18/12/2010

Hvar - Mlini beach

A primeira praia que conhecemos nos arredores de Hvar foi a praia de Mlini, nas ilhas Pakleni.

O arquipélago de Pakleni é em boa parte um parque nacional protegido, praticamente inabitado. Apenas em algumas das várias baías há um mínimo de infraestrutura para turistas e marinas para barcos de passeio.
Esse arquipélago, visto do Google Earth (ou mesmo do ponto mais alto da ilha de Hvar, onde há uma cidadela fortificada) parece um monte de biscoitos, todos recortadinhos. Nessas entrâncias é que ficam as praias.

As ilhas são todas feitas de uma base de pedras brancas, o que garanta a claridade e a limpeza da água, mas são também cobertas de uma vegetação verde, inclusive com pinheiros na beira da água.
Essa praia, de Mlini, tem esse nome por causa de uma ilhota do mesmo nome, redonda, bem na sua frente, à qual só se pode chegar atravessando o mar, que é tranquilo e não muito fundo. Para chegar até ela, na verdade, tem-se que cruzar a ilhazinha onde o barco encosta, porque a marina fica do lado oposto.
Para ter a visão do conjunto de ilhas ao redor e da praia inteira, o segredo é pedir autorização ao dono do restaurante da praia para subir ao seu "quintal", onde há algumas cabras pastando e nada mais, e chegar ao meio da ilha principal, onde está o seu ponto mais alto. A vegetação, que ali é mais seca, fica avermelhada, e o azul da água do mar parece ainda mais brilhante visto de longe.

As fotos que postei aqui não tem nada de photoshop, posso garantir e provar para quem duvidar!


Para mim, que não gosto de ficar torrando no sol e nem de passar calor demais na praia, o lugar é perfeito. Alugamos espreguiçadeiras de madeira por um dia inteiro por cerca de 8 reais e as colocamos embaixo dos pinheiros, a uns poucos passos da água. Quando dava vontade de ir para o sol direto, era só arrastar um pouquinho. Levamos nosso isopor cheio de cerveja - tivemos o cuidado de comprar gelo no mercado de peixe ao lado da feira no centro da cidade, antes de vir para a ilha - e ficamos ali curtindo a tarde. Para comer, pegamos alguns petiscos como batata frita e peixe no restaurante ao lado, que até vinha trazer a comida até nós.

Pode até ser fria a água e não ter areia, mas só o fato de não ter vendedor gritando, de não ter que se preocupar em deixar bens de valor desacompanhados e de poder ficar na sombra olhando para aquela água transparente, entrando só quando dava vontade (e não por causa do calor) para mim é o mais próximo da praia perfeita que já vi, no meu conceito de descanso na praia.

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