28/11/2008

"Há algo de podre no Reino da Dinamarca"

Essa frase, escrita por Shakespeare há uns 400 anos, referia-se à conspiração para matar o pai de Hamlet, mas bem que serve para lembrar que o país não é tão "perfeitinho" quanto se pode imaginar depois de um filme do tipo "Uma Princesa em Minha Vida" ou discursos sobre ser um país exemplo em bem-estar social.

Alguns exemplos...

A Dinamarca é um país onde se fuma MUITO. Todos os lugares possíveis tem gente fumando. Nos bares e pubs, a catinga daquele nevoeiro de nicotina queimando chega a arder os olhos. Quanto à roupa, nem se fale - lavanderia na certa. O país está bem atrás de outros na Europa nesse sentido, já que considero uma evolução a proibição progressiva do fumo em ambientes fechados.

Ao contrário de muitos dos seus vizinhos, pode-se beber livremente nas ruas da Dinamarca. Só que o pessoal abusa. Nos guias de viagem, à referência a essa coisa de pessoal de outros lugares virem passar final de semana para encher a cara em Copenhague. O resultado são bandos de jovens bêbados vomitando à noite na rua - coisa que chegamos a ver mais de uma vez.

Existe um lugar em Copenhague, que inclusive é ponto turístico (muito interessante, aliás), no qual o uso de drogas leves é "tolerado" pela polícia. Trata-se de Christiana, um antigo forte invadido por hippies na década de 60 que se tornou quase um "país" independente. Lá dentro, há malocas de traficantes, fogueiras no melhor estilo "filme sobre o fim do mundo", punks andando com cachorrões e gente muito, mas muito detonada em razão do seu vício.
Não me entendam mal - gostei muito do lugar e achei muito interessante essa "separação" entre um bairro todo certinho, com igreja e tudo, de um lado, e uma zona total do outro. Vale a pena conhecer esse ambiente digno da Christiane F!

Outra questão que saltaria aos olhos de um moralista, mas que é muito interessante de observar, é a forma como o sexo é encarado - aparentemente sem tabus. Há um museu do sexo e vários sex shops na cidade. Os pais páram na frente da vitrine com os filhos e ficam olhando na boa. Isso faz pensar na grande diferença que existe entre um país de tradição católica, como o nosso, e outros de religião mais liberal, como os escandinavos. Ponto pra eles...
Como a maioria das cidades européias, Copenhague também tem muitos imigrantes legais e ilegais. Não é difícil encontrar um kebab em cada esquina, uma festa de "carnaval" latino cheia de caribenhos e sul-americanos ou até mesmo índios peruanos tocando flauta e dançando para vender CDs numa praça (com a peculiaridade de estarem fantasiados meio que como índios de filme de cowboy).
Tudo isso faz do país um lugar muito cosmopolita e diferente do que muitos têm na imaginação. Embora o "clima" do lugar pareça um pouco mais deprê, uma coisa meio "irlandesa" (talvez o tempo tenha ajudado nessa minha comparação), não deixa de ser muito legal e digno de uns dias de visita.

26/11/2008

Copenhague - Passeio de barquinho

No dia seguinte, apesar de toda a bebedeira, conseguimos acordar por volta das 9h da manhã para um café da manhã bem reforçado. Aliás, não sei se é o clima de mochilão, a qualidade da cerveja ou simplesmente a vontade de fazer o maior número de coisas possível, mas dificilmente sofro de ressacas em viagens...

Nesse dia, contamos com a ajuda da esposa do Júnior, que gentilmente deixou a casa só para a gurizada e foi dormir numa amiga nos dois dias em que estivemos lá. Como ela conhecia melhor a cidade, ofereceu-se para ser nossa guia em alguns passeios pelos pontos mais importantes, para que Copenhague não passasse em branco.

Saímos em direção ao centro, de ônibus, e descemos perto de Nyhavn ("porto novo"). Embora uma garoa fina continuasse caindo, decidimos fazer um passeio de barco que valia por um city tour pelos monumentos mais conhecidos da cidade.

O preço não era dos mais altos, cerca de 20 euros (não lembro quanto na moeda local), e foi um investimento que valeu a pena.

