01/06/2010

Os primeiros passeios de Iquique

Depois das horinhas de sono na área de uso comum do albergue, decidimos ir tomar o café da manhã no mercado público. Geralmente, qualquer cidade que se preze tem um mercado público com bons restaurantes e lancherias, e Iquique não seria diferente.

A caminhada entre o albergue e o mercado foi bem puxada – mais de 10 quadras. Dali até o centro, porém, a distância não seria grande.

Chegando lá, catamos o lugar que mais nos apeteceu para comer e pedimos omeletes e café, cada um de um tipo diferente.

Refeição tomada, começamos a caminhar num circuito bolado na hora, para passar na frente da maior parte dos pontos turísticos da cidade até chegar ao porto e ao museu da aduana.

Foi nessa hora que conhecemos a característica típica da cidade – os sobrados de madeira – , além da Igreja matriz e do centro comercial.

No antigo prédio da aduana, entramos e vimos um pouco das exposições (não sei dizer se são permanentes ou temporárias) que havia ali, sobre as guerras navais do Chile com os vizinhos.
Saímos da aduana e fomos para o porto, onde os pescadores repassam o pescado aos atravessadores e até vendem alguma coisa a consumidores. Existem alguns passeios de barco por ali, mas como o clima estava todo nublado, achamos melhor ficar por terra mesmo.

O porto foi uma das melhores surpresas da viagem. O lugar era muito legal, cheio de pescadores trabalhando com bom humor, com aqueles gritos de feirante e sacaneando uns aos outros. Parecia que estávamos num desenho animado do Popeye ou qualquer outro da Disney envolvendo porto e pesca: era cheio de pelicanos andando para lá e para cá, só esperando que algum pescador lhes atirasse algumas vísceras de peixe, ou mesmo que se descuidassem para que eles pudessem roubar algum peixe.

Além dos pelicanos por todos os lados, havia também lobos marinhos na água, próximos aos deques, esperando que alguma sobra lhes fosse atirada.

Os barcos, bastante coloridos, davam um toque muito bonito ao lugar, que era extremamente simples e, em tese, nada turístico. Ali sim, tivemos aquela sensação de ter descoberto um lugar aonde pouca gente vai, porque os pescadores se ofereciam para tirar fotos e emprestavam os peixes para sair na foto com cara de quem não está acostumado a ver estrangeiros passando. Éramos novidade para muitos deles e por isso nos receberam bem.

Depois do porto, ainda empolgados com a experiência legal que tivemos, fomos para o centrão da cidade, onde fica o relógio inglês e os principais prédios públicos. Encontramos uma feirinha de chocolates caseiros e de doces e aproveitamos para fazer um lanche, deixando o almoço para mais tarde.
Depois de algumas voltas por ali, começamos a voltar para o albergue, onde faríamos o check in. Dessa vez, porém, voltamos por uma ampla avenida em cujo meio há uma linha de bonde, sendo que um vagão histórico está todo conservado para turistas verem como era. Presenciamos um desfile de escolas públicas, homenageando não sei que santo ou a troco de quê – mas sempre é oportunidade para uma foto.

Um comentário:

guilherme disse...

olá andré. Estou te escrevendo pois vi que vc fez um mochilao pela europa e eu estou planejando ir em janeiro ou julho de 2011 meu provável roteiro será barcelona-amsterdam-berlim-varsóvia-praga-viena-bratslava-budapeste gostaria que vc me enviasse algumas dicas de transporte, albergues, ou o que vc achar interessante dizer seria de grande ajuda meu email é glevate@hotmail.com desde já agradeço