09/03/2012

Chiang Mai - templos e mais templos


Passei alguns dias sem postar aqui no blog, mas retomo agora os relatos sobre nossa viagem à Tailândia, seguindo por Chiang Mai...

Depois de um dia intenso, com visita ao campo de elefantes, ao zoo de tigres e ao lugar onde se faz tirolesa, chegamos completamente exaustos no hotel e não tivemos nem coragem de sair para jantar fora. Pedimos algo no quarto mesmo e fomos dormir até mais cedo do que o normal.

Na manhã seguinte, depois do café, saímos a pé com o propósito de alugar bicicletas, para dar umas pedaladas pela cidade, enquanto conhecíamos alguns do vários templos ao redor do centro amuralhado.

No caminho, já paramos em um dos templos à beira do rio Ping, logo ao lado de nosso hotel, para tirar umas fotos e para conhecer a marina, de onde saem barcos que funcionam como transporte público, no mesmo estilo de Bangkok, e outros que fazem passeios turísticos. Na verdade ,não achamos o rio tão interessante e nem mesmo cogitamos de fazer algum passeio daqueles.


Umas poucas quadras depois, encontramos um lugar que nos haviam indicado para conseguir as bikes, ao lado do restaurante indiano Whole Earth, perto do bazar noturno, mas o proprietário nos deu a real: já estava um pouco tarde para aproveitar o melhor horário, que é cedo da manhã. Como o trânsito e o calor aumentam consideravelmente ao longo do dia, o melhor seria deixar para o dia seguinte. O preço é bem pequeno, cerca de 100 baht por umas quatro horas com as bicicletas, tempo mais do que suficiente.

Decidimos então seguir de tuk tuk para o centro, indo direto para o Wat Phra Singh, o ponto mais central de Chiang Mai e o maior de todos os templos dentro da cidade (existe outro templo maior em Chiang Mai, que é o Wat Phra That Doi Sutep, no alto de uma montanha a uns 17km da área urbana, no qual as pessoas fazem peregrinações religiosas subindo as longas escadarias e sendo recomensadas com as vistas da cidade – isso dependendo da ausência de neblina).

Já no Wat Phra Singh, tivemos um dos contatos mais próximos com a verdadeira religião budista, sem tanta presença de turistas. Pudemos ver inclusive um monge sentado em posição de meditação, que só se mexia de vez em quando para dar alguma benção a quem lhe fazia uma oferenda. Confesso que fiquei meio envergonhado de tirar foto, mas me posicionei um pouco mais longe e usei o zoom... embora tivesse gente bem cara de pau que dava com o flash bem perto da cara do velhinho.

O templo é bastante extenso, ocupando praticamente o tamanho de uma quadra urbana das grandes. É considerado um templo de primeira categoria, por indicação do irmão mais velho do atual rei da Tailândia. Religiosamente, sua importância se deve ao fato de ser o abrigo de uma importante imagem de Buda, com traços da cultura Lana, típica da região noroeste do país, desde 1345.



 

Nos jardins atrás do templo, há várias plaquinhas com mensagens budistas em tailandês e inglês, em meio a bancos para que as pessoas possam descansar. Ali também há um grande chedi branco, no qual as pessoas dão voltas em sentido horário enquanto rezam. Há também um mecanismo de corda movido por uma manivela, pelo qual a pessoa pode jogar água benta em cima do chedi, de vários metros de altura, levando-a até lá com um baldinho preso ao equipamento, que é elevado até o topo, onde a água é virada. Isso é considerado como uma forma de fazer o pedido chegar mais rápido aos céus.

Quase escondido, há um prédio pequeno com uma réplica do Buda reclinado de Bangkok, com a mesma posição e os mesmos traços. O lugar está meio mal cuidado, com muita sujeira das pombas que andam por ali, mas vale uma visita.

Depois do Wat Phra Singh, tratamos de arranjar um lugar para comer, bem no centrinho de Chiang Mai, e encontramos um bistrô que pareceu bem simpático, inclusive com internet wi fi. Curiosamente, o nome era o mesmo da pizzaria de nossa primeira noite: Ratchadamnoem. Pedimos umas massas com molhos locais e recuperamos as forças para seguir o passeio.

A algumas quadras dali, encontramos outro templo, bem menor, de nome Wat Chai Phrakiat, quase vazio, mas com interessantes desenhos sobre a vida do Buda. A essa altura, já tínhamos feito nossas pesquisas na internet para entender um pouco do que significam os principais aspectos do budismo e, por isso, pudemos aproveitar um pouco mais.

Depois daquele templo, sentimos que o sol do início da tarde não estava sendo nada agradável conosco e, por isso, decidimos entrar numa clínica perto do portão da muralha a leste do centro para fazer 1 hora de massagem tailandesa...

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