24/02/2009

Scheveningen


Depois de conhecer o Palácio da Paz e as atrações ao redor, tomamos um bonde que segue pelo canteiro central da longa avenida que liga Haia a Scheveningen. Não tenho certeza se é apenas um bairro de Haia ou uma cidade independente, mas Scheveningen, na verdade, é o balneário mais próximo da capital de fato da Holanda.

O lugar é descrito nos guias como muito mais agitado que Haia - pelo menos à noite - e como sede de um grande cassino, vários restaurantes e boates.

O caminho até lá, de bonde, foi de certa forma muito estranho. Assim como percebemos um certo descuido nos parques e jardins de Haia, aquela longa avenida estava precisando de um corte de grama, no mínimo. As várias casas, todas parecidas e ao lado uma da outra, também já tiveram dias melhores. Não que fosse totalmente abandonadas, mas é que, depois de alguns dias vendo o cuidado que os holandeses têm com a beleza do seu país, consguíamos notar quando alguma coisa não estava naquele padrão.
Descemos no ponto final do bonde, perto do grande hotel cassino que é o cartão postal do balneário. Ali, encontramos várias estátuas de areia, tanto na frente como atrás do hotel - algumas delas sendo demolidas por retroescavadeiras no exato momento em que estávamos passando.
A praia, em si, é meio sem graça. O mar, gelado, como era de se esperar para uma praia holandesa. O clima também não estava dos melhores: para o oeste, do lado do mar, totalmente aberto; para o leste, uma ameaçadora cortina de nuvens negras, parecendo que um temporal viria em questão de minutos.

Havia poucas pessoas na praia, a maioria mulheres tomando banho de sol nas cadeiras colocadas à disposição pelos restaurantes e hotéis da beira-mar. Por causa do forte vendo que às vezes bate, as cadeiras de sol são "armadas" com um corta-vento.

Caminhamos pelos deques, tiramos algumas fotos com as esculturas de areia, o molhe onde está um cassino e as aves marinhas que por ali estavam, e tratamos de encontrar um lugar para almoçar.
Já passava da 1 hora da tarde e a fome estava batendo. Para nossa sorte, acabamos encontrando um restaurante do estilo "all you can eat" por apenas 10 euros por pessoa, cujo prato principal eram costelinhas de porco, naquele estilo que se serve aqui no Brasil nos restaurantes do Outback. Não sei se foi a fome ou o fato de termos comido pouca carne durante a viagem, mas acabou sendo uma das melhores refeições daquele mochilão.
Tomamos uma cervejinha para descansar e, depois de umas três horas no dito balneário, tomamos um bonde de volta ao centro de Haia, para de lá seguir a Delft - uma cidadezinha próxima, pequena, mas com algumas atrações bem fotogênicas.

No caminho, entre um bonde e outro, topamos com a embaixada brasileira, por acaso, e com mais uma das praças importantes da cidade.

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