30/06/2008

Roma - Piazza Venezia


A uns poucos metros do Forum Romano fica outros dos mais importantes pontos turísticos da cidade: a região ao redor da Piazza venezia, onde, entre outros, fica o Monumento a Vittorio Emanuele II.

Esse monumento funciona mais ou menos como um "altar da pátria". Há avisos por toda parte solicitando aos visitantes que mantenham o respeito enquanto conhecem o lugar. Policiais vigiam tudo e a qualquer sinal de alguém pisando onde não pode ou gritando muito alto, dão uma dura na pessoa.

Já li muito que os romanos não gostam do tal monumento e que até teriam colocado o apelido de "bolo de noiva" nele, mas vale a pena dar mais do que uma simples olhada.
Nos horários em que as grades estão abertas, pode-se subir até o topo, de onde se tem uma bela visão da cidade e a oportunidade de olhar de perto os seus detalhes. Há representações de todas as regiões da Itália em relevo no alto das colunas, um túmulo daqueles de "soldado desconhecido" e uma grande estátua de Vitorio Emanuele II num cavalo.Logo ao lado desse monumento, fica o Monte Capitolino, onde está a Prefeitura de Roma. Na frente dela, a praça do Campidoglio, desenhada por Michelangelo (atente para os desenhos no chão).Depois de mais essas voltas naquela região da cidade, meu primeiro dia em Roma já estava acabando. Com o céu escurecendo, caminhei de volta em direção à estação Colosseo e voltei ao albergue, de onde só saí para comer alguma coisa na estação Termini, que tem tipo um shoppingzinho entre a parte dos trens e o metrô.

29/06/2008

Roma - Foro


Com mais de 2750 anos de história, Roma teve vários períodos diferentes, que vão desde o período anterior ao Império Romano até os dias atuais de República, passando pelo período de domínio da Igreja e da Monarquia que a sucedeu.Cada período desses teve uma parte essencial preservada em alguma das regiões da cidade, onde se concentram os prédios ou ruínas representativas daquele período.O Foro Romano equivale ao centro da Roma capital do Império Romano. Essa parte é quase toda ela aberta ao público gratuitamente (acho que à noite fecha) e fica bem ao lado do Coliseu. Ali se concentram ruínas de templos pagãos e cristãos, palácios, termas, dos prédios públicos romanos e de complexos esportivos, etc.

É o lugar onde se pode literalmente andar pelo meio das ruínas do Império Romano. Muito do que sobrou são apenas colunas, fachadas e muros, mas mesmo assim não deixa de ser impressionante. Afinal, são coisas de 2.000 anos atrás (bem mais do que as nossas ruínas de São Miguel das Missões, aqui perto, que têm pouco mais de 200 anos, ou do que Machu Picchu, que não chega a ter 600 anos).
O Foro Romano propriamente dito é meio que um vale entre o Coliseu, o Palatino, a Avenida dei Fori Imperiali e os prédios do Campidoglio e do Monumento à República, do Vittorio Emmanuele.Dá para passar horas andando em meio aos prédios e ruínas. Um bom guia impresso com explicações sobre as coisas é importante, para que tudo não fique parecendo apenas um amontoado de pedras.O Palatino é um morro ao lado do Foro (esse da foto acima), onde só se entra com o ticket que se consegue no Coliseu. Lá se tem acesso a termas romanas e a outros setores, como o Circus Maximus, onde era disputadas corridas de cavalo e bigas.Como é uma parte mais alta, o lugar proporciona também belas vistas da cidade, para o lado onde fica o Vaticano.

Do lado de fora, ao longo da Via dei Fori Imperiali, ficam outros foros ainda em escavação, como o de Augusto, esse que aparece na foto.

27/06/2008

Roma - Coliseu

O Coliseu é, talvez, a atração turística mais antiga do mundo. O próprio conceito de turismo nasceu com as viagens que as pessoas começaram a fazer para conhecer os grandes monumentos do Império Romano e da Igreja ao longo de muitos séculos. Recentemente, ele foi eleito uma das 7 Maravilhas do Mundo, junto com o nosso Cristo e Machu Picchu, entre outros. E com razão. Ao contrário do que muita gente sente quando vê a Monalisa, a Torre de Pisa ou outras atrações famosas, a impressão que tive do Coliseu é que ele é maior que eu imaginava e muito mais impactante.

O fuzuê do lado de fora, com turistas misturados a gente fantasiada de romano para ganhar dinheiro tirando fotos, sorveteiros, guias, etc., não consegue tirar a aura de grandeza do lugar.

As filas para entrar são relativamente grandes, mas não demoram muito mais do que 5 minutos, porque o atendimento é rápido. O ingresso, que custa 11 euros, dá direito a visitar partes restritas do Foro Romano e do Palatino, que ficam logo ao lado do Coliseu.

