24/03/2011

Finalmente

Finalmente saiu a liberação do primeiro voo direto entre Porto Alegre e a Europa. Os gaúchos não precisarão mais depender de Rio, São Paulo ou Brasília num voo para o Velho Mundo já no mês de junho.

No site da TAP, já é possível encontrar tarifas com taxas incluídas por R$ 1771 ida e volta.

Segundo a notícia veiculada na ZH de hoje, os horários e preços são os seguintes:

Porto Alegre-Lisboa
Voo: 160
Dias: 4ªf e dom.
Decolagem: 21h42min
Pouso: 8h20min

Porto Alegre-Lisboa
Voo: 162
Dias: 2ªf e sáb
Decolagem: 19h26min
Pouso: 6h05min

Lisboa-Porto Alegre
Voo: 163
Dias: 4ªf, sab. e dom
Decolagem: 5h40min
Pouso: 16h56min

PREÇOS DE IDA E VOLTA

Classe econômica
> Baixa temporada
Menor preço: US$ 799
Maior preço: US$ 999

> Alta temporada
Menor preço: US$ 999
Maior preço: US$ 1.150

Baixa temporada: 12/6 a 24/6 e 19/7 a 31/7
Alta temporada: 25/6 a 18/7

Classe executiva
US$ 3.996 (o valor não varia entre as temporadas)

21/03/2011

Vulcão Villarrica



No próximo post, conto detalhes da subida à cratera do Vulcão Villarrica, o passeio mais legal e diferente que é obrigatório para quem vai a Pucón e tem disposição para encarar 5 horas de subida mais 1 hora de descida (fazendo esqui-bunda!). Por enquanto, algumas fotos.

16/03/2011

Tour pela região e águas termais

Como ocorre na maioria das cidades parecidas com perfil turístico de aventura, Pucón tem dezenas de agências de turismo locais, sem muita expressão na internet, que realizam quase os mesmos passeios, sem grandes variações de preço ou de qualidade entre si. Muitas são apenas "arrebanhadoras" de turistas para grupos maiores, que são conduzidos por uma terceira agência, que emprega os profissionais que fazem propriamente o rafting, a escalada, a cavalgada, etc.

A maioria dessas agências se concentra na avenida principal da cidade, a O'Higgins, e na Calle Ansorena. Foi para lá que rumamos logo depois que tomamos o café da manhã em nosso primeiro dia na cidade, depois de uma noite muito bem dormida.

Conhecemos dois casais de Brasília no hotel que nos recomendaram uma agência em especial, a Araucarias, a respeito da qual a proprietária da pousada também falou. Fomos até o local e conhecemos o dono, que nos pareceu muito solícito e confiável. Já deixamos acertado com ele a subida até o topo do vulcão, que seria nosso objetivo principal na cidade, para o dia seguinte, que último dia do ano, e um rafting para o dia 1º de janeiro (coisa um tanto difícil, já que os guias costumam tirar folga nesse dia ou simplesmente não aparecer para trabalhar por causa das festas de fim de ano, segundo o dono).

Para aquela primeira tarde na cidade, aderimos a um tourzinho pela região que ele tinha programado com os brasileiros da nossa pousada, que terminaria num ida às piscinas termais naturais de Los Pozones. A ideia era uma visão geral das redondezas, e na hora marcada lá estávamos nós embarcando no microônibus.

A primeira parada foi nos Saltos de Mariman (fotos acima), uma reserva natural ao lado do Rio Trancura, onde também se faz o rafting na região. Apenas demos algumas caminhadas por umas trilhas bem fáceis no meio do mato, para ter a vista de algumas quedas d'água. Como o rio é forte e água bem fria, não havia nenhum lugar apropriado para um banho, apesar do calor forte que fazia àquela hora, no meio da tarde.

A segunda parada do tourzinho foi nos Ojos del Caburgua, uma área de nascentes dos rios da região e dos principais afluentes do Lago Caburgua, um espelho d'água que fica a oeste de Pucón. A propriedade onde ficam as nascentes é particular e por isso se paga um ingresso a parte do passeio para conhecê-la.

