27/02/2012

Na jaula com os tigres e fazendo tirolesa


Depois do passeio da barquinho no campo de elefantes, nosso guia/taxista já estava nos esperando no ponto de chegada para seguir com o nosso tour pelos arredores de Chiang Mai. Foram apenas uns 5 minutos dali até o Chiang Mai Zipline, lugar onde se faz tirolesa entre 27 pontos, a maioria deles no alto das árvores.

O lugar é bem simples, mas o pessoal muito atencioso e profissional. Todos os equipamentos estão incluídos no preço e todos os itens de segurança são sempre checados a cada ponto em que se chega para a próxima tirolesa. Nem mesmo as garrafinhas de água que te dão no meio do caminho são cobradas a parte.

Quando chegamos lá, não havia ninguém na nossa frente e dois rapazes logo foram me atender. Ambos me acompanharam o tempo todo e, logo depois de algumas instruções iniciais, especialmente sobre como frear na chegada (o que é necessário em alguns pontos), já me disseram que eu poderia deixar a câmera fotográfica com eles para que fossem tirando as fotos das minhas descidas e subidas.



Em pelo menos duas oportunidades, cruzei pelo alto de um rio (o mesmo em que havia andado de elefante e barquinho), com vistas bem legais. Algumas das cordas pelas quais se faz a tirolesa têm cerca de 200m e pouco, o que dá bastante tempo para aproveitar.

O percurso todo leva cerca de 1 hora para ser feito, mas se houver mais gente junto, pode tomar até 1h e meia. Prepare-se também para umas duas subidas a pé bem puxadas por um morro com algumas escadarias entre dois pontos, lá pela metade do percurso.

Depois da tirolesa, faltava ainda a última atração turística do nosso dia: o Tiger Kingdom, já nas proximidades de Chiang Mai e, portanto, a mais de meia hora de onde passamos a maior parte do dia.

O Tiger Kingdom basicamente é um zoológico/criadouro que só trabalha com tigres, inclusive conseguindo que os animais se reproduzam em cativeiro. Pelo que vi, nenhum deles foi comprado ou trazido de outro lugar.

A grande atração desse zoológico, na verdade, é o fato de que os visitantes podem entrar nas jaulas e “brincar” com os tigres, inclusive tirando fotos (com ou sem a ajuda de um fotógrafo profissional).

Funciona assim: logo na entrada, há uma tabela de preços. O ingresso mais barato é só para a visitação do zoológico, sem a possibilidade de entrar em nenhuma jaula. Depois, há uma lista de diferentes preços conforme o tamanho do animal que a pessoa que conhecer: os tigres grandes, os médios, os pequenos e os bebês. Há alguns combos, que reúnem mais de um tipo de tigre e, claro, um ingresso mais caro que permite a visitação de todos. Além disso, paga-se um extra se a pessoa quer um fotógrafo junto.

A permanência em cada jaula é de 20 minutos e assim que se paga o ingresso, assina-se uma apólice de seguro (!!!) e um termo de isenção de responsabilidade da empresa, no qual o visitante reconhece que eles são animais selvagens, imprevisíveis e que, basicamente, se der alguma m... o problema é todo seu, que inventou de entrar ali dentro.

Antes de entrar nas jaulas, os funcionários fazem questão de reforçar as regras que estão expostas em vários pontos do zoológico:
- aproxime-se do tigre sempre pela parte de trás do corpo do animal;
- não toque nas patas dianteiras ou no rosto do tigre;
- não faça movimentos bruscos;
- não tome atitudes que possam ser encaradas pelo animal como um chamado para brincadeiras;
- deixe mochilas, casacos, garrafas e alimentos do lado de fora da jaula.

Em suma, para não ter problemas com os gatinhos, o ideal é apenas passar a mão nas suas costas, na sua barriga, no rabo e nas patas detrás, seguindo sempre as instruções do tratador que entra junto com o visitante.





Os tigres “bebês”, embora sejam os mais concorridos, são os mais propensos a causarem algum arranhão, porque são os mais brincalhões. Como são muito ativos, porém, são os mais difíceis de se conseguir uma boa foto. Na verdade, eles já são meio grandinhos, do tamanho de um cachorro médio, porque os que ainda estão mamando ficam num berçário e não podem receber visitas.

Quanto aos demais tigres, a regra é que quanto mais velho, mais preguiçosos eles são. O que se vê, na maioria das jaulas, são tigres descansando ou mesmo dormindo. Só numa vimos dois brincando mais ativamente, com direito a mordidinhas um no outro, rugidos e “luta corporal”.

Entramos numa jaula com tigres de tamanho médio, que estavam bem tranquilos. O primeiro deles ficou deitado, quase sem perceber a nossa presença o tempo todo. O segundo estava num canto, mais inquieto, e parece não ter gostado muito quando mexemos nele, tanto que a toda hora virava a cabeça num movimento rápido (e assustador) para ver o que estavam fazendo.

A melhor hora acabou sendo quando esse do canto se juntou ao outro, que tinha levantado. Os dois fizeram quase pose para algumas fotos nossas, permitindo inclusive que nos deitássemos meio por cima deles.

