29/08/2009

Chegando em Salta


Exibir mapa ampliado

Depois que o ônibus encostou em General Güemes, quase não consegui mais dormir, embora ainda fossem umas 5hs da manhã. Já sabia que estávamos perto.


Chegando na cidade, vimos muita gente ainda na frente de boates, provavelmente num fim de festa. Afinal, era domingo de manhã e argentino que se preze não começa festa antes das 2hs nem termina antes das 5hs.

A rodoviária de Salta, nossa velha conhecida de de quase 7 anos antes, estava quase da mesma maneira que eu tinha na minha remota memória. A parte de dentro, que não cheguei a conhecer naquele ano de 2003, já estava aberta e era surpreendentemente moderna e limpa.

Fugindo do frio de 3°C que estava fazendo, entramos e logo nos sentamos para tomar um belo café da manhã (na Argentina é sempre "medialunas") e para decidir, afinal de contas, em que albergue ficaríamos.

Estávamos entre um dos três da mesma rede Backpacker's: o Soul, o City e o tradicional, Backpackers Salta. Como não existiam tantas opções na primeira vez que fomos para lá, eu não tinha certeza de qual era o que havíamos conhecido em 2003.

Acabamos escolhendo o mais tradicional, que era justamente o nosso conhecido. Pegamos um táxi e batemos lá, sem reserva, por volta das 8h da manhã. Ficou acertado que voltaríamos para o check in às 12h, num quarto de 6 pessoas com banheiro privativo. Como ainda não sabíamos o que nos esperava em Salta, pagamos apenas a primeira noite.

O albergue não é dos melhores e nada é muito novo. Tem piscina - na verdade uma casa ao lado que eles compraram para fazer a cozinha, a sala de jogos e uma área de junção na parte detrás, com uma piscina no meio - mas a propaganda é melhor que a realidade.

O banheiro do quarto era terrível: chuveiro em cima do vaso sanitário, de forma que tudo se molhava a cada banho. Camas e lockers normais - só os lençóis eram bem surrados. Toalha para emprestar e pouca segurança com relação às coisas que ficavam de fora - uma chave só de faz de conta, já que qualquer um pula a janela ao lado de uma das camas

Na área de uso comum, um único e disputado computador, com um tecladinho ilegível, e internet grátis. Todas as noites há janta, basta reservar antes, sem custo adicional. Falo mais sobre a comida depois.

Apesar de tudo de ruim que falei nas linhas acima, o clima é bem legal, o pessoal que atende é muito bacana e as excursões que eles organizam acabam sendo uma ótima opção.


27/08/2009

Cruzando o Chaco


De uma hora para outra, depois de umas cinco horas de viagem, já estávamos dentro da cidade de Corrientes. Poucos quilômetros e subúrbios separam a zona rural do centro da cidade, onde também fica a estação rodoviária.

Encostamos o ônibus exatamente às 17h45 e pusemos em ação um plano: um ficava cuidando das malas, outro já ia vendo passagens, porque sabíamos que pelo menos 2 ônibus saíam para Salta às 18h00.

Na correria, logo descobrimos que nosso plano "A", de pegar o ônibus mais tarde que saísse aquela noite, para ter tempo de andar e jantar em Corrientes, não seria possível. Ou saíamos às 18h, dali a 15 minutos, ou só no dia seguinte, pela tarde.

Nesse meio tempo, o que estava pegando as mochilas no ônibus chegou e decidimos que compraríamos as passagens para viajar imediatamente. Com os quase 10 minutos que levamos nessa escolha e na compra das 3 passagens, os motoristas do ônibus já estavam brabos conosco, que estávamos atrasando a saída. Quase nos perdemos de um que foi no banheiro ainda.

Mesmo com a cara feia dos motoristas, planejamos uma última estratégia: enquanto 2 subiam com as coisas, um, no caso eu, ia comprar algo salgado e de preferência quente para comer. O que deu para trazer em 2 minutos foram 3 sanduíches de presunto e queijo, num pão bem fininho, e umas bolachas doces.