Ali há diversas passarelas de madeira construídas no meio do mato, que é cheio de buracos, elevações e caverninhas, além de pinguelas para atravessar os riachos. Quase não bate sol no lugar, de tão densa que é a vegetação. A visão dos "ojos" propriamente ditos é muito bonita, com uma água cristalina, cheia de quedas d'água. Há uma parte acima de uma das quedas de água que é bem tranquila, em razão de umas represas naturais que se formaram com troncos e galhos caídos, que até permite um banho.

O terceiro ponto do passeio é o Lago Caburgua, um balneário lacustre mais tranquilo que as praias do centro de Pucón. O lago é formado por rios e por água da neve derretida das montanhas ao redor e fica dentro de uma área de Parque Nacional que vai quase até a fronteira com a Argentina. Há algumas casas de veraneio nas redondezas, pedalinhos e caiaques para aluguel e um pier de onde dá até para arriscar alguns saltos na água.

A paisagem tem um quê de Suíça no verão, muito bonito e tranquilo mesmo. O clima ali é bem família, com crianças comendo pipoca, carrinho de sorvete para lá e para cá e gente fazendo piqueniques nas matas ao redor do lago.

Por fim, o descanso merecido nas piscinas térmicas de Los Pozones. Essa estação termal é uma das que tem piscinas formadas com pedras que fazem represas da água que sai do solo, antes que ela escoe para o rio. Algumas outras estações da região são feitas com piscinas artificiais, de ladrilhos e azulejos, como num clube de piscina normal. Acho que é bastante válido conhecer as piscinas que são mais rústicas como essa.

A água tem temperaturas variadas, conforme o nome da piscina indicado nas placas. Algumas são de mais de 45°C, por isso quem tem pressão baixa não pode ficar muito tempo. Em algumas, eu confesso que nem consegui entrar, porque era só colocar o pé que ele já ficava vermelho. Para quem gosta (eu me arrisquei algumas vezes), há um rio de correnteza rápida, mas rasinho, com água bem gelada recém derretida da montanha bem ao lado, para fazer o "contraste".

Por questões de segurança, é proibido beber no local, mas dizem que à noite (o local só fecha perto da meia-noite) essa regra é frequentemente quebrada tanto por locais como por turistas. Tudo é bem rústico e é difícil até mesmo conseguir um canto para trocar de roupa, mas a experiência relaxante de ficar saltando de uma piscininha quente para outra no meio daquelas montanhas vale muito a pena.

14/03/2011

Pucón


Pucón é uma cidadezinha de pouco mais de 20 mil habitantes, situada no interior da região da Araucanía, que se transformou em um dos mais importantes destinos turísticos do Chile. Seu nome, na língua dos índios mapuche, significa "entrada da cordilheira" e é exatamente esta a função que a cidade assumiu para os turistas.

O lugar já tinha, por natureza, todos os elementos que precisava para ser uma cidade com grande potencial turístico: um lago com praias de areias negras naturais, florestas de araucárias, um vulcão com o formato de cone dos mais perfeitos do mundo (com uma cratera saindo fumacinha sempre, como nessa foto de cima do post), águas termais naturais, rios de águas cristalinas, com cascatas e corredeiras e um clima com estações bem definidas.

Quando chegamos lá à noite e tomamos um táxi para percorrer as poucas quadras entre a estação rodoviária e a pousada que tínhamos escolhido (essa da foto abaixo, chamada Hostal Geronimo, na época custando apenas US$ 55 por casal cada noite), não percebemos nada de diferente ou especial na cidade. Mas foi só acordar no dia seguinte e sair para o lado de fora para ter a visão espetacular do vulcão dominando a paisagem, mesmo de dentro da cidade.
O vulcão Villarrica está sempre ali, ao fundo, no lado oeste da cidade. A simples sensação de estar numa cidade com uma presença daquela magnitude à espreita, que pode até assustar alguns com receio de erupções, dá uma energia especial ao lugar.

O lago, também chamado Villarrica, contorna dois "lados" da cidade e permite inclusive que uma praia, com guarda-sol e tudo, seja montada para que as pessoas se banhem na água enquanto enxergam, simultaneamente, a neve no cume do vulcão.
O perfil da cidade permitiu que tudo quanto é tipo de atividade turística fosse desenvolvida ali. Hoje, as opções oferecidas vão desde a famosa subida à cratera do vulcão até o aluguel de jet skis, passando por cavalgadas, arvorismo, rafting, banhos nas piscinas termais naturais, esqui e snowboarding no inverno, pesca esportiva, caiaques e muito mais atividades.

