20/04/2009

Libertadores

Olá a todos!

Dei uma escapada no meio da semana para ver o jogo do Grêmio no Chile, pela Libertadores (vitória de 2x0 no Universidad de Chile), com mais 5 amigos, e ficamos por lá até o final da semana (saímos até no GloboEsporte.com).

Quando cheguei, entretanto, fiquei sabendo que o visto que tirei no Rio há duas semana não adiantou para nada: a transportadora perdeu os passaportes... Agora ainda estou correndo para ver como vai ser resolvida essa situação! Quando a poeira baixar, aproveito para dar dicas sobre esse tipo de situação.

17/04/2009

Bruxelas III

Depois da comilança grátis na frente do Parlamento (ou não!), pegamos um metrô até o albergue, no qual ainda não havíamos feito o check in, já que deixáramos as mochilas na estação de trem e só estávamos andando com as mochilas de passeio.

O albergue que reservamos era o Centre Vincent Van Gogh, o segundo da lista do Let's Go. A localização, embora não fosse ruim, não era das mais centrais. O albergue, embora parecesse bem legal, com uma ampla área de uso comum e um barzinho, deixou a desejar porque fomos instalados num quarto que ficava num prédio do outro lado da rua, ao lado de uma construção.

Toda a estrutura do albergue ficava de um lado e nós, juntamente com outras pessoas também instaladas nos quartos "mais novos", tínhamos que atravessar a rua para tudo que não fosse relacionado a ir ao banheiro ou dormir.

Bom, mas depois de um banho, demos um tempinho no bar do albergue. Saímos para catar mais alguma coisa para comer, mas como eu tinha dito no post anterior, só dava kebab e restaurante turco ao redor - por isso ficamos num sanduichinho mesmo.

Mais tarde, naquela noite, o Rafael e eu ainda queríamos dar uma volta, nem que fosse para beber alguma coisa. Os demais decidiram ir dormir mais cedo.

Saímos, pegamos um metrô até uma região de barzinhos no centro da cidade, mas não nos empolgamos. Havia, realmente, vários lugares cheios, inclusive com mesinha na calçada e tal. Acabamos entrando num pub que pareceu massa, mas devemos ter ficado pouco mais de uma hora (ou dois pints) por lá. Decidimos voltar e pegar o último metrô que sairia, para não ter que gastar com táxi ou descobrir como funcionam os ônibus noturnos.

Ficamos um tanto decepcionados também com a noite, mas acho que era ânimo mesmo que nos faltou aquele dia.

Tive uma noite mal dormida e, depois do café da manhã, decidi ficar mais um tempo no albergue. Todos os outros quatro saíram com o objetivo de encontrar umas lojas de ponta de estoque sobre as quais tinham lido num folder do albergue.
Devo ter saído umas duas horas depois, fazendo mais ou menos o mesmo roteiro que eles disseram que fariam, e de fato acabamos nos encontrando sem maiores dificuldades numa bonita galeria que existe no centrão da cidade, cheia de lojas chiques de presentes e chocolates.
Decidimos nos separar novamente para sair às compras dos últimos presentinhos de viagem. Eu havia decidido - e fui seguido pela maioria - a deixar para comprar o que tivesse de levar para parentes nos últimos dias de viagem, para não precisar ficar carregando muita coisa o mochilão inteiro.

Acabei comprando várias coisinhas relacionadas ao chocolate belga - um dos melhores do mundo, segundo a propaganda oficial.

Mais um panini para almoço, assim como no dia anterior, e nos reencontramos para seguir para a estação de trem.

Pontualmente, nosso trem saiu com destino a Luxemburgo, nossa última parada naquele mochilão, deixando para trás o lugar que causou menos empolgação em toda turma.

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15/04/2009

Bruxelas II

Logo que entramos no metrô de Bruxelas, descobrimos uma outra faceta da cidade. Talvez seja a capital europeia com a maior concentração de imigrantes turcos e árabes que eu já tenha visto. O curioso é que a maioria das mulheres usava turbante e as demais roupas típicas daquela região.

Essa impressão só viria a se confirmar mais tarde, quando, já no albergue, eu procurava algum lugar para comer nas quadras próximas de onde estávamos: só dava restaurante turco e kebab.

Bom, mas voltando ao nosso giro pela cidade, depois de uma frustrada visita ao palácio do Judiciário local (estava tudo em reformas), fomos para o parque onde fica uma das imagens mais conhecidas de Bruxelas: o Atomium.

