22/02/2009

Den Haag (Haia)

Na segunda-feira, dividimo-nos em dois grupos: o Rafael e o irmão dele, o Marcelo, saíram bem cedo para um tour de ônibus, que passaria por Rotterdam, Haia, Delft e por um mercado de flores. O Diego, o Bagé e eu iríamos primeiro para Haia, de trem, e de lá veríamos o que mais poderíamos fazer.

Chegando em Haia, depois de uma viagem de pouco mais de meira hora, do lado de fora da estação, demos de cara com uma cena tipicamente holandesa: centenas, talvez milhares, de bicicletas do lado de fora, estacionadas uma ao lado da outra, em locais nos quais podem ser cadeadas. O pessoal vem de casa com a bike, deixa na estação e segue de trem para o trabalho.

Embora Amsterdam seja a maior e mais importante cidade do país, muitas vezes tratada como se fosse a capital, Haia (ou Den Haag, em holandês) é que é a sede do Parlamento e o local onde mora a Família Real. Ali também estão quase todas as embaixadas dos outros países e quase todos os Ministérios.

A cidade é bem menor e mais tranqüila que Amsterdam, mas não tem tanto apelo turístico. O turismo, ali, acaba sendo mais "cívico", ou seja, de visitação a prédios oficiais.

Andando da estação em direção ao centro, passamos por uma curiosa placa que informa todas as "regras" e precauções a serem tomadas na cidade: cuidado com pickpockets, não urinar na calçada, não deixar cocô de cachorro no chão, não amararra bicicleta em poste de luz, etc.
À medida que fomos andando, fomos conhecendo as principais atrações do lugar, tais como uma praça com a estátua do Rei Guilherme de Orange e a Igreja da cidade.
Logo ali perto, está o Parlamento Holandês, ou Binnenhof, na língua local. O prédio ocupa uma quadra inteira e é possível andar pelo seu pátio interno, onde há capelas e os prédios onde trabalham os deputados. Do lado de fora, um grande lago artifical com um chafariz dá um ar legal ao lugar.
Ao lado do Parlamento, fica a Maurithuis Royal Picture Gallery, um museu onde estão a maior parte dos quadros mais famosos de Vermeer, como " A moça com brinco de pérola", que deu nome a um filme não muito antigo com a Scarlett Johansson. Demos azar, porque na segunda o lugar não está aberto a visitação.
Depois, passamos por uma seqüência de parques e jardins, surpreendentemente meio mal cuidados e com ar de decadentes. Ali pelo meio, encontramos o Palácio Real onde a família real holandesa efetivamente mora. O lugar não tem nada demais e, se não fosse pelo mapinha que pegamos num centro de informações turísticas no centro, não teríamos visto (nem sentido falta).
Mais alguns metros, já um tanto longe do centro da cidade, chegamos ao Palácio da Paz, ou Vredespaleis. Esse prédio, para quem fez faculdade de Direito, tem um significado bem especial. Trata-se da sede da Corte Internacional de Justiça, da ONU, no qual são julgados os mais importantes crimes de guerra, tais como os da ex-Iugoslávia e da Libéria. É possível visitar o lugar por dentro, mas não pudemos fazer isso por dois motivos: era dia de julgamento, aí os visitantes não podem entrar, e mesmo que não fosse, teríamos de estar de terno e gravata (hehehe).
Contentamo-nos com umas fotos dos jardins do palácio e com uma rápida visão dos juízes, com suas togas vermelhas, provavelmente voltando de um "lanchinho".

Ao redor do Palácio, existe um monumento aos mortos da Segunda Guerra nascidos na Holanda e uma "Chama da Paz Mundial" (que realmente tem um foguinho queimando), rodeada por pedras oriundas de todos os países do mundo que fazem parte das Nações Unidas. A do Brasil era um basalto, desses de calçamento de rua, bem feinha!

3 comentários:

Anônimo disse...

Olá André...
só fazendo uma observação, a Corte Internacional de Justiça (HAIA)não julga indivíduos, apenas conflitos entre Estados. Quem julga indivíduos é o Tribunal Penal Internacional (TPI), criado pelo Estatuto de Roma...
Luciana.

Anônimo disse...

Oi, André...
Estou planejando minha próxima viagem e encontrei seu blog. É muito bom! Parabéns!
Só uma observação: Moça com Brinco de Pérola é de Vermeer, não Rembrandt. De toda forma, são dois gênios holandeses, né?

André Augusto Cella disse...

Erros corrigidos no texto!