14/12/2010

Chegando na Ilha de Hvar


Perder aquele catamarã em Split não significou apenas uma viagem mais cansativa e ter de matar tempo em Split. Significou também uma viagem que duraria o dobro de tempo (2hs em vez de uma) e ainda chegar à ilha de Hvar pela cidade de Stari Grad, ao invés de direto em Hvar Town.

Quando finalmente aportamos, já passava das 22h30. Por sorte, lembrei de ligar para nosso albergue para avisar que não chegaríamos no horário indicado na reserva e, com isso, fiquei sabendo que o pessoal do lugar nos buscaria na rodoviária.

Descendo do ferry boat, nos deparamos com aquele desespero típico de desembarque de navio, com dezenas de táxis, carros particulares e transfers esperando pelas pessoas. Para os como nós, que não tinham uma nem outra dessas opções, um único ônibus coletivo esperando, já com uma fila enorme na entrada. Nos separamos, para que dois colocassem a bagagem e dois garantissem lugar, mas recebemos a informação de que entraria todo mundo e que ninguém seria deixado na mão.

Assim foi. Uns 15 minutos depois, o ônibus partiu de Stari Grad, mas com o corredor lotado de gente em pé, inclusive três de nós quatro. Estava completamente escuro, mas deu para ver que subimos e descemos de montanhas, passamos por túneis e curvas bem fechadas nos aproximadamente 10km que separam as cidades da ilha.

Quando chegamos à rodoviária de Hvar, ainda tivemos de esperar que o pessoal levasse outro grupo que estava no mesmo albergue. Fomos os últimos a sair da rodoviária, em função disso.

Por fim, chegamos ao albergue, que para mim deixou uma primeira impressão muito boa. Ficamos no Villa Skansi, um lugar que até 2009 era uma pousada com poucos quartos, bem confortáveis, com vista para o mar e tudo bem ajeitadinho, e que depois de algumas adaptações e da colocação de beliches nos quartos virou um albergue.

Os guris reclamaram que era gente demais no mesmo quarto, mas eu achei bem bom. O banheiro, que tinha até hidromassagem, tinha os melhores chuveiros que já vi num hotel ou albergue da Europa. A área de uso comum tinha uma parte externa e outra interna - tudo muito legal.

O lugar ainda oferece aluguel de scooters, tem uma cozinha de uso comum até com um lugar para assar carne e os donos - com exceção de um cara mais velho e gordo - são muito simpáticos e prestativos.

O Villa Skansi não fica bem no centro, mas a uns 5 minutos descendo por ruazinhas de mão única e escadas, no lado sul do porto que ocupa a baía central de Hvar Town. Mesmo com o cansaço da viagem, tomamos um banho rápido e descemos para o centrinho, para comer alguma coisa a mais e para conhecer o que a cidade tem para oferecer - e porque está ficando tão famosa, mesmo entre brasileiros.

Um comentário:

Bia disse...

Essa série sobre a Croácia está incrível, muitas dicas ótimas, tudo bem detalhado! Vou para lá em junho e este blog está sendo uma mão na roda! Obrigada!