30/10/2008

Estocolmo - Djugarden

Djugarden é o bairro com a maior área verde do centro de Estocolmo. Seu nome oficial completo, em português, significa "Parque de Caça Real".

O lugar não tem praticamente nenhuma residência, mas em compensação é cheio de opções de lazer. As mais conhecidas são o Nordiska Museet, o Vasa Museet (os dois prédios aparecem na foto acima, à distância), o Skansen (um vilarejo escandinavo típico em tamanho menor) e o parque de diversões de Gröna Lund.

Para chegar até lá, tivemos que dar uma boa pernada em direção ao leste, atravessando toda a avenida na beira da água em Östermalm. Uma ponte une os dois bairros.

Fomos direto para o Museu Vasa, que eu nem sabia que existia, mas que o Marcelo tinha lido a respeito. O lugar é realmente muito interessante!

O Vasa era um navio de guerra que naufragou na sua primeira viagem, logo depois de partir de Estocolmo. Isso ocorreu ainda em 1628 e só depois de mais de 300 anos, em 1961, foi resgatado do fundo do mar Báltico.


O navio estava quase inteiro e com a maior parte dos utensílios próximos aos seus lugares de origem na organização interna do navio. Dezenas de esqueletos de vítimas do naufrágio também estavam lá dentro.

Para conservá-lo melhor e abri-lo à visitação pública, foram anos secando, enevrnizando e restaurando algumas partes do navio. Depois, o museu foi construído ao redor do barco (afinal, é considerado o maior objeto do mundo em exposição num museu - foi mais fácil fazer assim do que levá-lo para outro lugar).

A entrada sai por menos de 10 euros, se não me engano. Embora tenha bastante movimento, não chegamos a pegar fila nem se incomodar com o público. Foi o único lugar de Estocolmo, aliás, onde vimos um grupo de brasileiros.

Além do navio em si, no centro do museu, há quatro andares ao seu redor com maquetes, vídeos mostrando a história do naufrágio e do resgate, exposições dos objetos encontrados lá dentro, os esqueletos dos mortos e outras mostras. O passeio vale pelo menos umas duas horas.

Por termos nos prolongado um pouco no Vasa e por não saber exatamente o que veríamos lá dentro, acabamos pulando o Nordiska Museet, que fica logo em frente. Só depois que voltei de viagem é que descobri que lá há exposições de tudo um pouco - desde objetos de decoração e quadros, até máscaras e coisas sobre o ABBA.
Estávamos indo em direção ao Skansen, para ver se valia a pena uma visita no mini-vilarejo, mas com o início de uma chuvinha bem fininha, acabamos desistindo e retornando ao centro.

O plano de dar uma passada no parque de diversões outro dia acabou não se realizando também, pelo tempo que ficamos na cidade. Mas, certamente, são lugares que um dia ainda quero conhecer - porque de fato quero voltar a Estocolmo um dia!

29/10/2008

Estocolmo - Östermalm

A região de Östermalm meio que se confunde com Norrmalm, a mesma onde ficava o albergue em que estivemos hospedados naqueles dias em Estocolmo. Entre esses dois é que ficam as regiões para sair à noite, incluindo a Stureplan.
O bairro é eminentemente comercial, nas partes mais próximas da água, com uma área mais residencial na parte mais ao norte. É considerado um dos bairros mais chiques da cidade, com os preços mais altos por metro quadrado.
Não nos dirigimos em nenhuma vez em especial para conhecer alguma de suas atrações, mas fomos as encontrando na medida em que fomos caminhando pelo bairro, nas idas e vindas de outros lugares.

Foi por acaso que descobrimos a Biblioteca Real, que fica num parque uma ou duas quadras atrás do Spy Bar.
A Igreja de Santa Eleonora (Hedvig Eleonora Kyrka) também foi encontrada assim, sem querer, pertinho do Mercado Público.
O Mercado Público foi um dos poucos lugares para os quais nos dirigimos intencionalmente. Pouco antes do meio-dia, por iniciativa do Marcelo, marcamos de ir para lá, para ver se almoçávamos alguma coisa diferente ali mesmo.

