26/09/2008

Visto na Inglaterra? Talvez não!

De acordo com reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo, autoridades britânicas e do Itamaraty chegaram a um acordo durante reunião realizada em Brasília, na última segunda-feira, em que a Grã-Bretanha teria desistido de exigir vistos de brasileiros e retiraria o nome do Brasil de uma lista de 11 países que não combatem a imigração ilegal.

Procurados pela BBC Brasil, a embaixada britânica em Brasília e o Ministério do Interior britânico não confirmaram a informação de que o governo não cogita mais introduzir o visto para turistas brasileiros.

Segundo o governo britânico, foi estabelecido um "programa de atividades recíprocas" em que ambos os países se dispõem a discutir temas relativos à imigração ilegal e "novos encontros devem ser realizados até o fim do ano para avaliar o desempenho das atividades".

"Ambos os países estão comprometidos em evitar que a introdução seja necessária, mas a fase ainda é de negociações", declarou a assessoria do Ministério do Interior.

Tumulto
Em julho, a Grã-Bretanha divulgou uma lista de 11 países de fora da União Européia considerados "de risco" para o país em termos de imigração ilegal e anunciou que poderia passar a exigir vistos para seus cidadãos. Além do Brasil, estavam na relação Bolívia, Botsuana, Lesoto, Malásia, Ilhas Maurício, Namíbia, África do Sul, Suazilândia, Trinidad e Tobago e Venezuela.

Se a nova lei for adotada, os cidadãos brasileiros que pretendem visitar a Grã-Bretanha a partir do ano que vem precisarão de um visto de seis meses que deverá ser expedido antes que deixem o Brasil. Atualmente, um acordo entre a Grã-Bretanha e o Brasil permite que brasileiros permaneçam no país europeu sem visto durante 90 dias. As exceções são para estudantes ou pessoas que viajam a trabalho, que precisam de visto para entrar no país.

Na avaliação de Barretto, o governo britânico se precipitou ao incluir o Brasil na relação de países considerados de risco. "A importância econômica que o Brasil tem hoje faria com que isso fosse um impeditivo para negócios e turismo e causaria um grande tumulto", afirmou Barretto.

"Um dos meus objetivos era mostrar a importância do comércio bilateral entre Grã-Bretanha e Brasil e mostrar os efeitos que o visto causaria", acrescentou.

BBC Brasil

25/09/2008

Parênteses

Vou abrir um parênteses nas histórias de Paris para comentar alguma coisa sobre esse recente sobe e desce do câmbio.

Numa situação como a atual, em que o mês começou com o dólar custando cerca de 1,60 e chegou a ver a mesma moeda sendo vendida a 1,96, o negócio é não se desesperar. Afinal das contas, se você já está com tudo planejado e, principalmente, com a passagem paga, o "prejuízo" com a oscilação não será tão grande - no máximo uns 15%. Nada que um apertozinho nos excessos da viagem não compense.

Ademais, outra questão que deve ser levada em consideração é que é o dólar que está oscilando em relação a muitas moedas. A oscilação entre real/euro e real/libra, por exemplo, é muito menor. Quando a comparação é feita com moedas latino-americanas, percebe-se que a oscilação é quase nula, na maioria das vezes.

A não ser que você esteja indo pros EUA, o dólar só afetará realmente a compra da sua passagem aérea (se ainda não comprou, talvez seja melhor esperar um poquinho até baixar a poeira), mas não as suas demais despesas. Há agências até mesmo trabalhando com euro nas passagens à Europa.

Algumas dicas para minorar os efeitos da crise:

- se a coisa está dando sinais de que vai piorar, faça seus saques e compras no exterior no débito, e não no crédito. Pelo menos assim você tem certeza de quanto está pagando pelo seu dinheiro e não fica naquele suspense estressante até vir a fatura...

- se você tem dólar guardado - não sou economista, só palpiteiro - acho que é um bom momento para usá-lo, pois a valorização daquela moeda, dizem, não vai muito além do que estamos vendo...

- evite as casas de câmbio nos aeroportos no exterior - as do centro da cidade são bem mais favoráveis a você, tanto em taxas como na cotação...

- e lembre que, apesar de estarmos num momento meio ruim na economia, era muito pior um ano atrás, pior ainda dois anos atrás e ainda pior três anos atrás, e assim por diante, até 1999, quando deu aquele estouro no câmbio, do qual só estamos nos recuperando agora!
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23/09/2008

Paris - Invalides


A maioria das pessoas só passa pelo Hotel des Invalides como atalho para chegar até o santuário onde está enterrado Napoleão Bonaparte.

