30/08/2011

Plaza de Mayo


A Plaza de Mayo é o principal cenário dos protestos políticos na Argentina, desde há muito tempo. Por ficar bem na frente da sede do governo, numa cidade que tem uma região metropolitana de mais de 12 milhões de habitantes, basta a notícia de alguma medida impopular que centenas (às vezes milhares) de pessoas marcham para lá para exigir seus direitos.

Talvez a única coisa que você veja a respeito disso, se ficar poucos dias na cidade, sejam as barreiras de metal que impedem a aproximação da Casa Rosada (às vezes elas ficam abertas, mas sempre ali pertinho, caso precisem ser usadas pela polícia para proteger o governo). Entretanto, se ficar um pouquinho mais de tempo, será bem possível ver alguma manifestação programada ou não acontecendo.

Numa das vezes em que estive lá, pude testemunhar a marcha silenciosa das Madres de la Plaza de Mayo, o movimento de mães que tiveram filhos sequestrados ou mortos durante a ditadura militar argentina, no final dos anos 1970 e início dos 1980.

Na época, em 2003, disseram-me que todas as tardes de quinta-feira elas estavam ali, sempre fazendo um movimento circular no centro da praça, usando o seu símbolo: uma fralda de bebê de algodão branco atada como lenço na cabeça. No chão, pode-se ver algumas pinturas retratando esse símbolo.
Como acontece com muitos movimentos sociais mundo afora, hoje as Madres de la Plaza de Mayo não são mais apenas um grupo: há facções que se contrapõem acerca da origem e dos rumos do movimento e que se entitulam as reais representantes da classe. Da mesma forma, elas acabam abrançando outros pleitos, como por exemplo a não privatização da estatal argentina do petróleo, como era o caso da vez em que as vi.

Em 2010, pude vê-las fazendo uma espécie de abaixo-assinado e vendendo camisetas e souvenirs do movimento em banquinhas improvisadas no meio da praça. Muitas já são as irmãs dos desaparecidos, porque as mães de verdade já morreram.
Outra vez, em 2008, estávamos ali perto da praça quando começamos a ver um movimento atípico de viaturas da polícia, com proteções de metal nos parabrisas, sirenes ligadas e um alvoroço que indicava algo grave. Algumas ruas foram fechadas e, dobrando uma esquina, pudemos ver um prédio pegando fogo e alguns enfrentamentos.

Horas mais tarde, já no hotel, soubemos pela TV que se tratava de uma ação do grupo "Quebracho", um autoentitulado movimento revolucionário de esquerda argentino que geralmente aparece envolvido em quebra-quebras, e que em suma prega a substituição de toda a classe politica argentina e o fim da propriedade privada.

Já as comemorações de futebol e o ponto alto do "cacerolazo" de 2001 têm como cenário o Obelisco, algumas quadras dali.

28/08/2011

Casa Rosada


A Casa Rosada é um dos cartões postais mais manjados do mundo e é praticamente obrigatório no currículo de todo brasileiro que deu seus primeiros pulos para fora do país. Entretanto, é raro encontrar quem já tenha visitado o interior desse importante prédio, no qual funciona a Presidência da República do país vizinho.

Eu mesmo, como relatei em outros posts, não cheguei a conhecer o interior desse palacete nas três primeiras vezes em que estive na cidade. Foi só em junho de 2010, numa rápida passada pela cidade, por duas noites e três dias, num feriadão do Dia dos Namorados aqui no Brasil que tive a oportunidade, junto com a Gisele, de fazer um passeio lá por dentro – e o que é melhor, com guia e de graça.

A Casa Rosada foi construída sobre o que tinha sido uma fortaleza no período colonial espanhol. Depois da época em que era uma fortaleza, deu lugar a um castelo, chamado Castillo de San Miguel, que tinha pontes elevadiças e fossos ao seu redor. Ali já funcionava a sede do Vice-Reino do Prata e, logo depois, do Governo independente.

Na metade do século XIX, vários prédios ao redor da Plaza de Mayo começaram a ser construídos e acabaram por “apagar” a imagem da sede do governo, o que fez com que os presidentes passassem a considerar um projeto importante a construção de uma sede mais digna da importância de sua função.

Depois de várias reformas, a Casa Rosada atual assumiu esse formato apenas desde 1937.

Pudemos visitar o interior do prédio com tranquilidade e sem reservas num domingo pela manhã, logo depois de passear pela Feira de San Telmo. A sede presidencial estava aberta a visitação em razão das comemorações pelo Bicentenário da Independência Argentina, comemorado em 9 de julho de 2010. Lá dentro, havia uma exposição com quadros e retratos dos presidentes e maiores figuras históricas da Argentina e do continente. Até mesmo uma pintura de Tiradentes estava exposta.
De certa forma, foi bem surpreendente ver como é o interior daquela casa. Ao contrário do que eu tinha na cabeça, boa parte dela é de pátios abertos, no estilo espanhol, com uma fonte no centro e corredores abertos, como num mosteiro.
A maior parte das salas serve apenas para reuniões, seja com o pessoal do gabinete de governo, seja entre embaixadores e líderes estrangeiros, seja da própria Presidente com quem consegue uma audiência especial. Cada sala tem uma decoração diferente, mas tudo relembra um pouco o estilo francês que se vê no palácio de Versalhes e tantos outros, com muitas peça douradas.
Um dos pontos mais interessantes do passeio guiado acaba sendo a sacada da qual a Evita fez seus discursos. Engraçado foi ver umas crianças imitando a dita cuja com os braços levantados, levando uma advertência da mãe para parar com aquilo. Dali pode-se ver toda a praça, como na foto.
Perto da saída, há estátuas representando todos (ou quase) presidentes argentinos. Tentamos encontrar a estátua da única presidente mulher, antes de Cristina Kirchner, que foi Isabelita Perón, mas não a achamos. Perguntamos para um guardinha e ele confirmou que não havia estátua dela... Quem já viu “O Segredo dos Seus Olhos” vai entender porque o país não tem muito orgulho daquela mulher...