Já tínhamos ouvido falar que um dos pratos mais típicos da Suécia era a carne de alce e, de fato, encontramos várias banquinhas lá dentro vendendo a iguaria. Além disso, o que mais tinha era pescados em geral - desde os mais variados moluscos até peixes, incluindo bacalhaus, de todos os tipos.
O mercado, como tudo na Suécia, não tinha cheiro ruim. Pelo contrário, foi o mercado mais limpinho e agradável que já conheci na vida. Catamos, catamos e catamos para lá e para cá e acabamos comprando algumas coisas para comer. O Diego e o Bagé fizeram questão de comprar algo de alce (eu só experimentei).
Numa dessas idas e vindas, passamos pela Stureplan de dia (esse prédio que aparece na foto é o d oSpy Bar). Não deu nem para reconhecer. A área é bem movimentada, com lojas e restaurantes por todos os lados. No final da tarde, já fica cheia de gente fazendo o happy hour. Impressionante como todo mundo, apesar de ser tri magro, toma cerveja em quantidades de derrubar qualquer inexperiente - inclusive as mulheres.

28/10/2008

Estocolmo - Bar de gelo e mais...

Começamos nossa segunda noite em Estocolmo no famoso (e agora espalhado em tudo quanto é lugar do mundo, inclusive São Paulo) "Bar de Gelo" da Vodka Absolut. O nome oficial do lugar é Stockholm Absolut Ice Bar e fica a uma ou duas quadras da estação central de ônibus e trem da cidade, em Norrmalm, a meio caminho entre ela e o albergue.

Funciona da seguinte forma: são grupos de no máximo 15 pessoas que entram, com roupas de proteção, por 45 minutos no tal do bar. Enquanto estiver lá dentro, os drinks são liberados. O ingresso custa algo em torno de 20 euros (não lembro exatamente quanto foi em coroas suecas).

As roupas, na verdade, não servem para proteger contra o frio, mas sim para proteger as paredes de gelo contra o seu calor. Portanto, é bom mesmo ir agasalhado para agüentar uma temperatura em torno de -2°C a 2°C por esse período de tempo lá dentro.

Os copos, as paredes, os balcões, as mesinhas e os bancos são todos feito de gelo. Um hotel da Lapônia é responsável por essa parte. Segundo nos disseram, trocam o gelo uma vez a cada seis meses. Para conseguir sentar sem se molhar (ou gelar a bunda) existem umas peles em cima dos bancos.
Os drinks são todos à base de vodka. O negócio é bem para turista mesmo, não vale como bar de verdade. O pessoal lá dentro fica mais tirando foto do que fazendo qualquer outra coisa.
Depois dali, seguimos para a região de Stureplan. Decidimos, então, dar mais algumas voltas e encontramos outros bares mais ao sul, perto da praça Berzelii. Até entramos num pub estilo irlandês para tomar umas, mas depois saímos de novo em busca de outros lugares para ficar mais tempo.

Depois de darmos umas olhadas em alguns bares e boates (muitos eram só para estudantes com carteirinha comprovando), fomos seguindo adiante. A essas alturas, só eu e o Rafael ainda queríamos achar algum lugar, os outros já tinham ido embora.

Acabamos entrando na fila da Sturecompagniet, a boate da qual aquele barzinho da noite anterior faz parte, e em alguns minutos já estávamos do lado de dentro. O lugar é legal e tudo, mas tem aquele esquema de áreas vip, e lá não tem como entrar. O resultado era um montão de gente nas pistas principais e uns lougezinhos mais tranqüilos, cheios de gente tomando champagne, nessas partes privativas. Confesso que esperava mais dessa.

Lá pelas 2 e pouco da manhã, voltamos, para algumas horas de descanso. O retorno pareceu uma cena de filme do Hitchcock, aquele "Os Pássaros: havia várias gaivotas sobrevoando a Kungsgatan, dando alguns rasantes sobre nós (muito sinistro e exótico!).

27/10/2008

Estocolmo - Skeppsholmen e Kastellholmen

Skeppsholmen e Kastellholmen são duas pequenas ilhas que, geograficamente, ficam bem no centro de Estocolmo, mas que parecem ficar a quilômetros de distância de qualquer centro urbano.