Tivemos uma das melhores surpresas de Paris ao decidir conhecer esse museu, que fica num antigo asilo para veteranos de guerra inválidos (daí o nome "Invalides"). O lugar é mantido pelo Exército Francês e é o melhor museu de guerra e de história das armas que já vi na vida.

Há um setor inteiro dedicado a mapas e outro a maquetes de guerra.

Outro setor é dedicado à evolução dos exércitos, desde o tempo das cavernas até os soldados modernos dos americanos, passando pelas armaduras medievais e pelos soldados dos exércitos reais.


Uma das partes mais legais é da II Guerra Mundial. Há muita mobília nazista, fotos inéditas, áudios e filmes explicativos, objetos de campos de concentração, coisas sobre a Resistência Francesa e por aí vai.


Prevíamos ficar pouco mais de meia hora no lugar e acabamos ficando mais de 3 horas. Recomendo!

Depois de visitado uma das melhores e desconhecidas atrações na cidade, fomos para o túmulo de Napoleão, que fica sob aquela cúpula dourada que se vê de várias partes de Paris, inclusive da Torre, logo ao lado do Champ de Mars.
No monumento a Napoleão, tudo é referência e idolatria a ele. Há referências a todas as grandes obras e políticas que ele desenvolveu e, ao centro de tudo, o "sarcófago".


21/09/2008

Paris - Musée d'Orsay





O belo dia que se iniciou quando fomos para La Defense não durou muito, voltando a ser mais um daqueles dias nublados que persistiam em se apresentar na nossa estada em Paris. Quando chegamos no Musée d'Orsay, pegamos uma fila do lado de fora já sem sol.A fila era maior do que eu imaginava. Na verdade, não tinha muita noção da importância desse museu, mas acabei me surpreendendo e considerando-o como uma experiência melhor até do que tinha sido o Louvre.
O d'Orsay foi construído numa antiga estação ferroviária e inaugurado a não mais do que uns 20 e poucos anos. O lugar concentra a exposição de quadros do período posterior a 1800, reunindo muita coisa de Van Gogh, Matisse, Monet, Klimt e outros tantos.
A forma como as obras são expostas e o tamanho das salas permite uma visão mais próxima dos quadros. Dá quase vontade de tocá-los, já que não há proteção aparente.

Outro fato interessante é que são permitidas fotografias sem flash no museu inteiro, coisa rara na Europa.
Ao longo do museu inteiro, vimos muitas turmas de colégio tendo aulas de arte, inclusive crianças com menos de 8 anos. Muitos estudantes universitário também usam o lugar para fazer desenhos e estudos dos quadros, o que torna olugar não exclusivo de turistas, mas também freqüentado pelos locais.

Tenho sugerido a quem me pergunta que não deixe de ir a esse museu, nem que para isso tenha que sacrificar outra atração. Melhor fazer um d'Orsay bem feito , já que isso é possível numas 3 horas, do que um Louvre na correria, no mesmo tempo.

DICA: não esqueça de aproveitar o terraço do andar superior, de onde dá para ter umas vistas bem legais da cidade (ainda mais se der uma nesga de sol, como foi o nosso caso).

20/09/2008

Paris - La Defense

Tecnicamente, La Defense não faz parte de Paris. Seria uma cidade na região metropolitana. Mesmo assim, funciona como se fosse a mesma cidade, havendo inclusive duas estações de metrô - o que significa não precisar pegar RER para chegar até lá.
Eu tinha bastante vontade de dar uma passada lá, mesmo antes de chegar a Paris, porque tinha achado bem impressionantes as fotos que até então tinha visto do lugar. Os demais não estavam lá muito interessados, mas acabaram comprando a idéia e foi para lá que rumamos no início do nosso quarto dia em Paris.
Acabamos pegando bem a hora do rush, o que significa trens de metrô lotados de gente indo (nunca vindo) de La Défense. Muitos parisienses trabalham nas grandes empresas que têm suas sedes lá.
Tudo é muito, muito moderno, não tendo semelhança alguma com o estilo de Paris. Mesmo assim, o arco de La Defense marca o último ponto do "eixo histórico" formado pelo Arco de Brandemburgo em frente ao Louvre, o Arco do Triunfo e o próprio de La Défense, dando um sentido de que ali está o futuro da cidade.
Não entramos em lugar algum, porque, na minha opinião, o interessante da região são mesmo os prédios e esculturas arquitetônicas futuristas, que fazem a cabeça conforme o ângulo que se olha.