Nas partes internas do monumento, há vários andares com escadarias e portas que dão acesso ao centro dele, como num estádio de futebol. Em um dos anéis ocorrem, às vezes, exposições fechadas, como a que estava acontecendo quando estive lá. O tema era a Grécia antiga e os objetos expostos eram estátuas (como essa de Homero, abaixo), vasos e moedas.
A maioria das pessoas que nunca foi até lá acha que o centro do Coliseu é apenas uma arena, mas para isso eu já estava preparado. Assim que olhei para o lado de dentro, dei de cara com as galerias que formavam os labrintos onde eram feitas as perseguições a cristãos por leões e outros animais.
Às vezes, cobria-se total ou parcialmente essa estrutura com uma arena e (isso não é só de filme) montavam poços e alçapões de onde saíam animais ou gladiadores no meio da arena. Até mesmo batalhas navais eram encenadas, alagando-se partes da arena (que tecnologia!).O negócio é muito legal mesmo. Para não ter que agüentar um guia dizendo o que fazer e por onde passar, existe a opção de alugar um daqueles fones que dão a explicação de cada parte do Coliseu e da história do lugar como um todo.

26/06/2008

Roma - Deslocamentos


Roma é uma metrópole de mais de 2,5 milhões de habitantes que tem sérios problemas, muitos deles parecidos com os de cidades de terceiro mundo.

Embora seja muito bem policiada na parte de dentro, a estação Roma Termini já dá uma boa idéia do que existe de problema na cidade. Ao redor dela, há uma grande concentração de pedintes e até mesmo de moradores de rua (à noite eu via gente dormindo coberta com jornais e papelão na calçada). A região também é cheia de batedores de carteira e de camelôs.

O trânsito, tanto ao lado da estação como em toda a cidade, é caótico. Faixa de pedestre significa muito pouco e é bastante comum carros ficarem trancando cruzamentos porque passaram o sinal já no amarelo ou no vermelho e encontraram o próximo trecho da rua congestionado. Os pedestres têm que ir zigue-zagueando por entre os carros parados nos congestionamentos (geralmente buzinando e com motoristas falando ao celular). O risco aumenta em razão da motocicletas, vespas e todos os tipos de veículos de duas rodas possíveis, que tentam quebrar as leis mais básicas da física para conseguir andar através dos congestionamentos.

Como quase não tem prédios, a cidade é bastante espalhada, sendo grandes as distâncias entre um ponto e outro (inclusive os de interesse turístico). Isso força a utilização de transporte público - e aí vem outro problema.

Apesar do tamanho, a cidade tem só 2 linhas de metrô funcionando. O cruzamento entre elas se dá na Roma Termini. O mapa mostra as demais estações.

Uma terceira linha de metrô está em construção, mas a cada relíquia da antigüidade que é encontrada nas obras de escavação, tudo pára para que arqueólogos venham e digam se o caminho pode continuar por ali ou não.

O sistema de metrô é de catracas, como nos demais países latinos em geral.. A passagem simples (um sentido, válida por 1 hora desde a passada na catraca) custa só 1 euro, se não me engano. Mesmo assim, como há muita gente pulando as catracas, a fiscalização é constante. Eu mesmo fui parado duas vezes enquanto estava lá, já nas plataformas de embarque dos trens, para que mostrasse se tinha passagem aos guardas.

No horário do rush, é praticamente impossível conseguir pegar o primeiro trem nas estações mais próximas da região central da cidade. Passa um, dois, três trens lotados até que se consiga entrar num deles, com muito aperto.

A ação dos pickpockets nesse tumulto todo leva muita gente a andar sempre abraçado com bolsas e mochilas na parte da frente do corpo.

Para quem só tinha andado, nos últimos dias, em metrôs como o de Viena, Praga e Munique, não deixa de ser um choque, mas logo a gente passa a encarar com mais naturalidade e vai perdendo a frescura com relação a tudo aquilo.

Apesar de tudo isso que falei, o metrô de Roma me proporcionou uma das sensações mais inesquecíveis de todas as viagens que já fiz: descer na estação Colosseo, vindo de Termini, e, inadvertidamente, já dar de cara com uma visão de ecnher todo o meu campo de visão assim que a luz do dia apareceu na saída da estação - o Coliseu.

25/06/2008

Roma - Chegada

Depois de uma segunda-feira inteira envolvida com o passeio a San Marino, cheguei de volta a Imola por volta das 21hs. Ainda na estação de trem, deixei comprado para a manhã seguinte uma passagem a Roma, com conexão em Bolgna, num Intercity.

Na terça de manhã, por volta das 7hs, já estava eu na estação aguardando minha partida. Levei só algumas coisas na mochila, o suficiente para 4 dias fora, deixando o resto na casa da minha prima.

A viagem até Roma levou mais de quatro horas e acabou sendo bem cansativa - isso me fez optar por um Eurostar na volta. O caminho é bem interessante e mostra algumas belas paisagens do interior da Toscana. Cidades medievais, campos de oliveiras, vinhedos e muitos túneis tornam legal ficar acompanhando tudo pela janela.

Minha chegada em Roma foi pela estação Roma-Termini, a mais importante de todas. Abaixo dela, fica também a estação de metrô em que se faz a conexão entre as 2 únicas linhas de metrô que funcionam na capital italiana.