26/08/2011

Chegando em Buenos Aires

Foi numa manhã bem agradável de uma quinta-feira de novembro que cheguei em Buenos Aires pela primeira vez, num ônibus de linha da Pluma quase vazio que me deixou na estação Retiro.

De lá, só com a mochila nas costas, um mapa bem tosco do centro da cidade e algumas anotações com endereços, cheguei de metrô ao cruzamento da Avenida 9 de Julio com a Avenida de Mayo para procurar o albergue Millhouse, que eu sabia ser um dos mais famosos de Buenos Aires.

Graças à minha inexperiência, não tinha feito reservas (assim como na viagem a Machu Picchu) e tampouco tinha me certificado de que o lugar estaria aberto. Pois bem: dei com a cara na porta. Fiquei sabendo que o lugar estaria fechado para reformas por alguns dias e assim, logo de cara, tive meu primeiro contratempo.

Puxei minhas anotações e decidi então que não havia jeito senão ir para a segunda opção de albergue que eu tinha encontrado em pesquisas na internet – basicamente com base em informações do fórum Thorn Tree, da Lonely Planet. Caminhei umas boas 15 quadras pelas ruas quase vazias do início do dia na cidade até a Calle Chile, quase Balcarce, no meio do bairro de San Telmo, para encontrar o Hostal de Granados.
Não tive a melhor das impressões do lugar, mas não imaginava que conseguiria coisa muito melhor. O albergue era como um casarão desses de novela, com um pátio aberto no meio, escadarias que levavam aos três andares do prédio e quartos coletivos com três beliches em cada um.

Acertei o preço (uns 15 pesos, na época equivalentes a uns 20 reais) e deixei minhas coisas no depósito do albergue, já que só poderia fazer o check in depois do meio-dia.

Na época, eu nem mesmo usava mochila de passeio e carregava a câmera fotográfica (ainda de filme de rolo) num bolso e a carteira no outro. O mapa com as anotações dos lugares ia todo dobradinho no bolso de trás.

Decidi então aproveitar aquelas primeiras horas na cidade para conhecer o centro.

Fui caminhando pelo Paseo Colón até chegar pela parte de trás da Casa Rosada (eu queria fazer suspense para mim mesmo), onde existe uma grande estátua de Cristóvão Colombo e uma bandeira argentina tremulando no alto de um mastro gigante.

Dei toda a volta no prédio que funciona como a presidência argentina e entrei no meio da Plaza de Mayo, para conhecer os pontos turísticos.

Foi ali que, pela primeira vez, enfrentei um dos dissabores de quem viaja sozinho: ter que pedir para estranhos baterem uma foto sua, para que todas elas não sejam daquelas de braço esticado.
A “emoção” de estar naquele cartão postal só não foi maior por causa das grades de proteção, que não deixavam chegar muito perto. Não havia a possibilidade de fazer visitação interna, também. Só fui conhecer o interior do prédio no ano passado, quando fui a Buenos Aires num dia dos namorados com a minha esposa – 7 anos depois da primeira vez em que estive por lá.

24/08/2011

De Volta ao Prata


Em maio de 2009, comecei a relatar como tinha sido meu segundo mochilão, em novembro de 2003, por Buenos Aires e Montevideo, tendo publicado apenas dois posts: esse, esse aqui e esse aqui.

Aquela foi a primeira vez que viajei sozinho para o exterior, a primeira vez que me virei numa cidade grande (minha vida inteira só tinha morado em cidades com menos de 300 mil habitantes, até então) e uma das viagens mais econômicas que já fiz na vida.

Basicamente, o dinheiro que usei era o que tinha sobrado da viagem a Machu Picchu – cerca de 160 dólares (mas que na época valiam mais de 500 reais, por causa do câmbio).

Foi uma viagem curta, de apenas 6 noites, mas serviu para jogar minha autoestima lá em cima. Percebi que, mesmo que não houvesse ninguém para me acompanhar, poderia fazer o que me desse na telha e ainda aproveitar bastante um lugar que tinha vontade de conhecer havia bastante tempo.

Logo em seguida, porém, dei uma parada e fiquei uns dois meses sem postar.

Quando voltei à ativa, já estava pessoalmente envolvido na organização de uma viagem no meio do inverno para o Atacama, o Salar de Uyuni e o norte argentino. Os relatos desse mochilão acabaram tomando o blog por vários meses, exibindo algumas das fotos que considero das mais bonitas que tenho em viagens.

