17/09/2009

Ruta 40 e Salinas Grandes

San Antonio de los Cobres não oferece muito aos seus visitantes além de almoço e proximidade ao viaduto. Logo que começa a tarde, a cidade novamente se esvazia - e conosco não foi diferente.

Ao invés de voltamos pela mesma estrada que usamos para chegar até ali (Ruta 51), seguimos em direção a Salinas Grandes pela Ruta Nacional 40.

Essa estrada é muito famosa entre os aventureiros. Parte dela, mais ao sul, foi inclusive utilizada no Rally Dakar deste ano, que por questões de segurança deixou de ser feito na África. A rodovia, que tem apenas algumas partes de asfalto, é em sua maior extensão feita de "ripio", uma espécie de brita fina sobre o chão batido. Ela começa bem lá no sul do país e sobe até o extremo norte, costeando os Andes, quase na fronteira com o Chile.
Creio que andamos uns 80km pela dita estrada, numa paisagem que praticamente não mudou de San Antonio até o entroncamento em que a deixamos: de um lado uma planície sem fim, do outro montanhas nevadas no horizonte. Muita areia e pó por todos os lados, inclusive com trechos que dão um belo atoleiro.

Logo que entramos na província de Jujuy, o motorista pegou um desvio por dentro do salar para chegar até a parte "turística" das Salinas Grandes. Ele nos garantiu que quase nenhum guia faz isso, e a julgar pelos demais carros que o pediram para seguir atrás, realmente não é muita gente que conhece esse caminho alternativo.
A rigor, o que percebemos é que essa parte da salina é área de trabalho da empresa concessionária que retira sal do lugar, a qual não permite a circulação de veículos de terceiros.

Chegando na parte mais movimentada, encontramos vários carros estacionados e muitos turistas. Para mostrar como funciona a extração de sal, são feitas várias piscinas que servem para a evaporação da água, bem como são deixados equipamentos para os visitantes tirarem fotos e "brincarem".
O inevitável artesanato de sal também se faz presente em banquinhas próximas ao local onde se estacionam os carros.

A explicação para a formação da salina é a mais simples possível: um lago que existia ali secou. Na verdade, não bem um lago, mas um braço de mar que ficou separado do oceano quando os Andes se elevaram, há muito tempo atrás.

Embora não tenha o mesmo efeito do Salar de Uyuni, porque não é tão grande nem tão branquinho, vale a pena visitar o lugar.

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