No dia anterior, ainda em San Marino, tentei reservar por telefone alguns dos albergues que apareciam como recomendados no Lonely Planet, mas estavam todos lotados. Mesmo assim, decidi arriscar e cheguei em Roma sem ter onde dormir.

Procurei informações e me recomendaram ir até uma agenciazinha de turismo algumas quadras da estação, na Via Marghera. No LP também havia essa indicação. Lá, por uma taxa de 2 euros, fazem uma reserva para você em algum albergue ou B&B.

Àquelas horas, o que viesse já estaria bom, mas não imaginei que ia passar por um aperto tão grande. Reservaram para mim uma cama num Bed & Breakfast chamado "Friendship" (até hoje não sei se era Friendship Place ou Friendship Palace, por causa da pronúncia carregada de sotaque dos italianos e dos funcionários do lugar). O tal lugar ficava a 2 quadras dali, a duas quadras na Termini, na Via Milazzo.

Para chegar lá, me advertiram que não haveria ninguém na portaria e que eu precisava passar numa lavanderia ao lado, porque era período de lockout (das 12h às 14h). Chegando na dita lavanderia, com minha mochila e tudo, falei com um cara indiano que atendia no local, que chamou um gurizinho de uns 12 anos para me levar até onde eu dormiria. Depois eu descobri que eles (e todo o pessoal que lida com hotéis baratos e albergues naquela região da cidade) são de Bangladesh (uns indianos muçulmanos).

O gurizinho me levou a um prédio antigo ao lado, onde entramos e pegamos um elevador daqueles praticamente manuais, que tem que fechar a grade com as mãos e ele começa a subir com você vendo todo o interior do poço do elevador.

Quando cheguei no dito lugar, o gurizinho (que cheguei a suspeitar que estivesse me levando a algum lugar para me roubar) abriu a porta do B&B e me mostrou 2 opções de dormitórios, um mais feio que o outro. Pensei: putz!, estou num hotelzinho vagabundo para imigrantes ilegais! Um sujeito com nenhuma pinta de mochileiro deitado numa cama dormindo só reforçou essa sensação.

Bom, era barato (uns 14 euros), tinha café da manhã, banheiros com água quente e até uns lockers (meio de faz de conta, é verdade). Ninguém mandou não fazer reserva com antecedência.

O lugar era um andar inteiro de um prédio residencial, com chão de tabuão, bem antigo, em que duas salonas maiores, uma de cada lado, serviam como dormitórios. Na frente, havia ainda um quarto mais "privativo" para 4 pessoas. No meio, a recepção, com uma TV e sofás, e os banheiros.

Guardei parte das minhas coisas e me ajeitei para começar o passeio pela cidade. Era só para dormir mesmo, me consolei, embora um certo medo de deixar minhas coisas ali tenha me feito carregar quase tudo que eu tinha de valor comigo.

Era pouco mais de 14 horas. O dia perfeito lá fora e a previsão de chuva para o dia seguinte me fizeram colocar o pé na rua para tentar aproveitar ao máximo as atrações ao ar livre ainda nesse primeiro dia.

23/06/2008

San Marino


San Marino é um país independente cercado pela Itália por todos os lados. É a mais antiga República do mundo, mantendo praticamente o mesmo sistema político desde o século XII, quando o resto da Europa ainda vivia sob monarquias.

O micro-país inteiro não tem mais do que 30 mil habitantes, regulando com Mônaco nesse quesito. Sua área, porém, é maior do que a do famoso Principado.

Como eu disse no tópico anterior, não há trens para chegar até lá. Deve-se descer na estação central de Rimini e tomar um ônibus "internacional" que sobe até a capital, a Cittá di San Marino. A passagem custa uns 6 euros, não lembro bem exatamente. São 24 km que o ônbus leva uns 45km para percorrer, em razão da maior parte do trajeto ser feita em áreas urbanas e em subidas.

Não há controle fronteiriço e, embora San Marino não seja membro da União Européia, também usa o Euro como moeda. Os telefones públicos são todos da TelecomItalia, sendo sobrada tarifa local para ligações para a Itália.

O país depende quase que integralmente da Itália, pois não tem indústrias e é muito pequeno para plantações de maior porte. Como forma de estimular o turismo, é uma zona franca de impostos, o que significa a presença de lojas vendendo tudo o que se encontraria num duty free de aeroporto. Interessante ver também que, lado a lado com perfumes, cosméticos e whiskies, vendem-se armas de todos os calibres. Boa parte da renda nacional provém da venda de selos e moedas nacionais (daí se imagina o "tamanho" da economia).