Para chegar à primeira delas há uma única ponte (Skeppsholmenbron), que começa na parte mais ao sul de Norrmalm. A ponte, em si, já é uma atração, por causa das diversas coroas douradas que decoram a sua guarda de proteção.
Skeppsholmen é quase toda rodeada de ancoradouros de barcos e, no passado, era utilizada principalmente para finalidades militares, devido à sua localização. Hoje em dia, porém existe uma igreja (Skeppsholmenkyrkan), um museu de arte moderna (Moderna Museet), vários jardins e o principal albergue da juventude da cidade, o af Chapman's Skeppsholmen Vandrarhem, famoso por ter a maior parte de seus quartos num navio com o mesmo nome, que fica permanentemente ancorado, próximo a um prédio com cara de internato, onde estão os outros quartos.
A partir do lado oeste e sul da ilha, que conhecemos primeiro, tem-se as melhores vistas do centro da cidade.
Para chegar a Kastellholmen, tem-se que atravessar toda a primeira ilha, em direção ao leste. Há uma pontezinha ligando as duas, bem menor do que a primeira, com avisos de trânsito restrito. São proibidos carros e motos de passeio nessa ilhota e apenas caminhões de entrega podem entrar e sair.

No centro de Kastellholmen, como o nome sugere, há um castelinho circular (Kastellet), com uma torre não muito alta.
Quase a totalidade da ilha é parte de um parque ecológico municipal (Ekoparken). Pode-se caminhar por entre os gramados e mais à beira da água.

Bem do extremo leste da ilha, dá para ter uma vista bem legal do maior parque de diversões da cidade, o Tivoli Gröna Lund, que fica na ilha de Djugarden.
No caminho de volta, tirei algumas das fotos que considero as melhores de Estocolmo, com barquinhos de pesca ancorados ao lado de Skeppsholmen, tendo o Nordyska museet ao fundo... Dá saudade só de olhar...

26/10/2008

Estocolmo - Pequenas surpresas

Estocolmo não é um lugar que desperta maior interesse turístico dos brasileiros em geral e, de fato, não possui atrações grandiosas do mesmo nível de Paris, Londres ou Roma. Nós mesmos, antes de ir para lá, não sabíamos muito bem o que iríamos encontrar ou fazer - a não ser pela noção remota de um lugar extremamente rico, organizado, frio, conhecido como "a Veneza do norte", e que tem algo a ver com os vikings.

No entanto, assim que chegamos, simpatizamos muito com a cidade. O povo, ao contrário do que imaginávamos (pelo menos eu), mostrou-se muito simpático e atencioso. Todo mundo fala inglês quase sem sotaque, seja numa lojinha, na rua, no albergue, na noite ou na barraquinha de cachorro-quente. As pessoas em geral gostam bastante de ver gente de tão longe (Brasil) visitando o país deles e demonstram imediatamente seu desejo de um dia vir conhecer nosso país.

Além disso, o clima de tranqüilidade da cidade é uma recompensa após 6 dias de correria em Paris, tentando conhecer de tudo um pouco. Não para dizer que a cidade tenha mais de um milhão de habitantes, porque tudo é sempre muito tranqüilo. Acho que, pelo tamanho da cidade e pelo fato de ser dividida em ilhas, não há tanta concentração de gente em determinado ponto.

O tempo também colaborou, pois embora fosse um pouco friozinho, permitiu que fizéssemos quase tudo a pé e sem maiores problemas. Como o sol praticamente não se põe (escurece mesmo só entre as 23hs e as 2h30), dá vontade de fazer tudo a toda hora.

As atrações, como eu disse, não têm tanto efeito apelativo ao turista, mas o fato de desconhecer o que se vai encontrar acaba gerando pequenas surpresas bastante recompensadoras.

Ao contrário do que imaginávamos, não há praticamente nenhuma referência aos vikings. Quase tudo gira em torno da Família Real e da história da monarquia em si. Existe alguma referência aos cavaleiros da Idade Média, que participaram das Cruzadas, e às guerras e alianças feitas com e contra os países vizinhos ao longo dos últimos 500 anos. Também há menções ao fato de o país ter iniciado o século XX como um lugar muito pobre, mas que acabou o mesmo período como um dos melhores exemplos de Estado do bem-estar social. O fato de ser um exportador de cultura pop (ABBA, Roxette, A-ha, Rednex, Ace of Base, The Cardigans, etc.) também é bastante presente.