Apesar de termos que secar os banquinhos antes de sentar e de ter de passar boa parte do passeio com o capuz na cabeça, para não nos molharmos tanto, conseguimos ver muita coisa e bater muita foto. Enquanto isso, nosso casal anfitrião ia nos explicando o que estávamos vendo.

Saindo do porto novo, passamos por áreas residenciais, pela ópera, por museus, torres, igrejas, parques, castelos da realeza dinamarquesa e várias pontes - a maioria delas bem baixinhas, a ponto de ser obrigatório ficar sentado para não levar pancada na cabeça.
Vimos até mesmo a "pequena sereia", o monumento mais famoso do lugar, de costas. Passamos de relance por lugares que, depois e aos poucos, conheceríamos melhor a pé, como a catedral local e o antigo prédio da bolsa escandinava, que tem como símbolo a torre formada por 4 caudas de dragão cruzadas, simbolizando Dinamarca, Suécia, Noruega e Finlândia.
O passeio todo durou quase umas duas horas e a chegada ocorreu no mesmo ponto de partida, que na minha opinião é um dos mais legais da cidade. As casinhas do porto novo, segundo contam, são todas coloridas para que os marinheiros não se confundissem quando voltavam para casa, em meio à neblina (ver foto no início do post).

24/11/2008

Copenhague - Pub crawling

Deviam ser umas 3 horas da tarde quando chegamos no apartamento do Junior, depois de um rápido trecho de metrô e um mais longo de ônibus. Se nao estou enganado, era Norrebro o bairro em que ele morava.

O tempo estava chuvoso desde que chegamos, e assim continuou até lá. Como o dia não estava muito para passeios ao ar livre, o Junior sugeriu que deixássemos as nossas coisas em casa e que saíssemos para fazer um dos programas mais típicos da cidade: um autêntico pub crawl.

Ele já tinha programado pelo menos uns três bares mais conhecidos para que déssemos uma passadinha em cada um.

No primeiro deles, experimentei pela primeira vez na vida uma autêntica Guinness, servida como manda o figurino. Segundo os puristas, não é possível que se beba Guinness de verdade fora da Europa, porque o prazo de validade do chopp original dessa marca não permite viagens tão longas. De fato, estava muito boa a minha "cervejinha".
O barzinho também era bem típico, embora o nome fosse do tipo clichê "Irish Pub". Como não poderia deixar de ser num autêntico pub, só tinha homem lá dentro, vendo jogo de futebol na TV, em meio a uma nuvem de fumaça.

Daquele bar, passamos a outro a apenas algumas quadras dali (tudo no centro de Copenhague). Tomamos mais algumas cervejas - dessa vez umas alemãs castanhas - e colocamos as conversas em dia.
(a placa é só piada!)

Tiramos a dia para continuar bebendo e dali fomos para um terceiro bar, mais chiquezinho, próximo à estação de trem e ao Tivoli. Entre um e outro, uma inevitável paradinha para o xixi num dos muitos banheiros públicos (masculinos) de Copenhague - que são desses que se vê aí na foto. Um simples "biombo" de metal, com um mictório coletivo bem vagabundo, no meio de praças e outros espaços públicos.

Depois de algumas cervejas a mais, nesse terceiro bar, voltamos para o apartamento do Junior para tomar um banho e já programar a saída da noite. O tempo já dava sinais de que diminuiria a chuva, por isso a coisa ficou mais fácil.

Acabamos parando numa festa em comemoração ao aniversário da União Européia, em algo que seria um tipo de Diretório de Estudantes. Bem legal, com cerveja barata, banda ao vivo e tudo.
Demos mais umas voltas pelo centro, inclusive para comer alguma coisa entre umas e outras, mas acabamos voltando para o lugar original.

Mais tarde, nem preciso dizer, capotamos de sono e de trago... Oh dia bom!

19/11/2008

Copenhague - chegada

Pela primeira vez na minha vida, um aeroporto não aceitou despachar nossas mochilas como bagagens normais. Disseram, em Estocolmo, que teríamos de nos dirigir a um guichê separado e despachá-las dentro de uns sacos plásticos grandes, como bagagem especial. Não tivemos nenhum custo adicional por isso e esse foi o único fato atípico na viagem até a Dinamarca.