Depois dessa viagem, comecei a falar sobre o Chile (viagens com minha mulher e com meus amigos), e mais uma vez parei tudo e comecei a falar de outra – a dos Bálcãs. Depois disso veio a viagem à Grécia e assim Buenos Aires e Montevideo foram ficando para trás, cada vez mais distantes.

Dando uma olhada geral no blog e talvez motivado pelos jogos da Copa América (quando me peguei torcendo várias vezes pela “Celeste”), percebi ainda que até hoje nunca postei nada sobre o Uruguai, um dos lugares para onde tenho viajado com mais freqüência nos últimos anos. Seja nas poucas horas de compra em Rivera, nos feriadões em Punta, Colônia ou Montevideo ou num simples jogo de futebol, o Uruguai acabou se tornando um dos meus destinos mais comuns, e não escrevi nada sobre esse simpático país vizinho.

Pois bem. Decidi então que era hora de retomar aquela primeira viagem a Buenos Aires, feita oito anos atrás, como ponto de partida para falar um pouco sobre essa região que, para quem mora no sul do Brasil, é muito fácil de conhecer.

Como minhas passadas por Buenos Aires já chegam a quatro e as de Montevideo a três, muitas das fotos que ilustram as postagens não são necessariamente daquele mochilão e as dicas e impressões também são resultado dessas idas e vindas dos últimos anos.

22/08/2011

Google - amigo nas viagens

Cada dia que passa, o Google se torna mais e mais útil na vida de qualquer internauta. De uns tempos para cá, o site mais acessado do mundo também tem se tornado "amigo" de quem está planejamento uma viagem.

Algumas dessas funcionalidades certamente já são conhecidas de muitos, mas certamente não todas:

1 - Possibilidade de conversão de moedas pela taxa de câmbio atual

Para saber quanto valem aqueles 100.000 bahts tailandeses que estão cobrando por uma passagem aérea ou aqueles 10.000 guaranis que estão pedindo por uma garrafa de cerveja, basta escrever o valor e o nome da moeda no Google, dar um "enter" e ele responde com a cotação atual em reais.

Para quem está habituado com os códigos de três letras das moedas, o mesmo usado em faturas de cartão de crédito, melhor ainda usar esse conhecimento para fazer as operações de câmbio. Assim, por exemplo, basta digitar "100 USD" e o site te dá quanto está valendo cem dólares em real.
Funciona com a grande maioria das moedas conhecidas. Nas menos conhecidas, a cotação sai em dólar e é preciso fazer outra pesquisa.

2 - Previsão do tempo para hoje e os próximos dias

Para saber como está o tempo e como ficará nos próximos dias em qualquer cidade relevante no mundo, basta digitar "tempo Nome da Cidade" no Google e dar um enter, para ter a informação numa fração de segundos.
Se digitar apenas "tempo", possivelmente o resultado será o da cidade onde você se encontra no momento da pesquisa (sim, o Google rastreia o seu IP).

3 - Descobrir onde fica um lugar que você viu numa foto

Imaigne que você encontrou uma foto de um lugar muito legal, que te deu vontade de conhecer, mas que não sabe onde fica. Ou então que tem uma foto e não lembra onde foi tirada.

Se a foto contiver alguma informação relevante, como um prédio típico, uma formação natural conhecida, basta arrastá-la para o espaço de pesquisa do Google Images que o sistema fará uma busca no banco de dados da Google e no Panoramio para encontrar imagens parecidas e, com base nessa informação, dizer onde fica o lugar.
O resultado aparece geralmente através de um link da Wikipedia sobre o lugar que aparece na foto.

4 - Descobrir quais voos diretos ligam duas cidades

Para saber todos os voos diretos entre dois aeroportos específicos, basta digitar "voos de CIDADE DE ORIGEM para CIDADE DE DESTINO" que o Google também vai indicar quais são as opções.

É claro que isso não substitui um site de pesquisa de voos e reservas de passagens, mas apenas serve como uma fonte de consulta rápida para bolar uma estratégia de viagem. Digamos, por exemplo, que você tem um voo internacional saindo de Guarulhos às 3h da madrugada e que os sites de passagens estão lhe dando como opção um voo da cidade onde você mora para Guarulho às 19h da tarde - isso significa uma espera de horas e horas no aeroporto. Pesquinsando quais os voos entre uma cidade e outra, você pode encontrar opções mais confortáveis, às vezes por outras companhias, que os sites de reservas não estão oferecendo como opção - e se for o caso, você poderá pedir a um agente de viagens que faça a emissão das passagens para você, reduzindo os tempos de conexão.
Isso, obviamente, não é só o que se pode fazer. Nem vou falar no Google Maps, no Google Earth, etc. O que só quero é lembrar que muita coisa é de graça nesse mundo e que correr atrás das melhores opções para a própria viagem é algo que está ao alcance de qualquer um com um pouquinho de tempo e disposição.

20/08/2011

Dinheiro na viagem ao exterior


Depois de perceber que o brasileiro se tornou um dos turistas que mais gasta dinheiro nos países que visita, o Governo Federal pretendeu “estancar” a sangria de recursos aumentando impostos sobre as compras feitas com cartão de crédito no exterior.

O IOF, imposto que incide nesse tipo de operação, saltou de 2,38% para 6,38%, colocando sérias dúvidas sobre a conveniência de continuar usando esse instrumento fácil e seguro de ter dinheiro numa viagem fora do país.

