05/03/2009

Adeus à Holanda

Depois daquele dia inteiro passeando por Haia, Delft e Scheveningen, chegamos em Amsterdam e fomos direto comprar as passagens de trem para Bruges, para onde partiríamos no dia seguinte.

Como Bruges é uma cidade pequena, não há trens diretos ligando uma cidade à outra. O mais comum - e foi o que fizemos - é comprar uma passagem com conexão em Antuérpia.

A passagem custou algo em torno de 29 euros para cada um. Como eu e o Diego ainda tínhamos só 25 anos de idade, conseguimos um desconto de cerca de 30% sobre esse preço, aplicável a menores de 26.

Depois da compra, retornamos ao albergue e só demos mais algumas voltas ali pela região de Leidseplein. A cidade fica incrivelmente parada e tranqüila na segunda-feira, depois do furacão que é cada final de semana. Para nossa admiração, até mesmo os mictórios públicos são recolhidos das praças e tudo parece voltar a um ritmo de cidade média (Amsterdam não tem mais do que 600 mil habitantes, é bom lembrar). Quem chega lá num dia de começo de semana assim, mesmo sendo calor, diria que a famosa capital holandesa nem tem tanta graça.

Dormimos relativamente cedo naquele dia, jantamos no restaurante do albergue mesmo e tratamos de ajeitar as nossas coisas para a viagem seguinte.

Posso dizer que, apesar de fazermos bastante coisa e se tratar de uma cidade das mais agitadas que já conheci, conseguimos sair descansados dela. Foi muito zen essa parte da viagem, porque parece que não há tanto clima "turistão" como em Paris (que até hoje acho que foi uma loucura, de tanta coisa que vimos e fizemos).

Foi meio que consenso no grupo que, talvez, 4 dias para Amsterdam tenham até sido demais, mas acho que foi exatamente por essa razão que conseguimos aproveitá-la melhor e não sair de lá tão cansados. Realmente, se você está numa correria maluca como são muitos dos primeiros mochilões que se faz para a Europa (aquela ânsia natural de querer fazer o maior número de países possíveis numa só vez), talvez umas 3 noites já sejam o suficiente ou mais do que o suficiente por lá.

Ainda assim, recomendo uma permanência mais prolongada na cidade. Se puder conciliar a permanência lá com o período dos jardins de Keukenhof, melhor ainda (falei nele no tópico sobre verdades e mentiras...).

Na manhã de terça-feira, pegamos nosso último bonde em Amsterdam em direção à estação central, com o mochilão nas costas, e encaramos uma viagenzinha de 3 horas e pouco até Bruges.

Na viagem, além da mesma paisagem que já tínhamos visto no dia anterior, quando da ida a Haia, pudemos ver um pouco de Rotterdam. Senti que não perdi muita coisa não tendo ido para lá, porque, pelo que pude ver, era só um monte de prédio moderno, pontes que não acabavam mais (grandes, não pequeninas como as de canais de Amsterdam) e a imensa região do porto.

Alguns quilômetros mais adiante e a mensagem no celular dando boas-vindas à Bélgica (é, no roaming internacional isso acontece!) confirmava o que já tínhamos pressentido, mas não tínhamos certeza: já estávamos na Bélgica.

Não há nenhum marco fronteiriço e tampouco imigração entre um país e outro. O que é perceptível são as mudanças com relação às placas dos carros (na Bélgica muitos ainda têm placas brancas de antes da UE), as casas - bem diferentes do estilo holandês - e uma certa cara um pouco mais decadente das coisas (placas mal cuidadas, vegetação não muito bem aparada, pichações) em relação à Holanda.

2 comentários:

Cris disse...

Olá André, meu nome é Cristiane, eu moro em Lisboa e estou querendo viajar por Benelux. Será q vc poderia me dar umas dicas? Andei procurando passagens de trem de Amsterdam para Bruges e / ou Luxemburgo, mas só encontrei o Rail, q não é do meu interesse. Qual a cia q vc usou na sua viagem? Será q encontro no internet? Valeu!

Luiz Eduardo disse...

Olá, André! Parabéns pelo seu blog, cara! Muito bom!
Estou me despedindo da Holanda amanhã e suas dicas foram excelentes!
Que inveja (boa) das suas viagens...
Abração