Correndo, mas felizes pela "conexão imediata" para Salta, nos sentamos bem na frente para aproveitar a vista. Era quase ora do pôr-do-sol e a maior atração de Corrientes, o rio Paraná e sua imensa ponte que liga a província ao Chaco, estava bem à nossa frente.
O plano de conhecer a capital correntina ficou adiado para outra oportunidade, talvez uma esticada depois de Posadas, lugar que já fomos todos juntos várias vezes.Para nossa surpresa, o ônibus seguiu quase vazio. Ninguém subiu em Resistencia, capital do Chaco. A outra surpresa veio em seguida: ao contrário do que tinham nos dito, serviam uma janta sim, no ônibus. Eram três formas diferentes do mesmo sanduíche: igual ao que tínhamos comprado, enrolado e como rocambole. Como cavalo dado não se olha os dentes, complementamos a janta.

Ao contrário do que eu pensava (outra vez), o Flechabus era um tremendo pinga-pinga. Ele entrou em TODAS as cidades chaquenhas depois de Resistencia. E são várias, ao longo de uma estrada completamente reta que corta esse "quase deserto" que começa lá na Bolívia, passa pelo Paraguai e chega na Argentina.

No início, como não consegui dormir - afinal havia passado o dia inteiro em ônibus - até fiquei olhando, curioso, para ver como eram as tais cidadezinhas. Para quem tinha ouvido falar que o Chaco é a província mais pobre da Argentina, até que fiquei surpreso, pois a maioria parecia bem melhor do que as vizinhas correntinas e até mesmo as missioneiras.

Depois, o sono me venceu e, com a certeza de que não perdi nada pelo caminho - a não ser retas intermináveis com paisagens sem graça, ao estilo "pantanal seco", dormi até a manhã seguinte, quando o ônibus fez uma parada em Gral. Güemes, já na província de Salta.


REFERÊNCIA

Terminal de Ómnibus de Corrientes: nesse link estão todos os horários de saída e chegada do terminal da capital correntina. Basta clicar em horários.

Municipalidad de Corrientes: nesse outro estão as informações oficiais da cidade.

25/08/2009

Interior de Corrientes


Meio-dia, e nada do ônibus que já deveria ter saído quinze minutos aparecer. Decidimos sair atrás de informação e nos disseram que o busão chegaria uns 45 minutos atrasado. A tal empresa Santa Lucía não era das mais confiáveis pelo jeito (nem site conseguimos encontrar antes da viagem).

Quando estava chegando na hora prevista, começamos a tentar adivinhar qual dos cacos velhos seria o nosso, até que ele finalmente apareceu. Como costuma ocorrer na Argentina, as mochilas vão embaixo, mas são colocadas pelos "maleteros", e não pelos motoristas. São esses indivíduos, avulsos que trabalham na rodoviária, que colocam uma identificação pouco confiável para servir de ticket de bagagem em troca de uma gorjeta.

O frio do inverno não foi suficiente para deixar o interior do ônibus agradável. Com o sol que batia, tivemos que deixar janelas abertas para conseguir ficar bem.
Apenas uns 300km separam Paso de los Libres da capital da província de Corrientes, mas são necessárias quase 6 horas para chegar lá, de tantas paradas que o ônibus faz. É um verdadeiro pinga-pinga. A única cidadezinha de mais de 20mil habitantes é Mercedes, que não é nenhuma metrópole...

Pela janela, a vida tranqüila do interior passando. Muita planície verde, pouco de interessante para se ver. Pelo celular, que também tem rádio, percebia que havia mais FMs do que pessoas em alguns povoados pelos quais passamos.
Foi nessa viagem que vi a segunda e última pessoa de máscara para gripe na Argentina: uma criancinha de menos de 6 anos de idade.