O vôo saiu no horário. Fazia uma belo dia de sol e, com uma câmera instalada no bico do avião, pudemos acompanhar toda a decolagem e o primeiro ganho de altura da aeronave, vendo os lagos lá embaixo se tornarem cada vez menores, pelas telinhas de entretenimento.

Foi nosso primeiro vôo com a SAS, a companhia aérea estatal dos quatro países escandinavos. Não há lanches de graça - tudo é pago (coisa de low fare, embora o preço não o seja). Aviões normais, não melhores do que a Air France.

Chegando em Copenhague (Kobenhavn, na língua local), o piloto foi avisando que o tempo estava meio encoberto, com chuviscos.

O aeroporto da cidade, chamado Karlstrup, estava todo em obras quando chegamos lá. Demoramos andando por desvios, passando por tapumes e caminhos improvisados até as esteiras de bagagem.
Assim que as pegamos e saímos para a área de desembarque, o Júnior, conhecido dos guris que morava na cidade e nosso anfitrião pelos próximos dois dias estava nos esperando com um abraço e uma cerveja para cada um.

Depois das saudações, fomos logo para o metrô. Dessa vez, não nos preocupamos com mapas ou informações; ele seria nosso guia na cidade - e desde cedo demonstrava empolgação com isso.
A foto acima foi tirada bem da frente do metrô de Copenhague, que não tem condutores (tudo é automático)... Tecnologia que só vendo. Foi também um dos metrôs mais modernos e limpos que conheci (exceto pelas estações, cheias de tocos de cigarros no chão e nos tilhos).

A primeira dica para quem chega a Copenhague é não se confundir com o sentido do trem. Se pegar para o outro lado, a próxima estação é só na Suécia, na cidade de Malmö. E, aí, a tarifa é bem mais alta - além do prejuízo de tempo de ir para o lado (e para o país) errado. Essa ligação direta entre Dinamarca e Suécia, pelo golfo de Kategatt, existe há pelo menos 4 anos.

09/11/2008

Balanço da viagem à Suécia

Fazendo um balanço dos dias que passamos na Suécia, o saldo é definitivamente positivo.

Como falei no post sobre as pequenas surpresas que tive em relação ao país, as descobertas que fiz sobre a cidade e o povo sueco tornaram aquele lugar muito especial para mim.

Já adianto, mesmo antes de começar os posts sobre a Dinamarca, que achei a Suécia um lugar muito melhor para se conhecer.

Apesar da barreira cultural da língua, totalmente incompreensível para nós, a facilidade da comunicação em inglês torna o lugar muito fácil de se virar. A receptividade das pessoas, o clima agradável das épocas ao redor do meio do ano, a sensação de absoluta segurança, tudo faz de lá um destino certa para um futuro retorno - quem sabe acrescido, dessa vez, de esticadas à Noruega, à Finlândia e aos países bálticos...

06/11/2008

Estocolmo - Söddermalm e a partida

Depois da última noite em Estocolmo, nosso último dia na cidade amanheceu ainda melhor do que aquele primeiro que tivemos por lá. O céu azulzinho, sem nenhuma nuvem no céu, e a temperatura mais amena do que o de costume.

O vôo até Copenhague estava marcado para as 13h30 da tarde, o que nos deixava bem pouco tempo para aproveitar a manhã. Ninguém mais quis nos acompanhar, por isso só o Rafael e eu saímos em direção ao centro, para conhecer um pouco mais a cidade e ir até o elevador que fica na parte sul, para tirar umas fotos.

Pensamos até mesmo em ir até a torre de TV, do outro lado, mas para isso definitivamente não teríamos tempo suficiente.

Com tudo já pronto para a viagem, marcamos de nos encontrar todos às 10h45 no albergue, para tomar o ônibus até o aeroporto.

Antes disso, fomos caminhando direto até a ponte que leva a Söddermalm, a ilha ao sul de Gamla Stan. Foi uma pernada. O elevador chamado Katarinahissen estava recém abrindo quando chegamos lá.
Subimos por uma escadaria pelo lado de trás, aproveitamos para tirar as fotos da parte de cima e depois só descemos (tem que pagar uma passagem para isso).

