28/01/2011

Rumo ao interior da Croácia

Com tanta coisa para fazer nos lugares próximos, a uma ou duas horas de viagem, acabamos negligenciando a cidade de Split em si. Os passeios que fizemos por lá ou foram durante a espera para um barco, ou no fim de tarde, quando já estava escurecendo. Ao contrário de outros lugares em que já estive na Europa, na Croácia o sol não se põe tão tarde no verão, sendo que o pôr do sol costuma ocorrer lá pelas 19h30, 20h00.

O resultado foi que não entramos em nenhum museu, igreja ou atração em que se tinha de comprar ingresso. Ficamos só andando pela cidade, indo aos pontos indicados como sendo de interesse e aproveitando para comer nos restaurantes que apareciam no guia da Lonely Planet para os "Western Balkans".
Do pouco que conhecemos de lá, dá para tirar algumas dicas do que fazer e do que não fazer:

- os melhores restaurantes ficam próximos ao mercado público, logo depois (a noroeste) da Narodni Trg (Praça do Povo) e ao redor da Trg Republike (Praça da República), que é essa da foto.
- a praia urbana de Split, Bacvice, à direita do porto para quem olha do mar, é uma furada. Parece uma borda de uma psicina, com uma calçada de concreto que termina no mar, ao qual se desce por uma escada de piscina. Os restaurantes e bares ao redor parecem de qualidade baixa, com músicas altas demais e tal. Gastamos caminhada à toa indo lá.

- a Riva, o calçadão a beira-mar em frente ao Palácio, tem vários cafés e barzinhos, mas muito poucas opções para comer. Por isso, ali só é bom para curtir o movimento e fazer uma paradinha, mas não para passar tanto tempo.

- saindo umas três quadras para fora da região do centro histórico, começa a parte mais "nova" da cidade, que não tem muito apelo turístico. Blocos residenciais gigantes e todos parecidos do tempo comunista formam a paisagem, que pode ser vista também nos bairros de várias cidades do leste europeu.

- Split tem um aeroporto todo moderninho, não muito longe da cidade, que pode ser uma boa opção para quem quer chegar direto para conhecer as ilhas de Hvar, Brac e arredores. A maioria dos voos para lá são sazonais (só ocorrem no verão), mas há voos da Croatian Airlines (parceira da Star Alliance) saindo da Itália e de outras cidades croatas o ano inteiro.

- além dos passeios que fizemos (Hvar, Brac) e que ainda vou contar (Plitvice Lakes), que podem ser feito em bate e volta de Split, há ainda outros lugares que são bastante procurados pelos turistas: a cidade medieval de Trogir, que fica numa ilhota bem ao lado do continente e que preserva seu centro como há centenas de anos atrás, e o parque Nacional de Krka, cheio de cachoeiras ao longo de um rio que desce para o Adriático.
Como tínhamos planejado um roteiro que contemplava um noite nos arredores do parque de Plitvice, demos adeus a Split e tomamos um ônibus bem cedo numa manhã para descermos direto na porta do parque. Depois de cerca de 10 dias, deixamos a região da Dalmácia, uma das mais bonitas que já conheci na vida, em direção ao interior.

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