26/02/2009

Delft

Até o dia em que viajei para lá, eu sequer sabia da existência de Delft. Foi o Diego quem sugeriu que fôssemos para lá, por causa das dicas do guia que ele estava levando, aquele Guia do Viajante Independente na Europa, escrito por brasileiros.

Delft é uma cidadezinha pequena, não devendo ter mais do que uns 100 mil habitantes. A maioria das pessoas acaba conhecendo a cidade apenas num city tour, como aquele que o Marcelo e o Rafael estavam fazendo enquanto nós conhecíamos Haia, Scheveningen e Delft a pé e de trem.

As principais atrações da cidade são os seus canais e as suas várias igrejas antigas, todas muito bem conservadas, num ambiente mais tranqüilo que o de outras cidades holandesas maiores.

Fomos para lá num meio de transporte muito pouco usual: um bonde. Tomamos um no centro de Haia e, depois de descobrir com o condutor quanto sairia para cada um, embarcamos numa viagem de quase meia hora naquele transporte. Não é muito confortável andar a velocidades maiores num "trenzinho" que dá umas viradas bruscas conforme os trilhos que segue e que tem de parar nos sinais vermelhos como se fosse um ônibus, mas a experiência foi bastante válida.

Assim que chegamos, demos de cara com uma torre que acredito ser de vigia, mas que mais parecia uma caixa d'água.
Uns poucos passos mais e já conseguimos ver a Oude Kerk (Igreja Velha) de Delft, que tem a peculiaridade de estar com a torre principal bastante torta (não tanto como uma torre de Pisa, mas quase). A visão da torre ao final de um canal é bastante fotogênica - azar o nosso que a iluminação não contribuiu para fotos muito boas.
Depois de passarmos pela igreja, fomos em direção à praça principal, que é também o mercado central da cidade, como na maioria das cidades holandesas (Grote Markt). Ali, ao redor, ficam também a Prefeitura velha e a Igreja Nova, além de barzinhos e restaurantes muito agradáveis.

Relativamente, havia bastante turistas naquela área, que também está cheia de pombas pescando uma migalha aqui outra ali. Tomamos assento num barzinho que pareceu bom, porém não tão caro, e começamos a tomar uma de várias cervejas que preencheriam aquela nossa tarde.
Tiramos algumas horas para descansar e para conversar naquele lugar. Foi muito bom ficar sem "compromissos" de visitar as coisas e só beber num lugar tão bonito e tranqüilo. A única coisa que interrompia a conversa eram as badaladas da igreja a cada meia hora.

Só depois de algum tempo é que percebemos que a grande estátua em frente à igreja era de Hugo Grotius. Até hoje não lembro exatamente porque ele foi importante, mas sei que tem algo a ver com o Iluminismo, hehehe.
Depois de algumas horas, demos mais umas voltas para ver outros pontos interessantes da cidade e acabamos encontrando uma lojinha da Puma em liquidação. Camisestas oficiais a preços que variavam entre 11 e 15 euros. Só eu levei três! Que achado!
Decidimos, antes mesmo de ir para a cidade, que voltaríamos de trem a partir dali, direto para Amsterdam. No caminho para a estação, tratamos de fazer nossa rota por um lado da cidade onde existe um grande moinho (que é aquele que aparece no post sobre as verdades e mentiras da Holanda).

Chegamos por volta das 18h30 na estação e esperamos mais uns 20 minutos até que chegasse nosso trem, que nos levou de volta à capital, onde já escurecia.

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