13/03/2009

Chegada a Bruges

Depois de termos entrado na Bélgica, foi apenas uma questão de alguns minutos para que chegássemos a Antuérpia. Lá tivemos menos de 10 minutos para fazer uma conexão com outro trem que tinha destino a Oostende, com parada em Bruges.

Para meu espanto, o pessoal não sabia ou não lembrava daquela conexão, tanto que tive que acordá-los e apressá-los quando o trem já estava quase parando. Depois, fiz um mea culpa e percebi que, na verdade, apenas eu tinha o itinerário de viagem - as passagens deles realmente não mencionavam nada sobre parada em Antuérpia.

Pelo pouco que vimos de Antuérpia pela janela do trem, não nos arrependemos por não ter parado ali para conhecer um pouco. Imagino que o centro não seja assim, mas o trecho por onde o trem passa mostra uma cidade bem mal cuidada, para os padrões europeus.

Cerca de 1 hora e meia depois, passando por paisagens bem bucólicas, chegamos a Bruges.

A estação de trem estava toda em reforma e só o que dava para ver eram tapumes e desvios por todos os lados. Assim que descemos, tratamos logo de deixar compradas as passagens para seguir viagem no dia seguinte, quando então iríamos a Bruxelas.

Feito isso, conseguimos um mapinha da cidade e explicações sobre como chegar até o albergue.

Tomamos um ônibus de linha - que demorou a chegar e decepcionou pelo tamanho. Como o centro histórico é cheio de ruas estreitas, apenas uns micro-ônibus passam por lá.

Meia hora até o centro e descemos bem na praça central da cidade, conhecida simplesmente como "Markt", ou mercado. Dali, suamos um pouco até conseguir achar a rua do albergue, a Ezelstraat.
Assim que chegamos no Snuffel (nome do albergue, do qual falarei em outro post), deixamos nossas coisas e já saímos para a rua, para aproveitar nosso único dia na cidade. Compramos uns lanchinos num mercadinho em frente ao albergue e retornamos à praça central.

Como saímos pela manhã de Amsterdam, ainda não havíamos almoçado, por isso a primeira coisa que fizemos foi escolher um dos restaurantes ao redor da praça para comer. Cada um pegou uma coisa diferente, mas tudo era fruto do mar. Tomamos umas boas cervejas e aproveitamos para rir bastante das situações curiosas que aconteciam ao redor - principalmente um pessoal para lá da terceira idade tomando todas, na mesa logo atrás de nós.

Durante a refeição, traçamos mais ou menos qual seria nossa rota pela cidade histórica e começamos pela torre do Belfort, o ponto mais alto da cidade (não é a prefeitura, que na verdade é um outro prédio ao redor da praça). Apenas o Rafael e eu nos animamos a subir os 366 degraus até o topo, de onde se tem umas vistas muito boas da cidade inteira.
Tive uma pequena discussão com a velhinha que vendia o ingresso da subida, porque primeiro paguei o preço e depois vi que tinha desconto para menores de 26 anos. Perguntei se eu não podia trocar e a velha grosseiramente disse que não; que eu devia ter avisado antes porque agora já estava feito o negócio!!!
Além das vistas legais, levamos um susto quando os sinos da torre começaram a dobrar na hora cheia. Graças a Deus, o barulho quase insuportável não demorou mais do que uns 30 segundos.

Na descida, encontramos os demais no pátio interno do Belfort e seguimos o caminho traçado pela cidade... mas isso é assunto para o próximo post.

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