É incrível como nossos parentes e amigos nos pediram para ver o álbum de fotos da Tailândia fazendo referência especial à vontade de ver as fotos com os tigres. Parece ser o que mais atrai a curiosidade das pessoas e é sempre em cima desse passeio que surgem a maior parte das perguntas sobre nossa viagem.

Para nós, porém, não posso deixar de admitir que foi um pouco tenso. O termo de responsabilidade que se assina no início meio que abre os nossos olhos para o fato de que alguma coisa pode dar errado e a cada olhada fulminante do tigre em sua direção, o que vem à cabeça é um “agora me f...”!

REFERÊNCIAS:

- o zipline (tirolesa) custa 2000 baht por pessoa, ou seja, 130 reais, e dura ao menos 1 hora (não aceitam cartão de crédito);

- as visitas com direito a entrar na jaula para ver apenas um tipo de tigre têm ingressos variando de 450 baht a 650 baht (de 25 a 40 reais), sendo os mais caros aqueles em que se entra para brincar com os animais menores. Por uns 1000 baht (65 reais), consegue-se entrar em vários.

- o Tiger Kingdom fica a uns 15km de Chiang Mai.

25/02/2012

Campo de elefantes em Chiang Mai: showzinho, trekking e rafting


No dia seguinte à nossa primeira noite em Chiang Mai, já tínhamos tudo acertado para fazer passeios em atrações fora da cidade. Seriam três lugares, começando às 8h da manhã e terminando por volta das 17h: um campo de elefantes, um local para fazer arvorismo e tirolesa e um zoológico de tigres, onde se pode entrar dentro das jaulas.

O “pacote” foi acertado com o mesmo taxista que nos levou do aeroporto ao hotel, assim que chegamos na cidade. Quando entramos no carro, lemos uma plaquinha bastante simpática escrita pelo motorista, cujo apelido em inglês é “Ton”, explicando que ele estava aprendendo inglês e que, por isso, se falassem inglês devagar, ele entenderia e daria o melhor de si para agradar o cliente. Olha o Ton aí, com a direção do carro do lado direito, como é na Tailândia:
Fomos puxando conversa e ele, muito simpático, ofereceu a possibilidade de fazermos esses três passeios num dia, por apenas 800 baht (cerca de 45 reais), indo nos buscar no hotel e esperando em cada uma das atrações. Em seguida, ele mostrou o seu álbum de relatos de clientes que já fizeram esses passeios com ele, no qual encontramos inclusive alguns comentários de brasileiros, em português, todos falando muito bem da experiência.

Embora não seja comum eu fazer esse tipo de acerto, fechamos de cara com o taxista – e não nos arrependemos. Apenas deixamos nossos nomes, meu número de celular e um sinal de 200 baht (15 reais).

Pontualmente, às 8h da manhã, logo depois do café, saímos do hotel em direção ao norte. O campo de elefantes que visitaríamos seria o de Maetaman, a uns 55km do centro de Chiang Mai, com estrada duplicada por cerca de 48km e o restante numa estrada simples asfaltada. O percurso todo leva cerca de 1 hora e 15 minutos, durante o qual só paramos a meu pedido num caixa automático para sacar dinheiro, já que ele nos disse que, com cartão de crédito, era possível que as atrações cobrassem mais caro.

Conforme o Ton, nosso taxista/guia, explicou, existem vários campos de elefantes ao redor de Chiang Mai, e embora os mais próximos da cidade sejam os mais visitados, a multidão acaba sendo tão grande nesses lugares que tudo acaba tendo fila e muita muvuca. Por isso, segundo ele, fazíamos um bom negócio apostando nesse campo mais distante, apesar do tempo maior de viagem.

Como programado, chegamos no Campo de Maetaman uns 5 minutos antes do início do show de elefantes, que geralmente é a primeira atividade que os visitantes participam quando vão a um desses lugares.

Além do show, o ingresso do campo agrega outras três atividades: 1) passeio de carro de boi; 2)trekking de elefante e 3) rafting em barco típico. Fora isso, também está incluído um almoço ao estilo buffet livre, sem a bebida.Como opcional, existe a possibilidade de participar do banho dos elefantes, no início da manhã. A ordem das atividades é alternada entre grupos de turistas, para que, enquanto uns fazem uma coisa, o outro grupo esteja fazendo outra, evitando filas.
O showzinho apresentado dura cerca de 40 minutos e certamente você já deve ter visto alguma imagem em algum programa de variedades na TV: os elefantes jogam bola; fazem cobrança de pênalti; pintam quadros com a tromba, usando um pincel grande (que depois são vendidos); hasteiam bandeira; fazem algumas piruetas e demonstram como podem ser usados para trabalhar com cargas pesadas.


Um pouco antes e também durante alguns minutos depois do show, os elefantes ficam à disposição dos visitantes para fotos, sendo que uma das mais “requisitadas” é a foto em que o elefante levante a pessoa com a tromba – basta dar uma gorjetinha de uns 20 baht para o tratador que ele ajuda na pagação desse mico.
Na sequência estabelecida no nosso ingresso, depois do show era hora do passeio de carro de boi até uma aldeia de uma hill tribe, ou “tribo das montanhas”. Cada dupla de turistas é colocada num carro de boi tradicional tailandês, puxado por dois animais bem robustos e conduzido por uma moradora das aldeias de tribos montanhesas.

