com cuidado as datas em que vai estar na Holanda (nós não conseguimos!).
  • Língua: a Holanda é um país "escandinavo", em matéria de idiomas - todo mundo fala inglês muito bem. É possível passar um tempão no país sem usar nada de holandês, uma língua que parece a meio caminho entre o alemão e o inglês. Por isso, não se preocupe com relação a isso!

13/02/2009

AMSTERDAM - De barquinho

Depois de um almoço e um merecido descanso, decidimos que na parte da tarde de sábado faríamos um dos vários passeios de barco que funcionam como um "city tour". Só dessa maneira é que poderíamos ver alguns lugares que ficam muito longe para se ir a pé ou que seria necessário tomar algum ferry.
Embora os canais do centro da cidade sejam estreitos, ao norte da estação de trem a cidade continua, só que os canais são tão largos que até mesmo alguns navios andam por ali.

Com essa idéia na cabeça, caminhamos da região onde passamos a manhã (Vondelpark e Museumplein) até o centro, de onde saem os barquinhos. Se a ideia é ir de bonde, basta salta na parada Dam, ao lado do castelo real.
O passeio em si não tem grandes atrativos que não a própria cidade, com suas peculiares casas à beira da água. De vez em quando uma igreja com uma torre que vai além dos três ou quatro andares tradicionais.

Uma das coisas mais interessantes que se vê são as famosas casas-barco. Na época em que estávamos em Amsterdam, estava passando uma novela das oito aqui no Brasil em que uma das personagens morava numa dessas casas. Quando falava ao telefone com a minha mãe, era só o que ela perguntava: se eu tinha visto as tais casinhas-barco.

Assim como as favelas, a famosa atração das casas-barco surgiu, na verdade, de um problema social. A falta de moradias no período do pós-guerra levou o governo a autorizar que pessoas morassem em barcos parados permanentemente, legalizando assim a possibilidade de puxar a fiação elétrica e água tratada até o interior dessas habitações.

Fones de ouvido com audio em vários idiomas geralmente estão à disposição nesse tipo de barquinho e, se não te der sono ficar escutando, bastante coisa curiosa e útil sobre a cidade se aprende...

Deixo vocês com algumas fotos do passeio...