Paralelamente a tudo isso, a cidade ainda tem uma arquitetura que lembra Gramado ou Bariloche, com prédios construídos num estilo colonial alemão, quase sempre com madeiras da região e inspiração europeia nos telhados e fachadas.

Foi nesse lugar que minha mulher e eu centramos 4 noites das 9 que passamos naquela viagem ao Chile, tendo Pucón se tornado um dos lugares que mais gostamos de ter conhecido em nossas viagens até hoje.

12/03/2011

Santiago - Pucón com a Sky Airlines


O Chile tem basicamente duas grandes empresas aéreas que cobrem as principais cidades do país e que competem entre si: a Lan, que agora está comprando a nossa TAM e que se equivale a essa empresa em termos de filosofia de serviço, e a Sky, que equivale a nossa Gol nas estratégias comerciais.

Para os brasileiros que querem comprar suas passagens a partir do Brasil, a Sky é quase uma desconhecida, porque privilegia a venda direta no seu próprio site e, além disso, acaba restringindo a compra das tarifas mais baratas a cidadãos chilenos ou nas operações feitas dentro do próprio Chile. Apesar de todos os pesares, por questões de conveniência de horário e preço, decidi comprar nossas passagens para ir até Pucón pela Sky.
Fiz a compra aqui pelo Brasil, com agência de viagem, e acabei morrendo com uns R$ 80 reais a mais de comissão do agente, porque nem eles (nem eu) sabiam que a Sky não paga comissão a intermediários. No fim da história acabou saindo bem caro: cerca de R$ 600 por pessoa no trecho ida e volta Santiago - Temuco, que é a cidade que tem aeroporto com voos regulares mais perto de Pucón, onde queríamos passar 4 noites, inclusive a virada do ano.

Recentemente, houve um post sobre essa companhia no blog "Aquela Passagem", que pode ser conferido na página http://www.aquelapassagem.com.br/sky-airline-chile-uma-alternativa-a-lan-no-chile/
Baía de Concepción
Vulcão Illaima ao fundo

Como já comentei naquele blog, tivemos uma experiência desagradável em razão do calor excessivo que fazia dentro do avião enquanto esperávamos a decolagem e na conexão que fizemos em Concepción. O ar condicionado parecia não dar vencimento enquanto a aeronave estava em solo. Tirando esse grave inconveniente, no mais não tivemos queixa. Pontualidade, comida boa, serviço tranquilo, inclusive, segundo nos disseram, bem melhor que o que a Lan vinha oferecendo naquela mesma rota.

O grande fator que nos levou a chegar mortos de cansados em Pucón, no entanto, não teve nada a ver com a companhia aérea. A questão é que, embora a distância entre Temuco e Pucón seja de apenas 100km, os ônibus que fazem o percurso levam quase duas horas para percorrer o trajeto.

Pegamos um desses na rodoviária de Temuco, depois de vir de táxi do aeroporto, e só fomos chegar em Pucón quase às 22h daquele mesmo dia, morrendo de vontade de cair numa cama e dormir bastante.
Embora esse tempo possa ser um pouco reduzido contratando algum transfer, não dá para evitar o desgaste dessa distância toda (e também de ficar se perguntando porque Pucón tem um aeroporto - codigo ZPC - e não existem voos regulares para lá o ano inteiro...).

10/03/2011

Mais fotos de Viña

Embora não tenha gostado tanto de Viña pelos motivos pelos quais fomos para lá, como contei no post anterior, tenho que reconhecer que a cidade é bem fotogênica. Seguem mais algumas "instantâneas" da cidade...

08/03/2011

Viña del Mar

Viña del Mar foi, de certa forma, uma decepção mim e para a Gisele. Quando viajamos ao Chile na virada do ano em que ficamos noivos, pretendíamos incluir numa viagem só praia, neve, floresta, o velho, o novo, campo, cidade... Foi justamente no quesito praia, que seria o papel de Viña de satisfazer, que nossos planos não deram tão certo.

Logo que chegamos à cidade e nos dirigimos ao hotel, um Best Western próximo da estação rodoviária e da estação de metrô, bem ao lado da larga rodovia que leva a Valparaíso, achamos tudo muito muvucado, meio sujo e sem nada de especial.