O passeiozinho, com muitos solavancos, dura algo em torno de 20 a 30 minutos e passa por alguns lugares bastante simples, onde as pessoas das tribos realmente vivem, onde seus filhos estudam e onde existem centros comunitários bastante humildes. No final do percurso, que também tem algumas paisagens de campos bem legais, há uma área em que os locais vendem artesanato em uma espécie de feirinha dirigida apenas aos visitantes dos parques de elefantes das redondezas. Os produtos vendidos, porém, não diferem muito dos encontrados em qualquer bazar de Chiang Mai, apenas havendo maior variedade de lãs e sedas.
Depois da feirinha, vem a hora mais esperada do passeio a um campo de elefantes: o trekking em cima de um desses animais. Para subir, cada casal ou dupla de turistas é levado a uma torre, onde o elefante estaciona, deixa uma dupla que veio no outro sentido e a nova dupla “embarca”. Um condutor, que leva sempre na mão um daqueles instrumentos para controlar elefante que se vê no filme “Água para Elefantes”, é que comanda o bicho e dá as ordens para ele seguir caminho.

O trekking, ao contrário do que imaginávamos, dura mais de meia hora (creio que uns 45 minutos) e passa por lugares bastante variados. Em pelo menos duas oportunidades, cruzamos um rio (sendo essa a hora que mais dá medinho, porque a inclinação quando o bicho sobe e desce das margens do rio faz parecer que se vai cair de lá de cima).



No caminho, é comum passar por lugares onde mulheres de tribos locais vendem pacotes de cana de açúcar e cachos de banana por 30 baht (R$ 1,80), para que os turistas que quiserem comprar alimentem os próprios elefantes. Num dos lugares, compramos um pacote de cana – é só trazer para cima do lombo do elefante que ele já vem com a tromba, pega da sua mão e joga para dentro da boca, sem cerimônia, engolindo as canas inclusive com os barbantes que as amarram umas às outras.

Depois do elefante, e um tanto destruídos pelo vai e vem lá de cima (imagino que seja um pouco parecido com a experiência de andar de camelo), fomos almoçar, por volta das 13h30. O buffet, com comidas ocidentais e tailandesas, também ficou acima das nossas expectativas.

No final, logo depois do almoço, fomos para a última atividade: o rafting em embarcações tradicionais, que na verdade é só para descansar mesmo, porque não há nada de correnteza forte no rio que passa por ali. São jangadinhas de bambu, com apenas um banquinho para duas pessoas, sem qualquer frescura, conduzidas por dois homens – uma na frente e outro atrás – por um percurso de cerca de 3km, que tomam uns 30 minutos. Para aplacar o forte sol, entregam chapéus típicos de plantadores de arroz do sudeste asiático aos turistas, que devem ser devolvidos na chegada.

REFERÊNCIAS:

- entrada para o Maetaman Elephant Camp: 1500 baht por pessoa (cerca de 92 reais, com tudo incluído);

- leve algumas notas de 20 baht para distribuir como gorjeta na hora de tirar foto, na hora de descer do carro de boi, do elefante e da jangadinha;

OBSERVAÇÃO: quando se vai nesse tipo de lugar, sempre existe uma preocupação com relação aos maus tratos aos animais - entretanto, tivemos uma percepção bastante positiva em relação aos cuidados com os bichos, que parecem realmente muito bem.

23/02/2012

Sunday Walking Street


O Sunday Walking Street é considerado como uma das principais atrações para quem vai a Chiang Mai.


Ao contrário do Night Bazaar, que ocorre todas as noites ao longo da rua Chan Klan, esse mercado, como o próprio nome em inglês sugere, só acontece nas noites de domingo e é feito dentro do centro histórico amuralhado da cidade, ao longo da rua Ratchadamneon. Por ser um evento “mais raro”, concentra um número bem maior de expositores e de visitantes, sendo a proporção de turistas e de gente local quase a metade para cada lado.

Depois de descansarmos ao redor da piscina do hotel por quase umas quatro horas ao longo da tarde, entre nossa chegada do aeroporto e o entardecer, pegamos um tuk tuk da portaria até a entrada principal a leste da cidade amuralhada no centro e começamos o passeio.

Ao contrário do bazar noturno normal, em que realmente se vai com o objetivo principal de fazer compras, esse “Sunday Walking Street” parece mais com uma festa popular, tamanha a quantidade de gente comendo, passeando com a família, inclusive com crianças, visitando templos ao longo do caminho ou assistindo a showzinhos de artistas populares.  O vai e vem de gente é constante e não é difícil se perder.

Ali, sim, tive a sensação de que a Tailândia só é algo misterioso e longínquo para nós, sul-americanos. Havia tanta gente da Europa, da Austrália e da América do Norte passeando tranquilamente – alguns até meio incorporados ao local e comendo as coisas mais estranhas possíveis vendidas na rua mesmo – que vi que para eles todos aquele era um lugar considerado muito seguro e bom para se passar as férias.

Numa das saídas pelos lados da rua principal, conhecemos o templo de Chedi Luang, um dos mais famosos da cidade. Ele é conhecido por abrigar os restos de uma stupa (ou chedi, como se diz por lá) gigante que desmoronou depois de um terremoto no século XVI. Foi o nosso primeiro contato com um templo budista em que as pessoas realmente estavam fazendo suas orações e ouvindo leituras – porque nos de Bangkok o que vimos mais foram turistas tomando contato com essa religião pela primeira vez.

