26/06/2010

De Iquique a Santiago

Depois de dois dias bem aproveitados em Iquique, terminamos nosso período na cidade como começamos: na sala de uso comum do albergue, porque nossa diária já tinha acabado e o vôo só sairia à noite.

Os donos do albergue, como falei alguns posts atrás, nos convidaram para participar da janta que ofereceram, com carne argentina na parrilla.
Pagamos um táxi antecipadamente para viajar ao aeroporto, que fica a quase 50km da cidade. O caminho é todo feito pela estreita faixa de terra e areia entre as montanhas e o mar, pelas partes mais ricas ao sul de Iquique. Como já era noite, não deu para ver muita coisa.

O aeroporto, chamado “Diego Aracena”, é bem grandinho e moderno para uma cidade com o tamanho de Iquique. Havia bastante movimento, mesmo sendo meio de semana.

Pela primeira vez, viajei com a LAN. O avião não é muito diferente dos que se usam aqui, nos trechos nacionais, mas o serviço de bordo é definitivamente melhor. Os lanches levavam a marca da Havanna, aquela conhecida loja de alfajores argentina.

Com o cansaço do dia, dormi quase todo o período em que não estava envolvido com decolagem, aterrissagem ou com o lanche, por isso a viagem passou muito rápido.

Chegamos em Santiago por volta da 1h30 da madrugada, com um frio em torno dos 3°C (até achei que estaria mais).

O suspense da viagem não era por causa da cidade em si – eu mesmo estivera duas outras vezes lá, num espaço de 10 meses antes daquele dia, sendo que os meus dois amigos também já tinham dado uma passada por lá, alguns anos atrás. O medo era por causa da gripe suína. Na época, embora a Argentina fosse tratada como o país com maior número de contaminações pela gripe aqui no Brasil, na verdade o Chile, com uma população muito menor, tinha uma taxa proporcionalmente muito mais alta. Só em Santiago, antes de pararem a contagem oficial dos contaminados, havia pelo menos 5 mil pessoas com o H1N1.

Por mais que estivéssemos confiantes em razão de uma viagem sem maiores problemas e sem ver quase ninguém de máscara ou com algum cuidado mais exagerado – exceção feita ao trem boliviano – não deixava de ser um pouco arriscado usar o transporte público do país naquelas condições.

Pegamos um táxi até o Andes Hostel, meu velho conhecido de um jogo do Grêmio em Santiago, e chegamos por volta das 2h30. Nosso quarto, para o pavor da gurizada, tinha uma pessoa tossindo sem parar. Na outra cama, certamente com medo, outra tinha feito uma “barraquinha” improvisada com lençóis.
O cansaço era tão grande, contudo, que ninguém deixou de conseguir dormir por causa disso.

4 comentários:

Jackie e Rômulo disse...

Olá! Tenho um voo com conexao em iquique e queria aproveitar para ir ao zofri comprar eletronicos. Mas nao consigo achar informação sobre a distancia do aeroporto ao zofri. qt tempo elva mais ou menos?
tenho 8 horas na cidade, contando que tenho que estar duas horas antes do voo no aeroporto, seria 6 hs, vc acha que da pra ir e voltar e ainda fazer compras?
obrigada!
att,

André Augusto Cella disse...

Infelizmente o aeroporto Diego Dracena é bastante longe da cidade, a uns 54km a seu sul, nua faixa entre o deserto e o mar, enquanto que a ZOFRI fica no extremo norte da área urbana. Levarás 1h30 para fazer o trajeto de ida e 1h30 para a volta e com isso só vai ter umas 2h para ver uma partezinha da zona...

André Augusto Cella disse...

"Diego Aracena" é o nome do aeroporto, não Dracena

Jackie e Rômulo disse...

Olá André. POxa, longe mesmo né... vou ter que ver se vale a pena porque eu teria só 3 hs lá (sem contar o desembarque) e teria que pagar a taxa de embarque de 30 dolares mais o transporte. Vou ver com meu marido o que ele acha. Super obrigada pela info, nao estava achando de modo algum. valeu!