Vários artigos em vários blogs de viagem foram escritos para tentar analisar qual a melhor estratégia diante desse novo quadro, mas nenhum consenso final existe a respeito. “Não há uma resposta simples para esta pergunta”, como bem disse o Ricardo Freire, do Viaje na Viagem, da Abril.

“Além da paulada do IOF de 6,38%, o turista ganhou um monte de cálculos para fazer. (...) Não existe operação de câmbio em que você não saia perdendo. (...) A questão não é só 0,38% versus 6,38%. (...) Não é porque o IOF de uma modalidade é menor do que outra que o custo final seja necessariamente menor. Não é porque o site cobra em reais que seu preço vai ser sempre menor do que o site que cobra em dólar. Muita gente deve aparecer com essa história de 6% mais barato. Mas é preciso comparar preço a preço.”, continua.

A análise feita pelo blogueiro, que uso como base para esse post, fez a análise das alternativas existentes ao viajante: dinheiro em espécie, cheques de viagem, saques com cartão de débito, cartão de crédito e cartões pré-pagos de viagem.

O que é importante é lembrar que cada banco tem suas próprias taxas de serviços, suas próprias taxas de conversão e que alguns meios são feitos com valores pré-fixados; noutros só se terá certeza de que taxa de câmbio será paga quando a fatura chegar, até 40 dias depois da viagem.

Prós e contras de cada canal de câmbio para viagens internacionais:

DINHEIRO EM ESPÉCIE (DÓLAR, LIBRA, EURO OU QUALQUER MOEDA LOCAL) COMPRADO EM CASAS DE CÂMBIO OU BANCOS

Prós: IOF continua em 0,38%. Você garante a cotação do dia da compra, sem sustos posteriores.

Contras: é vendido pela cotação turismo, bem mais alta do que a cotação comercial divulgada em jornais e na internet. Se for uma moeda pouco comum no Brasil, talvez seja impossível comprar aqui (e se trocar por dólar para depois trocar por moeda local, perde duas vezes). A casa de câmbio, muitas vezes, cobra taxas fixas ou em percentuais para cada troca de moeda. Não é seguro levar grandes quantidades, porque se te assaltarem ou perder o dinheiro, já era. Se precisar trocar de novo no exterior, dá trabalho (e custa tempo) para procurar a casa de câmbio onde a perda seja menor, o que torna isso inviável em lugares menores no interior. Há muitos problemas com notas falsificadas ou muito desgastadas, que não serão aceitas nem trocadas fora de bancos.

SAQUE INTERNACIONAL DE MOEDA LOCAL EM CAIXA AUTOMÁTICO PELA OPÇÃO DÉBITO

Prós: IOF continua em 0,38%. Em alguns bancos a cotação é mais próxima ao dólar comercial (consulte seu banco para saber). Como é a débito, você garante a cotação do dia do saque, sem sustos posteriores, tendo o dinheiro sacado da conta imediatamente. Em caso de perda ou furto, pode ser bloqueado e é substituído em poucos dias.

Contras: há taxas para cada saque, que variam de banco para banco, de conta para conta e de rede para rede (geralmente algo em torno de US$ 2,00 a US$ 3,00 por saque, o que pode ter o impacto minimizado se forem feitos pequenos saques de grandes valores). Há limites de saques por dia, semana ou mês (conforme o banco), por isso a pessoa pode ficar sem ter como sacar dinheiro. Geralmente, não garante o cômputo de milhagens no cartão, ou tem uma milhagem menor. Em alguns países, essa operação não funciona e você acaba fazendo, na verdade, um saque da opção crédito.

SAQUE INTERNACIONAL DE MOEDA LOCAL EM CAIXA AUTOMÁTICO PELA OPÇÃO CRÉDITO OU COMPRAS NO CARTÃO DE CRÉDITO

Prós: Cotação é próxima ao dólar comercial (consulte seu banco para saber). Segurança e garantia de que qualquer lugar do mundo que lide com cartões de crédito permitirão um saque ou compras nessa modalidade. O pagamento só ocorrerá com a fatura do cartão, ou seja, no mês seguinte à viagem. Gera milhagens no valor máximo permitido pelo cartão.. Em caso de perda ou furto, pode ser bloqueado e é substituído em poucos dias.

Contras: caso haja um aumento do câmbio até o fechamento da fatura, você pode tomar um susto. Há taxas para cada saque (mas não para compras), que variam de banco para banco, de conta para conta e de rede para rede (geralmente algo em torno de US$ 2,00 a US$ 3,00 por saque, o que pode ter o impacto minimizado se forem feitos pequenos saques de grandes valores). Há limites de saques por dia, semana ou mês (conforme o banco), por isso a pessoa pode ficar sem ter como sacar dinheiro, embora ainda tenha limite para compras. IOF subiu para 6,38% (embora ainda haja dúvidas com relação a isso, no que tange aos saques, havendo casos em que pessoas já viram ser taxado em apenas 0,38%).

CARTÃO DE DÉBITO PRÉ-PAGO (Visa Travel Money, Cash Passport Visa/MasterCard, Global Traveler American Express)

Prós: o IOF continua em 0,38%. Você garante a cotação do dia da compra, sem sustos posteriores. O cartão pode ser recarregado à distância, por internet banking. Funciona como plano B para contratempos (seria o sucessor moderno do cheque de viagem). Em caso de perda ou roubo, é substituído durante a viagem. Em muitos países funciona com senha, o que aumenta a segurança. Pode ser emitido em dólar, euro ou libra.