 
 

Quando a fome apertou, tratamos de escolher um dentre os vários bares e restaurantes que existem mais para o centro da cidade, quase no fim da Sunday Walking Street e perto do Wat Phra Singh. Já um pouco enjoados de comida tailandesa, pedimos uma pizza que, feita no forno à lenha, não fez feio a nenhuma que comemos na Itália em outras viagens.

Umas três horas depois de chegarmos, tratamos de catar um tuk tuk na outra ponta do feirão para voltar para casa, não sem antes dar uma barganhada no  preço da corrida, que àquela hora já estava ficando bem mais extorsivo dada a demanda mais alta de gente querendo voltar para casa.

REFERÊNCIAS:

- corrida de tuk tuk entre o hotel, perto do rio Ping, e o portão da cidade amuralhada: 100 baht

- pizza para 2 no restaurante Ratchadameon: 250 baht; cerveja: 180 baht

- corrida de tuk tuk na volta: 150 baht

22/02/2012

Hotel em Chiang Mai

Continuando com os posts sobre a Tailândia, que interrompi há alguns dias, prossigo a partir do momento em que chegamos no aeroporto de Chiang Mai, no norte do país. 

Depois de uma breve corrida de táxi do aeroporto, chegamos ao nosso hotel naquela cidade, onde passaríamos três noites. O escolhido foi o Ping Nakara Boutique Hotel, uma espécie de palacete colonial todo branco, com pouco mais de 20 quartos distribuídos em três andares e uma piscina (com borda infinita, como todas dos hotéis moderninhos tailandeses) no meio. 

O hotel foi, talvez, o mais bonito de toda nossa viagem. Havia até mesmo um casal fazendo fotos para um álbum de casamento na primeira tarde em que estivemos por lá, aproveitando o cenário. Seguem algumas fotinhos que bati por lá (o carro antigo também pertence ao hotel):





Certamente não é o tipo de lugar em que um mochileiro ou um grupo de amigos escolheria para passar uma temporada, mas no meu caso, que estava com a minha esposa, foi a melhor escolha. 

O quarto era bastante grande, com uma bela banheira e uma ampla sacada, além de TV de LCD das grandes, uma cama king size e, claro, ar condicionado. No Brasil, com certeza um lugar desses não teria uma diária inferior a R$ 800,00, mas lá na Tailândia o valor fica a partir de uns R$ 250. 

O pessoal do atendimento era bastante solícito e, após algumas horas hospedados ali, todo mundo já nos reconhecia. 

O café da manhã, servido ao lado da piscina, tinha um buffet com frutas, cereais e frios, mas era complementado com um menu de pratos quentes – tanto tailandeses como ocidentais – que podia ser pedidos como complemento, de graça. 

A piscina era também muito bonita, mas a água não estava das mais quentes, por causa das noites frescas dessa época do ano (o “inverno” de Chiang Mai vai de dezembro a março) e apesar das temperaturas de mais de 30°C na parte da tarde. Mesmo assim, como sempre faço em lugares cuja água fica me chamando para aproveitar, dei umas nadadas por ali pelo menos umas duas vezes. 

O hotel também tem um spa aberto ao público em geral, que nem chegamos a conhecer, até porque os preços em clínicas de massagens no centro da cidade são bem mais em conta, por serviços quase iguais. 

O hotel é próximo à rua onde todas as noites ocorre o Night Bazaar de Chiang Mai, o que torna a localização bastante conveniente, já que sequer é preciso pegar um tuk tuk para ir ou voltar de lá. Há bastante restaurantes próximos, sendo que o melhor que conhecemos foi um indiano chamado Whole Earth, bastante concorrido (é esse da foto), com comida muito boa e um excelente custo-benefício. 

Ao lado do hotel, separando-o do Hotel Chedi, há também um templo cujo nome não consigo lembrar que tem um píer para transporte pelo rio Ping, que passa a poucos metros do hotel.

20/02/2012

Que tal uma visita a Chernobyl?

Num determinado dia da semana passada, depois de assistir a uma reprise de um dos episódios do “Não Conta Lá em Casa” no qual o grupo de brasileiros conhece a região de Sendai, afetada pelo tsunami de março de 2011, e os arredores de Fukushima, usina que acabou contaminando vários km² com radiação que vazou após o mesmo desastre natural, fui para a internet pesquisar um pouco sobre acidentes nucleares e acabei caindo em sites sobre Chernobyl. 

Chernobyl, quase todo mundo sabe, era o nome de uma usina nuclear soviética que teve um acidente gravíssimo em 1986 – até março de 2011, sem dúvida alguma, considerado o maior que já existiu. O que eu não sabia é que já há alguns anos – pouco mais de 20 anos depois do acidente – o local onde moravam os funcionários dessa usina nuclear, e que foi abandonado logo depois, está se tornando um dos mais importantes pontos turísticos da Ucrânia. 

A cidade de Pripyat foi construída no início dos anos 70 pelo governo da URSS para abrigar as famílias dos funcionários da usina de Chernobyl, mas com o passar do tempo ganhou moradores que atuavam em variadas atividades econômicas. A população chegava a cerca de 49.500 habitantes na época em que o desastre nuclear ocorreu. 

