14/09/2012

Brasil é um dos países mais caros para se hospedar


Saiu no Infomoney de hoje e achei legal compartilhar: "Brasil é um dos países mais caros para se hospedar; veja ranking"

Enquanto Mônaco é o local mais caro para viajar, Camboja é o mais barato.

Por Juliana Américo Lourenço da Silva

Aqueles que estão pretendendo fazer uma viagem, é bom saber que o Brasil é o quarto país mais caro para se hospedar, segundo revelam dados do Índice de Preços de Hotéis, realizado pelo site Hotels.com, que analisou o primeiro semestre de 2012.

De acordo com o levantamento, o Principado de Mônaco é o país mais caro para se hospedar, em média, 192 libras (R$ 624,71), representando uma alta de 17%, em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, vem o Omã, com 174 libras (R$ 566,14) e a República da Maurício, com 157 libras (R$ 510,83), os dois locais apresentaram queda de 27% e 2%, respectivamente. Confira na tabela abaixo os dez países mais caros para se hospedar:

Países mais caros (Fonte: Hotels.com)
Posição   País   Preço médio em Libra   Preço médio em Real* Variação entre 2011-2012
1º           Mônaco   £ 192     R$ 624,71            17%
2º           Omã      £ 174     R$ 566,14            -27%
3º           Maurício  £ 157     R$ 510,83            -2%
4º           Brasil     £ 156     R$ 507,58            19%
5º           Rússia   £ 144     R$ 468,53            3%
6º           Jordânia  £ 141     R$ 458,77            16%
7º           Suíça     £ 140     R$ 455,52            -3%
8º           Israel     £ 139     R$ 452,26            4%
9º           Singapura £ 135     R$ 439,25            4%
10º         Emirados Árabes £ 131     R$ 426,23            20%

Países mais baratos

Quanto aos países mais baratos, o Camboja ficou em primeiro lugar, a hospedagem no local custa 45 libras (R$ 146,42). Nas demais posições ficaram Lituânia, Letônia, Bulgária e Vietnã. Veja a tabela completa:

Países mais baratos (Fonte: Hotels.com)

Posição    País   Preço médio em Libra  Preço médio em Real* Variação entre 2011 - 2012
1º           Camboja £ 45        R$ 146,42            1%
2º           Lituânia   £ 54        R$ 175,70            -10%
3º           Letônia £ 59        R$ 191,97            7%
4º           Bulgária   £ 60        R$ 195,22            5%
5º           Vietnã  £ 61        R$ 198,48            11%
6º           Tunísia  £ 61        R$ 198,48            4%
7º           Eslováquia £ 64        R$ 208,24            8%
8º           Polônia £ 66        R$ 214,74            -2%
9º           Hungria  £ 66        R$ 214,74            -2%
10º         Estônia £ 66        R$ 214,74            12%

Regiões

De acordo com a pesquisa houve aumento de preço em todas as regiões analisadas. No primeiro semestre de 2012, o preço médio pago por um quarto de hotel, independentemente da moeda, aumentou 4%, em relação ao mesmo período de 2011. A região do Pacífico registrou alta de 6%, enquanto América do Norte e Caribe aumentou 5%, sugerindo recuperação no setor hoteleiro. Já a Europa e o Oriente Médio apresentaram um crescimento moderado, 1%.

10/09/2012

O melhor albergue do mundo

A visão das pontes sobre o rio Douro foi nossa última imagem do Porto, que estava vibrante naquele sábado, por causa da competição RedBull Air Race. Nossa viagem de trem até Lisboa foi bem tranquila, mas bem mais demorada do que se poderia imaginar para um país europeu relativamente pequeno: mais de 3 horas de viagem, num Intercity.


Nossa chegada a Lisboa foi pela estação Santa Apolônia, de onde pegamos um trem local para desembarcar na Praça do Comércio, o lugar onde o centro histórico da Capital Portuguesa se encontra com as águas do Rio Tejo e onde fica um dos pontos turísticos que são a marca da cidade: o Arco da Rua Augusta. 

Pois era exatamente nesta rua, a uns poucos metros do Arco, que ficaríamos hospedados. O albergue escolhido era considerado, na época e por muito tempo, o "melhor albergue do mundo".

O Hostelworld, site de reservas em albergues mais utilizado por mochileiros mundo afora, fazia e continua fazendo avaliações entre seus usuários para formar rankings mensais de albergues. Curiosamente, entre os 10 melhores do mundo sempre estão pelo menos uns 3 albergues situados em Lisboa. 

O Travellers House, nosso escolhido, chegou a ser matéria de uma Viagem e Turismo, juntamente com o Lisbon Lounge Hostel, que sempre o seguia de perto na classificação. Hoje em dia, se for olhar o ranking, vai ver que os nomes mudaram, mas que Lisboa continua lá, no topo, como uma das cidades com os melhores albergues do mundo. 

Estávamos com muita expectativa para conhecer o tal albergue, especialmente depois da decepção com a escolha do Porto. Não tivemos quase nenhuma dificuldade para encontrar a sua entrada, no térreo de um dos prédios históricos quase todos iguais que formam as quadras ao longo da Rua Augusta. 