Contras: é vendido na cotação-turismo e, uma vez comprado, só pode ser recarregado na corretora que vendeu o cartão (não dá para recarregar numa corretora que eventualmente venda a moeda por uma cotação melhor). Funciona melhor para compras do que para saques (há incidência de taxas a cada saque, e o limite por operação é baixo). Não funciona 100% em compras online. A conversão para outras moedas (diferentes da moeda que foi carregada) incorre em taxas maiores do que as dos cartões de crédito.

TRAVELLER CHEQUES

Prós: o IOF continua em 0,38%. Em caso de perda ou roubo, é restituído. Nos Estados Unidos funciona como moeda corrente: qualquer comerciante vai aceitar e dar muitos estabelecimentos aceitam e dão troco em dinheiro vivo, sobretudo hotéis e lojas de departamentos.

Contras: é vendido na cotação turismo. Fora dos Estados Unidos, dá um trabalhão para ser trocado; encontrar quem troque sem taxa está cada vez mais difícil.

SITES DE COMPRAS E RESERVAS BRASILEIROS

Tudo que puder ser pago em sites e agências no Brasil (ou com filiais no Brasil) não terá qualquer desses adicionais (imposto, taxas de serviço, etc.) e será liquidado em real. Logo, o melhor é comprar passagens aéreas, seguros de viagem, fazer reservas de hospedagem (até pagando antecipado algumas delas) aqui mesmo, antes de sair de casa.

Em compensação, se fizer qualquer compra ou reserva em sites como Expedia, Hostelworld e outros tantos mundo afora, é a mesma coisa que comprar no exterior.

18/08/2011

Fim dos dias


Depois de uma rápida passada pelas principais atrações do Louvre, dedicamos a última tarde daquela viagem à Europa a sair de loja em loja, na região ao lado do museu, para comprar as últimas lembrancinhas e para ver se era possível encontrar alguma liquidação que valesse a pena.

Mais pela metade da tarde, fomos para as Galerias Lafayette, que eu até então não conhecia. O lugar, para quem nunca foi, fica atrás da Opera Garnier e é uma loja de departamentos em que as marcas têm stands separados, e em que cada andar tem um tema diferente. Num dos primeiros lugares que passamos, estavam as lojas mais caras de design, como a Prada, a Loius Vuitton, etc. Nunca vi tanto japonês na Europa reunido num mesmo lugar como ali.

A fúria consumista das japonesas por bolsas de marca é tão grande que várias das vendedoras são japonesas, para facilitar as coisas e acabar com a hipocrisia. As brasileiras, em outros setores das lojas (especialmente nos cosméticos) também são frequentadoras assíduas, a ponto de já haver muitas vendedoras que falam português. O próprio sistema de som da loja, ao dar avisos, usa o português, o japonês, o francês, o inglês e o espanhol.

O lugar todo é um pouco mais caótico, por exemplo, que a Harrod's, mas tem algumas mais em conta que a rival inglesa. Basta pesquisar.

Num dos andares, há várias cafeterias e lanchonetes em sistema self service, que caem bem para quem já está a horas batendo perna. O terraço das galerias também é uma boa. Dá para ter umas vistas bem legais da cidade, como nas fotos abaixo.
O prédio principal inteiro é dedicado a coisas de decoração, para casa e para mulheres. Para as coisas masculinas, deve-se sair, andar até a quadra ao lado e entrar noutro prédio, que inclusive tem ligação com uma estação do metrô. Nesse prédio, há um andar inteiro dedicado a roupas e itens esportivos, outro a roupas sociais, outro para tabacaria, revistas e livros e um inteiro só para alimentos gourmet - até açougue tem.

Os preços não são nem comparáveis ao que se encontra nos EUA ou em outlets, por isso só dei uma olhada geral mesmo.

Quando já anoitecia, estávamos cansados e decidimos voltar para um merecido banho. Antes, reunimos forças para uma última passada na Torre Eiffel, dessa vez para apreciar a vista a partir do Trocadéro. O visual estava muito legal, daqueles três dias de tempo bom em Paris. Só não estava perfeito porque há muitos, muitos e muitos vendedores de bugigangas que ficam incessantemente oferecendo chaveiros, pirulitos e uns helicópterozinhos para crianças o tempo todo - ainda se oferecendo para tirar a sua foto...
À noite, quando saíamos para a janta, fui perguntar ao cara da recepção se ele podia reservar um táxi para nós, na manhã seguinte. A notícia foi a pior possível: não. Haveria uma greve nos transportes públicos (metrô, RER, trens e ônibus urbanos) e todos os táxis pela manhã já tinham sido reservados. Insisti e pedi que ele ligasse para alguma cooperativa.

Momentos de tensão depois, acabamos conseguindo um táxi para as 5h30 da manhã (nosso voo seria só às 10h, mas era o que restava). De qualquer forma, teríamos de sair mais cedo, por causa dos riscos de engarrafamentos nas rodovias em dia de greve.

