17/01/2010

Salta à noite

Desde o final de setembro, não escrevi mais sobre o mochilão que fiz com mais dois amigos ao Atacama, nesse último inverno. A partir de agora, pretendo retomar o relato daquela viagem, do ponto em que parei.

Já falei sobre os preparativos, sobre a viagem de ônibus saindo do Brasil e cruzando Corrientes e o Chaco, e da maioria dos passeios que fizemos enquanto estivemos em Salta, a maior cidade do “noroeste andino” da Argentina. Falei um pouco das atrações de Salta, também, mas nada sobre a noite da cidade.

Salta é uma cidade grande, com mais de 500 mil habitantes, e tem uma noite compatível com esse tamanho e com o seu potencial turístico.

A maioria dos cafés fica ao redor da Plaza 9 de Julio, entre o Museu de Arqueologia de Alta Montaña e as ruas que vão para o Convento de San Bernardo. Em pelo menos duas noites, foi por ali que ficamos para fazer um lanche e para tomar uma cerveja.

Os locais se orgulham da cerveja Salta, que vale a pena conhecer. É bem encorpada e ajuda a esquentar naquelas noites geladas de lugar cercado de montanhas.

Os melhores restaurantes e as boates, no entanto, ficam quase todos concentrados em duas quadras da Calle Balcarce, perto da antiga estação ferroviária da cidade. O lugar é relativamente longe do centro (leia-se Plaza 9 de Julio) e da região onde ficam os albergues, no outro extremo da região central. Por isso, a melhor pedida acaba sendo ir de táxi (na Argentina isso não costuma significar mais do que 5 pesos, ou 2 reais e pouco).

Numa das idas para aquela região é que vimos outras praças da cidade, uma delas inclusive é a que fica na frente da sede do governo provincial. Mesmo sem ter prédios tão bonitos como os da região mais central, vale uma caminhada por aqueles lados para conhecer.


Nessa região da Balcarce, o público mais presente é o de turistas, mas não estrangeiros. Turistas argentinos, mesmo, vindos de Buenos Aires, Rosário e Córdoba. Praticamente todas as noites da semana tem um movimento bom, havendo vários lugares em que se pode jantar e depois uma banda de rock ou algo folclórico já começa a tocar no mesmo lugar.

Outra das nossas “opções” noturnas era o próprio albergue. Como o maior da rede de três albergues com nomes parecidos na cidade, o Backpacker’s Salta concentrava sua clientela para a janta, que era servida de graça a todos os hóspedes dos três albergues, mediante simples reserva antecipada. Com uma área ao redor de uma piscina (vazia no inverno, é verdade), o albergue aproveitava também para vender cerveja a preços camaradas e, com isso, juntava bastante gringos que não queriam ter de sair do albergue. Alemães, suíços, franceses, americanos e sul-americanos em geral formam a maior parte do público.


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