08/11/2010

Dubrovnik - teleférico


Dubrovnik é uma cidade espremida entre o mar e a montanha. Basta olhar no mapa para ver que depois de uma estreita faixa de território croata, já se chega à Bósnia, que fica logo atrás dessas montanhas.

Essa localização interessante levou, ainda na década de 70, à construção de um teleférico para que se pudesse admirar a cidade e o mar lá de cima. Como não poderia deixar de ser, entretanto, esse ponto de observação tornou-se um ponto estretégico fundamental na guerra civil que ocorreu na cidade em 1991.

O Exército Federal Iugoslavo tomou a fortificação antiga que havia ao lado da estação do teleférico e o próprio teleférico para controlar a cidade e começar a bombardeá-la lá de cima. O bondinho foi destruído, em razão das batalhas e passou quase 20 anos desativado.
Tivemos a sorte de chegar na cidade poucos dias depois da reinauguração do equipamento, que estava funcionado ainda com pouca gente sabendo da sua existência.

Pegamos dicas com os locais e perguntamos qual seria o melhor horário para fazer esse passeio, e fortemente nos recomendaram que não fôssemos de manhã por causa do calor e do sol. Deixamos para fazer na hora do entardecer, e não nos arrependemos.

O preço do ingresso não saiu mais do que uns 15 reais para cada um. São apenas duas cabines, que vão e que voltam, o que mostra que quando a atração se tornar mais popular a coisa vai ser bem demorada. Não pegamos quase nada de fila e logo estávamos subindo.

Lá em cima, encontramos a Fiona, uma mulher que conhecemos no albergue dos dois primeiros dias e que fazia passeios com mochileiros pela região. Ela e os seus tinham subido a pé, como se fez nos quase 20 anos em que o teleférico esteve no chão.

Além de lojinhas de souvenir e lancherias, lá em cima há um santuário, com uma grande cruz quae na beira do morro, com vistas para o lado sul da cidade, um castelo em ruínas (muita coisa bombardeada e com tiros do tempo da guerra) e antenas de TV.
Não há muito o que fazer, senão admirar a paisagem lá embaixo. Para o lado de trás, o que se encerga são apenas alguns vales secos e as montanhas que seguem até o lado bósnio.



Aproveitamos para ver o pôr-do-sol e conseguimos ver algumas das imagens mais bonitas daquela viagem, com outras várias ilhas ao redor, o Adriático plácido como sempre e o amarelo tomando conta do céu.

A cidade velha, lá de cima, parece de brinquedo. Com as muralhas ao redor, parece uma caixinha cheia deles. Muito bonito mesmo. Vale conferir...

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