Tocamos no interfone e subimos alguns lances de escada (o albergue ocupa o 3º, 4º e 5º andar do prédio, se bem me lembro), sofrendo um pouco com os mochilões nas costas. 

Logo na recepção, recebemos as boas vindas do João, que acredito ser um dos donos do lugar, dada sua empolgação em nos explicar como tudo funciona por ali e o zelo com que trata do negócio. 

 Acima, um dormitório. Abaixo, área comum

O "melhor albergue do mundo" não tinha jardins, cobertura com churrasqueira, quartos super amplos ou camas modernas ou banheiros privativos, como se poderia imaginar e como frequentemente se vê em outros albergues bem avaliados, a exemplo de Luxemburgo, de Iquique (Chile) ou de alguns na Holanda. O que o faz merecedor de tantos elogios de mochileiros internautas é a recepção calorosa, o café da manhã (há mulheres fazendo torradas e omeletes na hora para você), o grande número de atividades pensadas para os hóspedes todas as noites e a área de convivência, que já em 2008 contava com PCs da Apple com telas de mais de 30 polegadas e de última geração. 

O João começou a nos explicar todas as regras de funcionamento do lugar antes de nos levar para os quartos, e aí entendemos boa parte do segredo: ele é um perfeccionista, mas consegue fazer transmitir as regras rígidas do lugar de uma forma simpática e às quais o hóspede adere de muito bom grado, mesmo sem perceber, porque vê o proveito que se tira da sua observância. 

Há muitas regras relacionadas à ocupação dos quartos, como a de deixar tudo dentro dos gavetões abaixo das camas quando for hora da limpeza, não deixar nada pessoal nos banheiros, respeitar horários de silêncios nas escadarias, etc. De outro lado, principalmente quem viaja sozinho encontra no lugar um ambiente bem favorável para conhecer gente e para ter companhia nos passeios pela cidade. 

 Vistas do nosso quarto

As atividades propostas vão desde assistir filmes nos sofazões da área comum, jantas coletivas a passeios no estilo pub crawl, que foi o que aproveitamos logo na primeira noite, por termos chegado num sábado. 

Pelo que li, os concorrentes do albergue na capital têm estilos bem semelhantes: localização bem central, ambiente moderninho dentro de prédios históricos e atenção especial com o cliente. Acho que aí não tem erro!

09/09/2012

Porto - O Bolhão e o Dragão

Depois de uma noite de sono muito bem dormida no albergue do Porto, levantamos cedo no sábado pela manhã para aproveitar nossas últimas horas na cidade. Tomamos o pobre café da manhã no pátio do local, aproveitando o tempo ensolarado que estava fazendo, com uma temperatura bem agradável na casa dos vinte e poucos graus.

Nossos objetivos eram singelos: conhecer o Mercado Público do Bolhão, o mais famoso do Porto, e se possível dar uma passada no Estádio do Dragão. 

Fomos caminhando pelo centro quase vazio das primeiras horas da manhã até o mercado público, que estava igualmente pouco movimentado. Como o café não tinha sido forte e como a caminhada foi maior do que o esperado, reforçamos o estômago com um lanche numa confeitaria que estava aberta em frente ao mercado. 





Do lado de dentro, confesso que ficamos decepcionados. Nada de imperdível, apenas um mercado público como tantos outros meio mal cuidados que conhecemos aqui no Brasil. 

Alguns setores do mercado, aliás, estavam bem sujinhos, percebendo-se muitas pombas (e consequentemente a sua sujeira) em algumas partes. O cheiro de peixe, como é normal em mercados, estava bem forte. Para compensar, apenas algumas barraquinhas de flores, que mereceram um pouco da nossa atenção. Quase de nada para comprar de interesse turístico - essa foi a nossa conclusão. 

Na volta do mercado até a estação São Bento, decidimos que o melhor seria voltar até o albergue, pegar nossas coisas, fazer o check out da nossa hospedagem e fazer a visita ao estádio com as mochilas prontas para seguir viagem para Lisboa. 

No caminho, até encontramos mais algumas coisas interessantes, como igrejas todas cobertas com azulejos típicos na fachada e livrarias antigas, com algumas raridades de conteúdo hoje considerado politicamente incorreto (como uma coleção sobre as "raças humanas").




Depois de pegarmos nossas mochilas e dar adeus ao albergue, fizemos uma baldeação e seguimos até o final da linha A do metrô, para pular na estação Estádio do Dragão, pertinho do estádio. 

O estádio do Dragão pertence ao time do Porto e foi inaugurado em 2003, justamente para servir como uma das sedes da Eurocopa 2004, quando foi utilizado em 5 partidas. 


Embora tivéssemos podido circular por algumas partes do estádio e até enxergar o campo, demos azar e perdemos por alguns minutos o último tour guiado daquele dia que estaria dentro do nosso esquema de horários. Por isso, tivemos que nos contentar com algumas fotos externas ou pelos portões do estádio, para então pegar um metrô de volta à estação de trens de onde seguiríamos para Lisboa.