27/11/2012

Passeios em Lisboa - Belém (parte 2)

Belém ainda tem outras duas importantes atrações no roteiro de um mochileiro de primeira viagem em Lisboa: a Pastelaria e o Mosteiro. 

Com relação ao mosteiro, acabamos "comendo mosca" na primeira vez em que estive na cidade. Entretemo-nos com o Padrão dos Descobrimentos e com a Torre de Belém e não nos demos conta de que a última entrada na atração só era permitida até as 16h30. Por isso, acabamos ficando do lado de fora, só com a vista externa. 


Foi apenas em 2011, de passagem pela cidade entre um voo e outro, que acabei conhecendo o interior do Mosteiro dos Jerónimos, que é outra das 7 Maravilhas de Portugal. 

O mosteiro é o equivalente português de um panteão dos heróis da pátria (muito embora o Panteão propriamente dito fique no bairro da Alfama). Ali estão enterrados personagens como Luís de Camões, Vasco da Gama, Fernando Pessoa e Alexandre Herculano, entre outros vários monarcas portugueses. 

O mosteiro teve sua maior parte concluída ainda nos anos 1500 e representa bem a riqueza que o país vivia com os recentes descobrimentos daquela época. 


O lugar é bastante amplo e apesar do grande número de pessoas que o visita, bastante agradável de se conhecer. 

Personagens mais antigos, como Camões e Vasco, têm estátuas ornadas cobrindo seus sarcófagos, dentro da própria igreja do mosteiro. Mortos mais recentes, como Pessoa, têm lápides mais discretas e modernas. 




O mosteiro, como o nome indica, pertencia à Ordem de São Jerônimo, e foi construído num estilo gótico bem representativo da arquitetura portuguesa. Não tem tantos detalhes como alguns outros mosteiros conhecidos do país (em Batalha e Tomar, por exemplo), mas é muito impressionante pela magnitude da construção. 

Uma visita ao local toma pelo menos 1 hora, se for feita com um mínimo de atenção.

Para terminar o passeio por Belém e também para recuperar as energias, nada melhor do que encarar uma fila de turistas ansiosos para entrar na Pastelaria de Belém.



Os tais pasteis, para quem não sabe, são tortinhas assadas de nata, no formato de uma empada. São levemente crocantes por fora, às vezes até queimadinhas em alguns pontos, e têm creme por dentro. 

A receita dos pasteis de Belém é registrada e por isso só aqueles que são feitos nesse estabelecimento podem ser chamados como tal. A sua história está intimamente ligada ao Mosteiro vizinho, já que foram os clérigos que começaram as vendas por volta de 1820. 

Os pasteizinhos são bons e baratos e vale realmente a pena provar. Obviamente, há outras opções de comida no lugar. Se a pressa for muito grande, existe um serviço que vende os pasteis em sistema take away, que anda bem mais rápido do que a espera por uma mesa. 

2 comentários:

Anônimo disse...

Nossa, que maravilhoso! Ja comi esses pasteis aqui no Brasil msm, mas nada deve se comparar ao original haha

Cib S disse...

Aí que delicia, me deu até água na boca ao ver essa foto. Amooo os pasteis de Belém.
Quando estive lá descobri que nao é preciso pegar aquela fila kilometrica, pode-se entrar direto e pegar uma mesa e fazer o seu pedido a um dos garçons, assim como também poderá se pagar ao mesmo. Também descobri lá o melhor chocolate quente que ja tomei na vida.