Construído para uma daquelas exposições mundiais, ainda na década de 50, o que era para ser provisório acabou sendo permanente (sim, como aconteceu com a Torre Eiffel). A curiosa estrutura abriga um museuzinho dentro de cada esfera, que é ligada uma à outra por escadas rolantes.

Ao lado do Atomium, há uma espécie de mini-mundo, com miniaturas de cidades europeias. Eu e mais dois ficamos estirados num banco (cheguei até a dormir) enquanto outros dois visitavam o local (hehehe).

Na minha cabeça, essa parte do Atomium era a mesma onde ficavam os prédios relacionados à sede da União Europeia, mas eu não poderia estar mais enganado. As duas coisas ficam em extremos opostos da cidade. Por isso mesmo, para ir de um lado ao outro, levamos mais de meia hora no metrô.

Chegando à região dos prédios da União Européia, ao sair da estação de metrô nos deparamos com um cidade totalmente diferente. Moderna, com ruas largas e movimentadas, cheia de prédios espelhados - algo muito mais parecido com o que se vê aqui no nosso continente do que na Europa.
Atravessamos um túnel por baixo de uma movimentada via expressa e chegamos à frente do prédio da Comissão Europeia, que é o Poder Executivo do órgão. O prédio, todo ondulado, é cheio de bandeirinhas azuis estreladas e sempre havia algum político concedendo alguma entrevista por ali.

Antes de irmos para o prédio do Parlamento Europeu, passamos pelo Parque do Cinquentenário, que tem um pórtico ao estilo Portão de Brandemburgo, para comemorar o final de uma guerra ainda no século XIX. Lugarzinho tranquilo,, cheio de gente passeando de bicicleta ou skate, convidou-nos para um descanso e um sorvete.
Para chegar ao Parlamento, pelo caminho que escolhemos, sofremos um pouco. Passamos por um lago que fica atrás do prédio e, para passar até a rua que fica à sua frente, tivemos até que nos espremer para passar em um portão semiaberto que havia ali - tudo em meio a um pessoalzinho meio suspeito jogando futebol numas quadras públicas próximas.

Passando pelo Parlamento - um prédio surpreendentemente sem graça - demos de cara com algo que parecia uma quermesse. Uma certa feira em homenagem à região de Limburgo estava ocorrendo em frente ao prédio e, como eram pouco mais de 18hs, todo mundo que por ali trabalhava já tinha saído e aproveitou para comer o que estavam oferecendo.

Não entendemos muita coisa e perguntamos a umas gurias que estavam comendo um prato cheio sentadas na calçada como funcionava. Elas nos disseram que estavam dando comida de graça para comemorar a tal região de Limburgo. Colocamo-nos na fila, pegamos um pratinho plástico cada um e nos servimos - algo que nos serviu de janta aquele dia: linguiças, milho cozido, arroz, salada , pão e mais não sei o quê.
Quando os últimos dois do nosso grupo estavam se servindo, alguém (talvez um segurança) lhes disse que só poderiam se servir quem tivesse um cordãozinho que identificava os convidados. Resultado: três comeram de graça (inclusive eu) e dois não!

13/04/2009

Bruxelas I

Talvez eu já tenha chegado em Bruxelas meio sugestionado a pensar que a cidade não seria grande coisa, mas fato é que esse preconceito acabou se confirmando - não só em mim, como nos demais que viajavam junto comigo. Tanto em programas de humor na TV como em fóruns de mochileiros no Lonely Planet, as referências sobre o lugar não são das mais inspiradoras.

Desde o planejamento do mochilão, deixamos apenas um dia e uma noite para a capital belga e saímos com a sensação de que não poderíamos ter feito melhor.

Claro, há que se reconhecer o fator de que já era final de viagem, que já havíamos visto muita coisa e que podíamos estar mais pensando em voltar para casa do que em ter paciência para dar maior atenção à cidade.

Mas, retornando ao relato da viagem, chegamos na estação central de trens logo depois do meio-dia. Tratamos, antes mesmo de pensar em outra coisa, de comprar as passagens de trem para o dia seguinte, quando iríamos para Luxemburgo.

Dessa vez, ao contrário de todas as outras naquele mochilão, decidimos deixar os mochilões grandes num locker da própria estação, para sair apenas com a mochilinha do passeio diário - com roupa suficiente para passar a noite, tomar um banho e seguir viagem no dia seguinte.

Com isso, gastamos apenas uns 5 euros e, em troca, começamos a conhecer os pontos que nos interessavam sem ter que passar antes pelo albergue (que ficava relativamente longe do centro).