Acho que vale muito a pena guardar uma horinha para dar uma passada lá, afinal são só uns minutinhos de metrô a mais!

16/09/2008

Paris - que tal a frota?




As imagens falam por si... Um flagrante de alguns exemplares da frota parisiense, inclusive com o Civic Hatch, que a Honda faz questão de NÃO trazer para o Brasil.

13/09/2008

Paris - Bastilha


A região ao redor da praça da Bastilha (essa com a coluna da foto acima, mais famosa por ser onde ficava a prisão cuja queda marcou o início da Revolução) acabou sendo uma agradável descoberta, totalmente por acaso, na noite de domingo.

Segunda à noite, depois de conhecer a Torre e jantar perto do Pompidou, o Diego, o Rafael e eu fomos para lá para ver o que conseguiríamos achar de legal para fazer.
Havia bastante gente ao redor da praça, principalmente em restaurantes e bares com mesinhas na calçada. Depois de dar uma reconhecida no local, entramos num pub com o pouco criativo nome de Irish Pub, que acabou sendo uma opção bem legal.

Logo ali na frente, vimos aquele ator da Globo (que depois viria a ser o galã da novela das oito), Dalton Vigh, todo com cara de perdido, com umas duas feiosas ao redor. Vimos ele na chegada (por volta da meia-noite) dizendo às mulheres que já estava indo embora e duas horas depois, na volta, exatamente no mesmo lugar.
Depois do pub, entramos num barzinho "brasileiro" chamado Beco da Cachaça, onde aquele típico estereótipo de brasileiro (um moreno vestido com roupa de capoeirista) ensinava umas tímidas francesas a dançarem de samba a forró.

Deu para se divertir naquela noite, tanto que no dia seguinte voltamos, dessa vez já para jantar. Foi nessa vez que, pela primeira na minha vida, comi num restaurante tailandês. Muito bom, e o preço não era de mais do que uns 15 euros a refeição inteira (menu com entrada, principal e sobremesa, mais uma bebida).
Nessa segunda noite, catamos outros barzinhos na mesma ruela da noite anterior e, quando o movimento já estava diminuindo (por volta da 1h30), voltamos para os mais próximos da praça em si.
Não existe mais nenhuma coisa a respeito da prisão da Bastilha. No lugar, fica uma ópera toda modernosa, essa que aparece na foto.

10/09/2008

Paris - Torre Eiffel e o Pompidou


Assim que saímos da Sant-Sulpice, tratamos de pegar o metrô até a estação mais próxima à Torre Eiffel, pelo lado do Trocadero, que dizem ser o de melhor visão da torre.

Bastou começar a nossa viagenzinha de metrô que o tempo voltou a ficar fechado, com nuves que não davam nenhum sinal de que sairiam do céu em pouco tempo. Como já estávamos a caminho (e afinal, era nosso quarto dia na cidade), não desistimos e nos mantivemos no propósito de subir até o terceiro andar naquele dia mesmo.

A visão do grande monumento é realmente impressionante. A maioria das pessoas não tem idéia de como é alta. Embora um pouco perturbados pelos ciganos pedindo dinheiro no Trocadero, foi dali que tiramos a maioria de nossas fotos com o cartão postal ao fundo, inclusive algumas filmagens.
Atravessamos a pé a distância até a base da torre, onde só então pudemos ver o tamanho da fila para os elevadores. Ficamos cerca de uma hora até conseguir comprar os ingressos (11,50 euros por cabeça, até o 3º andar) e mais uns 15 minutos na ante-sala do elevador.
A subida é rápida. Nem paramos no segundo andar, onde se troca de elevador, e já emendamos até o topo. Como é panorâmico, vai se tendo a sensação de ver a cidade cada vez menor lá embaixo.

Muito engraçado é ver um aviso de "cuidado com batedores de carteira (pickpockets)" dentro do elevador, como em várias atrações da Europa.

Quando chegamos no topo, não havia tanto vento e, apesar de nublado, conseguimos tirar umas fotos bem legais da vista toda.

Há quem diga que não vale a pena subir lá em cima e que a vista é quase a mesma do segundo, mas acho muita pão durice não gastar uns eurozinhos a mais, já que está ali, para chegar ao melhor ponto de observação da cidade. Só lá de cima é que se percebe como tudo é muito uniforme e bem planejado em Paris. Com exceção da Tour Montparnasse, totalmente deslocada e feia no contexto da cidade, os prédios parecem todos harmônicos entre si, quase sempre com a mesma cor, tudo entrecortado por avenidas cheias de árvores. Legal mesmo. Não tenha medo do clichê e suba!

