Cobres e La Polvorilla

Um pouco antes de entrarmos na cidade, começamos a ver os maiores rebanhos de llamas que até então tínhamos visto naquela viagem. É claro que uma foto acaba sendo obrigatória...


É o trecho mais duro (e para quem já estava se sentindo um pouco mal como eu, o mais difícil) da estrada. São estradinhas vicinais, fora da rota normal de trânsito, que levam aos pés do maior viaduto (e maior atração) do passeio do Tren a Las Nubes.
O viaduto La Polvorilla é considerado um grande feito da engenharia, porque foi construído numa altitude extrema: 4.200m sobre o nível do mar. Com um ambiente seco, frio, ventoso e sem recursos minerais para obras próximo de si, foi necessário muito trabalho para completá-lo.
A visão dele de longe não dá dimensão de sua grandeza. À medida que a gente se aproxima é que vê.
A caminhonete estacionou quase embaixo dele e ali o motora deu uns 45 minutos para fotos e, que quisesse (e pudesse) subir pelo morro que há ao lado, até lá em cima.



Achei melhor me recolher à caminhonete depois de algumas fotos na parte debaixo e me dei por vencido. Até apaguei de sono por alguns minutos antes de os guris voltarem.
Dali, voltamos a San Antonio de los Cobres para almoçar. Naquela hora, a pacata cidadezinha vira um enxame de turistas e vendedores. Todos os restaurantes já fazem reservas para os grupos a passeio. Os menus não oferecem muita opção: a idéia é que todo mundo experimente carne de llama. Na verdade, a experiência não é das melhores, porque a tal llama vem num empanado que mais parece carne moída prensada, com um pouco de nervos...
Como não poderia deixar de ser, há grupos musicais típicos tocando musiquinhas em flautas peruanas. Até sertanejo universitário em versão argentina de cumbia sai...

Comentários