O centrão de Bruxelas não fica a mais do que umas quatro quadras da estação central. Foi só o tempo de conseguirmos um bom mapa num quisoque de informações e já nos dirigimos para a praça central, que é considerada uma das mais bonitas do mundo.
Realmente, toda rodeada por prédios riquíssimos em detalhes (Prefeitura, prédios públicos, bispado, etc.), com flores à venda por todos os lados e com sininhos tocando ao fundo, o lugar impressiona bastante. Ficamos pelo menos uma meia hora de bobeira por ali, enquanto catamos alguma coisa para matar a fome - afinal, não tínhamos almoçado. Eu me contentei com um panini, um refri e uma banana de sobremesa - tudo comido em pé, olhando para a praça.
Depois que nos reencontramos novamente, seguimos algumas quadras para o lado para ver o famoso Manneken Pis, ou simplesmente "Menino Mijando", que é meio que o símbolo da cidade (a foto logo no início do post retrata o bichinho...). A cada dia colocam um roupinha diferente no boneco (a foto sem roupa só se consegue na parte da manhã) e até lá, o que mais há são lojas vendendo réplicas do bonequinho em tudo quanto é utensílio possível.

A praça e a fonte onde está o menino são as principais atrações do centro histórico da cidade. Um pouco mais acima (sim, acima, pois são várias escadarias e subidas) está a parte "real" de Bruxelas, onde fica a sede da monarquia nacional. O castelo do Rei (foto abaixo) não impressiona tanto e o parque que fica em sua frente é bem mais ou menos. A catedral, logo ao lado, tampouco nos empolgou muito - só o Rafael entrou para conhecer o interior.

Algumas quadras a mais, passando por várias estátuas de reis em seus cavalos rompantes e entramos pela primeira vez numa estação de metrô da cidade, para seguir para algum outro ponto mais distante (continua...)


12/04/2009

Páscoa e respostas

Feliz Páscoa a todos que me acompanham! Como viajei no feriadão, acabei demorando um pouco na resposta aos comentários do último post, mas aproveito esse espaço para tirar esse atraso.

Com relação à dúvida do anônimo que postou um comentário dia 09/04/09, às 10:38, acho que uma mochila de 60L está de bom tamanho, se a pessoa for econômica no quesito bagagem. Eu tenho a minha de 72L desde a época em que viajei para Machu Picchu e, mesmo com 6 anos de uso e vários milhares de km sendo utilizada por mim e para outros que já me pediram emprestada, segue inteirinha. Ainda tenho vontade de comprar outra mais moderna na Europa, mas ainda não tenho data certa para isso. Mais do que 72L, na minha opinião, é exagero.

Com relação à pergunta da Letícia sobre o Valle Nevado, infelizmente não posso ajudar. Nunca fiz viagem em época de inverno para esquiar. Acredito que seja bastante caro e realmente vai ser difícil encontrar dicas em sites de mochileiros sobre esse lugar porque são poucos os mochileiros que se dispõem a gastar o que custa uma hospedagem e um dia de atividades num lugar como esse.

O passeio de bicicleta de La Cumbre a Coroico estava, na época, por 35 dólares, tudo incluído (transfer do hotel, bicicletas, lanche, almoço e retorno). Hoje não deve estar muito mais do que 50 dólares, porque a concorrência é grande.

Machu Picchu tem site oficial sobre ingressos para o Parque e para a Trilha: http://www.inc-cusco.gob.pe

Esse passeio de lancha de que o Rodrigo falou sai de Copacabana; há várias opções, pelo que me lembro, e dá direito tão somente ao passeio em si. O barco para por um tempo determinado na ilha para que os turistas subam e desçam pelos terraços e depois retorna. Há alguns lanches a bordo para venda, mas é pouca coisa. O preço está em torno do que ele disse....

Por fim, em relação às dúvidas do Flávio, acredito que aquela dos parques está resolvida acima, pelo menos no que diz respeito a Machu Picchu. Os demais parques, como em qualquer lugar, sempre tem uma taxa de entrada, que não costuma ser muito alta. O transporte até lá e a hospedagem mais próxima é que acabam custando mais, assim como ocorre aqui no Brasil.

Quanto aos albergues, recomendo sempre a pesquisa no hostelworld.com, que tem opção de língua em português e dá para ver tarifas em várias moedas, também selecionáveis pelo internauta.

Bom, por hoje era isso. Sigo na promessa de postar mais seguido. Até!

08/04/2009

Respondendo à Luciana

Oi, Luciana!

Respondendo aos seus comentários nos posts anteriores, seguem algumas considerações!