Com um banco para cada um, ficamos bem à vontade para ler, escutar música e até tirar algumas fotos pela janela, numa viagenzinha bem sem graça que acabou sendo aquela.

Chegando perto de Corrientes (capital), começamos os planos. Afinal, ainda não estávamos 100% certos do que faríamos aquela noite: ou nos hospedaríamos em algum hotel, para só no dia seguinte seguir para Salta, aproveitando para conhecer a cidade; ou pegaríamos a passagem mais tarde que existisse, no mesmo dia, para jantar em Corrientes; ou iríamos direto mesmo.

REFERÊNCIA:


Terminal de Ómnibus de Paso de los Libres: nesse link, encontram-se todos os horários de saída de ônibus da rodoviária de Libres.

23/08/2009

Paso de los Libres


Já havia passado mais de uma vez por aquela fronteira, mas nunca demorei tanto tempo para conseguir fazer todo o “processo”. Logo de cara, há “despachantes” se oferecendo para conseguir os papéis necessários e para orientar como preenchê-los, mas qualquer um consegue fazer tudo sozinho e, o que é mais importante, de graça. Existe até um cartaz dizendo que os serviços de migração são gratuitos e pessoais, para informar as pessoas.

Dias antes, havíamos ouvido que em Paso de los Libres todos estavam usando máscaras contra a gripe. A primeira impressão realmente não foi boa, já que um dos únicos 2 policiais que estavam fazendo a imigração estava usando uma. Só que isso acabou não se confirmando mais tarde. Já adianto aqui que, depois desse policial, só vi uma criança de 6 anos de idade na Argentina inteira usando “barbijo”, que é como se diz máscara em espanhol.

Depois de preencher a declaração de entrada e o cartão de turismo, carimbamos os passaportes e passamos para uma casa de câmbio que fica ao lado da imigração. Não lembro se já comentei em outro post ou não, mas esse lugar tem umas das melhores taxas para trocar reais por pesos argentinos, bastante próxima do câmbio comercial.

Apesar da demora na fila da imigração, ainda eram recém 10 horas da manhã, o que significava quase mais duas horas numa cidade sem maiores atrativos. Por isso, decidimos que, ao invés de esperar na rodoviária – que não tem muito boa fama – pegamos um táxi até o centro da cidade, para pelo menos dar umas voltas por lá e quem sabe comer mais alguma coisa, a título de almoço.

Posso dizer que a hora em pegamos o táxi marcou realmente o início do nosso mochilão. Nada mais típico do interior argentino do que um táxi velho caindo aos pedaços, um saudoso Ford Falcon com um velhinho de motorista, a um custo ridiculamente baixo, fedendo a diesel.
Chegamos no Falcon ao centrinho de Paso de los Libres. Tiramos umas fotos na praça central, na igreja matriz e na prefeitura – os quais até então não conhecia, já que só tinha ido a Libres para jantar no cassino. Em seguida, fomos em direção à rua que concentra o comércio da cidade e demos uma olhada nas várias lojas que vendem vinhos e queijos. Nem lembro se alguém comprou alguma coisa.
Logo depois, já pelas 11h da manhã, paramos numa lancheria/padaria que pareceu a mais “honesta” e comemos o que seria nosso almoço.

Uns 20 minutos antes do horário previsto para nosso ônibus sair, pegamos um outro táxi – dessa vez um Fiat alguma coisa, também caindo aos pedaços – para ir até a estação rodoviária.