O território é quase todo ondulado, como se vê na foto abaixo, mas no centro dele fica o Monte Titano, em cujo topo está a capital San Marino.
O ônibus entre Rimini e San Marino entra no país pela cidadezinha de Serravalle e a última parada é em frente à porta de San Francisco, uma das entradas para a cidade histórica de San Marino (ver foto):A cidade, toda ela no alto do morro e cercada por muralhas de mais de 500 anos, não tem mais do que 4.500 habitantes.Os carros só chegam até uns estacionamentos públicos que existem do lado de fora das muralhas. Do lado de dentro dos muros, há uma sucessão de atrações locais a poucos metros uma da outra. Parece até que se está visitando um parque temático medieval. Tudo é pequenininho, limpinho e pertinho. O clima é bastante agradável e, embora estivesse movimentado, não havia tantos turistas a ponto de irritar, como em muitos lugares por que passei na Europa.

O ponto mais importante da cidade é a Piazza della Libertà, na qual fica a estátua da foto que abre esse post. Nessa mesma praça está o Palazzo della Independenza, onde fica a sede do governo local, que funciona como uma verdadeira democracia, com conselhos formados pelos moradores das cidadezinhas da República.

Um pouquinho mais abaixo da praça, fica o Mosteiro de Santa Clara, que é esse da foto.
Mais adiante, há um teleférico que serve de transporte para pedestres entre a capital e a parte baixa do país. Logo ao lado, existe uma entrada meio escondida que servia de quartel para cavaleiros que defendiam a cidade.

A parte mais interessante e bonita da cidadezinha, na minha opinião, é a seqüência de três torres de vigia voltadas para a parte baixa do país, na costa mais alta do monte Titano. A primeira das torres (La Rocca), essa da foto abaixo, é bem pertinho das demais partes da cidade.
As outras duas torres ficam um tanto mais longe. Para chegar perto, é preciso caminhar por calçadinhas estreitas construídas por sobre as muralhas da cidade, parecendo uma mini-muralha da China.Algumas horas são suficientes para conhecer as partes mais legais, mas vale bastante a pena gastar um dia inteiro lá. São poucos os lugares do mundo em que você pode praticamente "esgotar" um país, conhecendo quase tudo dele em tão pouco tempo. Além disso, é extremamente interessante entender como funciona um país tão pequeno e com uma história tão antiga (a fundação remonta ao século IV, quando São Marinho, vindo da Croácia - antiga Dalmácia - se refugiou junto com alguns seguidores no alto do monte Titano).

Não são muitos os brasileiros que vão até lá. Quando fui, não encontrei nenhum. Curiosamente, havia muitos russos visitando o país e muitos folhetos turísticos vêm escritos em russo, dando a entender que isso não era uma casualidade.

Aproveitei o dia para fazer minhas compras de presentes para namorada, mãe, irmã... Afinal, free shop ao ar livre não é em qualquer lugar que a gente encontra.

22/06/2008

Decidindo o que fazer

Eu não havia planejado praticamente nada com relação ao período em que estaria na Itália, sem o Rafael e perto da casa da minha prima Carine. Ao tempo da organização da viagem, sequer sabia que meus tios estariam por lá.

Essa situação, porém, não me deixava nem um pouco inquieto, porque logo vi como era fácil me virar na Itália e como era tranqüilo ter um lugar para deixar a maior parte das coisas, saindo para passear só com o mais básico.

Inicialmente, pensei em concentrar meus passeios apenas na região centro-norte da Itália, mas aquele domingo em Bologna me fez mudar de idéia. Fiquei pensando que, ao final, teria gasto uma semana inteira só conhecendo cidades com cara de Idade Média sem maiores atrativos. A única idéia que se manteve foi a de ir até San Marino, que minha prima conhecia, dizia que seria legal e, afinal, era um outro país!

Veneza fica a apenas 2hs e meia de Bologna, mais ou menos, então era outro lugar que já dava como certo que conheceria. Como meus tios estavam lá e queriam fazer alguma coisa por perto, mas não muito caro, decidimos em conjunto que conheceríamos todos juntos a cidade no sábado seguinte, quando minha prima não estaria trabalhando.

Pois bem, decidida a questão de Veneza (bate-volta no sábado), San Marino (outro bate-volta em qualquer dia da semana) e de Milão (minha saída da Europa, na terça-feira seguinte), sobravam 3ª, 4ª, 5ª e 6ª para conhecer outros lugares nas redondezas.

Na noite de domingo, depois de voltar de Bologna, ainda não sabia o que faria naqueles dias. Deixei então para pensar no dia seguinte, que decidi usar para conhecer San Marino.

Saí bem cedinho, num trem regional, com destino a Rimini, cidade costeira de onde se toma um ônibus para literalmente subir até San Marino.

No caminho, lendo o Lonely Planet, cheguei à minha decisão: iria a Roma no dia seguinte, para passar 3 dias e, na volta, passar 1 dia em Firenze, retornando só na noite de 6ª a Imola, para no sábado ir a Veneza.

Abandonei de vez o plano de dar uma passada em Pisa, que de tanto ouvir dizer que não merecia mais do que umas 2 horas para tirar fotos com a torre torta, não me atraía muito a atenção. Abandonei também a idéia de conhecer Siena, por acahar que seria muito "parado".

Já decidido, pude aproveitar melhor meu dia explorando San Marino - lugar que eu não tinha a menor idéia de como seria.