Com relação a albergues, não posso te ajudar muito, porque tudo o que encontramos foi lá mesmo, ao chegar na cidade. Não fizemos pesquisas prévias.

Em Santa Cruz de la Sierra, ficamos na casa de conhecidos.

Em La Paz, ficamos no Continental, que é filiado à rede Hostelling International. Parece muito mais um hotel do que um hostel, pelo conforto e segurança. Fica na Calle Illampu, a uma quadra da Plaza Eguino.

Em Copacabana, embora não tenhamos passado nenhuma noite, sei que há um hostel bom filiado à HI. Acho que no site da HI (http://www.hihostels.com/) vc encontra...

Em Cusco, ficamos num hotelzinho chamado Carlos IV, que encontramos numa ruela a umas três quadras da Plaza de Armas. Fomos andando pela cidade até encontrá-lo; não sei nem se eles têm site.

Em Salta, na Argentina, ficamos no Backpacker's Hostel, também filiado à HI. Meio apertado, bem simples, mas tranqüilo e barato. Acho que existem opções melhores.

A melhor maneira de pesquisar albergues é entrar no site www.hostelworld.com (tem opção de idioma em português) e fazer a pesquisa com base no país, cidade e data que se quer. A lista de albergues em algumas cidades é bastante grande, por isso oriente-se pelas notas atribuídas a cada um deles pelo pessoal que já se hospedou lá.

Foram várias as noites em que dormimos nos ônibus, entre uma cidade e outra. Como as distâncias são grandes, geralmente os ônibus saem no final da tarde para chegar no destino pela manhã. Com isso, economiza-se uma noite de albergue e, se vc é das que conseguem dormir em viagem, consegue ainda descansar.

Já com relação a roteiro, a coisa se complica, porque isso depende muito de pessoa para pessoa. Fazer um roteiro pronto, ou preparado por outra pessoa, já tira boa parte da emoção de fazer uma viagem dessas, do jeito que vc gosta. Ter insegurança é normal, mas isso não significa que vc precise seguir à risca alguma idéia dada por outra pessoa.

Em primeiro lugar, acho que não há muito sentido (na minha opinião estritamente pessoal) em vc ir a Cusco e não conhecer Machu Picchu. É o ponto turístico mais visitado da América do Sul inteira e vai estar a 100km de vc. Por que não ir até lá, nem que seja de trem, como os turistas que não querem caminhar o fazem?

Se tivesse que te sugerir um roteiro de mais ou menos 30 dias, talvez seria mais ou menos assim (é bem corrido, mas já que vc quer ver bastante coisa...):

1 - Cidade de origem - La Paz
2 - La Paz (4 noites): Chacaltaya, Downhill biking, City tour, Tihuanaco
La Paz a Copacabana (3hs de ônibus)
3 - Copacabana (1 noite e 1 dia): passeio à Isla del Sol e Isla de la Luna
Copacabana para Puno (3hs de ônibus)
4 - Puno (1 noite e 1 dia): passeio às ilhas dos Uros
Puno para Cusco (7hs de ônibus)
5 - Cusco (4 noites): Machu Picchu, Saqsayhuamán, Valle Sagrado, City tour, festas
Cusco para Arequipa (10hs de ônibus)
6 - Arequipa (1 noite e 1 dia): city tour e vulcão Misti
Arequipa para Arica (3hs de ônibus + táxi na fronteira)
7 - Arica (2 noites): passeio ao Parque Nacional de Lauca e praia
Arica para San Pedro de Atacama (13hs de ônibus)
8 - San Pedro de Atacama (4 noites): salares, gêiseres, Valle de la Luna, lagunas altiplânicas
San Pedro para Salta (12hs de ônibus)
9 - Salta (2 noites): Tren a las Nubes, city tour, teleférico do Cerro San Bernardo
Salta para Resistencia ou Corrientes (12hs de ônibus)
10 - Resistencia ou Corrientes (1 noite): descanso e city tour
Resistencia ou Corrientes para Asunción ou Posadas (4hs de ônibus)
11 - Posadas ou Asunción (1 noite): descanso e city tour
Posadas ou Asunción para Foz do Iguaçu (4hs de ônibus)
12 - Foz do Iguaçu (2 noites): cataratas do Iguaçu, represa de Itaipu, Parque Nacional
13 - Foz do Iguaçu para cidade de Origem.

07/04/2009

Uns dias fora



Olá! Estive uns dias fora, em viagem ao Rio, mas amanhã ou depois, no máximo, recomeço as postagens aqui no blog!