21/07/2011

De Santorini a Mykonos

Deixamos Santorini depois de três noites e três dias muito bem aproveitados. Nosso voo estava marcado para as 7h da manhã, por isso tivemos que madrugar às 5h para poder fazer o check out, dirigir até o aeroporto e fazer a devolução do carro à locadora.

As coisas não começaram muito bem. Na nossa frente, para fazer o check out, estava um grupo de mais de 20 chineses, coordenados por uma chinesa estressadinha que também tinha organizado um casamento na beira da piscina do hotel na tarde anterior (veja na foto abaixo a arrumação do evento).
Quando chegou nossa vez, o cartão de crédito não passava, por problemas de comunicação no aparelho deles. Sem solução imediata, o cara da recepção sacou do fundo de uma gaveta um daqueles equipamentos com duas folhinhas, um pedaço de papel carbono no meio e uma chapinha que desliza para fazer marcar as letras e números elevados do cartão de crédito, como ainda se fazia há uns 10 anos atrás.

Finalmente liberados, mas ainda com tempo de sobra, chegamos ao aeroporto e começamos a procurar pelo agente da locadora que estaria nos esperando para receber o veículo. Já tinham nos dito que a agência só abriria às 8h da manhã, mas também tinham nos garantido que um empregado levantaria mais cedo e estaria nos aguardando. Nada. Ninguém na Budget.

Nas companhias ao lado, havia gente e perguntei o que fazer. Garantiram-me que era só deixar a chave embaixo do tapete do motorista dentro do carro e deixá-lo estacionado em frente ao aeroporto, que não haveria problema. Meio cabreiro, ainda tentei ligar várias vezes para o celular do velhinho que nos alugou o carro, para dizer que ninguém havia vindo nos esperar, mas ele também não atendia.

Nesse meio tempo, tratamos de fazer o check in e nos livrar das malas. O aeroporto de Santorini é muito, muito pequeno, e nem esteira de bagagem tem na hora do check in. Por isso, depois de etiquetar a bagagem, o próprio passageiro tem que pegar a mala, levar até um policial que tem uma máquina de raio-x e, recebido o OK do agente de segurança, despachá-la numa área de onde ela será levada para dentro do avião por alguém da companhia.

Livres da bagagem, ainda tratamos de encarar uma fila para comprar algo a título de café da manhã numa das duas lancherias abertas. Eu ainda não havia desistido de entregar o carro para alguma pessoa da locadora, e de tanto em tanto ia lá fora dar uma olhada. Quando fizeram a chamada para o embarque, entretanto, não tive mais escolha e fiz exatamente como me disseram: estacionei o carro do outro lado da rua, deixei a chave sob o tapete e fui embora (não sem um pouco de receio de ter uma franquia de seguro inteira debitada do meu cartão de crédito na volta para casa).

O voo saiu bem no horário e, como na vinda, sequer houve tempo para que servissem bebidas a todos os passageiros. Quarenta e poucos minutos depois, estávamos pousando novamente em Atenas, para algumas horas depois pegar o segundo voo a Mykonos.

Gastamos umas boas três horas no aeroporto de Atenas, a maior parte delas nos sofazinhos confortáveis de um McCafé do segundo andar. Íamos consumindo sempre alguma coisa de vez em quando – a única regra era não dormir no lugar, sob pena de ser acordado pelos empregados da limpeza. Aproveitei para ligar novamente para o sujeito da locadora de veículos e me tranquilizei quando ele disse que estava tudo certo e que não havia motivo para me preocupar: o carro já estava com ele, são e salvo - aliás, acrescentou, isso era normal e tranquilo de fazer nas ilhas gregas.

Já por volta das 11h da manhã, embarcamos para Mykonos e dessa vez chegamos ainda mais rápido: 35 minutos de viagem, apenas. Infelizmente, a previsão do tempo não errou e tivemos um dia bem nublado, mais friozinho que os últimos, e até mesmo uma garoazinha fina nos esperava no desembarque.

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