Vista do interior de San Marino, com Rimini e o mar no horizonte

20/06/2008

Bologna - 2ª parte

A umas poucas quadras da Piazza Maggiore, fica outro ponto bastante conhecido da cidade: as 2 Torres, Torre Asinelli e Torre Garisenda. Elas não têm nada de bonitas, mas chama a atenção o fato de estarem completamente tortas, parecendo que, daqui alguns anos, estarão escoradas uma na outra.Conforme o ângulo que se olha, pode não parecer tanto, mas parando embaixo dá para ver como é forte a inclinação em direção ao centro do ponto onde as duas estão. A base de uma delas é bem mais enterrada no solo de um lado do que de outro.

As ruelas do centro histórico servem para uma boa caminhada sem rumo. Como as coisas que existem lá não são muito conhecidas, quando se encontra alguma igreja mais interessante (repito, é uma por quadra), vale a pena parar um pouco e entrar.
Não há tantos turistas estrangeiros na cidade, mais são italianos mesmo passeando com a família.Já no caminho de volta, na Via Independenza, passamos pelo Teatro del Sole, que é esse que aparece acima, e por uma estátua um tanto familiar para nós gaúchos: o famoso herói de 2 mundos, Giuseppe Garibaldi, montado num cavalo.
O passeio pela cidade acabou ficando nisso mesmo. Um pouco antes da chegada na estação, paramos um tempo no Parco della Montagnola para descansar e conhecer os jardins.

Bologna, para quem não tem muito tempo à disposição numa viagem pela Itália, não merece ficar entre as prioridades, pelo menos é o que eu acho. Vale mais a pena investir em outros lugares, como San Marino, Firenze e as cidades um pouco mais ao norte, como Padova, Verona, etc.

19/06/2008

Bologna - 1ª parte

Depois de uma manhã passeando por Imola, fui com meus tios, minha afilhada e minha prima para Bologna, a apenas 30 min de trem regional, para lá passar a tarde de domingo. O trem regional custa pouco mais de 2 euros e, como passa de 15 em 15 minutos, aproximadamente, não exige maiores planejamentos.

Bologna é a capital da província de mesmo nome (onde também fica Imola) e a cidade mais importante da região da Emilia Romagna. Tem menos de 400 mil habitantes, mas uma grande importância cultural, econômica e política no país.

O fato mais famoso a respeito da cidade é ela ter sido a sede da universidade mais antiga do mundo.

Da estação Bologna Centrale, ao norte do centro histórico da cidade, saímos caminhando em direção à Piazza Maggiore, ponto que fica bem no meio do círculo formado pelas avenidas que cercam a parte histórica da cidade.

O aspecto da cidade é bem diferente de outras que conheci pela Itália. Ela é toda avermelhada (cor predominante dos prédios mais antigos) e o que mais chama a atenção são as longas partes de calçadas cobertas, com colunas entre a calçada e a rua, como em cidades coloniais espanholas. A visão de dentro dessas calçadas é quase a de um túnel.
No caminho até o centro, passamos por diversas igrejas, cujo nome não guardei.. Tem uma em cada quadra, mais ou menos, mas nada que mereça maior atenção, na minha opinião. A parte mais interessante fica mesmo ao redor da Piazza Maggiore, em cujo centro fica uma estátua bem grande de Netuno.Ao redor dela, existem vários palácios das primeiras épocas do Renascimento (séculos XIV e XV), dentre os quais o Palazzo dei Banchi, o dei Notai e o d'Accursio. Ali também está uma basília muito diferente de qualquer outra que já vi, bem rústica por fora e por dentro, com cara de medieval: a Basílica di San Petronio.Na esquina oposta, um símbolo do oposto extremo: um McDonald's!!!

Chamou minha atenção um grande quadro contendo fotos em preto e branco, em um dos lados da praça. Era mais um dos vários monumentos que existem em quase todas as cidades italianas em homenagem aos mortos na II Guerra Mundial. Com um pouquinho de atenção, consegui até encontrar um parente desconhecido entre os mortos, mas sem foto para mostrar como era:

17/06/2008

Dias de descanso

Os dias que passei em Imola foram muito mais de descanso do que de turismo. Tenho poucas fotos na cidade, sendo a maioria dentro de casa mesmo, com meus parentes, inclusive por ocasião do aniversário da minha afilhada. Cheguei numa quinta-feira de noite. Passei a sexta-feira sem sequer tocar na minha máquina fotográfica, só ajudando nos preparativos do aniversário e botando a conversa em dia. No sábado, saímos todos juntos de manhã para comprar um presente para a Luísa e, à tarde, fizemos a festinha. No domingo, aproveitamos para conhecer um pouco da parte histórica da cidade, oportunidade em que saíram essas fotos que aparecem nesse post.