Com o vazamento radioativo, todos foram obrigados a abandonar imediatamente o local deixando todos os seus pertences, em razão da contaminação. A população (que teve diversos problemas decorrentes da contaminação, especialmente câncer) foi reassentada em outra cidade planejada, chamada Slavutich, também na Ucrânia. 

Os arredores da usina de Chernobyl e a cidade de Pripyat permaneceram totalmente isolados do resto do mundo por muitos, só sendo permitida a entrada de cientistas e do pessoal que fazia as obras de contenção da radiação. Assim, quase tudo que lá foi deixado pelos moradores continuou no mesmo lugar, apenas sofrendo a ação do tempo e do rigoroso clima ucraniano. 

Com o passar do tempo, porém, agências de turismo locais viram no local uma oportunidade de ganhar dinheiro e começaram a fazer tours até onde fosse permitido chegar. Desde 2005, existem empresas especializadas nesses passeios e, mais recentemente, o próprio governo do país passou a considerar o potencial turístico de Pripyat e a regular os passeios. 



Os relatos de visitas ao local (as fotos que aparecem nesse post estão disponíveis no Google Images) falam numa sensação de volta ao passado, numa visão da vida cotidiana na União Soviética, ou numa espécie de Pompeia do século XX, etc. 

Obviamente, há preocupação com a segurança desse tipo de passeio, já que embora relativamente menores, os níveis de radiação do local seriam 35 vezes maiores que os de lugares considerados normais. Aí fica a pergunta: valeria a pena se meter numa dessas???

19/02/2012

Lugares mais caros do mundo em 2011

Se você acha que a Europa é o continente com o custo de vida mais alto do mundo, é melhor rever seus conceitos. 

Todos os anos, a empresa Mercer divulga suas listas com as cidades mais caras e mais baratas para estrangeiros que precisam passar um tempo lá trabalhando. Isso, obviamente, leva bastante em consideração custos de moradia, alimentação, segurança e o acesso a bens de consumo que as pessoas estão acostumadas em seus países de origem. Portanto, não significa exatamente que essas cidades sejam as mais caras para um TURISTA, mas sim para um TRABALHADOR ESTRANGEIRO, ou, como se diz em inglês, um “EXPAT”. 

De uns tempos para cá, cada vez mais cidades do Terceiro Mundo vêm tomando o lugar das cidades suíças, escandinavas e japonesas como as mais caras. Já é o segundo ano seguido em que Luanda, a capital de Angola, é a mais cara do mundo. Veja o ranking das 50 mais caras: 

1 – LUANDA (ANGOLA) 
2 – TOKYO 
3 – N'DJAMENA (CHADE) 
4 – MOSCOU 
5 – GENEBRA (SUÍÇA)
6 – OSAKA (JAPÃO) 
7 – ZURIQUE (SUÍÇA) 
8 - CINGAPURA 
9 - HONG KONG 
10 - SÃO PAULO 
11 – NAGOYA (JAPÃO) 
12 – LIBREVILLE (GABÃO) 
13 - RIO DE JANEIRO
14 – SYDNEY (AUSTRALIA) 
15 – OSLO (NORUEGA)
16 – BERNA (SUIÇA) 
17 – COPENHAGUE (DINAMARCA) 
18 – LONDRES 
19 – SEUL (COREIA) 
20 - PEQUIM 
21 – XANGAI (CHINA) 
22 – MELBOURNE (AUSTRALIA) 
23 – NIAMEY (NIGER) 
24 – TEL AVIV (ISRAEL) 
25 – VICTORIA (SEYCHELLES) 
26 – MILÃO 
27 - PARIS 
28 – OUAGADOUGOU (BURKINA FASO) 
29 – ST. PETERSBURG (RUSSIA) 
30 – PERTH (AUSTRALIA) 
31 – BRISBANE (AUSTRALIA) 
32 – NOVA IORQUE 
33 – BRASILIA 
34 – ROMA 
35 – CANBERRA (AUSTRALIA) 
36 – VIENA 
37 – NOUMÉA (N CALEDONIA) 
38 – GUANGZHOU (CHINA) 
39 – DJIBOUTI 
40 – ESTOCOLMO 
41 – LAGOS (NIGERIA) 
42 – HELSINKI (FINLANDIA) 
43 – SHENZHEN (CHINA)
44 – DAKAR (SENEGAL) 
45 – KHARTOUM (SUDAO)
46 – ADELAIDE (AUSTRALIA) 
47 – PRAGA 
48 – BAKU (AZERBAIJÃO) 
49 – BANGUI (REP CENTRO-AFRICANA) 
50 - AMSTERDAM NETHERLANDS 

O relatório ainda indica que, na América Latina, as capitais La Paz (Bolívia) e Managua (Nicarágua) são as mais baratas. São Paulo, Rio e Brasília são as três mais caras de toda a região, principalmente por causa do câmbio. Cidades venezuelanas e argentinas também tiveram um significativo aumento no custo de vida por causa do salto na inflação. 

Nos EUA, só Nova Iorque continua entre as 50 mais caras do mundo. Los Angeles caiu mais de 20 posições e Chicago, a terceira cidade mais cara do país, outras 17 posições. 