REFERÊNCIA

Paso de los Libres: essa cidadezinha de fronteira, localizada na província argentina de Corrientes (uma das mais pobres do país), não tem muito mais do que uns 40.000 habitantes. Acaba servindo como porta de entrada e saída para muitos que vão ou vem por terra para a Argentina, porque tem a ponte mais antiga ligando os dois países, com o diferencial de não ter pedágio – o que a torna mais barata que a de São Borja. Por ali passa quase todo o trânsito de caminhões entre Brasil e Argentina/Chile, mas pouco disso pode ser visto pelo turista comum, já que o Porto Seco é separado. Ninguém vem a Libres para visitar o lugar; apenas se vai lá para comprar, ir ao cassino ou até mesmo abastecer o carro. Se tiver que dormir na região, a melhor opção acaba sendo Uruguaiana, embora saia um pouco mais caro. Ainda que não seja um lugar perigoso ou tão feio, como muitas cidades de fronteira com o Brasil mais ao norte, não vale a pena ficar mais do que o tempo necessário até o próximo ônibus por ali.

22/08/2009

No início

Depois de todas as idas e vindas relatadas num post anterior, nosso mochilão com destino ao Atacama e ao Salar de Uyuni começou exatamente às 0h15 de um sábado, dia de 18 de julho, pouco mais de um mês atrás.

Estive envolvido com atividades na faculdade onde também dou aula até umas 22h30 da noite, mas como já tinha deixado tudo ajeitado naquela tarde, tive tempo suficiente para jantar e chegar tranqüilo na rodoviária, junto com meus dois companheiros de viagem – o Diego e o Rafael (3º mochilão com cada um deles).

Como já havíamos descartada a idéia de ir de carro até Uruguaiana, pois nossos planos envolviam a volta de avião por Porto Alegre, o jeito era ir de ônibus mesmo. Só existem 2 horários diários de linhas regulares ligando Santa Maria a Uruguaiana, na fronteira com a Argentina. Um sai ao meio-dia e outro por volta da meia-noite, que foi o que tomamos. Ambos levam cerca de 6hs para percorrer pouco mais de 400km, numa estrada de poucas curvas e paisagem típica da Campanha.

Com o frio que estava fazendo naquele dia e a certeza de que na estrada a coisa ficaria ainda pior, já saímos bem agasalhados de casa, com o casaco que seria o companheiro de todos os dias à mão. No ônibus, porém, surpreendentemente a temperatura estava agradável. Aliando isso ao fato de ter conseguido bancos sozinhos para cada um, bem como a um “draminzinho” para conseguir dormir, a viagem que tinha tudo para ser uma “indiada” acabou passando bem rápido e servindo para que realmente estivéssemos descansados no sábado pela manhã.

Chegamos na rodoviária de Uruguaiana por volta das 6h15. Como nosso próximo ônibus partiria de Paso de los Libres, do outro lado da ponte, só às 11h45, tínhamos tempo de sobra para tomar café da manhã e fazer a imigração.

Um amigo do Rafael, a pedido dele, veio nos buscar na rodoviária para que tomássemos juntos o café na casa dele. Lá matamos umas duas horas, comendo, conversando e aproveitando para lavar o rosto, escovar os dentes, e por aí vai. Por volta das 9hs, ele se ofereceu para nos levar até a migração, que é conjugada, do lado argentino da ponte sobre o rio Uruguai.

20/08/2009

Check list da viagem

Sol, vento, frio, ar seco, gelo, pó e muito bórax - esteja preparado para os elementos

Segue o check list que usamos para a viagem ao Atacama (e adjacências) no inverno. É muito importante estar protegido para o frio, que pode chegar a -20°C, como de fato enfrentamos. Atenção também para itens como lanterna, máscaras para gripe e protetor solar, inclusive labial - todos são itens obrigatórios.