A cidade em si é muito bonita. Passear pelas ilhas, pela orla, pelos jardins, parques, mercados já é uma experiência muito boa e que acaba fazendo a pessoa querer morar lá (pelo menos no verão!).

Nos próximos posts ainda vou seguir contando outros passeios e atrações (Vasa Museet, passeio de barco, bar de gelo da Absolut, etc.), mas só o que conhecemos no primeiro dia já valeria a viagem...

25/10/2008

Estocolmo - Gamla Stan II

Ainda no centro histórico da capital sueca, logo depois de conhecer a igreja com o São Jorge, tratamos de fazer o passeio por dentro do Castelo Real da Suécia (Kungliga Slottet).

Esse castelo é o maior do mundo ainda efetivamente utilizado como sede de governo de um país, segundo nos disseram. O passeio pela parte de dentro, no entanto, deixou bastante a desejar, porque muitas das principais salaas que normalmente estariam abertas para visitação, naquele dia estava com acesso vedado, porque estavam sendo preparadas para uma recepção oficial.

Na parte debaixo do castelo, há representações históricas e explicações acerca das versões antigas que existiram do castelo no mesmo local, no início da Idade Média. Ali existiu, entre outros, o Castelo das Três Coroas, que é o símbolo da monarquia no país.
Acabamos nos perdendo um pouco antes de fazer esse passeio em 2 grupos, mas como o centro é pequeno, logo nos encontramos por acaso ao redor dos pontos principais.

Dali, seguimos por uma ruazinha bem movimentada, paralela à do castelo, cheia de lojinhas e restaurantes, onde acabamos fazendo nosso almoço e comprando umas camisetas e lembrancinhas.
Depois, fomos para a pracinha (Stortorget) onde está o Museu do Nobel e a Academia Sueca. O lugar é conhecido também como "praça holandesa" por causa dos prédios em estilo flamengo que existem ao seu redor. Há também algumas fontes d'água dos tempos medievais, dando aquele ar à cidade de um vilarejo de uns quantos séculos atrás.Seguimos para o outro lado da ilha, já de frente para Södermalm, onde encontramos umas lojas muito legais de roupas e acessórios para esportes náuticos. Ali sim seu vontade de ter dinheiro para comprar uns casacos e camisetas muito bonitos. As coisas todas tinham aquele ar elegante de clubes de yatch e de vela, bem de acordo com a cidade mesmo.

Depois dessas lojas, aproveitamos um pouco as vistas a partir do cais. Há vários iates e navios de cruzeiro ancorados na região. Além disso, é o melhor ponto para ver a costa do lado sul da cidade, com uns penhascos próximos à água e cheios de casas de luxo na parte de cima.
Até uns 80 anos atrás, o lugar era bem deteriorado, cheio de indústrias sujas e quebradas e habitações populares, mas agora se tornou um dos melhores pontos da cidade.

Seguindo pela orla, paramos para descansar um tempo bem em frente ao Museu Nacional (National Museet) e ao Grande Hotel, mas do lado de cá do canal, na própria Gamla Stan. Deu até para tirar uma soneca com o solzinho e o clima agradável do lugar...

24/10/2008

Estocolmo - Riddarholmen e Gamla Stan

Apesar da saída prolongada na primeira noite na cidade, acordamos bem cedo para aproveitar o dia. Tomamos o café da manhã no 7Eleven próximo ao albergue, já com as coisas prontas para o primeiro passeio pelos lugares de interesse turístico na cidade.

O dia amanheceu muito bonito - o melhor até então naquela viagem - com uma temperatura fresca, a ponto de ser necessária uma manga comprida, mas agradável.

Seguimos pela rua em direção à estação central e dali passamos pela ponte que liga a estação a Gamla Stan, a ilha mais antiga de Estocolmo, onde se concentra o centro histórico.

