22/08/2009

No início

Depois de todas as idas e vindas relatadas num post anterior, nosso mochilão com destino ao Atacama e ao Salar de Uyuni começou exatamente às 0h15 de um sábado, dia de 18 de julho, pouco mais de um mês atrás.

Estive envolvido com atividades na faculdade onde também dou aula até umas 22h30 da noite, mas como já tinha deixado tudo ajeitado naquela tarde, tive tempo suficiente para jantar e chegar tranqüilo na rodoviária, junto com meus dois companheiros de viagem – o Diego e o Rafael (3º mochilão com cada um deles).

Como já havíamos descartada a idéia de ir de carro até Uruguaiana, pois nossos planos envolviam a volta de avião por Porto Alegre, o jeito era ir de ônibus mesmo. Só existem 2 horários diários de linhas regulares ligando Santa Maria a Uruguaiana, na fronteira com a Argentina. Um sai ao meio-dia e outro por volta da meia-noite, que foi o que tomamos. Ambos levam cerca de 6hs para percorrer pouco mais de 400km, numa estrada de poucas curvas e paisagem típica da Campanha.

Com o frio que estava fazendo naquele dia e a certeza de que na estrada a coisa ficaria ainda pior, já saímos bem agasalhados de casa, com o casaco que seria o companheiro de todos os dias à mão. No ônibus, porém, surpreendentemente a temperatura estava agradável. Aliando isso ao fato de ter conseguido bancos sozinhos para cada um, bem como a um “draminzinho” para conseguir dormir, a viagem que tinha tudo para ser uma “indiada” acabou passando bem rápido e servindo para que realmente estivéssemos descansados no sábado pela manhã.

Chegamos na rodoviária de Uruguaiana por volta das 6h15. Como nosso próximo ônibus partiria de Paso de los Libres, do outro lado da ponte, só às 11h45, tínhamos tempo de sobra para tomar café da manhã e fazer a imigração.

Um amigo do Rafael, a pedido dele, veio nos buscar na rodoviária para que tomássemos juntos o café na casa dele. Lá matamos umas duas horas, comendo, conversando e aproveitando para lavar o rosto, escovar os dentes, e por aí vai. Por volta das 9hs, ele se ofereceu para nos levar até a migração, que é conjugada, do lado argentino da ponte sobre o rio Uruguai.

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