Nosso último jantar foi num bistrôzinho na praça da Bastilha e, depois de pouco mais de 6h de sono, estávamos num táxi que nos deixou no aeroporto por volta das 6h15, sem maiores problemas. Tomamos o café da manhã no aeroporto, demos mais uma circulada pelas lojas que começavam a abrir naquele horário e o tempo foi passando, até a hora do embarque.

Para nossa felicidade, ao contrário do voo da ida, pelo Rio, o voo da volta por São Paulo era num B777 dos mais confortáveis em que já viajei. Com bom entretenimento, serviço impecável, Hagen Dasz liberado depois da refeição lá na parte detrás e champagne, tivemos uma das melhores experiências de viagem da vida, para retornar para casa.

16/08/2011

Vosges, Lachaise e Louvre

Segunda-feira, no terceiro dia consecutivo de tempo perfeito em Paris, saímos logo depois do café da manhã para bater mais perna pela cidade.

O primeiro lugar para onde fomos foi a Place des Vosges, conhecida por ser a praça planejada mais antiga da cidade e a única perfeitamente simétrica em todas as suas dimensões. Ela é toda quadrada, com prédios que a circundam totalmente iguais, onde várias pessoas famosas, como o escritor Victor Hugo e outros tantos nobres e revolucionários, já moraram.
Hoje em dia, boa parte dos imóveis está fechada e alguns chegaram até mesmo a serem invadidos por estudantes universitários que não encontram moradia a preços suportáveis perto do centro da cidade.

Dali, demos mais uma caminhada até a estação de metrô mais próxima para seguir adiante, agora para o Cemitério de Pére Lachaise, onde estão enterrados todos os franceses mais famosos que não mereceram um lugar no Pantheon dos Heróis Nacionais - e alguns "intrusos" estrangeiros não muito bem-vindos, como Jim Morrisson, do The Doors.

Talvez seja justamente o roqueiro que mais atraia turistas ao lugar - daí a razão para o odiarem. Balzac, autor do famoso livro sobre a "Mulher de 30", também está por ali. Para muitos brasileiros espíritas, o túmulo de Allan Kardec, sempre florido, é a principal atração.

A dica, aqui, é pegar um mapinha com as indicações dos lugares que se quer visitar e traçar uma estratégia. O lugar é enorme, cheio de sobe e desce, com ruas calçadas bem arborizadas que convidam a um passeio mais tranquilo - mas que poderia levar o dia inteiro. O cansaço também é um fator a ser considerado (e lembre que cemitério não tem barzinho nem café para descansar).

Depois do cemitério, o Louvre.

O mais famoso museu do mundo continua sendo um dos lugares mais muvucados de Paris, principalmente com hordas de chineses que não desgrudam da fila atrás do seu guia nem que para isso seja necessário pisotear quem se colocar no seu caminho. São andares e mais andares, quilômetros e mais quilômetros de corredores com um pouco de tudo que existe de arte no mundo, em todos os continentes.
Aqui, mais uma vez, é importante traçar a estratégia para ir atrás apenas do que interessa mesmo, porque se a pessoa tem pouco tempo na cidade, não vai querer passar os vários dias que o museu exigiria para ser bem apreciado.

Na Monalisa, o ponto mais concorrido, tive a grata surpresa de ver que acabaram com a hipocrisia: agora é possível tirar foto e filmar o pequeno quadro atrás de uma camada de vidro das mais grossas que eu já vi (por Deus que aquilo é mais grosso que muito aquário).

14/08/2011

Versailles "animada"


Na parte da tarde daquele ótimo domingo em Paris, decidimos ir ao Palácio de Versailles, logo depois de almoçarmos.

Confesso que encontrei uma certa dificuldade para achar o trem suburbano certo para ir até lá. Há dois RER que vão a Versailles - um que diz "Versailles-Chantiers" (linhas C7 e C4) e outro que vai para a "Versailles-Rive Gauche" (linha C5). Num primeiro momento, não consegui entender direito qual trem era qual e acabamos embarcando num que ia no sentido leste, oposto ao que eu sabia que tínhamos que tomar. Tentei perguntar a outras pessoas, mas todo mundo parecia ser turista ainda mais perdido do que eu. Por fim, descemos, andamos de volta até a estação de onde tínhamos saído e esperamos mais uns 10 minutos pelo trem certo.

Quarenta minutos depois, estávamos chegando na estação correta, próxima ao Palácio, que prontamente reconheci por ter ido 3 anos antes. Demos a pernada básica de lá até os portões do palácio e nos deparamos com a típica multidão que sempre está visitando o lugar.

Pegamos uns 15 minutos de fila e, quando chegamos no caixa, disseram que já não estavam mais vendendo a entrada para a residência e os jardins de Maria Antonieta, no Trianon (para onde a rainha se mudou quando "desistiu" do marido - quem viu o filme, sabe), por causa do horário.

A fachada externa do palácio estava um brinco. Estão quase terminando uma renovação completa da pintura e a recolocação das lâminas de ouro nos detalhes. Nas partes em que ainda não foi feita a reforma, pode-se bem ver a gritante diferença entre o antes e o depois.

Do lado de dentro, a experiência não foi diferente da outra vez em que estive por lá: multidões e mais multidões de pessoas andando de sala em sala, numa quase permanente fila. Alguns às vezes param um pouco mais para ouvir as explicações de um audioguia alugado.