Söddermalm não tem muitas atrações turísticas, por isso não nos preocupamos com esse bairro durante nossa estada na cidade. O bairro é mais residencial e também tem uns barzinhos de estilo mais universitário do que os que fomos, mas pela distância e tudo mais, acabamos não o conhecendo direito.
Depois de mais umas fotos nos nossos últimos minutos na cidade, começamos a volta ao albergue. Chegamos lá, e nada do Diego e do Rodrigo. Só o Marcelo nos esperando, sem saber para onde os outros tinham ido. Demos uns 15 minutos de tolerância e nos mandamos para a estação sem eles.

Uma hora depois, já no aeroporto, apareceram os dois, meio esbaforidos, dizendo que nós é que tínhamos nos confundido com a hora marcada para o encontro... No final, porém, deu tudo certo e embarcamos na hora marcada.

04/11/2008

O outro lado da moeda

Muito embora as moedas dos destinos mais tradicionais dos brasileiros tenham se valorizado significativamente em relação ao nosso real, existem alguns países mais "exóticos", por assim dizer, que tiveram uma desvalorização de suas moedas equivalente ou até maior do que a experimentada pelo real.

Nos gráficos a seguir, pode-se perceber que o dólar australiano e o rand sul-africano, por exemplo, estão mais baratos do que estavam até alguns meses atrás:
O grande problema, nesse caso, é a passagem. Se você não comprou antes, provavelmente agora pagará um preço muito mais alto, porque eles são fixados em dólar.

Alguns outros países também estão com câmbio atraente para brasileiros. Que tal conhecer a Islândia em meio à maior crise que eles já experimentaram na história? Preços com 50% de desconto, num inverno com 20 horas de escuridão!

03/11/2008

A crise e o câmbio

Embora a crise financeira mundial não tenha chegado com tanta força ao Brasil como em outros países, sob o ponto de vista da estabilidade dos bancos, do crescimento econômico e do risco de quebras generalizadas, fato é que o Real foi uma das moedas que mais se desvalorizou desde setembro.

Os gráficos que aparecem nesse post representam a variação dos últimos 6 meses nas taxas de câmbio entre o Real e as moedas dos países mais visitados pelos mochileiros brasileiros na América e na Europa.

Por motivos de conveniência e de facilidade de visualização, alguns estão em Real X moeda estrangeira, outros em moeda estrangeira X Real.

Mas o que eu quero mostrar com isso?

O que quero demonstrar é que a desvalorização do real não foi tão forte assim com relação a algumas moedas, o que significa que o prejuízo não será tão grande se os planos de alguém viajar para esses países forem mantidos. Observe:

Dólar (usado nos EUA e referência para passagens aéreas, freeshops, etc): aqui a coisa foi feia. Nosso dinheiro perdeu bastante valor e o prejuízo em gastar em dólares agora vai ser grande. Estamos num ponto em que não estávamos há pelo menos 2 anos (se bem que em outubro chegamos a estar pior).
Bolivianos, soles peruanos e pesos argentinos: embora a variação não tenha sido tão grande, o prejuízo ainda é significativo. O real compra bem menos dessas moedas do que há dois meses atrás. Apenas com relação ao peso argentino a diferença não foi tão grande. O bom é que esses países, com exceção do Peru, são muito baratos para brasileiros, o que faz a "crise" não doer tanto para quem viajar para lá agora:
Pesos chilenos: aqui a diferença é muito pequena. O peso chileno oscilou bastante nos últimos meses e, na média, ainda estamos no lucro. A moeda chilena se desvalorizou bastante mesmo. Isso significa que o Chile pode ser um bom negócio nesse momento:
Euros, libras esterlinas e francos suíços: a variação dessas moedas européias em relação ao real é quase a mesma nos últimos 6 meses. Mas o mais interessante é que ela não foi tão brusca como aquela verificada na relação dólar X real. O euro se desvalorizou bastante em relação ao dólar (de 1,54 dólar por euro caiu para menos de 1,30 dólar por euro), o que neutraliza bastante a diferença real X dólar. Veja os gráficos:
Assim, percebe-se que é a maior furada viajar para um lugar que use dólar agora. Se o destino é a Europa (a não ser na Suíça, onde a variação foi maior), a desvalorização não será tão sentida. Aqui nas nossas vizinhanças, o Chile aparece como a opção com menor diferença cambial em relação ao preço que se pagava pela moeda daquele país alguns meses atrás.

