04/07/2010

Voos para o Chile


Todos os vôos diretos entre o Brasil e o Chile têm como destino o aeroporto de Santiago, chamado Comodoro Arturo Merino Benitez (sigla SCL). Há várias opções de horários todos os dias, principalmente através de São Paulo (aeroporto de Guarulhos).

Há várias companhias aéreas fazendo esse trecho também, com saídas de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Dentre elas as brasileiras Gol (com serviço de bordo Varig) e TAM, a chilena LAN e, com conexões em Montevideo e Buenos Aires, respectivamente, a Pluna e a Aerolineas Argentinas.

Nas três vezes que fui ao Chile acabei utilizando o serviço da Gol, principalmente porque, até então, não havia opção melhor. A Aerolineas estava recém se recuperando de sua crise financeira, a Pluna ainda não havia reinaugurado a conexão com Porto Alegre e todos os vôos da TAM e da LAN passavam por São Paulo. Com isso, o vôo Porto Alegre – Buenos Aires – Santiago – Lima, que saía às 6h da manhã do aeroporto Salgado Filho acabava sendo minha melhor opção.

Para quem mora no sul do país, hoje a melhor opção acaba sendo a Pluna. Primeiro, por causa do preço: é disparado o menor de todos (um amigo meu que andou pesquisando essa semana falou em tarifas de ida e volta de Porto Alegre por 596 reais, com taxas!). Em segundo, porque a Gol andou encolhendo bastante a malha e piorando os horários de seus vôos para Argentina e Chile, desde a época da gripe suína, sem contar que já tinha suspendido a parte do vôo que ia até Lima. Em terceiro, por causa do horário. O tempo de conexão em Montevideo não é tão longo assim e o aeroporto é bem tranqüilo. Com relação à qualidade e confiabilidade, não é pior nem melhor que a Gol. Fica aí a dica, portanto.

Se a idéia é resgatar passagens com alguma milhagem do Smiles e do Fidelidade, é importante observar que o prazo máximo de antecedência é de 3 meses. Ou seja, vale a mesma regra das passagens nacionais, e não das internacionais, porque o vôo é dentro da América do Sul. Dependendo da época e da promoção, dá até para emitir trechos com 6000 ou 8000 milhas – se bem que isso está cada vez mais raro.

Um problema em comum com as companhias que voam para lá é o fato de colocarem aviões de porte médio para voar a distância, que não fica em menos de 4 horas. Uma coisa é voar duas horinhas num desses Boeings da Gol; outra é fazer 4 horas nessas mesmas condições, à base de barrinha de cereal e de sanduíche de mortadela, sem qualquer entretenimento decente. Nesse quesito, não conheço porque nunca fui nem pesquisei, mas acho que a LAN é melhor.

Seja qual for a forma como se vai para o Chile, o ponto mais interessante da viagem ocorre uns quinze a vinte minutos antes de chegar em Santiago: cruzar por cima da Cordilheira dos Andes. Não tem como resistir, pelo menos na primeira vez, a ir até uma janelinha, mesmo que por cima de outro conhecido, para ficar olhando a imensidão daquelas montanhas e, para muitos, pela primeira vez um pouco de neve ou gelo ao vivo – se bem que distante. O Aconcagua, alguns lagos sem nome, vales em que possivelmente andaram aqueles sobreviventes do filme “Vivos”, um céu ainda mais azul do que o que se vê por aqui, a paisagem é realmente muito bonita.

2 comentários:

Rayana disse...

olá!
sou seguidora "anônima" dos seus vários relatos de viagem.sempre acompanho e me deslumbro com a possibilidade de fazer o mesmo.
hoje resolvi aparecer por uma pergunta muito simples e rápida.
que máquina fotográfica você usa?hehe.
estou em preparação para intercâmbio e gostaria de comprar uma boa. e achei lindas as últimas postadas (não tirando o mérito do fotógrafo, é claro).
obrigada.

André Augusto Cella disse...

Sempre usei máquinas simples. De 2006 a outubro de 2009, usava uma Sony DSC S600 (na época custou uns 250 dólares num free shop uruguaio). Essas dos últimos posts ainda são desta máquina.
Depois de outubro de 2009, passei a usar uma Sony W290, que custou também uns 250 dólares, num outlet em Orlando.
Na viagem do Atacama, algumas fotos são do meu amigo Diego, numa Sony semiprofissional que não lembro o modelo agora.