26/01/2009

AMSTERDAM - Chegada

Nosso vôo entre Berlin e Amsterdam foi feito pela KLM “City Hopper”, uma subsidiária regional da grande companhia aérea holandesa. Nada de especial – mas pelo menos o lanchinho era de graça!

À medida que fomos nos aproximando do pouso, pudemos ver pela janelinha um belo dia de céu sem nuvens (coisa rara na Holanda) e uma bonita paisagem de campos floridos e lagos e alagadiços por todos os lados.

Chegamos na hora marcada no aeroporto de Schiphol, mas tivemos um grande atraso até a liberação da bagagem. Creio que tenhamos ficado quase uns 50 minutos sentados ao lado das esteiras esperando, junto com todos os demais passageiros. O que nos salvou foram uns chocolates que tínhamos nas mochilas que foram como bagagem de mão, porque nessa parte do aeroporto (como na maioria dos lugares), não se tem acesso a áreas de alimentação.

Depois, com a bagagem em mãos, não levamos muito tempo até sair do aeroporto. Como era um vôo dentro do Espaço Schengen e da Zona do Euro, não havia nem imigração, nem alfândega, nem necessidade de fazer câmbio. Tratamos apenas de comprar os tickets necessários para se ir de trem do aeroporto até a cidade.

Os trens metropolitanos de Amsterdam são de cor laranja. Não são muito modernos, mas chegam rapidinho na Centraal Station, de onde seguiríamos para o albergue. Tivemos um pouco de dificuldade para encontrar o trem correto, pois vários outros, com outras direções, saem a todo tempo do aeroporto.

Chegando na Centraal Station, deparamo-nos com uma “muvuca” que fazia tempo que não víamos. Gente indo e vindo por todos os lados, uma estação antiga e quase toda em reformas e, do lado de fora, um caótico fim de linha das principais linhas de bondes da cidade com bicicletas cruzando em todos os sentidos. Com toda a bagagem nas costas, encontramos nosso caminho por entre a confusão e chegamos até o centro de informações do transporte urbano de Amsterdam, em frente à estação, mas do outro lado da rua.

Amsterdam tem metrô, mas ele serve muito pouco aos interesses dos turistas. Leva para regiões mais afastadas do centro, em direção nordeste. Nós, em quatro dias na cidade, só o usamos para ir e voltar do estádio do Ajax.

O principal meio de transporte público são os bondes elétricos, que parecem mini-metrôs. São praticamente iguais aos que existem em Milão e ao moderno bonde que leva do centro de Lisboa a Belém.

O sistema de passagens é que é um pouco complicado à primeira vista. Funciona como o da Dinamarca – só que agora não tínhamos mais um anfitrião para fazer essa parte por nós. A pessoa compra uma tira com dez espacinhos horizontais (ou mais, se quiser). Quando entra no bonde, deve cancelar (mais ou menos como bater um cartão de ponto) um espacinho para o embarque e mais um para cada zona da cidade pela qual vai transitar. Se ficar só dentro da zona central (o mais comum para turistas, que ficam só entre a Centraal Station e o Vondelpark), cancelam-se dois espaços apenas.

Os bondes funcionam, na prática, como metros de superfície. Há estações de parada anunciadas pelo condutor e bondes indo e vindo nos dois sentidos. Mapas com as linhas principais são facilmente encontrados em guias da cidade.

Depois de comprar os nossos, embarcamos num quase vazio (a estação central é o início e o fim das linhas), mas logo nos vimos apertados por todo o público que foi embarcando. Certamente o bonde não foi pensado para gente carregada de bagagem...

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