Como a maioria das cidades italianas do centro-norte do país, Imola tem um centro histórico bem preservado, quase sem nada moderno, com ruas estreitas e um aspecto "avermelhado". Ao redor do centro, prédios residenciais com cerca de uns 40 anos (período imediatamente posterior ao pós-guerra) dominam a paisagem. Existem também alguns pequenos centros comerciais e, mais longe, algumas fábricas e revendedoras.

O ponto mais interessante para ser conhecido é a Rocca Sforzesca, esse castelo com direito a ponte elevadiça e tudo que aparece na foto. Não há nada no interior dele, só as paredes restaram.

Não muito longe dali fica a Igreja Matriz da cidade, que é essa da foto abaixo. Nada de especial, mas muito mais do que se veria numa cidadezinha com tamanho semelhante no Brasil, por exemplo...Por mais incrível ou absurdo que possa parecer, acabei não entrando no autódromo, que é o motivo pelo qual a cidade é conhecida. Naquele final de semana, desde sexta, estava tudo com acesso restrito ao pessoal de apoio de uma competição que estava ocorrendo lá. Só meus tios conseguiram ir até o local da morte do Senna durante a semana, enquanto eu viajava para outros lugares.

Além daqueles primeiros dias, fiquei ainda em Imola na segunda à noite, depois de um passeio a San Marino, na sexta seguinte à noite, quando voltei da viagem a Roma e Firenze, e no domingo inteiro, último dia antes de ir para Milão, de onde pegaria meu vôo para o Brasil.

16/06/2008

Chegando em Imola

Imola é uma cidadezinha relativamente pequena, com cerca de 70 mil habitantes. Fica na província de Bologna, região da Emilia Romagna. No mapa abaixo dá para se localizar:

Exibir mapa ampliado

O único motivo pelo qual essa cidade é conhecida fora da Itália é o fato de ela ser sede do autódromo Enzo e Dino Ferrari, onde se disputa o Grande Prêmio de San Marino de Fórmula 1. Para os brasileiros, ficou marcada por ter sido o lugar onde o Senna morreu (a famosa curva Tamburello).

Não haveria nenhum motivo especial para que eu fosse para lá a não ser porque é o lugar onde minha prima Carine foi morar depois que se casou com o Pablo, um argentino-italiano que trabalha lá. A filha dela, Luísa, é minha afilhada, e estaria de aniversário no dia seguinte à minha chegada.

Seguindo as instruções da minha prima e do pessoal da estação de Bologna Centrale, comprei um ticket do trem regional que ia até a estação de Imola. Depois de uma meia hora de viagem entre as duas cidades (e umas seis paradas no caminho), cheguei tranqüilamente no meu destino.

Liguei para a casa da minha prima, mas como ela estava trabalhando, só estava o tio e a tia, recém chegados de viagem, que também não sabiam me dizer como ir da estação até a casa dela.

Como tenho por princípio evitar ao máximo pegar táxi, fui caminhando e perguntando para pessoas por onde era a rua dela, e não demorou muito eu já estava em frente ao prédio. Cheguei a passar do lugar exato, mas como meus tios já estavam cuidando pela sacada do apartamento, viram que passei e mandaram a Luísa me avisar no caminho.

A sensação de chegar num lugar - por mais que seja completamente desconhecido - e encontrar gente da família, depois de semanas na estrada, é muito boa! Ainda mais quando se é esperado com um mate e com lanchinhos, num fim de tarde agradável.

Depois dos cumprimentos e abraços, colocamos um pouco da conversa em dia, primeiramente perguntando como tinha sido a viagem deles (primeira à Europa, aos 50 e poucos de vida). Não demorou muito e a minha prima chegou. O marido dela (que até hoje não conheço) havia viajado e, por isso, ficamos só entre conhecidos no apartamento, que era bem maior do que eu imaginava pelas fotos que ela mandava.

Algum tempinho depois, já ajeitei minhas coisas num canto e coloquei uma boa carga de roupas para lavar (fazia um bom tempo que isso não acontecia, heheh).


Depois de um banho, saímos todos para jantar num restaurante - chinês!!!, em plena Itália.

14/06/2008

Primeiras impressões da Itália

Embora meu vôo de chegada na Europa tivesse aterrissado em Milão, não cheguei a conhecer nada da Itália naquela ocasião, porque não botei o pé para fora do aeroporto de Malpensa antes da conexão para Madrid.

A entrada pela Eslovênia, assim, significou a primeira vez que pude dizer que estava conhecendo o país.

Na minha cabeça, por sempre ter ouvido que o norte da Itália era muito mais desenvolvido que o sul, tudo teria um padrão realmente europeu naquela região do Friuli, do Vêneto e da Emilia-Romagna, regiões pelas quais passaria até Bologna e Imola. Não foi o que eu vi, entretanto.

Embora as primeiras visões de Trieste e do mar Mediterrâneo sejam bem legais para quem vem de trem da Eslovênia, logo depois começa uma parte plana e chata da viagem. Ao redor, só algumas fábricas com cara de abandonadas, algumas casas, geralmente de dois andares, bem mal cuidadas. Até ferro velho, coisa rara de se ver na Europa, deu para ver nesse percurso.

