28/06/2010

De volta à cidade

Como disse no post anterior, nossa visitinha de ônibus ao Valle Nevado não durou mais do que três horas. Só que o barato saiu caro: o dito ônibus só voltaria ao fim da tarde e não havia nenhum outro tipo de transporte público nas redondezas. O jeito foi apelar pro dedão: carona mesmo!

Ninguém parava. Às vezes nem tentávamos, ou porque o carro era muito chique (há estacionamentos privativos para Jeeps lá em cima!) ou porque estava muito cheio. Uns quinze minutos depois, porém, tiramos a sorte do dia: um instrutor de esqui precisava voltar urgentemente à cidade porque o filho se machucara no colégio e se dispôs a rachar a gasolina conosco.

Toda carona é sempre uma surpresa. O cara dirigia enlouquecidamente morro abaixo, afinal faz aquele caminho umas quatro vezes por semana e, naquele dia, estava indo ver o filho machucado. Contou um pouco como funciona o seu trabalho, que faz uma temporada no Chile e que no verão daqui vai para o inverno na Europa, mais especificamente em Andorra. Disse que o nosso Ministro da Saúde acabou com a temporada deles ao dize na TV que não era para viajar ao Chile por causa da gripe e, quando já estava um pouco mais íntimo, começou a perguntar se não tínhamos um baseado (!!!) para dar para ele...
Ficou um clima meio chato e, para quebrar o gelo, ele até parou para tirarmos mais foto pelo caminho.

Quando finalmente chegamos, demos cada um o equivalente a uns 5 reais para ele e pedimos para parar num grande shopping center que vimos na subida, do qual já tínhamos ouvido falar e que só tinha lojas voltadas ao esporte.

Foi ali que almoçamos de verdade e ficamos umas boas horas olhando lojas. Nunca vi um shopping como aquele, em que só havia praticamente homens andando. As lojas eram especializadas em tudo quanto é esporte possível e, pela estação, muitas vendiam coisas para o inverno. Até iates e lanchas dava para comprar ali. Minhas aquisições se resumiram a um Mizuno Wave da última geração, por pouco mais da metade do preço que se pagaria aqui, e a alguma outra coisa que não lembro bem agora. Mas que eu olhei e experimentei um montão de coisa, até me dar por conta de que metade daquilo não teria como usar no nosso inverno brasileiro, isso eu fiz!
No fim da tarde, ao invés de metrô, como pensávamos no início, pegamos um táxi para ir vendo um pouco mais da cidade. Surpreendentemente, ao contrário do que dizem, a hora do rush de Santiago (pelo menos no nosso caminho) não foi tão complicada em matéria de trânsito.

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