20/02/2009

AMSTERDAM - Domingo


No nosso terceiro dia em Amsterdam, um domingo, deixamos para acordar mais tarde do que o habitual. Devagarinho, depois do café, fomos de bonde até a estação central e de lá tomamos (pela única vez) um metrô até o estádio do Ajax, que fica a alguns quilômetros a leste da cidade.
A arena do Ajax, para quem não lembra, causou "sensação" logo que foi construída, dada a grande inclinação - quase vertical - das arquibancadas, o luxo das instalações e o fato de ter uma cobertura para o gramado.

Nossa intenção era fazer o tour básico pelo estádio, com guia (coisa que não fizemos em nenhuma outra cidade da viagem, embora tenhamos visitado o estádio olímpico de Berlin), e para isso tivemos que esperar uma hora até o primeiro horário disponível.

Foi uma das melhores coisas que aconteceram, pois a espera serviu para que descobríssemos as excelentes lojas que existem ao redor do estádio. Há pelo menos três lojas gigantes, duas delas especializadas em coisas esportivas (roupas, acessórios, mochilas, tênis). A vontade que dá era jogar tudo o que tínhamos trazido fora e comprar tudo novo. Brincávamos que, da próxima vez, viríamos do Brasil só com uma sacolinha de mercado e passaríamos por ali antes de começar a viagem. Os preços eram muito bons e a qualidade e a diversidade das coisas era impressionante. Tinha de tudo - de coisas para trilhas e mochilões, a material para tênis, rugby, esportes náuticos. Muito legal mesmo.

No tour pelo estádio, conhecemos todo o interior das instalações, inclusive a sala de imprensa, os vestiários e o campo em si. Naquele dia, estavam ajeitando as coisas para um show que ocorreria mais tarde, por isso a grama estava coberta e havia cadeiras no centro do estádio. Nas fotos, dá para ver a inclinação de até 38° das arquibancadas.
No final, passamos pela sala de troféus, e ali estava uma gloriosa camisa tricolor, em referência à (trágica) final de 1995, em Tóquio, onde o Grêmio perdeu para o Ajax nos pênaltis (até hoje os colorados usam camisa do Ajax, em razão daquilo).


O guia era meio chatinho, por isso às vezes se tornava um pouco maçante o passeio, que dura uma hora. Ele fala tudo em inglês depois repete tudo em holandês. Mesmo assim, o passeio vale a pena.
Na volta ao centro de Amsterdam, decidimos conhecer a casa de Anne Frank, a menina judia que ficou mais de 2 anos escondida, com a família, no sótão de uma família vizinha que os abrigou, durante a ocupação nazista, na Segunda Guerra Mundial.

A casa foi transformada num museu pela associação judaica que a comprou e tudo é muito semelhante ao que existia na época dos fatos relatados no famoso livro. Mesmo para quem não o leu, o passeio vale a pena, pela sensação de toque de realidade que o museu dá. Em lugares como esse, as associações judaicas sempre querem passar ao visitante uma noção de que aqueles números gigantescos de pessoas que morreram no holocausto não são só números, mas vidas, mostrando o indivíduo em meio àquilo tudo.

Quando já estava no final do dia, depois do museu, que fica de um lado da cidade pelo qual não tínhamos passado, atravessamos novamente em direção ao Red Light, para conhecer um pouco dos pontos turísticos que existem lá - além das janelinhas -, como a Oudekerk e o mercado.




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