20/12/2010

Hvar - Palmižana beach

Palmižana é outra das praias que ficam nas ilhas Pakleni, um pouco mais longe que Mlini (cerca de meia hora de viagem). É vendida pelos barcos de passeio como sendo a mais bonita de todas as praias da região de Hvar.

Foi para lá que fomos no nosse segundo dia em Hvar. Saímos um pouco depois do meio-dia, após termos almoçado na praça central da cidade (essa lula da foto foi a minha refeição).
O bilhete de ida e volta fica em cerca de 25 reais por pessoa, havendo barcos para retornar praticamente de meia em meia hora a partir das 14h. Independentemente do que se usou para ir, pode-se escolher qualquer barco para voltar.

Como em todas as praias da região, o preparo prévio no quesito cerveja mais uma vez foi essencial. Carregamos nossa bolsa térmica com gelo do mercado de peixe e compramos umas long necks no mercadinho ao lado da igreja. Com o passar dos dias na Croácia, fomos aprendendo que a Ožujsko pivo é bem melhor que a Karlovačko, que vínhamos comprando no início. O preço é praticamente o mesmo e as duas são tratadas quase que indistintamente pelos locais, sem uma Brahma X Skol, embora a primeira seja bem melhor, na nossa opinião.
O passeio de barco dessa vez permitiu uma vista de alguns dos maiores barcos que estavam ancorados perto do porto de Hvar. Já tínhamos ouvido falar que não sei qual veleiro havia chegado na cidade, que o iate de não sei quem estava por ali também (fiquei com a impressão de que uma das donas do nosso albergue era a maior "Maria-iate").

Da mesma forma como ocorreu na praia do dia anterior, o barco atracou no lado da ilha oposto ao da praia, de modo que tivemos que atravessar para o outro lado por umas passarelas de madeira bem sinalizadas. Isso dá um belo alívio para os pés, já que todo chão é tomado por aquelas mesmas pedrinhas brancas que existem na beira da água e no fundo do mar, em sua parte mais rasa.

Chegando do outro lado, deu para ver a marina natural com vários iates ancorados, num mar ainda mais azul que o do dia anterior. A água era simplesmente cristalina. Um portalzinho de acesso à praia dava ao lugar um ar ainda mais chique.

A faixa de praia é bem estreita em Palmizana, não havendo espaço para mais do que uma pessoa entre a água e o início da vegetação. Preferimos, como no dia anterior, formar nossa base debaixo de pinheiros, numa parte mais alta, para não esquentar a cerveja e até poder dormir sem preocupação com o sol.

O clima é bem família nessa praia e, ao contrário de algumas outras na região, não é permitido nudismo. Alguns ficam apenas em seus barcos e pulam na água de vez em quando. Embora haja um bar restaurante, não se vê muita gente utilizando seus serviços. O mais comum é um piquenique improvisado (se fosse aqui no Brasil eu estaria chamando de "farofa" mesmo).

A água era um pouco mais quente que a de Mlini, tanto por o dia estar com um sol mais forte e menos vento, como por ser uma baía mais fechada, sem correntes de água nem trânsito de barcos. A impressão é literalmente de uma piscina, tanto pela inexistência absoluta de ondas, como pela pouca profundidade e pela transparência da água. Um snorkel chega a ser quase desnecessário para explorar o fundo, mas há pouca vida marinha, exceto por alguns ouriços-do-mar e alguns peixinhos menores.
Ficamos lá por umas quatro horas, só curtindo. Vida boa...

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