Outro lugar que chamou a atenção dos analistas foi a Austrália, que teve quase todas as suas principais cidades elevadas à condição de mais caras do mundo. O câmbio é o principal culpado. 

Na Ásia, principalmente na China, a culpa pelos custos elevados é do tipo de moradia procurado pelos estrangeiros: a demanda cresceu muito, mas a oferta continua restrita. 

Na Europa, lugares em crise foram os que mais se tornaram baratos, a exemplo de Atenas, Barcelona. 

No Oriente Médio, as antes promissoras Dubai, Abu Dhabi e Aman tiveram quedas drásticas na demanda, e consequentemente, nos preços. 

Já na África, o que explica o aumento nos custos é a segurança. Está cada vez mais desafiador encontrar lugares seguros para estrangeiros que trabalham no continente, em razão dos sequestros, roubos e todo tipo de violência.

17/02/2012

Por que Chiang Mai?

Chiang Mai é um dos lugares que quase sempre estão no roteiro de quem vai à Tailândia, mas que dificilmente se ouve falar, a não ser que se esteja planejando uma viagem para aquele país. Eu mesmo, num primeiro momento, não tinha sequer cogitado passar por lá.
A cidade é a segunda mais importante da Tailândia, em população e economia, e fica bem longe do litoral. Não tem o mesmo apelo comercial de lugares como Phuket, tanto no sentido de belezas naturais, praias ou mesmo to turismo sexual, mas é considerada indispensável num roteiro de quem realmente queira conhecer um pouco do que é a Tailândia de verdade.

Isso não significa que seja um lugar com poucos turistas – pelo contrário, a sensação de caminhar pela rua central num domingo à noite é justamente a de que só no Brasil é que não se ouve falar em Chiang Mai. Europeus de tudo quanto é canto, australianos e americanos são quase mais comuns do que gente local no meio dos mercadões de rua.

O que leva essas pessoas para lá?

Chiang Mai é considerada como a principal base para roteiros pelas montanhas do norte do país. Frequentemente esses roteiros são vendidos como sendo a oportunidade para visitar as famosas mulheres de pescoço comprido – aquelas que você já deve ter visto num National Geographic da vida, que desde novinhas usam argolas douradas no pescoço, que vão sendo acrescentadas com o passar dos anos e as deixam com uns bons 30cm de pescoço, para parecerem mais bonitas aos olhos da tribo. Essas mulheres, na verdade, não são tailandesas, mas fugitivas da Birmânia (Myanmar), onde a prática foi proibida. Diz-se que são menos de 300 mulheres usando essas argolas, e apenas na tribo “Karen”. Além das trilhas, há também esportes radicais como rafting, arvorismo, etc.
Outra razão que leva muita gente a Chiang Mai é a relação que a cidade tem com os elefantes. Há vários campos de elefantes nos seus arredores, onde são apresentados shows com os animais e se pode fazer trekking num deles. Além disso, há alguns campos que fazem um trabalho ambiental de salvamento de elefantes vítimas de maus tratos.
A enorme quantidade de templos existente em Chiang Mai, cujo centro histórico é relativamente pequeno e melhor conservado que o de Bangkok, também é outro motivo para visitas. Muita gente da própria Tailândia viaja à cidade em peregrinações religiosas e várias pessoas que dedicam uma parte da vida a serem monges o fazem naquela região, também.

Chiang Mai é muito procurada, ainda, por quem quer fazer cursos de culinária tailandesa ou cursos para aprender o difícil idioma local (só o alfabeto tem mais de 80 letras e são cinco tons diferentes que podem ser utilizados para pronunciar as sílabas).

Por fim, Chiang Mai é uma base para quem pretende seguir viagem pelos países vizinhos, pois tem um grande aeroporto, com voos de vários lugares, e fica relativamente perto da região conhecida como “Triângulo Dourado” (tríplice fronteira entre Laos, Myanmar e Tailândia, a poucos quilômetros do sul da China), que compreende lugares como Chiang Rai (na Tailândia) e Luang Prabang (no Laos). Isso não só agora, mas desde muitos séculos, pois se diz que era rota de passagem nas caravanas que levavam seda para o Ocidente.

Por representar “ a típica Tailândia” na psique nacional, taxistas, guias e outras pessoas que conversam com os turistas sempre perguntam se você já foi ou vai a Chiang Mai enquanto está passando pelo país. Se disser que não, vão tecer mil elogios ao lugar para convencê-lo.

Se for incluir a cidade no roteiro, vale lembrar que lá o clima é um pouco diferente do resto do país. Pode ser caracterizado como tropical de montanha – bastante quente e seco no verão, com temperaturas passando fácil dos 40°C, menos chuvoso que no litoral nas monções, mas mais frio pela manhã e à noite nos meses “inverno” (dezembro a fevereiro), podendo ter temperaturas de até uns 15°C nesses horários e uma neblina logo que o sol nasce. No geral, em janeiro pegamos temperaturas de 27°C a 30°C de dia e de 20°C à noite, bem agradáveis.

