28/05/2011

Definições

Acertada a ida e a volta, bem como o voo interno entre Grécia e França, faltavam ainda as definições dos lugares e dos dias no nosso roteiro grego.

Atenas seria parada obrigatória, tanto pelos monumentos que queríamos ver (apesar de estarmos preparados para a cidade não ser “tudo aquilo”) como pela necessidade de usá-la como porta de entrada e saída do país.

Embora todo mundo que pense numa viagem pelas ilhas gregas imagine que vá se deslocar de uma ilha para a outra de barco, um pouco de pesquisa revela uma dura realidade: os barcos demoram cerca de 6 horas para fazer viagens que podem ser completadas em 45 minutos de avião e, além disso, atrasam ou são cancelados em dias de vento forte. Por essa razão, passamos a considerar viagens de avião dentro do país como algo necessário, ainda que não fosse para todos os trechos. Isso levou a outra descoberta: a maioria dos deslocamentos aéreos entre ilhas demanda uma conexão em Atenas – há pouquíssimos horários diretos entre ilhas.

Independentemente disso, a principal questão era definir quais ilhas a visitar. A Grécia tem milhares delas, centenas habitadas. Há diferentes grupos de ilhas: Cíclades (as mais famosas, no mar Egeu), Jônicas (no oeste do país, no mar Jônico), o Dodecaneso (ilhas ao sul da Turquia), Sarônicas (entre Atenas e o Peloponeso), as ilhas do Nordeste do Mar Egeu e a gigantesca ilha de Creta (maior do que muitos países europeus).

Para ajudar na escolha, comprei o Guia Visual da Folha “Ilhas Gregas” (cerca de R$ 80) e usei o site http://www.guiagrecia.com.br/, de um brasileiro aficionado pela região, que vai e volta da Grécia há mais de trinta anos, sempre conhecendo lugares diferentes. Coletei experiências também no blog “Turista Acidental”,na parte em que a autora conta como foi sua viagem de lua de mel pelo país.

Desde o início, descartei Creta, que mereceria mais tempo, e nos focamos nas ilhas mais tradicionais. Tanto o site que falei acima como o Guia Visual trazem uma tabelinha comparativa de atrações das ilhas que, de certa forma, foram bem importantes nesse processo decisório.

Ao final, acabamos optando pelo quase óbvio dos roteiros de quem vai pela primeira vez à Grécia: Mykonos e Santorini (sendo que a primeira permite um passeio de bate e volta à ilha de Delos, um patrimônio histórico em que não é possível pernoitar).

Acima: Santorini. Abaixo: Mykonos

Definimos ainda que seriam três noites em cada ilha e, depois de muita pesquisa, acabamos fechando os deslocamentos com a Aegean Air (que embora cobre preços alguns trocados maiores que os da concorrente Olympic Air, tem uma frota mais nova e estava entrando justamente naquele mês na Star Alliance, o que permitiria acúmulo de pontos do TAM Fidelidade). Deixamos o barco apenas para o bate e volta entre Mykonos e Delos.

Na pesquisa por companhias de aluguel de veículos, fechamos com a Budget, a mesma que já tínhamos usado em outra viagem aos Estados Unidos. Por 29 euros por dia, conseguimos carros da categoria do Citroën C3, com direção elétrica, ar condicionado e vidros elétricos – uma piada se formos comparar com os preços absurdos que se paga para alugar um Fiat Uno pelado aqui no Brasil.
De Citroën em Mykonos

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