Versailles já sofre com o excesso de visitantes, e naquele dia em especial havia uma exposição de um artista japonês com obras "integradas" ao mobiliário do palácio que chamavam ainda mais atenção das pessoas e faziam-nas parar mais tempo do que o normal para tirar fotos de cada canto.

Avaliem e digam o que pensam: o que acharam desses bichinhos japoneses no meio das relíquias de um palácio com 500 anos de história? Havia inclusive salas inteira decoradas com motivos "animados" do tal artista japonês...
Uma grata satisfação foi ver a sala dos espelhos inteiramente renovada (quando estive lá, boa parte estava tapada para reformas).
Do lado de fora, os belos jardins convidam para uma caminhada, mas a grandiosidade do lugar (ainda mais depois de umas duas horas pelos corredores do castelo) fazem qualquer um pedir socorro, ou pelo menos uma aguinha.

Chegamos à conclusão de que, para aproveitar o palácio, o ideal é chegar bem cedo da manhã e alugar bicletas para fazer a parte do jardim, ou então fazer o passeio em dois dias. Num dia só, sem bicicleta, não há quem aguente, apesar da vontade de ver tudo.

10/08/2011

Ile de la Cité


No domingo de manhã, com a cidade bem mais tranquila do que o normal e um clima perfeito para passeio, fomos de metrô até o Hotel de Ville (a Prefeitura, e não um hotel!) e caminhamos até a Île de la Cité, onde Paris começou, 2000 anos atrás.

Eu já tinha conhecido a região em 2007, mas fiz questão de mostrar tudo o que tinha de melhor e ainda aproveitar para conhecer um prédio específico que não tinha visto naquela vez: a Conciergerie, local que foi a morada dos reis da França até o século XIV e que depois, de 1790 em diante, serviu de prisão a alguns dos personagens da Revolução Francesa, como a rainha Maria Antonieta e Robespierre.

Começamos pela Catedral de Notre Dame, que estava ainda mais legal por dentro com a iluminação dos vitrais.


A fila para subir na torre, mesmo àquela hora da manhã, desencorajou-nos a ver de perto as famosas gárgulas que a catedral tem no seu telhado.

Senti falta da feirinha de produtos artesanais ali na frente, que anos antes havia me proporcionado um dos melhores croissants que já comi...

Dali, fomos para a parte onde fica o Palácio da Justiça e a Sainte Chapelle. No primeiro, só se entra em dias de expediente, e a serviço, não a passeio. Na segunda, é possível comprar um ingresso conjugado para visitar com a Conciergerie.


Uma parte da Sainte Chapelle estava em reforma, com alguns andaimes e tapumes bloqueando a visão do altar.

Na Conciergerie, que era novidade para mim, pegamos alguns folhetos para entender a história do lugar e fomo seguindo o roteiro sugerido.

Quase tudo por ali foi reconstruído para as comemorações referentes aos 200 anos da Revolução Francesa, mas nada mudou muito de lá para cá. Pode-se visitar o pátio onde as mulheres presas podiam tomar banho de sol, a cela onde Maria Antonieta ficou presa, as salas dos guardas, outras em que alguns presos foram interrogados.

Logo na entrada, uma das partes mais interessantes é a sala das pessoas das armas, com uma inifidade de colunas ligadas por arcos umas às outras, preservando o que era a entrada do antigo palácio real.

Os passeios nessa parte da cidade tomaram toda a manhã de domingo e quando vimos já estava na hora de almoçar. Ficamos por ali mesmo, num bistrô próximo ao Palácio de Justiça, que servia um daqueles menus sopa + prato do dia + sobremesa, além de uma taça de vinhozinho, e não nos arrependemos. A sopa de cebola (??!!) para mim valeu a refeição...

07/08/2011

2a vez em Paris


O voo de Atenas a Paris ocorreu sem problema algum, mas pareceu bem mais demorado do que na ida. São mais de três horas e meia de viagem, com apenas uma refeição no caminho e algumas revistas para entreter, caso não se tenha levado nada de livros.

Na chegada, não hesitamos: pegamos logo um táxi para chegar mais rápido ao hotel e aproveitar o belo fim de tarde que estava fazendo. Não havia nenhuma nuvem no céu, a temperatura estava bem mais alta do que na Grécia (cerca de 26°C, algo pouco provável em Paris) e a tranquilidade de um sábado na baixa temporada deixava tudo mais acessível. A corrida do Charles de Gaulle não saiu mais do que 45 euros - relativamente barato comparando o que um casal pagaria pelo ônibus (8 euros cada um) mais o metrô (1 euro cada um), tendo que carregar as coisas e fazer baldeações.

Tínhamos reservado um hotel boutique recomendado na Viagem e Turismo pela blogueira e repórter Adriana Setti, que tinha feito uma reportagem com 150 hotéis butique baratos e legais na Europa alguns meses antes de nossa viagem. Sem dúvida alguma, foi uma ótima dica e uma das melhores coisas que já tive a oportunidade de colocar em prática lendo a Viagem e Turismo.

O Hotel de La Porte Doreé é um prédio de quatro andares que fica no canto sudeste da cidade, quase em frente a uma das saídas da estação de metrô Porte Doreé, no Boulevard Daumesnil (aquele mesmo que passa ao lado da Gare de Lyon). O quarto de casal, com banheiro, estava saindo, na época, 85 euros (sem café da manhã e com pagamento antecipado). Uma verdadeira pechincha, em se tratando de Paris. O próprio dono administra o lugar e tudo é muito bem cuidado, fazendo parecer quase uma casa de família, mas sem qualquer "invasão" na privacidade dos hóspedes.