De fato, a cidade é dividida em duas partes pelo "rio" Marga Marga (na verdade um leito quase seco, que inclusive é usado como estacionamento). Do lado em que estávamos, mais ao sul, fica o centro comercial, a igreja matriz, um bairro de casas luxuosas no alto de um morro, a Quinta Vergara, etc. Mas tudo por ali parece mais com o centro de uma praia brasileira, naquela alta temporada em que é gente por tudo quanto é lado.

Quando atravessamos para o outro lado, ao norte, começamos a ter uma impressão melhor da cidade, com cassinos, grandes parques com chafarizes, prédios modernos e a praia. Mas aí, quando chegamos mais perto, vimos que o mar, além de agitado era muito, muito frio, e que o troço estava mais para piscinão de Ramos do que para uma praia chiquezinha, que tínhamos na cabeça.
Talvez tenhamos dado azar por ter chegado à cidade apenas alguns dias depois do ano-novo, quando há vários festivais e festas populares na praia, com shows de queima de fogos e de artistas nacionais na areia, mas o fato é que tudo estava muito sujo, especialmente com lixo de copos plásticos, garrafas pet, confetes, serpentinas, e tudo mais. Não deu a mínima vontade de alugar uma cadeira e ficar naquela praia, só de dar as caminhadas que demos ao longo do extenso calçadão.

Pensando um pouco melhor, acho que criamos uma expectativa que não correspondia à realidade sobre o lugar.

No dia seguinte, já com mais tranquilidade e sem a pressão da "estreia" na cidade, até conseguimos ver as belezas do lugar, aquelas que fazem os cartões postais de Viña.

O relógio de flores, símbolo da "Cidade Jardim", fica bem na curva da estrada, próximo ao mar, quando se dirige a Valparaíso - portanto bem longe da praia, que fica bem mais ao norte.
Com um pouco mais de atenção, começamos a perceber que todos os postes tinham vasos de flores no alto, ao lado da iluminação, que são mantidos durante o ano interiro por jardineiros da prefeitura, segundo nos disse um taxista.

Os castelinhos na beira da água, o pôr-do-sol no Pacífico, as linhas de coqueiros organizadamente plantados, as sorveterias e lancherias cheias no fim de tarde, com bastante variedade de opções, acabaram mostrando o porquê da cidade ser tão famosa no Chile.
Enfim, o segredo em relação a Viña é não ir esperando uma praia maravilhosa, mas uma cidade turística voltada para famílias, com atrações bonitinhas, um certo charme romântico, e não muito mais do que isso.

06/03/2011

Valparaíso - parte III



Caminhando meio que sem rumo por Valparaíso não é difícil perceber como a cidade tem um ar de decadência. Muitos dos casarões luxuosos de antigamente que não foram aproveitados como centro de exposições, restaurante ou hospedagem estão abandonados, com vidros quebrados e até mesmo com lixo em seu pátio.

Na parte baixa da cidade, onde ficam os prédios públicos, tudo tem cara de que parou há uns 80 anos atrás e hoje não parece haver muito sentido numa concentração tão grande de serviços públicos, comércio e poder num lugar como aquele.

Muitas das pessoas que conhecem a cidade acabam não gostando do lugar, justamente por essas questões, mas outras tantas, como eu, conseguem enxergar naquilo tudo um lugar diferente para se conhecer. Não posso deixar de recomendar um passeio com mais calma à cidade, porque realmente a achei muito diferente de outras tantas.

Para quem fica mais alguns dias na região, Valparaíso pode ser um bom ponto de partida para a terceira casa de Pablo Neruda, em Isla Negra. Lá foi o lugar onde o artista viveu por mais tempo e que parece ser o mais interessante de todos.

No caminho, ainda é possível conhecer a maior piscina do mundo, em Algarrobo, numa espécie de condomínio de apartamentos privativos, mas que permitem a entrada de visitantes mediante o pagamento de uma taxa um pouco salgada, mas que vale a pena para quem quer matar a vontade de ir na tal piscina.

OBS: em tempo: o Congresso Nacional do Chile, que fica em Valparaíso, é esse da foto abaixo. Uma perda de tempo ir até lá. Além de feio, de ficar numa região sem nenhum atrativo, pelo que soube não é possível visitar por dentro.