A estação de Veneza-Mestre (no continente), onde fiz minha conexão, é bem detonadinha também, apesar do aviso para não usar o banheiro do trem quando ele pára na estação (já sentiram o problema?).

Comprei um sanduíche para matar a fome e paguei os olhos da cara (coisa de 6 euros). Isso infelizmente foi só o início de uma descoberta: a Itália me pareceu um país mais caro do que a Alemanha (impressão reforçada pelas constantes reclamações de outros turistas europeus).

De Veneza a Bologna, não foi muito diferente do que tinha visto até então, mas com a leve impressão de melhor em relação à Emília Romagna (o Vêneto é que pareceu o interior mais feinho).

Na Bologna Centrale, estava um auê por já ser perto do horário de saída do pessoal do trabalho, mas não tive maiores problemas para conseguir passagem para Imola.

Na espera do trem, já fui me acostumando àquela vozinha estridente nas estações de trem que avisa "Treno in transito al binario uno (ou due, ou tre). Alontanarsi dalla linea gialla!"

13/06/2008

Entrando na Itália pela Eslovênia

A viagem de trem entre Ljubljana e Bologna provavelmente teria sido uma das menos significativas de todo o meu primeiro mochilão pela Europa, se não fosse pelo fato de ter sido o único momento, até hoje, em que fui objeto de um interrogatório antes de receber um carimbinho de entrada num país pertencente ao Espaço Schengen.

Até dezembro de 2007, a Eslovênia ainda não fazia parte do Tratado de Schengen, razão pela qual suas fronteiras com os demais países da União Européia (Áustria e Itália) ainda tinham controle migratório.

Fato é que embarquei em Ljubljana pouco antes do meio dia num trem da companhia estatal eslovena com destino a Veneza-Mestre, onde faria uma conexão com outro Intercity até a estação de Bologna Centrale. Além da passagem, que custou cerca de 35 euros (mais de 10.000 tolars!), comprei também uma reserva de assento, porque, segundo me disseram, o trecho era bem movimentado. Sentei numa poltrona sozinha, numa das pontas de um daqueles vagões salão.

Como havia espaço junto ao meu banco, mantive minha mochila grande perto de mim, presa pelas tiras laterais ao meu assento, junto com a pequena.

Depois de cerca de uma hora e meia descendo da capital até o litoral, chegamos na fronteira com a Itália, pertinho da cidade de Trieste. O nome do posto fronteiriço é Villa Opicina.

Como de costume, o trem parou para que a tripulação e a polícia eslovena descesse e, em seguida, a tripulação da Trenitalia e a polícia italiana entraram. No meu vagão, começaram a conferência da documentação da frente para trás, de forma que eu fui a última pessoa a ser examinada.

Quando chegaram até mim (eram 2), estendi o passaporte. O policial pegou, leu a primeira página, olhou para minha cara e perguntou, em italiano: "Brasiliano?"

Eu só respondi "sí". E aí se seguiu uma seqüência rápida de perguntas que, depois, fiquei orgulhoso de ter respondido só o que ele queria e sem hesitar:

Policial: Turista?
Eu: Sí.
Policial: Dove vai?
Eu: Imola.
Policial: Quanti giorni resterai in Italia?
Eu: Dodici.

Aí ele parou, ficou olhando o passaporte mais um pouco, e eu me atravessei: "Io ho biglieto di ritorno a Brasile!"

Ele me olhou e perguntou se podia vê-lo. No que eu fui me abaixar para abrir a mochila pequena e tirar as passagens, ele mandou parar, dizendo que acreditava na minha palavra.

Mesmo assim, pegou um walkie-talkie e falou com outro policial. Deu meu sobrenome, minha nacionalidade e minha data de nascimento. Do outro lado alguém respondeu (deu para ouvir) que só havia um outro brasileiro de nome "Marco".

Aí ele pegou o carimbo e colocou no passaporte. Devolveu e desejou boa viagem - eu só agradeci.

Quando tudo terminou, percebi que todo o vagão estava olhando lá para trás, acompanhando aquele minuto interminável como quem olha para um suspeito.

Foi tudo muito tranqüilo, os caras só estavam fazendo o trabalho deles, consegui me manter muito calmo ao responder as perguntas (embora tenha me atravessado ao falar da passagem), mas a sensação de ter sido a única pessoa merecedora de certa "atenção" por parte deles me fez ficar pensando um montão de coisas depois que aquilo passou.

Nunca ouvi falar de brasileiros entrando ilegalmente na Itália pela Eslovênia, mas acredito que a minha nacionalidade foi determinante para a verificação da minha situação. Acho que não havia nenhum outro sul-americano ali naquele vagão, pelo menos, embora houvesse alguns americanos.

Outra circunstância que entendo ter sido um agravante foi o fato de eu estar sozinho. A maioria das situações de constrangimento de turistas brasileiros em aeroportos das quais já ouvi falar foram quando a pessoa estava sozinha ou se pensava que elas estavam sozinhas, por já terem os demais integrantes do grupo passado antes pelo controle.