Do outro lado da rua, há boulangeries muito boas em que se pode comprar coisas para o café da manhã. Na esquina ao lado, para quem quer economizar, tem um McDonald's. Dia sim, dia não, tem feira na calçada do outro lado da rua, a uma quadra da porta do hotel. Para chegar de carro, também é uma barbada, pois o lugar fica próximo ao anel rodoviário que circunda Paris, no lado de dentro. Vários cafés, restaurantes e barzinhos tranquilos também fazem vizinhança com o lugar, que é todo arborizado, bem frequentado e muito agradável. Do lado de dentro, internet de graça num computador no corredor de cada andar e TV com cabo. Enfim, um achado mesmo.

A única questão que alguns podem torcer o nariz é o fato de não ser tão próximo do centro. Afinal, quase sempre é preciso trocar de linha de metrô e andar pelo menos uns 15 minutos por debaixo da terra até chegar aos pontos turísticos mais famosos. Mas para quem não tem frescura com metrô e está a fim de aproveitar um lugar com mais cara de vida normal, é uma ótima recomendação.

Depois de alguns minutos de descanso no quarto já me pus a desbravar a vizinhança e andei por supermercados próximos, para comprar alguns lanches e água. Para mim isso é quase um passeio turístico (quem já viu um setor de queijos de um mercado francês sabe do que estou falando).

Lá pelas 17h, decidimos ir à Torre Eiffel, onde eu tinha estado havia três anos, mas em que a Gisele nunca foi. Sabíamos que estaria escuro quando chegássemos lá em cima, mas essa era a intenção.

Cruzamos Montparnasse de metrô e chegamos na fila debaixo da torre, de onde não saímos antes de uma hora. Demos uma sorte incrível, pois conseguimos os últimos ingressos para subir até o topo. Depois de nós, quem quisesse subir só poderia ir até o segundo andar, por causa do horário e do número de pessoas.

Na primeira vez, tinha ido de dia, mas com o tempo nublado. Dessa vez, era noite, mas com a cidade toda iluminada, acho que é uma experiência ainda melhor. Abaixo, algumas fotinhos de uma das vistas mais conhecidas do mundo, de cima do ponto turístico mais visitado do mundo.


04/08/2011

Despedida de Mykonos


Depois do passeio a Delos, desembarcamos no centro de Mykonos e pegamos um tempo bem mais bonito do que no dia anterior. Ventava bastante e até estava bem friozinho para um fim de verão, mas o céu azul permitia ao menos ver um pouco da beleza do mar.

Foi andando meio sem rumo pelas ruelas da cidadezinha que encontramos o famoso mascote da ilha: o pelicano Petros, que até então não tinha dado as caras. O coitadinho estava meio encolhido de frio, escorado numa parede no final de uma escadaria.
De tão assediado pelos turistas, já se acostumou que lhe passem a mão nas penas e que tirem fotos com flash. Os únicos que ainda se assustam são alguns turistas desavisados que vêm caminhando e dão de cara com aquela baita ave ali no meio da cidade.

Nem só de pelicanos vive Mykonos. Há gatos espalhados em várias das ruelas, geralmente sendo alimentados pelos moradores. Esses aí da foto estavam aproveitando o solzinho do meio da tarde.
Embora estivéssemos quase no meio da tarde, ainda não tínhamos almoçado, por isso decidimos procurar algum lugar aberto. Acabamos parando no restaurante mais tradicional da ilha (não necessariamente o melhor, mas sempre cheio de gente), o Niko's. O nome até inspirou um personagem grego do Tony Ramos numa novela da Globo algum tempo atrás.

Aproveitei os últimos momentos na Grécia e pedi mais e mais frutos do mar, já em clima de despedida.
Depois de mais algumas voltas pela cidade, inclusive até o moinho e a pequena Veneza, um pouco mais fotogênicos naquele tempo, voltamos ao hotel para descansar e ver o pôr do sol lá da nossa sacada mesmo. Mais um visual de matar para ficar na memória.
À noite, visitamos uma das atrações da cidade, o Museu de Lena. O lugar é a casa de uma antiga família rica da ilha - o dono era o Oficial do Registro de Imóveis da cidade e também tinha uma firma de importação de madeiras (coisa rara em ilhas gregas). Tudo está bem preservado e uma senhora simpática se esforça para contar, num inglês bem tosco, como era a vida naquele lugar no início do século e onde ficava o quê. Só vale a pena se não tiver coisa melhor para fazer, na real...

Como o frio da noite e o vento estavam pegando, procuramos um restaurante mais abrigado e acabamos escolhendo um italiano, com música ao vivo, que se dizia especializado em massas caseiras. E não decepcionou. A comida era realmente muito boa (e não necessariamente cara). Até nos demos ao luxo de um vinho de qualidade e saímos dali "prontos".

Na manhã seguinte, bem cedinho, hora de se despedir. Depois de uns 10 dias na Grécia, aquele era o momento de rumar para o aeroporto, deixar o carro ali na frente mesmo, com a chave debaixo do tapete, e embarcar para Atenas, de onde tomaríamos um voo da Air France a Paris.