BAGAGEM

• Mochila com capacidade mínima de 60L (máximo 20kg carregada)

• Mochila pequena, para passeios (máximo 5kg carregada)

• Capa de chuva para mochila

• Cadeados pequenos para fechos das mochilas, com segredo ou chave reserva

• Etiquetas de identificação da bagagem

VESTUÁRIO

• Calças (1 ou 2), que sejam boas para caminhar tanto em áreas urbanas como em lugares com pó e terra

• Calções (1 ou 2), para dormir e para banhos de mar ou águas termais

• Calça esportiva (nylon, tac-tel, etc), para dormir e para passeios

• Malha underwear polar, parte de cima e parte de baxo, para dormir nas noites abaixo de 0ºC e usar debaixo da roupa mesmo de dia

• Casaco para frio de até -20°C (corta-vento, não precisa ser impermeável)

• Casaco mais leve para temperaturas entre 15°C e 5°C

• Camisetas curtas (entre 2 e 4)

• Camisetas compridas (entre 3 e 5)

• Moletom e/ou blusão (entre 2 e 4)

• Cuecas (entre 5 e 10)

• Meias (entre 5 e 10 pares)

• Chinelos (1 par de havaianas, para banheiros coletivos)

• Tênis

• Bota ou calçado mais resistente

• Boné – opcional

• Gorro para o frio, de preferência que cubra as orelhas

• Cintos (1 ou 2)

HIGIENE e SAÚDE

• Nécessaires (2, para se organizar melhor)

• Creme de barbear

• Aparelho de barbear com lâminas

• Shampoo

• Sabonete com porta-sabonete (para não ficar grudando no papel a cada uso)

• Gel higienizador para mãos a base de álcool (para a gripe A)

• Toalha de banho leve (para secar rápido)

• Pasta de dente

• Escova de dente

• Fio dental

• Rolo de papel higiênico

• Pente ou escova

• Protetor solar com fator maior ou igual a 30

• Protetor labial com filtro solar fato maior que 30

• Talco (para deixar os pés secos, se tiver chulé)

• Cotonetes

• Cortador de unhas

• Lenços (para quem tem rinite)

• Remédio para dor de cabeça (Neosaldina), de fígado e diarréia (Imosec)

• Remédios de uso contínuo

Band-aid e esparadrapo

• Desodorante

• Lentes de contato e/ou óculos de grau

• Óculos de sol (de preferência polarizados)

• Máscara para gripe A (obrigatório nos trens bolivianos)

Observação: lembrar de despachar líquidos, cremes e géis de mais de 120ml antes do check in em aviões (a segurança proíbe) e de enrolar líquidos e cremes em sacos plásticos em viagens em que ocorrem mudanças bruscas de altitude (a mudança de pressão os faz vazar)

ACESSÓRIOS

• Cadeado para locker nos albergues, com chave reserva ou segredo

• Máquina fotográfica e/ou filmadora, com estojo de proteção

• Chips de memória ou outras mídias de armazenamento

• Pilhas recarregáveis c/ carregador ou carregadores de bateria

• Celular habilitado para roaming internacional com carregador de bateria

• Adaptador de tomada

• Porta-dólares (money belt)

• Caneta ou lápis (para formulários de imigração e anotações)

• Relógio com despertador (lembrar de ajustar o fuso horário assim que chegar no lugar)

• Guias de viagem, mapas, livros, etc.

• Agulha e linha para pequenos consertos de vestuário ou bagagem

• Canivete

• Carteira

• Sacolas plásticas para separar roupas molhadas ou sujas

• Lanterna (nos alojamentos do Tour do Salar não há luz à noite)

• Saco de dormir apropriado para o frio – opcional (pode-se alugar lá)

DINHEIRO e DOCUMENTOS

• Carteira de identidade ou documento de identificação nacional

• Passaporte

• Carteira internacional de vacinação de febre amarela (obrigatório na Bolívia)

• Carteira de motorista (para eventual aluguel de carro)

• Cópia da reserva de passagem aérea de retorno

• Cópia do passaporte e da identidade (deixar em lugar seguro separado)

• Dólares (para câmbio ou para emergências)

• Cartão de crédito internacional (Master é mais usado que Visa)

• Reais (para pequenas despesas no Brasil)

• Passagens de ônibus já compradas

• Declaração de saída de bens da Receita para câmeras digitais e eletrônicos

• Lista de códigos da EMBRATEL para ligação a cobrar para o Brasil

• Lista de telefones de embaixadas e consulados

19/08/2009

(In)definição do roteiro

A ideia original, desde o ano passado, era uma viagem pelo leste europeu. Um mochilão que já tinha como consenso Croácia, Hungria, e o que mais desse para ver em 15 dias corridos, por volta de maio de 2009.

