25/05/2011

Grécia

A Grécia sempre ocupou um lugar especial na minha imaginação. A ideia de um lugar com milhares de anos de história, origem de tantas ciências e artes, com ruínas por todos os lados para lembrar do seu passado glorioso – isso sem falar na mitologia – fazia do país um lugar fascinante na minha cabeça.

Foi só com o passar dos anos que comecei a enxergar aquele lugar com uma visão mais próxima da realidade atual: um país não muito desenvolvido, de certa forma até ineficiente, com uma população envelhecida, mas dotado de belezas naturais que o fazem um dos destinos mais cobiçados de férias em todo o mundo.

Com o tempo, também, fui sendo convencido de que a capital, Atenas, não tinha nada de mais e que a verdadeira atração do país estava nas suas centenas de ilhas e no interior. Lembro-me bem da decepção com a maior cidade grega depois de ver as fotos e ouvir o relato do meu primeiro amigo mais próximo que tinha passado por lá num mochilão enlouquecido por 17 países.

A partir do momento em que comecei a viajar, fui associando a Grécia a um lugar romântico e chique, que merecia ser visitado a dois. E foi exatamente esse o país que escolhi para fazer a primeira viagem à Europa com a Gisele, minha esposa desde 2009, no nosso aniversário de 1 ano de casados.

Foi com bastante antecedência que a escolhemos, mas passamos por momentos de hesitação. O medo de que tudo acabasse se tornando caro demais, o noticiário expondo greves e quebra-quebras no centro de Atenas por causa da grave crise econômica (que ainda não terminou) e até mesmo um terremoto no Peloponeso no mês em que estávamos comprando as passagens trouxeram algumas dúvidas. Mas depois de uma reportagem da Viagem e Turismo falando como estava bom e barato viajar para lá e que nas ilhas a crise era coisa de outro mundo, tivemos certeza de que valia a pena.
Nossa ideia não era fazer mochilão, mas uma viagem independente, organizada por nós mesmos, com direito a carro alugado, hotéis com certas amenidades e um ritmo bem tranquilo, que permitisse aproveitar um pouco mais cada lugar. Tudo com antecipação e pesquisa, para não deixar muita margem de erro.

Tiramos férias de 15 dias entre o finalzinho de setembro e a primeira metade de outubro para fazer essa viagem. O clima ainda estaria bom, porque seria final da temporada de verão, mas o público e os preços já estariam diminuindo.

A ideia, em princípio, seria fazer Atenas, duas ilhas “top” no Egeu e Meteora, no interior. Dependendo da companhia aérea com a qual comprássemos a passagem (não há voos diretos entre Grécia e Brasil), faríamos um stop over em alguma capital europeia na ida ou na volta.

Na hora de pesquisar voos, acabamos reduzindo nossas opções a apenas duas companhias: TAP (via Lisboa) e Air France (via Paris). Como já conhecia as duas, deixei a opção para a Gisele, que escolheu Paris. Acabamos conseguindo comprar as passagens de ida e volta, com taxas e o stop de três dias em Paris, por R$ 2.200,00 para cada um, com saída pelo Rio de Janeiro e volta por Guarulhos.

Como Paris sempre merece um tempinho a mais, acabamos cortando Meteora, na Grécia (a logística parecia meio complicada) e fechamos um roteiro com 9 noites de Grécia e 3 noites de Paris.

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