Aquela poltrona, no finalzinho do corredor, sozinha, com a bagagem ao lado, também deve ter sido uma imagem suspeita aos olhos deles.

Dias depois, quando contei essa história a um australiano em Milão, ele me disse ter visto a mesma situação na fronteira entre a Suíça e a Itália, vindo de Lugano para Milão. Só que lá, segundo o australiano, o brasileiro era moreno e os policiais sequer perguntaram alguma coisa. Só olharam para o sujeito, mandaram ele recolher a bagagem dele e disseram que o ônibus dele estaria partindo e que ele teria que pegar o próximo. Antes, fariam uma verificação. Pior de tudo é que o australiano sabia que o tal brasileiro estava levando uma maconhazinha básica junto consigo. O final da história, obviamente, ele não soube, porque seguiu viagem...

12/06/2008

Ljubljana IV

Já era noite quando me dei por conta de que não tinha almoçado nada naquele dia e que sequer havia feito um lanche decente na tarde (barrinha de cereal não conta!). Assim que cheguei ao albergue, tratei de comprar uns negócios ali por perto, mas a única coisa que achei foram uns folheados meio doces, acho que de maçã, que não eram lá essas coisas, mas serviram ao propósito de matar a fome.

As coisas são, em geral, mas baratas na Eslovênia do que nos países da Europa Ocidental, mas são mais caras do que em países mais ao leste. Naquela época (setembro de 2006), já estava prevista a adoção do euro no ano seguinte, mas a moeda local, o tólar, ainda seguia em curso. Estava tudo fixado nas duas moedas (como no tempo da URV aqui no Brasil), mas as coisas eram pagas e o troco dado na moeda local.
O câmbio era extremamente irritante: algo como 320 tólares por real, o que tornava cada operação (em que os preços não vinham em euro) algo chato de se calcular.

Naquela noite, não saí. Comi o que comprei na rua na área de uso comum do albergue, mas não vi nenhum outro hóspede planejando algo para fazer na rua, senão até teria ido junto. Tirei o tempo de sobra para pôr ordem nas minhas coisas na internet (e-mail, orkut, etc.), aproveitando a conexão de graça - coisa que fazia tempo que eu não fazia.

Tomei um merecido banho e caí na cama, sem a intenção de levantar muito cedo, até porque minha ida para a Itália estava marcada para as 11h30.

Mesmo sem ter colocado alarme, acordei relativamente cedo. Tomei um café e deixei as coisas arrumadas, para dar mais uma volta pela cidade e depois só voltar para fazer o check out.

Estava tudo meio nublado e com neblina pela manhã, ao contrário do belo sol do dia anterior.

Pela manhã, pude sentir um pouco melhor como é a cidade. Tem muito mais jovens na rua do que velhos, aparentando ser uma cidade universitária. Talvez daí venha a fama que a cidade adquiriu nos últimos tempos de ser um lugar bom para fazer festa (embora eu não tenha visto nada na noite de quarta, no início de outubro, em que fiquei lá).

Caminhei em direção ao Park Tivoli, no oeste da cidade, mas as distâncias se mostraram maiores do que pareciam no mapa, por isso comecei a voltar em direção ao centro. Dei mais umas voltas por lá e, como já eram 10hs da manhã, decidi pegar minhas coisas no albergue.

Com a mochila, foi só caminhar os 15 minutos até a estação e esperar o trem. Para evitar lanchinhos caros, improvisei um almoço numa lancheria do outro lado da avenida em frente à estação que parecia um Burger King falsificado, mas consegui comer comida de verdade.

11/06/2008

Ljubljana III

Meu dia de passeio pela cidade terminou ao longo do Rio Ljubljanica, que corta todo o centro da cidade dividindo a cidade em duas partes quase iguais. O rio, as pontezinhas e os tipos de prédio que existem ao longo dele tornam a cidade bastante simpática e até romântica.

O ponto mais central da cidade é Praça de Preseren, que fica ao lado das "Três Pontes".
As três pontes, na verdade, são duas para carros e pessoas e uma só para pedestres que ligam a praça e a ópera ao outro lado. Não têm mais do que uns 30 metros de comprimento, mas são branquinhas e cheias de detalhes. A imagem abaixo, em que aparece a Igreja Francisca na Anunciação, a Ópera e as Três Pontes, é considerada o cartão-postal da cidade.
Como em qualquer outra cidade européia, a praça é o foco de artistas, vendedores, turistas e manifestações políticas. De qualquer ponto que se olhe para cima, inclusive dali, tem-se a vista do castelo lá em cima.
Algumas quadras mais adiante, em direção à estação de trem, ficam alguns prédios famosos na cidade, por terem sido feito pelo arquiteto Joze Plecnik, que parece ser a grande celebridade nacional, de tantas referências que há sobre ele em tudo. É como se fosse o Gaudí esloveno, mas bem mais conservador. Muitos passeios e guias trazem roteiros para estudantes de arquitetura conhecerem as obras dele pela cidade, como a que aparece abaixo.