Com a crise econômica levando o dólar para a casa dos R$ 2,50, as passagens aéreas para mais de R$ 3.000,00 só para ir e voltar da Europa e mais uma série de outros poréns, meus amigos e eu deixamos os planos de lado e ficamos - desanimados - certos de que não sairia nada de mochilão em grupo nesse ano.

No entanto, ali por abril, começou a aparecer aquela vontade de fazer alguma coisa mesmo que fosse aqui por perto. Cogitamos Equador, Colômbia, até mesmo América Central - até que uma "questão mal resolvida" do passado pareceu como a melhor opção: fazer bem feito o Deserto do Atacama. Para dar um "up" na viagem, o Salar de Uyuni seria o objetivo mais longínquo, aquela atração que valeria a viagem.

Chegamos a ser 4 confirmados para a viagem, inclusive com parte dos preparativos feitos, mas podíamos chegar a 5 amigos. Faltando 2 meses, porém, o número ficou em 3, e daí não saiu mais (por muito pouco).

Depois de termos definido que o Atacama seria nosso destino, uma ameaça passou a rondar a viagem: gripe suína. O olho do furacão da H1N1 estava passando pela Argentina, que era anunciada mundo afora como o lugar em que mais gente estava morrendo disso. O anúncio do Ministro da Saúde do Brasil recomendando que brasileiros não fossem para Argentina e Chile em julho foi a gota d'água para que muita gente ao nosso redor passasse a fazer pressão para que nossa viagenzinha despretensiosa não saísse.

Algumas hesitações, especulações sobre mudanças de roteiro e muita conversa depois, ficamos mesmo com o trajeto originalmente planejado. Faltando menos de 1 semana para a viagem, a ameça do governo boliviano de fechar as fronteiras secas com a Argentina chegou a colocar em "off" a travessia direta de Salta para a Bolívia, mas tudo acabou se resolvendo bem.
O roteiro que fizemos acabou sendo esse aí de cima. A linha vermelha representa a ida, em ônibus e trem, passando por Corrientes, Salta, Villazon, Uyuyni, San Pedro de Atacama e Iquique, e a linha roxa representa a volta, feita de avião (IQQ-SCL e SCL-POA, com direito a parada em Valle Nevado).

18/08/2009

Agora é para valer


Mais uma vez estou eu aqui, desculpando-me pelos dias que fiquei parado sem escrever nada e prometendo voltar a postar...

Deixei de lado por um tempo a ideia de escrever sobre aquela viagem a Buenos Aires e Montevideo para contar um pouco sobre outra, que ainda está bem fresquinha na minha cabeça - o mochilão de 14 dias que fiz com mais dois amigos ao Salar de Uyuni (esse da foto), passando por lugares como Salta (Argentina), San Pedro de Atacama e Iquique (Chile) e alguns outros mais.

De certa forma, foi como voltar um pouco no tempo, até aquele primeiro mochilão a Machu Picchu, quase 7 anos atrás. Valeu muito a pena. Gastamos pouco, tiramos fotos muito legais, conhecemos muitos lugares inusitados, vimos muito estrangeiro para lá e para cá - vocês vão ver.

Boa parte das fotos que serão utilizadas nesses posts são de autoria do Diego , inclusive a que ilustra o post de hoje - prometi para ele que não sonegaria os créditos.

Nos próximos dias, também, pretendo dar uma revisada nos comentários que pipocaram em diversos posts aqui do blog, especialmente naqueles sobre vistos e requisitos de entrada da UE.

Aguardem!