16/02/2012

Rumo ao norte

Na manha seguinte ao jantar cruzeiro pelo rio, acordamos bem cedo, ainda sofrendo com o fuso horário, para tomar café da manhã, ajeitar as coisas e pegar um táxi para o aeroporto de Suvarnabhumi, de onde viajaríamos para Chiang Mai, no norte do país.

Num domingo pela manhã, não é preciso mais do que uns 25 minutos para chegar até a porta do terminal, saindo da região central de Bangkok. O trânsito na cidade é quase inexistente, se comparado com os horários comerciais dos das úteis.

Assim que chegamos ao aeroporto, pusemos em prática o plano de deixar uma das malas (que tinha estragado a haste) num depósito de bagagens do aeroporto, com todos os souvenirs e presentes já comprados e com todas as roupas de inverno usadas na conexão em Istambul, que não seriam necessárias em nenhum lugar da Tailândia. Isso resolveria vários problemas: ficaríamos bem tranquilos com a franquia de bagagem nos voos internos, que é só de 20kg (ao contrário dos 32kg dos voos internacionais ou dos 23kg que usamos aqui no Brasil) e ainda nos livraríamos daquela “mala sem alça”, com todas as coisas que não usaríamos dentro.

Há dois depósitos de bagagens no aeroporto internacional de Bangkok, sempre bastante cheios (porque muita gente vem de lugares frios para passear pela região): um no piso de desembarque (1º andar) e outro no piso de embarque (2º andar). Teoricamente, o do embarque tem menos movimento, mas mesmo assim precisei de uns 20 minutos para ficar na fila, preencher os formulários e esperar a checagem no raio X. Eles olham as bagagens com o raio X porque não recebem malas com bens de valor, como notebooks, aparelhos eletrônicos em geral, dinheiro ou joias – e também para ver se você não está plantando uma bomba relógio no aeroporto, claro.

Independentemente do peso ou do tamanho, é cobrada uma taxa de 100 baht por dia (R$ 5,60), calculada no dia em que você vem retirar a bagagem de volta (parece que depois de 1 mês de depósito, a taxa sobe para uns 120 baht por dia, mas não lembro bem). Por isso mesmo, encha com tudo o que puder uma única mala, para fazer valer mais o dinheiro.  Só guarde o comprovante da entrega com o código da mala (se perder, eles conseguem conferir pelo passaporte, que precisa ser copiado na hora de deixar a mala, para registro). O tempo máximo de permanência é de 6 meses, depois do qual a empresa tem o direito de ficar com a mala.

Livres das malas, fizemos o check in com a Bangkok Airways (uma fila monstra que levou cerca de 40 minutos, o que não melhora muito nos guichês dedicados a quem fez check in pela internet) e fomos almoçar, por precaução (afinal, era a tal da NOK Air que faria a viagem até Chiang Mai, na verdade). Há vários restaurantes e lanchonetes, mas quase todos ficam depois do controle do portão de embarque. No saguão de check in, só o que se vê são escritórios de companhias aéreas, órgãos oficiais e as filas dos guichês.

O voo foi feito com um Boeing 737 bem acanhado e meio velhinho, mas bem mantido, da NOK Air. Saiu com uns 15 minutos de atraso, só, e as refeições eram da Bangkok Airways – umas caixinhas bem completas com duas metades de sanduiches diferentes, suco, água e um bolinho doce (o suficiente para acharmos quase desnecessário ter almoçado no aeroporto antes da partida).

Não deu para ver muita coisa pela janelinha, porque na maior parte do tempo o céu estava bastante encoberto.  Cerca de 1h15 depois, estávamos aterrissando no aeroporto de Chiang Mai, que recebe voos inclusive de Hong Kong, Singapura e outras tantas cidades da própria Tailândia.

14/02/2012

Jantar cruzeiro no Rio Chao Phraya

O rio Chao Phraya é uma atração das mais importantes de Bangkok, porque a partir dele podem-se ver os principais pontos turísticos da cidade de um ponto de vista completamente diferente e sem o stress do trânsito, de quebra com a brisa mais fresca das águas.
A maioria dos mochileiros e do pessoal viajando sozinho ou com os amigos faz passeios pelo rio apenas usando o transporte público (Chao Phraya Express, do qual já falei nos posts sobre os deslocamentos em Bangkok), descendo de vez em quando em algum dos mais de 20 piers ao longo da cidade.

Para quem está com a família ou vai acompanhado, como era o meu caso, o mais legal é embarcar num dos jantares-cruzeiro que saem quase todas as noites na alta temporada, com uma duração média de 2 horas e ainda com direito a dancinhas típica a bordo. Há várias empresas fazendo esse tipo de passeio e a maioria inclui no preço o transfer de ida e volta entre o hotel do freguês e o ponto de partida e retorno do cruzeiro.

Algumas empresas, como era o caso da que escolhemos, inclusive oferece dois horários: um primeiro, entre as 18h e as 20h (o sol se põe às 18h10, por isso é uma boa para aproveitar a mudança da paisagem) e outro logo em seguida, das 20h às 22h.

Muitas das empresas usam barcaças tradicionais que eram (e ainda são) utilizadas no transporte do arroz das planícies centrais até Bangkok ou os portos no Pacífico – obviamente que totalmente remodeladas por dentro. Outras usam barcos mais modernos e maiores, com capacidade para mais gente. Aqui, a regra é simples: os menores cobram um pouco mais caro, os maiores cobram menos, porque conseguem levar mais gente.