Existem algumas mostras sobre como a torre foi feita (há mais de 100 anos atrás) e um ponto de observação coberto, imediatamente abaixo do terraço do terceiro andar.

Depois de descansar um pouco lá em cima, descemos para pegar o metrô de volta ao albergue. No entanto, o Marcelo e o Rafael nos convenceram a ir com eles até o Museu de Arte Moderna do Georges Pompidou, uma das atrações mais visitadas na cidade, mas que não estava nos nossos planos.
Não sou fã de arte que não entendo muito e passei olhando as coisas sem achar muita graça em nada. Um amigo meu que já esteve lá e que entende mais dessas coisas disse que achou tudo meio "parado na década de 70".
Eu e o Diego saímos mais cedo que os outros e ficamos esperando na praça ao lado, cheia de gente sentada no chão, bebendo cerveja, ouvindo outros tocarem violão.

Quando os demais saíram, arranjamos um lugar para comer uma massa logo ao lado.

Para a nossa indignação, o sol se abriu e o céu estava azulzinho, azulzinho, como queríamos que estivesse duas horas antes, enquanto estávamos na Torre. Mas, azar!

07/09/2008

Paris - Quartier Latin

Já eram pouco mais de 11h da manhã quando decidimos comprar algumas baguetes, uns queijos e um vinho para fazer nosso almoço ao ar livre, no parque dos Jardins de Luxemburgo. O tempo havia melhorado e compramos as coisas ali por perto do Pigalle mesmo.

Pegamos um metrô até a estação mais próxima do Palácio de Luxembourg, o antigo Senado francês. Entramos no parque e catamos um banco e umas cadeiras que havia ali por perto para montar nosso piquenique do meio-dia.
É impressionante, mas por mais barato e comum que possa parecer um queijo local ou um vinho francês, sempre são muito bons. Foi uma das melhores refeições que fizemos, com ares bem típicos do país no qual estávamos há alguns dias.
Depois de comer, demos umas voltas pelos jardins, para conhecer os pontos mais famosos, onde existem fontes e esculturas.
Em seguida, fomos para os lados do Panthéon, que pode ser visto de dentro dos jardins. Em frente a ele, fica a famosa Faculdade de Direito da Sorbonne. O pessoal não resistiu a entrar lá, nem que fosse para usar o banheiro, e dar uma olhada no quadro de disciplinas para ver qual é a diferença em relação à nossa UFSM aqui, hehehe.
Parados ali na frente do Panthéon, ficamos pensando se valia a pena ou não pagar os 6 euros de ingresso para entrar lá dentro. Foi só ler o que havia de atrações que não tivemos dúvida. Mais uma vez, como já ocorrera em outras atrações, eu e o Diego sempre pagávamos uns 30% a menos do que os demais por termos apenas 25 anos (maior de 26 para tarifa integral sempre).
Dentro do Panthéon, estão enterrados quase todos os maiores cidadãos da França em todos os tempos. Os principais filósofos e escritores do período do Iluminismo (Rousseau, Voltaire, etc), ex-presidentes, dramaturgos (Vitor Hugo, etc) estão todos lá, em criptas localizadas no subterrâneo do panteão.
Na parte ao nível do solo, fica o famoso pêndulo de Focault, uma grande esfera presa a um cabo de aço que está ligado à cúpula do prédio, servindo o seu balanço como prova exata da rotação da Terra.
Além dessas atrações, o lugar guarda várias esculturas e outras referências aos principais fatos da história do país após o absolutismo, principalmente ligados à Revolução Francesa.

A vista da cúpula também é muito bonita, como provam essas fotos.
Depois da visita, percebemos que o céu estava se abrindo e o sol finalmente aparecendo de forma convincente. Decidimos, então, que chegara o momento de subir na Torre Eiffel.

Como estávamos no Quartier Latin, entretanto, combinamos que antes passaríamos a igreja do Sant-Sulpice, uma das mais importantes na trama do Código da Vinci.
A igreja estava em reformas do lado de fora, boa parte coberta por tapumes e redes de proteção. Do lado de dentro, confesso que ninguém lembrava exatamente qual era o mistério que envolvia a igreja, só mais ou menos recordando que tinha algo a ver com a linha que a atravessa e que marca os solstícios e equinócios, com base na iluminação do sol.