Logo que se passa pela ponte, a primeira visão é o Parlamento sueco, o Riksdag. è um prédio redondo, que parece feito a partir da água, numa mini ilhazinha separada de Norrmalm e da Gamla Stan.
Pelo outro lado, percebe que há uma rua só para pedestres passando pelo meio dele, sempre movimentada.
Logo em seguida, dá-se de cara com uma residência real, que até hoje, confesso, não entendi bem para o que serve...
Do lado da ilha de Gamla Stan, fica a ilhota de Riddarholmem. Nela, destaca-se uma grande catedral de estilo meio escandinavo, a Riddarholmskyrkan, onde são realizados alguns cerimoniais religiosos envolvendo a família real da Suécia, como casamentos e batizados.
Embora impressione por fora, como ocorre com a maioria das igrejas protestantes, o interior não tem tanta coisa para se ver.

O melhor de Riddarholmen, porém, são as vistas que ela oferece da cidade. É dali que se tem a visão frontar da Stadhuset (Câmara Municipal), prédio símbolo de Estocolmo (foto no início desse post), onde é entregue o prêmio Nobel todos os anos. (Repare no detalhe das três Coroas no alto da torre - é o símbolo da monarquia nacional.)
Deixando a ilhota em direção ao centro, passa-se por um prédio anexo ao parlamento completamente circular. Entra-se por um arco e se depara com um prédio contínuo 360° à volta da pessoa.
Alguns metros acima e já se está na Storkyrkan, a capela real, famosa por ser um lugar onde vencedores do Nobel agradecem pelos prêmios e pela grande estátua de São Jorge matando o dragão que fica no seu centro.

23/10/2008

Estocolmo - visão geral

Estocolmo é uma cidade que, embora aparente ser grande e espalhada, pode ser percorrida nos seus pontos principais a pé. No mapa acima, assinalei em círculos vermelhos pontos de interesse turístico, em círculos azuis regiões com lugares para sair à noite e no ponto rosa com meio preto o albergue em que ficamos.

Não usamos metrô enquanto estivemos por lá (3 dias). As caminhadas nas ilhas menores, especialmente à beira da água e em partes ajardinadas mais tranqüilas, são muito boas, parecendo que nem se está numa capital de um país.

Só nos cruzamentos das pontes que entram e saem da Gamla Stan é que a coisa é um pouco muvucada, por causa do trânsito, mas nada que assuste quem vive no Brasil.

A parte principal da cidade é a Gamla Stan, a cidade velha, que é a ilhazinha menor no centro do mapa. Ali há quase só prédios históricos, lojinhas de souvenir, igrejas, prédios do governo - quase nada de moradias ou lugares para se hospedar.

A região de Norrmalm, imediatamente ao norte, onde ficamos, tem tudo pertinho e mistura áreas comerciais com residenciais.

Nas ilhas de Kastellholmen e Skeppsholmen, o ambiente é bem bucólico e bonito, mas meio isolado à noite (não por perigo ou coisa parecida, mas por ficar meio longinho dos lugares para sair ou jantar). Na segunda delas fica o albergue mais famoso da cidade, o af Chapman, que é num barco ancorado.

Em Djugarden ficam parques e museus, mas não há quase nada de lugar para ficar.

22/10/2008

Primeiras voltas em Estocolmo



Saudações aos que sentiram a falta de posts nos últimos dias!

Estou de volta com os relatos sobre meu segundo mochilão à Europa, continuando com dicas e histórias da minha passagem pela Suécia.

Bom, retomando... logo depois de ajeitar as coisas no albergue, tratamos de dar uma circulada pelas redondezas para encontrar a lojinha de conveniência que diziam ficar próxima. Encontramos o Seven Eleven logo depois da pracinha ao lado do albergue e foi ali mesmo que tratamos de encontrar alguma coisa para comer. Já eram cerca de 21hs e, embora o sol ainda estavesse alto, tínhamos que jantar alguma coisa.

Acabamos comprando umas bandejinhas de comida já pronta, que era só aquecer no micro-ondas e mandar brasa. Tinha de strognoff, de carne, de massa e por aí vai. Acabamos nos valendo dessa opção no dia seguinte também, de bom que era.

Logo nas primeiras caminhadas ao redor do albergue já percebemos como a Suécia é diferente, inclusive nos pequenos aspectos. Todo mundo respeita o sinal de pedestre, mesmo que não haja um carro sequer na rua (como geralmente acontece). Não se vêem pichações (pelo menos no centro da cidade), nada de lixo nas ruas e são poucos os lugares autorizados a vender bebidas alcoólicas. Até para telefonar a cobrar tem que pagar umas moedinhas!

