03/10/2011

Uruguai


O Uruguai é um país pequeno geograficamente e em população. Cerca de um terço das pessoas moram na região metropolitana de Montevideo, sendo que o resto do país consiste de vastas extensões de terras, em sua maior parte planas, com aptidão para a pecuária, esparsamente povoadas. Nenhuma cidade que fique a mais de 100km da capital tem mais de 100 mil habitantes. No total, não são mais do que uns 3 milhões e pouco de uruguaios.

Conhecer esse pequeno país é, de certa forma, voltar um pouco no tempo, em todos os sentidos. As coisas são mais velhas do que costumamos ver no Brasil. Casas, carros, equipamentos urbanos, utensílios nos restaurantes, hotéis e prédios públicos (com as notáveis exceções de Punta del Este e do aeroporto de Carrasco) – tudo parece que tem mais de 50 anos, para ser bondoso. 

De outro lado, antigos hábitos também são preservados no país, como o costume de cumprimentar pessoas desconhecidas na rua ou sempre que se entra num estabelecimento comercial. Todos são muito amáveis e facilmente puxam conversa. Não foi nem uma nem duas vezes que, ao responder de onde vinha, ouvi elogios sobre o Rio Grande do Sul e o Brasil. Até mesmo quem conhecia Santa Maria se derreteu em elogios. O ritmo também é muito mais tranquilo do que por aqui ou mesmo na Argentina; as pessoas não parecem ter pressa – o que não significa um mau atendimento, se é isso que você está pensando. 

Os níveis de segurança também são de antigamente. O Uruguai é muitas vezes apontado como o país mais seguro da América do Sul para o turista estrangeiro e, com exceção de alguma possibilidade de furtos de aparelhos de som ou objetos de valor de veículos estacionados, ou mesmo uma abordagem de um viciado nas zonas mais pobres (e conhecidas por serem perigosas à noite) de Montevideo, uma viagem por lá costuma ser 99% segura. Nas cidades do interior, muita gente ainda deixa portas destrancadas e carros com os vidros abertos.
 
Ao mesmo tempo em que, aos olhos de um brasileiro, o Uruguai parece um país mais pobre que o nosso, fato é que o seus índices de desenvolvimento humano e mesmo econômicos (nesse caso em relação proporcional à população e comparado com alguns estados brasileiros) dão um banho nos nossos. 

Não é de se ignorar o fato de que um país tão pequeno, menor do que muitos dos nossos estados, já tenha sediado uma Copa do Mundo de Futebol, sido campeão de duas delas (e chegado entre os quatro na última!), seja responsável pela sua própria defesa externa, tenha embaixadas em vários países do mundo, uma companhia aérea nacional que faz vários voos para o exterior e ainda dispute com a Argentina questões como quem tem o melhor compositor de tango, o melhor teatro, etc. Além disso, o lugar é referência em toda a América Latina (e mais recentemente nos EUA e Europa) com as festas e eventos de Punta del Este, no verão e, no plano político, é a sede do Mercosul.

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