28/11/2010

Passeio por Montenegro - Baía de Kotor


Boka Kotorska é o nome local para a Baía de Kotor, uma imensa entrada de mar em formato de ípsilon que passa por um estreito entre dois morros bastante altos e que forma uma paisagem muito semelhante àquela que se vê em lugares como Noruega, Chile e Nova Zelândia, só que curiosamente num país quente. Exatamente por essa semelhança, muitas vezes a Baía de Kotor é tratada como um fiorde - dito o maior fiorde do sul da Europa. Por questões geográficas no entanto, os estudiosos descartam a classificação do lugar como fiorde, preferindo a denominação baía.

A baía de Kotor é um dos principais pontos turísticos de Montenegro, tendo sido declarada pela UNESCO como patrimônio da humanidade. Há estradas ao longo de todo seu entorno, com várias cidadezinhas. Começando por Herceg Novi, passa-se por Zelenica, Denovici e pelo estreito propriamente dito. Já do lado "de dentro" da baía, passa-se por Risan, Perast, Doni Ohrajovac, Ljuta, Dobrota e Kotor, no canto mais profundo da baía.

Por ser uma entrada de mar com uma passagem bastante estreita para o Mediterrâneo, as águas são bastante calmas e, por isso mesmo, historicamente a região sempre foi utilizada por capitães de barcos e navios como um porto seguro em tempos de tempestade, inclusive para atracar barcos com problemas que requeressem manutenção. Pelo mesmo motivo, a concentração de sal na água é ainda menor do que no resto do Adriático, que já tem menos sal do que o Atlântico. Desde os tempos do Império Romano a região já era habitada, havendo ainda alguns resquícios de casas e banhos ao longo da estrada que contorna a baía.
Como o lugar é totalmente cercado de montanhas bastante altas e com água no centro, formou-se um microclima bem diferente do resto da região: temperaturas mais amenas no ano inteiro, só que intensidade de chuva bem maior, dentre as mais altas da Europa.

A paisagem de cartão postal da baía de Kotor é aquela em que aparecem as duas ilhotas no centro da baía, cada um com um pequenos mosteiro em cima (ilha de São Jorge e a ilha de Nossa Senhora sobre as Rochas). A história contada é que uma das ilhas é natural (São Jorge), mas a outra foi feita artificialmente, em simetria com a já existente, para que ficassem parecendo os dois olhos da Virgem Maria.
Tirando um passeio às ilhotas no meio da baía e a visita a Kotor, de que falarei no próximo post, a baía de Kotor é um lugar mais para ser curtido numa casa à beira do mar ou num passeio de lancha ou iate do que para se fazer alguma coisa. Subir nas montanhas ao redor em busca do melhor visual também é outra opção interessante.

Logo que fiquei sabendo da existência do lugar, ainda na época da organização da viagem, fiquei bastante curioso para conhecê-lo e recomendo justamente por ser bem diferente de qualquer outro lugar que já tenha visto.

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