O passeio é muito bem organizado e a comida bem servida. Assim que chegamos, vimos que os nomes das pessoas já estavam nas mesas (até tivemos receio de ter que dividir mesa com outro casal ou de ficar de costas para a frente do barco, mas logo vimos que eles tinham mesas maiores para família e menores para casais, de modo que ninguém dividiu mesa com estranhos). Um pouquinho depois que o barco saiu, já vieram as entradinhas e logo em seguida uma escolha de sopas.
Os pratos principais eram bem típicos da Tailândia, mas os molhos mais picantes sempre vinham à parte. Geralmente são porções pequenas, mas em grande variedade. No final, sobremesas, também típicas – tudo sempre acompanhado de bebidas como vinho e coquetéis.
Com relação á comida, eu daria nota 9,5 ou 10!

As danças típicas tailandesas, para quem não conhece, não são muito empolgantes –baseiam-se mais em movimentos das mãos e dos olhos da dançarina, vestida com trajes dourados, que faz movimentos bem curtos, geralmente só de lado. As musiquinhas enjoam logo, mas vale a experiência.

Já com relação às paisagens, também , tenho que dizer que vale bastante a pena o passeio. Os templos mais tradicionais, como o Wat Arum, as pontes mais modernas e os prédios do governo são todos bastante iluminados à noite, dando-lhes tons de dourado.
 
 
 
 

Tínhamos um pouco de preocupação também com o balanço em excesso do barco, até porque o rio tem bastante ondas, mas não nos sentimos mal em nenhum momento, porque a própria velocidade do barco já é o suficiente para mantê-lo sempre num mesmo movimento, sem pender para os lados.

REFERENCIAS:

- há várias empresas que fazem o passeio. Pesquisamos na internet e acabamos escolhendo a Loy Nava Tours (www.loynava.com), mas vimos outras com mais barcos e de tamanhos maiores (mas mais cheios), como a Chao Phraya Princess Dinner Cruise (www.thaicruise.com) e a Chao Phraya Cruise (http://www.chaophrayacruise.com) ;

- o passeio não é barato – pacote cruzeiro + jantar + bebidas + transfer fica nuns R$ 180 por pessoa, sem contar uma gorjetinha que o pessoal constrange a dar na saída, de uns R$ 5.

12/02/2012

Casa de Jim Thompson

 Outra das atrações turísticas de Bangkok que é figurinha sempre presente nos guias de turismo é a Jim Thompson House.

Jim Thompson era um aventureiro americano que, depois de ter conhecido a Tailândia durante a Segunda Guerra Mundial, apaixonou-se pelo país e decidiu lá estabelecer a sua residência. Com grande espírito empreendedor, ele percebeu que a indústria da seda, completamente deixada de lado nas décadas anteriores aos anos 1950, teria um grande potencial exportador no pós-guerra. Assim, montou ele próprio uma indústria de seda e de design, que acabou virando a marca até hoje mais famosa da Tailândia, com lenços, bolsas, vestidos e objetos de decoração.

A casa onde viveu também era cheia de excentricidades e, exatamente por isso, foi transformada num museu aberto a visitação. Ele queria morar em casas tradicionais de madeira (teca, uma madeira avermelhada típica da região), e por isso mandou trazer de diversas regiões do país casas de diferentes estilos construídas com esse material. Remontou-as num terreno que comprou perto de um dos mais importantes canais da cidade e usou cada uma como uma peça da casa, fazendo corredores entre elas e criando um amplo jardim com árvores tropicais. No interior, decorou tudo com antiguidades orientais e presentes que ganhou de visitantes ilustres.
 
 
Ninguém sabe exatamente como ou onde morreu Jim Thompson. O que se tem notícia, apenas, é que ele estava de férias fazendo trilhas pelas montanhas da Malásia. Uma das teorias diz que um caminhoneiro o teria atropelado e enterrado no bosque, para não ser descoberto. A empresa, no entanto, que já era grande quando ele morreu, continuou até hoje e tem filiais em todos os aeroportos internacionais do país e nos principais shopping centers.

O interior da casa só pode ser visitado em tours guiados, que partem do próprio pátio a cada 15 minutos, com duração aproximada de meia hora. Logo depois da entrada, as pessoas são separadas em grupos conforme o idioma que entendem (inglês, francês, alemão ou línguas orientais) e depois encaixadas nos horários disponíveis.
No final das contas, achamos o lugar até interessante, mas o tour (e especialmente a pobre da guia) muito chatinhos. A preocupação e o medo de que os turistas toquem ou derrubem alguma coisa é constante e isso deixa a guia totalmente tensa, sempre cuidando o que as pessoas estão fazendo ou onde estão parando.

Só recomendaria esse lugar para alguém que se interesse por decoração ou por arquitetura, ou se virou fã da marca Jim Thompson, porque realmente não vale muito a pena para outros propósitos...

REFERÊNCIAS:

- o lugar fica num beco sem saída a apenas duas quadras da estação National Stadium do SkyTrain, de onde há placas indicativas;

- o ingresso custa 100 baht por pessoa (cerca de R$ 5,60);

- o horário de visitação é das 9 às 17h, todos os dias, sem fechar ao meio dia.