30/11/2012

Passeios em Lisboa – Parque das Nações (parte 2)


Um passeio pelo Parque das Nações não é completo sem uma visita ao Oceanário de Lisboa.

O oceanário é um grande complexo de aquários e ambientes que reproduzem os habitats marinhos de quase todas as regiões costeiras e marítimas do mundo. Há ambientes como a costa da Antártida, com direito a pinguins em meia a rochas com neve em cima, e outros extremamente quentes e úmidos, reproduzindo o Caribe ou regiões de mata tropical alagadiças.

O passeio pelo oceanário, além de agradar muito às crianças, entretém bastante os adultos. A primeira vez que conheci o lugar gastei pelo menos duas horas lá dentro – boa parte desse tempo em frente às janelas do aquário central principal, onde estão espécies de tudo quanto é tipo de animal marinho nadando amistosamente num mesmo ambiente.





A sensação de ver uma arraia nadando naquela imensidão azul é muito legal, como se ela estivesse voando. De tanto em tanto, um tubarão com cara ameaçadora ou de algum jeitão esquisito, como tubarões-martelo, servem para dar um susto. Enquanto isso, cardumes nervosinhos de peixes e tartarugas fazem os papel de coadjuvantes no aquário.

Nos aquários menores, há animais mais curiosos, como os cavalos-marinhos, os peixes-dragão e outros mais raros, como aqueles peixes-palhaço iguais ao Nemo, da Disney.

Uma das principais atrações dentro do aquário é um casal de lontras marinhas, bem peludinhas, que ficam quase sempre boiando de barriga para cima e fazendo gracinhas com as mãos. É claro que isso é bem explorado na lojinha dos souvenires da saída, com chaveirinhos e réplicas dos bichos de todos os tamanhos.

A construção do Oceanário foi feita justamente para a Exposição, como peça central da mostra sobre os mares do mundo inteiro. Um ingresso para o lugar, hoje em dia, está custando cerca de 11 euros  (14 se for ver a exposição temporária também) – caro perto de outras atrações turísticas em Lisboa, mas certamente recompensador.

Para saber horários e mais informações, visite a página oficial do lugar: http://www.oceanario.pt/

Se tivesse que indicar outra das atrações imperdíveis da região, indicaria o passeio de teleférico, que além de proporcionar uma bela vista de toda aquela parte da cidade e do rio, ainda funciona como meio de transporte até o extremo oposto do Parque, próximo à Ponte Vasco da Gama – que por si só também é uma atração, para quem gosta de arquitetura e de pontes.


29/11/2012

Passeios em Lisboa – Parque das Nações (parte 1)


Um dos melhores passeios a serem feitos por quem está de passagem por Lisboa, seja a primeira ou quinta vez na cidade, é curtir a região conhecida como Parque das Nações, às margens do Tejo, mas no extremo oposto da cidade, em relação a Belém.

Essa região estava bastante degradada até o final dos anos 90, quando foi revitalizada para a realização da Exposição Mundial de Lisboa, em 1998, que teve como temática os mares do mundo. Foram construídos imensos pavilhões, uma nova estação de trens e metrô, um amplo calçadão para caminhadas e esportes, um teleférico com vista de tudo isso e uma torre, bem ao lado da nova ponte que passou a ligar a capital portuguesa ao sul do país. Ah, além de tudo isso, a joia da coroa: o Oceanário de Lisboa.

O lugar é bastante diferente do resto da cidade, porque foi todo concebido a partir de uma arquitetura moderna. A renovação do local atraiu também bastante hotéis, voltados a um público mais executivo do que turístico, comércio (há um grande shopping center bem em frente à Gare do Oriente) e muitos restaurantes e barzinhos. É um Puerto Madero portenho ainda melhor e mais amplo, digamos assim.



O Parque das Nações é relativamente distante do centro antigo da cidade, mas é facilmente acessível por metrô ou por trens metropolitanos. Para quem está chegando à cidade ou indo embora pelo aeroporto, não poderia ser mais fácil: são apenas 5 minutos de táxi entre a Gare do Oriente e o Terminal de Passageiros do Aeroporto.

Na segunda vez em que estive por lá, fiz questão de me hospedar por ali mesmo, dadas essas facilidades. Foge-se um pouco das grandes concentrações de turistas e se aproveita o que a cidade tem de melhor, juntamente com a população local. Ah, e como os hotéis geralmente são de redes conhecidas, consegue-se preços bons por acomodações relativamente mais novas e padronizadas, inclusive com vista para o Rio Tejo.