No mais, a dica é puxar o freio de mão o cartão de crédito, porque além de haver o problema da conversão para dólar na data da compra e a conversão para real só na data do pagamento da fatura, uma coisa quase despercebida por todos andou aumentanto o preço desse serviço: a taxa de compras no exterior está em 2,5%!!!

02/11/2008

Estocolmo - Lago Mallaren e Mar Báltico


Numa das tardes na cidade, que inclusive fez o tempo mais feio enquanto estivemos por lá, decidimos fazer um passeio de barco para conhecer as regiões mais afastadas do centro.

Existem pelo menos três opções padrão de passeios de barco saindo do cais próximo à ponte que leva a Skeppsholmen.

Um deles, o mais longo de todos, passa pelas ilhas ao leste da cidade, por uma região mais de bosques e florestas, contornando Djugarden inteira e passando pelo porto de onde saem os ferry boats para a Finlândia, Estônia e Letônia.

Outro basicamente só fica no entorno de Gamla Stan, e esse descartamos de cara. Acabamos optando por um outro, de duração de mais ou menos uma hora e meia, que dava uma volta passando pelas comportas que separam o lago Mallaren e o mar Báltico, chegando até as ilhas a oeste da cidade.


O preço foi relativamente em conta - algo em torno de 15 euros - e valeu a pena, já que dificilmente faríamos algo mais interessante com aquele clima que ora garoava, ora parava, mas sem abrir sol.

Do barco pudemos ver casinhas típicas suecas, aquelas vermelhas com detalhes brancos, alguns moinhos, uma ilha onde moram ex-integrantes do ABBA, e por aí vai. No barco, há fones de ouvido com seleção de idioma para ouvir as explicações, além de barzinho para ir tomando uma cerveja durante o tour.
O mais interessante, pelo menos para nós, que não conhecíamos, foram as comportas. Há uma diferença de nível entre o mar e o lago e, para passar de um lado para o outro, utiliza-se o princípio dos vasos comunicantes para encher ou esvaziar até certo ponto um compartimento encerrado por comportas e fazer o barco passar de um lado para o outro.
Olhando, nem se percebe, mas a oeste da cidade fica o lago, com água doce, que quase sempre congela no inverno. No leste, o mar Báltico.

01/11/2008

Estocolmo - Norrmalm


Nosso albergue, com disse nos primeiros posts sobre Estocolmo, ficava em Norrmalm, que é o mesmo bairro onde está a estação central de ônibus e de trem da cidade.

O bairro, em si, não tem muitas atrações, servindo mais como lugar de passagem. Ali ficam apenas algumas das opções para sair, o bar de gelo e alguns teatros.

A área também tem bastante lojas, mas os preços suecos não são muito convidativos. A rua mais movimentada é a Drottniggatan, a mesma que atravessa o Riksdag algumas quadras adiante.
Num certo dia, enquanto voltávamos ao albergue por um caminho diferente do normal, acabamos encontrando, por acaso, uma igreja bem diferente, toda avermelhada, que depois descobri se chamar Johanneskyrkan (Igreja de São João). Como quase todas as igrejas protestantes, o interior não tem muitos atrativos. Interessante (e sinistro) só o fato de haver várias tumbas ao redor dela...
Um fato interessante que percebi nos lugares para sair naquela região é como o limite de idade de vários deles é alto. Em alguns lugares, só comprovando com documentos que se é maior de 27 anos para entrar. Muito estranho!

Ainda nesse mesmo bairro, fica o Grand Hotel. Na nossa última noite lá, três dos guris quiseram ir comer num buffet livre com pratos típicos no restaurante desse hotel. Eu e o Diego não estávamos muito afim e, além disso, achamos muito salgado o preço (uns 40 euros), por isso decidimos aproveitar a massa grátis do albergue para comprar um molho e fazer nossa própria janta lá mesmo. Voltaram falando muito bem da tal janta, mas eu não me arrependi de não ter ido junto... Dias depois comemos coisas bem parecidas em Copenhague, por um quarto do preço!