Mais tarde, ainda naquele primeiro dia, empreendemos nossa primeira saída à noite em Estocolmo. Ainda volto a falar mais sobre o assunto, mas tinha lido a respeito e descobri que a coisa é bem cheia de nove horas por lá. Não é com qualquer roupa que se entra nos lugares e conforme o humor dos porteiros, pode-se ficar de fora de um bar ou boate sem motivo aparente.

Informamo-nos e soubemos que o melhor lugar para sair no Norrmalm, região onde estávamos, eram os bares e boates ao redor da Stureplan. Segundo os guias, esse é melhor lugar para sair na cidade inteira, inclusive.

Fomos caminhando do albergue pela Kungsgatan até a Stureplan (praça Sture) e lá demos de cara com um barzinho muito legal, no meio da praça. Era como uma tenda, só que com cerquinhas de vidro, com luzes e aquecimento voltado para o lado de dentro, cheia de gente. O nome: Sturecompagniet (a tenda que só funciona no verão, não a boate a alguns passos dali).

O Diego, o Rafael e eu logo entramos na fila e conseguimos entrar - os outros dois ficaram se enrolando e quando tentaram entrar escutaram dos porteiros que estavam vestidos muito "esportivo". Detalhe: o Diego, que entrou conosco, estava com uma camisa do Grêmio!

O barzinho se revelou uma opção bem legal e foi por ali que ficamos umas boas horas, até por volta da 1h e pouco, quando fomos para a frente do Spy Bar, o lugar mais famoso da noite de Estocolmo até bem pouco tempo atrás (atualmente é o Opera Bar que ocupa esse posto).

Não tivemos que esperar nem dois minutos e os caras nos mandaram passar. Estávamos com sorte mesmo naquele dia. Entramos lá e felizes da vida já nos atracamos no barzinho para tomar uma cerveja. O lugar não estava tão cheio assim (acho que foi isso que facilitou, na verdade), mas estava bem legal.

Lá pelas 3 e meia da manhã, voltamos, com o céu já clareando de novo, como se pode ver na foto (olhe o relógio). Não é nenhum sol da meia-noite, mas é quse isso!
!

20/10/2008

Volto logo

Estava em processo de mudança aqui em casa, por isso fiquei uns dias sem postar. Amanhã ou depois retorno com mais relatos de viagem e dicas para mochilão... Abc

08/10/2008

Estocolmo - o albergue

A viagenzinha entre o aeroporto e a cidade serviu para que tivéssemos o choque entre o que tínhamos visto nos últimos dias (França) e um dos lugares mais desenvolvidos do mundo.

Tudo era praticamente asséptico e silencioso do lado de fora, mas muito bonito. Fazia um dia de sol, com um friozinho que não permitia ficar de mangas curtas, e a paisagem era quase toda de bosques e campos limpinhos.

O asfalto impecável e o trânsito quase inexistente seguiram até o terminal de ônibus, em Norrmalm, ao lado da Central Station e um pouco ao norte da Stadhuset (Prefeitura), o prédio mais conhecido da cidade.

Na estação, pegamos nossos mapinhas e descobrimos que nosso albergue ficava a apenas 4 quadras dali. Seguimos caminhando pela rua e um pouco mais adiante demos de cara com a pracinha ao lado do albergue, na qual há uma fonte de água esférica (foto).
O City Backpackers Hostel não era nossa primeira opção, mas acabaou se revelando um ótimo lugar.

Logo na entrada, fomos avisados de que devíamos tirar os sapatos ou tênis e ficar só se meia ou de chinelo na parte interna do albergue. A internet era liberada 24hs por dia, em cerca de 6 computadores. Embora não houvesse café da manhã, havia macarrão liberado para cozinhar - bem como a indicação de lojinhas de conveniência a poucos metros para comprar o que fosse preciso.
Os quartos, de 8 pessoas, tinham segredo por senha. Os banheiros é que não eram lá essas coisas, daquele tipo sem box, só cortininha, coletivo, ao lado da área de uso comum.

O lugar era realmente muito aconchegante e acabou sendo uma grata surpresa depois do horror do albergue de Paris. Recomendo!