Aquele que é propagandeado como o maior outlet da Europa, o Freeport, em Alcochete, é facilmente acessível por vans que saem da região da Gare do Oriente e que, depois de atravessar a ponte Vasco da Gama, deixam o turista no complexo de compras (são cerca de 20km).



A dica, por ali, é chegar na metade da tarde, conhecer alguma das atrações e depois dar uma caminhada pelos calçadões até a hora que der fome ou sede, para então aproveitar algum dos restaurantes. Há bicicletas e patinetes para alugar e, algumas vezes, até mesmo aqueles aparelhos moderninhos (que sempre esqueço o nome) onde a pessoa fica de pé e aciona o motor simplesmente com a força do corpo. 

27/11/2012

Passeios em Lisboa - Belém (parte 2)

Belém ainda tem outras duas importantes atrações no roteiro de um mochileiro de primeira viagem em Lisboa: a Pastelaria e o Mosteiro. 

Com relação ao mosteiro, acabamos "comendo mosca" na primeira vez em que estive na cidade. Entretemo-nos com o Padrão dos Descobrimentos e com a Torre de Belém e não nos demos conta de que a última entrada na atração só era permitida até as 16h30. Por isso, acabamos ficando do lado de fora, só com a vista externa. 


Foi apenas em 2011, de passagem pela cidade entre um voo e outro, que acabei conhecendo o interior do Mosteiro dos Jerónimos, que é outra das 7 Maravilhas de Portugal. 

O mosteiro é o equivalente português de um panteão dos heróis da pátria (muito embora o Panteão propriamente dito fique no bairro da Alfama). Ali estão enterrados personagens como Luís de Camões, Vasco da Gama, Fernando Pessoa e Alexandre Herculano, entre outros vários monarcas portugueses. 

O mosteiro teve sua maior parte concluída ainda nos anos 1500 e representa bem a riqueza que o país vivia com os recentes descobrimentos daquela época. 


O lugar é bastante amplo e apesar do grande número de pessoas que o visita, bastante agradável de se conhecer. 

Personagens mais antigos, como Camões e Vasco, têm estátuas ornadas cobrindo seus sarcófagos, dentro da própria igreja do mosteiro. Mortos mais recentes, como Pessoa, têm lápides mais discretas e modernas. 




O mosteiro, como o nome indica, pertencia à Ordem de São Jerônimo, e foi construído num estilo gótico bem representativo da arquitetura portuguesa. Não tem tantos detalhes como alguns outros mosteiros conhecidos do país (em Batalha e Tomar, por exemplo), mas é muito impressionante pela magnitude da construção. 

Uma visita ao local toma pelo menos 1 hora, se for feita com um mínimo de atenção.

Para terminar o passeio por Belém e também para recuperar as energias, nada melhor do que encarar uma fila de turistas ansiosos para entrar na Pastelaria de Belém.



Os tais pasteis, para quem não sabe, são tortinhas assadas de nata, no formato de uma empada. São levemente crocantes por fora, às vezes até queimadinhas em alguns pontos, e têm creme por dentro. 

A receita dos pasteis de Belém é registrada e por isso só aqueles que são feitos nesse estabelecimento podem ser chamados como tal. A sua história está intimamente ligada ao Mosteiro vizinho, já que foram os clérigos que começaram as vendas por volta de 1820. 

Os pasteizinhos são bons e baratos e vale realmente a pena provar. Obviamente, há outras opções de comida no lugar. Se a pressa for muito grande, existe um serviço que vende os pasteis em sistema take away, que anda bem mais rápido do que a espera por uma mesa. 

25/11/2012

Passeios em Lisboa - Belém (parte 1)


Depois de uns 2 meses parado sem postar, retomo os relatos sobre Portugal, contando principalmente como foi o mochilão que fiz por lá em setembro de 2008, com algumas informações extras de outra viagem em outubro de 2011.

No último post sobre a chegada à cidade, falei um pouquinho do albergue em que nos hospedamos – na época considerado o melhor do mundo pelo Hostelworld. Pois bem, assim que nos instalamos, descemos para almoçar e já fomos atrás de um item obrigatório para quem quer fazer bastante coisa em pouco tempo enquanto está de passagem por Lisboa: um passe de transporte público.

Depois de pegarmos algumas informações no escritório de turismo da cidade na própria Rua Augusta, decidimos que o melhor era pegar passes de 24 horas para o metrô, incluindo bondes e ônibus. Fomo até a praça do Comércio – aquela dos Arcos da Rua Augusta e esperamos um bonde para Belém.


A Praça do Comércio, muito embora seja um dos cartões postais de Lisboa, não é um lugar que apresente muito interesse turístico. Há vários órgãos públicos funcionando por ali e várias conexões de ônibus urbanos e bondes – mas além de uma foto com os arcos, não há muita coisa.

Cabe apenas o registro de que foi nesse lugar que mataram o Rei Dom Carlos I e o príncipe herdeiro Luís Felipe, em 1908. Com isso, o segundo filho mais velho do rei assumiu o trono, até que pouco tempo depois fosse derrubado num golpe que pôs fim à monarquia portuguesa.

O trajeto entre a Praça do Comércio e Belém é feito num bonde bem moderno, ao estilo daqueles que existem em Amsterdam – e bem diferente de outros clássicos que circulam por regiões mais antigas, como a Alfama. É bem caro: custa cerca de  3,65 euros por pessoa, se a tarifa for paga a bordo. Em 20 minutos se chega a uma estação próxima da famosa Pastelaria de Belém e a uma praça que separa os principais monumentos da região.  

Belém é um dos bairros mais importantes de Lisboa, do ponto de vista turístico. Ali estão 2 das “7 Maravilhas de Portugal”: a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerônimos. São pontos obrigatórios também o Padrão dos Descobrimentos e a Pastelaria, de que falei acima. Era dali que partiam os navios em direção à América, nos tempos do Descobrimento.

Belém é um bairro com espaços amplos, avenidas largas e com boas opções de lazer, às margens do Rio Tejo. Há muitos restaurantes e barzinhos abertos o dia inteiro e, nos dias de sol, muita gente caminhando, patinando ou andando de bicicleta. SÓ VALE UM AVISO IMPORTANTE: SEGUNDA-FEIRA BOA PARTE DAS ATRAÇÕES É FECHADA, POR ISSO EVITE IR LÁ NESSE DIA.

Assim que chegamos por ali, demos de cara com um obelisco em cujo topo fica uma estátua de Vasco da Gama, bem no meio de uma praça. Cruzamos toda ela sob um sol bem forte para chegar ao túnel por baixo da avenida, pelo qual se passa para chegar ao Padrão dos Descobrimentos.


O Padrão dos Descobrimentos foi originalmente feito como um monumento temporário para uma exposição em 1940 e, assim como a Torre Eiffel, caiu no gosto do público e por isso foi tornado definitivo. Uma réplica em concreto foi construída e inaugurada em 1960.

O monumento tem um formato alusivo a uma nau portuguesa, quando olhado de lado. Para quem olha ele de trás, tem o formato de uma cruz.



Em ambos os lados, estão estátuas dos grandes nomes da história portuguesa, inclusive o nosso Pedro Álvares Cabral.


O interessante é que se pode subir nele, por dentro – e o que é melhor, de elevador. Lá de cima, a vista de todo o bairro de Belém e do Rio Tejo é muito bonita. Olhando para baixo, na parte da frente (próxima ao rio), pode-se ver as estátuas de cima, como se a pessoa estivesse no alto de um navio.

Na parte de trás do monumento, percebe-se o que eu não tinha visto quando cheguei: a calçada que dá acesso ao Padrão tem um mosaico que representa um grande mapa do mundo antigo, em meio a uma rosa-dos-ventos.


O visual do monumento se complementa pela Ponte 25 de Abril, uma ponte pênsil ao estilo da Golden Gate que liga Lisboa ao sul do país, a partir de Almada.


A uns bons metros do monumento, fica a famosa Torre de Belém, um monumento que fazia parte do esquema de defesa da foz do Rio Tejo e que foi construído por volta de 1514.

A torre é muito bonita e cheia de detalhes, num estilo manuelino. Foi utilizada por um tempo como aduana, em outros como farol, como estação de telégrafo e até como prisão para presos políticos.



Embora seja mais conhecida, a torre é mais interessante de se ver do que de se conhecer por dentro, já que não há muito o que ser visitado na sua parte de dentro. Se estiver na correria, vale mais a pena fazer o Padrão e o Mosteiro ali perto.